“O cabra pode ser valente, e chorar.
Ter mundo de dinheiro, e chorar”…
BOA TARDE!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Guerra contra a Globo

A melhor repórter da TV, Andréia Sadi, foi agredida ontem na sede do PT.

Quando ela chegou lá, os petistas estavam comemorando a pesquisa de boca de urna do Ibope:

“Não vamos vender a prefeitura! Agora é guerra!”

A guerra durou menos de meia hora – até a contagem dos primeiros votos.

Os militantes do partido, enfurecidos, passaram a xingar Andréia Sadi, e barraram a porta quando ela tentou escapar.

Alexandre Padilha e Gabriel Chalita assistiram à agressão, sem mexer um dedo.

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A muito provável vitória de ACM Neto no pleito que se encerra não significa que tenhamos, já, um candidato definido ao governo do Estado.

O prefeito blefava quando dizia, há poucos meses, não ter certeza de que tentaria a reeleição, mas é ponderadamente sincero sobre 2018, dizendo-o fora do seu foco.

É verdade que designou vice o fiel amigo Bruno Reis, para a eventualidade de deixar a Prefeitura, o que não fará se considerar desaconselhável a empreitada estadual.

A questão central, aliás, é exatamente esta: indo para a disputa, Neto teria, sem contar este resto de mandato, mais um ano e quatro meses no cargo.

Ficando, serão quatro anos fechados, tempo razoável para, à frente de uma máquina que domina, avançar na recuperação da capital baiana e colocar-se como capaz de realizar obra maior ainda.

Portanto, seria preciso muita convicção do prefeito para encarar o risco, ainda que mantivesse indiretamente o controle do município por mais dois anos, para consolo em caso de derrota.

O quadro real é que 2018 envolve colégio eleitoral amplo e diversificado no interior do Estado, e em Salvador o governador Rui Costa, desta vez, terá para si, pessoalmente, muitos votos pelo trabalho na cidade.

Minha urna inesquecível

Hoje, em idade avançada, constatei, enfim, a inutilidade do voto. Não que não a tivesse imaginado ante o Brasil atual, após 19 eleições e dois plebiscitos de que civicamente participei nos últimos 54 anos.

Mas é porque, desde o raiar da madrugada, para evento esportivo na TV, programei religiosamente os passos do dia, marcando para as 15 horas o exercício obrigatório do voto – daqui a pouco.

A questão é que, a cada uma das variadas tarefas dominicais cumpridas, geralmente de cunho doméstico e incluindo operações externas, esquecia-me do sagrado dever da urna, pensando já desfrutar plenamente do sossego do lar.

É uma diferença muito grande daquele tempo em que a gente pensava que construía o futuro. Somos instados a suspeitar que, talvez, muitas gerações não merecessem essa decepção final. Mas eu vou, me lembrei e já estou indo. E digo: não vou votar nulo nem em branco. (LAG)

Primorosa composição de Ary Barroso e Vinicius de Moraes. Do álbum da trilha sonora do filme “Garota de Ipanema” (1967); disco Philips.

BOM DIA SALVADOR E SAMPA!!!

BOM SEGUNDO TURNO, BRASIL. ONDE SEGUNDO TURNO HOUVER, A COMEÇAR PELA CIDADE DE SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO.

(Vitor Hugo Soares)


Neto festeja vitória espetacular em Salvador

DEU NO UOL/FOLHA

JOÃO PEDRO PITOMBO
DE SALVADOR

No horário eleitoral, ele é Neto. Entre os eleitores, é Netinho. O acrônimo ACM, que fez do seu avô um dos políticos brasileiros mais bem-sucedidos no século 20, aparece quase como um acessório, em segundo plano.

ACM Neto (DEM), 37, liderou as pesquisas para a Prefeitura de Salvador durante toda a campanha com larga vantagem sobre Alice Portugal (PC do B) e Pastor Sargento Isidório (PDT).

Ele inclusive já se prepara para as eleições de 2018, para o governo da Bahia, buscando um grupo político próprio.

O prefeito refuta a pecha de “novo carlismo”. Não renega o passado político do avô, mas busca consolidar a própria marca. Para isso, trouxe para o seu entorno jovens que começam a ganhar espaço no Parlamento ou na administração municipal.

Entre eles está o hoje candidato a vice-prefeito Bruno Reis (PMDB), que começou na política como assessor parlamentar do então deputado ACM Neto e foi o primeiro nome com DNA “netista” a ser eleito para Assembleia Legislativa em 2010.

No secretariado, ganharam espaço novos nomes como Guilherme Bellintani, João Roma Neto e Sílvio Pinheiro.

Na Câmara Municipal, obteve destaque o vereador em primeiro mandato Léo Prates (DEM), outro ex-assessor de Neto. Logo, o grupo ficou conhecido como “Os Menudos”, numa referência ao apelido dado há duas décadas ao grupo de jovens revelados pelo então prefeito do Rio César Maia -entre eles o atual prefeito carioca, Eduardo Paes (PMDB), e o deputado Índio da Costa (PSD).

A estratégia repete o avô ACM, que ficou conhecido por revelar políticos de perfil técnico, sem liderança política própria, e apoiá-los em eleições para prefeituras, o governo e o Senado.

Assim, surgiram nomes como os ex-governadores Paulo Souto e César Borges, o ex-prefeito e hoje deputado Antônio Imbassahy e o ex-senador Rodolpho Tourinho.

“O prefeito trouxe para perto de si um grupo jovem e dedicado, que acabou ganhando projeção”, diz o ex-deputado Luiz Carrera (PV), um dos poucos remanescentes do carlismo a participar do secretariado de Neto.

Perto das eleições, ele espalhou esses aliados pelos principais partidos de sua base, iniciando uma disputa entre eles pelo posto de vice-prefeito, no qual prevaleceu o peemedebista Bruno Reis.

Com a escolha, ACM Neto prestigiou o partido do presidente Michel Temer, mas optou por um nome ligado a ele mesmo -e não a seu aliado, o ministro Geddel Vieira Lima.

Caso o prefeito seja reeleito e resolva disputar o governo, Reis pode “herdar” o cargo a partir de abril de 2018.

ALIADOS

Apesar das similaridades com a trajetória do avô, aliados veem diferenças no estilo de governar e, sobretudo, no trato com aliados. Mais do que um mérito pessoal, o perfil conciliador é uma imposição do cenário em que construiu sua carreira.

Ao contrário do seu tio, Luís Eduardo Magalhães (1955-1998), que ascendeu na política com ACM comandando o governo da Bahia e aliado ao governo federal, ACM Neto construiu a maior parte da sua trajetória na oposição.

Por isso, tem a sua perspectiva de poder muito menos ligada a um personalismo e mais ao rol de alianças que conseguiu construir.

“Ao contrário do avô, que era chefe de um grupo, Neto tem como ter esse tipo de relação com aliados como Geddel. Ele depende deles”, diz o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto, professor da
UFBA e estudioso do carlismo.

Segundo ele, ACM Neto não terá um caminho fácil para se tornar a principal liderança política da Bahia. Para isso, dependerá no curto prazo do desempenho do governo Temer e da capacidade de fazer uma transição tranquila na prefeitura.

Por outro lado, enfrentará grupo com boa capacidade de articulação, liderado pelo governador Rui Costa (PT).

“Neto sai fortalecido, mas não vai encontrar nenhum céu de brigadeiro. Ele ainda está muito distante de ser favorito, quanto mais imbatível para 2018”, diz Dantas Neto.

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Posted on 03-10-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 03-10-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 03-10-2016
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DO EL PAIS

Candidato novato, afilhado político do governador Geraldo Alckmin e nome rejeitado por vários caciques do PSDB, o empresário e apresentador de TV João Doria Júnior, de 58 anos, venceu já no primeiro turno a eleição para Prefeito de São Paulo neste domingo, com 53% dos votos válidos. É a primeira vez desde 1988, quando a eleição passou a ser disputada em dois turnos, que um pleito na maior cidade do país é decidido no primeiro turno; em todas as eleições na cidade, até agora, o PT havia disputado o segundo turno. A vitória fortalece Alckmin, que se coloca como o principal nome tucano na disputa pela presidência, em 2018.

Doria será responsável por gerir o maior Orçamento municipal do país, que terá para o ano de 2017 50,3 bilhões de reais. Terá como um dos principais desafios desatar o nó da saúde. Uma das suas principais promessas é reduzir a fila de exames, consultas e cirurgias nos equipamentos municipais, que atualmente conta com 753.811 pedidos. A redução deste tempo, que pode chegar a cinco meses para cirurgias e consultas com um especialista, é considerada a prioridade pelo eleitor paulistano, segundo pesquisa Datafolha recente.

O empresário que estreia num cargo eletivo na política conseguiu imprimir junto aos eleitores a ideia de que não é político e, sim, um administrador. “São Paulo precisa de um bom gestor”, repetia. Em tempos de ojeriza à classe política, o discurso funcionou. Pouco conhecido da população, o afilhado político de Alckmin saiu de 5% das intenções de voto, no final de agosto, e chegou na véspera da votação na liderança das pesquisas, com 44% das intenções de voto. A rápida ascensão mostra uma conspiração favorável ao tucano. O sentimento anti-PT na capital paulista veio junto com a apresentação do nome do empresário como um representante do novo nesta eleição. Tinha uma baixa rejeição junto aos eleitores: apenas 17% dos entrevistados diziam que não votariam nele de jeito nenhum, enquanto os que diziam o mesmo de Haddad somavam 43%. Com isso, Doria tinha um teto maior de crescimento do que os rivais, avaliam cientistas políticos. Foi beneficiado, ainda, por um maior tempo de TV, conseguido por meio da aliança com 12 partidos.

O novo prefeito também ganhou com as novas regras eleitorais, que proibiram as doações empresariais. Mais rico dos candidatos, com um patrimônio declarado de quase 180 milhões de reais, ele investiu 2,4 milhões de reais na própria campanha. Também ganhou pontos entre eleitores ao afirmar que doará o próprio salário de prefeito para instituições de caridade.

Filho do ex-deputado federal João Doria, que chegou a se exilar durante a ditadura militar, ele resvalou pela vida política em alguns cargos de segundo escalão. No início da década de 1980, foi secretário de turismo do Governo de São Paulo, gerido por Mario Covas, e presidente da Paulistur. Durante o governo do presidente José Sarney, presidiu a Embratur e o Conselho Nacional de Turismo, entre 1986 e 1988. Sua carreira, entretanto, se deu no meio empresarial, ao criar o Grupo Doria, que reúne seis grandes empresas, entre elas o LIDE, uma associação de empresários estabelecida em 2003 que promove o networking de companhias nacionais e internacionais. Nos encontros do grupo, alguns feitos em paraísos naturais do Brasil e do exterior, ele costuma convidar figuras políticas, que vão de presidentes, governadores a ministros, e líderes internacionais como José Maria Aznar e Al Gore. Em 2005, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também prestigiou um desses encontros. Dois anos depois, o agora prefeito lançava o movimento “Cansei”, que protestava contra a “corrupção” e a “falta de segurança” e tinha o PT como um dos principais alvos de críticas.

Nos últimos dias de campanha, relações obtusas de Doria com a política começaram a ser exploradas por seus rivais. Revelou-se que ele se apropriou por 20 anos de um terreno público em Campos do Jordão, que a Justiça o obrigou a devolver na semana passada. Em 2006, ele também foi acusado de instalar, sem autorização da prefeitura, uma estátua feita por sua mulher, Bia Doria, em uma praça que sua empresa geria. Além disso, o jornal Folha de S.Paulo revelou que as revistas de seu grupo haviam recebido 1,5 milhão de reais em publicidade do Governo Alckmin.

Sua vitória neste primeiro turno, com um índice tão alto, fortalece Alckmin, que enfrentou os principais caciques políticos do PSDB para apoiá-lo. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso só apoiou publicamente seu nome na reta final e Alberto Goldman, vice-presidente nacional do partido, escreveu há poucos dias uma carta em que o criticava. Também o cacifa para a disputa, em 2018, a uma vaga no Governo do Estado, em substituição a seu padrinho. Em sabatina realizada pelo EL PAÍS e pela EBC, ele se esquivou de responder se pretende se afastar da prefeitura em dois anos para competir pelo Estado. Neste caso, seu vice, Bruno Covas, assumiria a gestão municipal.

Na noite de domingo, em seu discurso fez um aceno aos nomes do partido, incluindo os que não o apoiaram. Ao mencionar Alckmin, militantes começam a gritar “Brasil, pra frente, Geraldo presidente!”. “Se [Alckmin] for candidato à Presidência da República, terá o apoio da população brasileira”, disse o prefeito eleito.

Os 53,29% de votos que recebeu nas urnas, que representam uma vitória em quase todos os distritos de São Paulo, trazem a Doria uma grande responsabilidade. Sua campanha fez apostas ousadas para resolver os problemas crônicos da cidade. Para a saúde, prometeu colocar em ação o chamado Corujão, que pretende abrir hospitais privados na madrugada para exames de usuários do Sistema Único de Saúde. Para a educação, prometeu criar creches em parceria com a entidades privadas próximas a terminais de transporte público. Sai, no entanto, na frente, ao herdar obras que Fernando Haddad começou, mas não conseguiu terminar em sua gestão, entre elas ao menos um hospital e 14 CEUs, uma espécie de escola e clube que conquistou a periferia na gestão Marta Suplicy.

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