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Ausência de Neto divulgou debate da TVE

Agora que os fatos começam a se consumar, é difícil dizer que tipo de assessor – porque a ideia não pode ter sido dele – terá convencido o prefeito ACM Neto a não participar de debates nas emissoras de televisão, exceto na de sua família.

O tamanho do erro começa a se apresentar: o grande público só soube que ontem houve um debate de candidatos a prefeito na TVE porque Neto não compareceu, tornando-se, na sua cadeira vazia, um alvo parado para os demais competidores.

O que deveria ser “traço” de audiência – um número próximo de zero, no jargão publicitário – ganhou repercussão por outros caminhos.

A ausência do prefeito se irradia a partir do meio político, ocupa espaço de comentários radiofônicos, frequenta as redes sociais e serve de munição aos concorrentes, sem falar na densidade demográfica de Salvador.

Repercussão será maior na TV Record

Neto não deixou de ser favorito por isso, e é claro que a ampla vantagem o estimulou a agir assim. Entretanto, é falha capital que macula seu suposto espírito democrático e tem discordância mesmo entre eleitores convictos.

A estranheza quanto a essa posição obstinada do prefeito é tanto maior porque na TV Bahia todos os seus adversários estarão presentes para falar livremente. Não se sabe exatamente o que poderiam dizer ontem, na TVE, que não possa ser proclamado na TV Bahia no dia 29.

O prefeito não conseguirá esconder a ausência no debate da TVE nem no da TV Record, domingo, que terá maior reverberação ainda. E para ser coerente com a opção contrária à discussão aberta e frontal, deveria cancelar a participação, também, no evento da emissora da família.

Todos à TV Bahia!

Sempre em sintonia com o proveito político, o deputado Sargento Isidório desta vez deu uma derrapada ao propor que, em represália, os candidatos a prefeito deveriam faltar em bloco ao debate na TV Bahia.

Ora, isso seria obviamente fazer o jogo do adversário, ninguém duvide de que ele iria soltar foguetes. É justamente na televisão de maior audiência que a presença de todos será mais produtiva, quando estarão frente a frente com “o monarca”, como diz Isidório.

set
24
Posted on 24-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-09-2016


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Parabéns, rapazes!

A turma do PowerPoint levou essa semana o prêmio principal do CNMP pelo trabalho de combate à corrupção na Lava Jato. Para desgosto de Lula, a cerimônia ocorreu no Royal Tulip de Brasília.

“Não poderíamos receber esse prêmio se não fossem membros e servidores do Ministério Público brasileiro, que trabalham incansavelmente contra a corrupção”, disse Deltan Dallagnol.

Dá-lhe, Raulzito!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
23
Posted on 23-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-09-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A gambiarra internacional de Lula

A campanha internacional de Lula (#standwithlula) foi desmontada pela jornalista Madeleine Lackso, que comanda o Radioatividade, melhor programa da Jovem Pan.


Sadoc tinha 100 anos (Foto: Arquivo CORREIO)

DO CORREIO DA BAHIA

Da Redação

O Monsenhor Gaspar Sadoc morreu na noite desta quinta-feira (22), aos 100 anos, em Salvador. Ele passou mal em sua casa, na Vitória, por volta das 21h. Médicos foram chamados mas não conseguiram reanimar o religioso, que morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória.

“Ele permanecia lúcido, recebia amigos às terças e domingos. Era uma pessoa fantástica, sabia cativar as pessoas. Era um grande orador”, disse ao CORREIO a sobrinha e afilhada Maria de Fátima da Natividade Palácio Real.

O corpo de Sadoc será velado na Igreja de Nossa Senhora da Vitória nesta sexta, partir das 8h. Às 15h, será celebrada uma missa e o enterro acontecerá em seguida, informou a Arquidiocese de Salvador.

Gaspar Sadoc foi ordenado padre em 1941. Ele iniciou a vida religiosa na paróquia da Liberdade, em Salvador. Depois, foi para a igreja de São Judas Tadeu, na Baixa de Quintas, onde passou por 18 anos, construindo o santuário de São Judas Tadeu. No final do ordenado, ele estava à frente da igreja da Vitória, na Graça.

Em março, “Mãos Juntas”, um livro com textos de autoria do padre foi lançado. O livro reúne mais de 60 textos de autoria de Sadoc, baseados nos pequenos programas veiculados em 2012 na Rádio Excelsior (AM 840). Os programas versavam sobre assuntos como fé, religiosidade e esperança. A ideia da publicação foi do médico Carlos Kruschewsky, amigo de Sadoc e frequentador da Igreja da Vitória, onde o religioso atuou por 38 anos.

“Sadoc foi pároco daquela igreja e ali se dedicou ao outro. Foi responsável pela construção de um ambulatório, que ainda funciona muito bem, junto ao Cato. Ali, são realizados 3 mil atendimentos por mês, gratuitamente”, disse à época Kruschewsky, 90 anos.

O médico destaca ainda outras criações de Sadoc, como a Feira da Paróquia, realizada anualmente na Graça, e uma creche que continua em funcionamento. Kruschewsky, que frequentou a Igreja da Vitória durante alguns anos, acabou se aproximando do pároco e tornou-se seu amigo. Foi Kruschewsky quem participou do lançamento do livro de Sadoc, que estava muito fragilizado.


Sadoc tinha cadeira na Academia de Letras da Bahia (Foto: Arquivo CORREIO )

Verdade, com Rildo Hora e Patrícia Hora, em um poema de Drummond, no jardim do BP!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo soares)

DO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Moema aportará de novo em Lauro

Tratando-se de importante município de Salvador, não só vizinho, como conurbado, na linguagem dos técnicos para dizer que, na prática, as duas cidades são uma só, Lauro de Freitas mais uma vez promete “renovar” com a eleição de Moema Gramacho para prefeita.

Será, certamente, um grande troféu que o PT poderá exibir na Bahia, ante a onda negativista que o partido enfrenta, e terá sido conquistado pelo efeito da gangorra histórica, fazendo a deputada voltar ao cargo apenas quatro anos depois.

Na fase áurea do PT, Moema desbancou em Lauro o poder do então deputado João Leão, que, cujo grupo político, em longo reinado iniciado por ele próprio, controlou o município por quatro mandatos.

Perde-ganha começou há 12 anos

Esse período só não se estendeu porque, além das condições adversas desde a vitória de Lula dois anos antes, Leão cometeu na eleição de 2004 um erro de avaliação ao lançar o filho Cacá, hoje deputado federal, mas na época ainda inexperiente.

A ironia é que quatro anos depois, quando foi apresentado um nome de expressão, o do ex-prefeito Roberto Muniz, a prefeita Moema, já contando também com o apoio do governador Jaques Wagner, estava forte demais e venceu com folga.

A oposição só foi vencer em 2002, com Márcio Paiva, um vereador bem-sucedido, mas cuja desistência da reeleição revela a avaliação que faz do próprio desempenho. Moema, por sua vez, contribuiu, ao apoiar à sua sucessão o vice João Oliveira.


Renan Calheiros, o autor do projeto sobre abuso de autoridade. F. Pozzebom Ag. Brasil

DO EL PAÍS

Afonso Benites

Brasília

O Congresso Nacional brasileiro tem preparado uma série de propostas legislativas que, se aprovadas, podem dificultar a investigação policial de políticos e de outros envolvidos em crimes do colarinho branco. A legislação, feita aparentemente em causa própria, chama a atenção de uma série de entidades vinculadas ao Judiciário que, nos últimos meses, passou a monitorar a ação dos deputados federais e senadores da República.

Várias das propostas foram feitas por investigados na operação Lava Jato ou em outros escândalos de corrupção, o que de partida causa desconfiança. Por outro lado, tem sido alvo de questionamentos do mundo acadêmico e jurídico que apontam a necessidade de alguns ajustes técnicos. Num momento em que a operação Lava Jato ganhou espaço cativo na mídia ao instigar o anseio popular por mais ética na política, fica claro que todo e qualquer passo para suprimir ou rever os limites de liberdade da investigação demandam um amplo e extenso debate à luz do dia. O EL PAÍS e a Associação Nacional dos Procuradores da República fizeram um levantamento sobre esses projetos que dificultam o combate à corrupção. Eis alguns dos projetos que podem afetar as investigações e aguardam votação:

– PL 1210/2007 – Minirreforma política com emenda que anistia o crime de caixa dois

De autoria do ex-deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) a proposta prevê uma série de mudanças na lei eleitoral. Uma emenda a ele seria apresentada na sessão da segunda-feira passada na Câmara com o objetivo de anistiar os políticos que fizeram caixa dois antes de 2016. Porém, o projeto saiu da pauta de votações. Na proposta inicial, a anistia não estava prevista.

– PLS 280/2016 – Altera o crime de abuso de autoridade

De autoria do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o projeto define condutas que poderiam ser definidas como crime de responsabilidade. Delimita penas de três meses a cinco anos de prisão. Mas é genérico em vários aspectos. Alguns dos potenciais crimes são: deixar o preso ser fotografado ou fazer interrogatórios à noite. A proposta, ainda, prevê que autoridades que cometam abusos com investigados tenham de indenizá-los.

– PL 2755/2015 – Proíbe delatores de complementarem informações

O autor, Heráclito Fortes (PSB-PI), sugere que colaboradores não poderiam prestar esclarecimentos complementares ou alterar o conteúdo da delação apresentada. Assim evitaria que delações homologadas sejam aperfeiçoadas e causem mais problemas para outros investigados.

– PL 4372/2016 – Proíbe presos de fazerem acordos de delação premiada

Elaborado pelo deputado Wadih Damous (PT/RJ), o projeto impede investigados que estiverem presos de celebrar acordos de delação premiada. Segundo a proposta, o acordo de colaboração só poderá ser validado pelo juiz se o delator estiver em liberdade. Hoje há ao menos 70 acordos de delação validados. Em 21 deles o investigado está preso. A proposta ainda estabelece que nenhuma denúncia poderá ter como base somente a delação, que os nomes dos citados devem seguir em sigilo e que constitui crime divulgação do depoimento.

– PL 4577/2016 – Proíbe a prisão até o fim dos recursos

Damous também apresentou uma proposta em que os réus não podem ser presos antes de esgotadas todas as possibilidades de recursos. Teoricamente, essa sugestão contraria decisão do Supremo Tribunal Federal, que permitiu a prisão do condenado em segunda instância.

– PL 4081/2015 – Limita as delações sobre investigados com mais antecedentes

Hugo Motta (PMDB-PB) e Luiz Sérgio (PT-RJ), presidente e relator da CPI da Petrobras, sugerem que a delação premiada de investigados com “maus antecedentes ou que tenham rompido colaboração anterior” seja proibida. Se aprovada, a delação do doleiro Alberto Youssef, seria anulada, porque ele já descumpriu uma delação anterior.

– PL 4082/2015 e PLS 283/2012 – Advogados proibidos de acumular delações

Os dois têm o mesmo teor. O primeiro foi elaborado por Hugo Motta e Luiz Sergio. O segundo pelo ex-senador Vital do Rego. Ambos proíbem que um mesmo advogado participe do acordo de delação premiada de dois ou mais colaboradores.

– PLS 233/2015 – Desfigura o inquérito civil

Proposta do senador Blairo Maggi (PP-MT) altera todo o inquérito civil e pode responsabilizar a Promotoria por uso indevido de informações e documentos que requisitar. Algo bastante genérico e superficial, segundo a ANPR.

– PLS 123/2016 – Suspensão do sigilo judicial

De autoria da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), determina a suspensão do sigilo judicial se alguma investigação em que houver segredo for noticiada pela imprensa.

– PL 3636/2015 – Altera o acordo de leniência

Elaborado pelo senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) o projeto prevê que o Ministério Público da União, a Controladoria Geral da União e a Advocacia Pública façam acordos de leniência com empresas envolvidas em crimes separadamente. Sendo que o MP não precisaria investigar os demais órgãos. Hoje, o MP fiscaliza acordos de leniência com os outros órgãos, que são vinculados ao Poder Executivo. O MP é autônomo.

– PLS 172/2015 – Pune membros do Ministério Público

Redigido pelo senador Fernando Collor (PTC-AL), o projeto estabelece a responsabilidade administrativa, civil e criminal do membro do Ministério Público da União que praticar ato temerário ou com deliberada má-fé, ou ainda visando promoção pessoal ou perseguição política.

set
23
Posted on 23-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-09-2016


Alex Ponciano, no jornal Expresso Popular (SP)

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