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Posted on 02-09-2016
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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Serviço incompleto pode fazer Dilma candidata

Está coberto de razão o ex-governador Jaques Wagner quando diz que “não foi um julgamento, foi uma eleição indireta fantasiada de julgamento de impeachment”.

Mas ele apenas com constata uma situação que estava desenhada havia muito tempo e – é importante que se diga – foi possível graças a erros e crimes do PT, do governo e da ex-presidente Dilma.

A estranhar no comportamento dos chamados “golpistas” apenas um insuspeitado sentimentalismo que não os levou a fazer o serviço completo, deixando a presidente livre para, quem sabe, alçar-se a um cargo eletivo daqui a dois anos.

“Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer”, disse Dilma, talvez deixando preocupados alguns dos que a “perdoaram”.

Mais um caso para o Supremo

Há ainda controvérsias a superar. Primeiro, o provável recurso ao Supremo Tribunal Federal para que a pena de suspensão de direitos seja aplicada conjuntamente com a cassação.

Isso vale para todos os casos de perda de mandato e, especialmente, valeu para o ex-presidente Fernando Collor, que protestou.

Caso o STF não mude as coisas, há ainda a arguição da Lei da Ficha Limpa, já que a ex-presidente foi condenada por um órgão colegiado – o Senado transformado em tribunal.

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Posted on 02-09-2016
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DO EL PAÍS

Heloísa Mendonça

São Paulo

Nos últimos dias do julgamento do impeachment, a maior preocupação de Michel Temer parecia ser acelerar ao máximo a decisão final do processo de afastamento de Dilma Rousseff. A pressa refletia a vontade de conseguir viajar a tempo à China para participar da cúpula do G-20, o grupo das vinte maiores economias do mundo. O scrip saiu como ele desejou. Na tarde desta quarta, recém-empossado, Temer embarcou rumo ao país asiático e se apresentará, pela primeira vez, aos principais líderes da comunidade internacional como presidente efetivo do Brasil, na cidade de Hangzhou no domingo. Provavelmente também conseguirá participar de um evento com empresários chineses em Xangai na sexta. Aproveitará a oportunidade para vender sua agenda de reformas para a retomada do crescimento do país e atrair novos investimentos para o Brasil.

A apresentação de Temer ao mundo, no entanto, não tem o mesmo brilho dos Governos anteriores, que tiveram seu début internacional após serem empossados pelos votos das urnas, como aconteceu com Dilma e o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Temer assume a presidência do Brasil depois de um longo processo de impeachment e tem como desafio retomar o crescimento de uma economia mergulhada na pior recessão das últimas décadas.

A primeira viagem internacional de Temer como presidente ser na China é simbólico. O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil – neste ano, as trocas entre os dois países já somam 42,5 bilhões de dólares- e é a peça-chave para iniciar a recuperação econômica do país, tanto no setor de investimento como de comércio, segundo Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e especialista em países emergentes. “O Brasil tornou-se a potência emergente na época do Governo Lula parcialmente por causa da China e também por causa da desaceleração do país asiático é que o Brasil deixou de ser essa potência. O Temer está certo ao levar as pessoas chaves e ministros a essa viagem”, explica.

Entre os integrantes da comitiva que acompanha Temer estão o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o chanceler, José Serra, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nesta quarta-feira, o recém-empossado presidente afirmou que não estava viajando para a China “a passeio” e que a comitiva brasileira quer mostrar ao mundo que é um governo legítimo e começar a trazer recursos para o país. O peemedebista pediu aos seus ministros que eles divulguem que o presidente está viajando à China “para revelar aos olhos do mundo” que no Brasil há “estabilidade política e segurança jurídica.”

“Agora é o momento de Temer criar uma narrativa. A comunidade internacional já sabe o diagnóstico do país, mas o presidente precisa convencer que ele será capaz de implementar as reformas que o Brasil precisa e também mostrar que a crise política acabou”, afirma Stuenkel.

A viagem de Temer será também fundamental para ver como o presidente se comporta em compromissos internacionais. O peemedebista terá, ainda neste ano, uma agenda intensa de viagens ao exterior. Em setembro, ele irá para Nova York participar da Assembleia Geral da ONU e depois para a Índia no âmbito da reunião dos BRICs, o grupo econômico de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Começa para valer o Temer diplomata, ele precisa mostrar esse que ele sabe projetar o Brasil e se tornar conhecido. Mostrar uma estabilidade que ele chegará até o fim”, explica Stuenkel.

Para Monica Hirst, doutora em Estudos Estratégicos e professora da Universidade Torcuato di Tella, na Argentina, o presidente pode enfrentar obstáculos já que terá que lidar com o fato de que a legalidade do seu mandato “é engolida por muito poucos lá fora”. “Essa crise política que o Brasil vive não será apagada rapidamente como ele espera. A própria crise gerada pelo fatiamento dos votos no impeachment [sobre a questão sobre os direitos políticos de Dilma] é uma clara manifestação nesse sentido. Tudo isso afeta a visão que se tem do Brasil e a credibilidade do novo Governo”. A especialista não acredita em uma etapa de diplomacia muito forte. “Não vejo o Brasil com capacidade e se beneficiar de cenário internacional, porque ele não tem capital político”.

O economista Otto Nogami, do Insper, discorda. Para o especialista, a legitimação de Temer na presidência, com a finalização do processo de impeachment, é justamente o que pode facilitar novos acordos com antigos parceiros do Brasil, como os Estados Unidos e a União Europeia. “O trabalho do chanceler José Serra de se reaproximar desses países tende a se consolidar agora”, explica.
Encontros bilaterais

Temer possui uma série de encontros bilaterais já agendados com os chefes de Estado dos países que participam do G-20. Além de uma reunião com Li Keqiang, o primeiro ministro da anfitriã China, na sexta-feira, o presidente brasileiro conversará com os primeiros ministros da Espanha e Itália e também com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Está previsto também uma conversa com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. A agenda principal na, o encontro dos líderes do G-20 em Hangzhou, está marcada para domingo (4) e segunda (5).

A criação de um fundo bilateral de investimento no Brasil, na ordem de 20 bilhões de dólares, em que a China poderá colocar até 15 bilhões (3/4 do montante total), também deve voltar à pauta na conversa com o premiê chinês. Segundo o Itamaraty, no encontro de Temer com o primeiro-ministro chinês a expectativa é que seja assinado um memorando de entendimento, estabelecendo como funcionará o fundo. A ideia é que injeção de dinheiro seja dada conforme projetos de investimento sejam aprovados.

“Acredito que o Temer poderá trazer muitos investimentos chineses novos para o Brasil. Os chineses estão interessados na construção do trem-bala de Rio a São Paulo, mas também no setor de energia, é bem diversificado leque de investimentos”, explica, Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC).

Na carteira de projetos que o presidente em exercício Michel Temer pretende levar para apresentar estão a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a concessão da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e a Ferrovia Bioceânica. “Se a Câmara, sem apoio do Governo já trouxe 5 bilhões de dólares de investimentos em uma década, imagina com uma série de eventos com ministros no país asiático”, explica.

Embora a economia chinesa esteja desacelerando, nunca houve tanto investimento da China fora do país, segundo Tang. “O país asiático investe por vários razões: para exportar excedente, para criar alianças estratégicas, para ganhar mercado e lucro e para ter acesso aos recursos estratégicos para a segurança alimentícia do povo chinês. E tem o Brasil como grande parceiro”, diz. Para Tang, a nova estabilidade política brasileira que ele acredita que será consolidada com o fim do processo de impeachment dá ainda mais confiança para investir no gigante da América Latina .

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Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

É estranho, ilustres doutores

De Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, sobre o teatro jurídico encenado por advogados na sessão de hoje do STF sobre a prisão de condenados em segunda instância:

“É estranho imaginar que advogados, habitualmente contratados por valores milionários pelos corruptos de colarinho branco, estejam preocupados com os menos favorecidos.”

Ele acrescentou ao Antagonista:

“Os ‘sem-advogados’ já estão presos faz tempo.”

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A vida corre em disparada! Ou melhor, voa!

Maria Aparecida Torneros

Um dia eu perguntei ao meu pai o que era morrer.

Devia ter uns 5 anos. Lembro que ele me abraçou carinhosamente e resumiu: ” é como voar”. Chorei. Ele me consolou explicando que isso demoraria muito. Conseguiu me fazer sorrir de novo.

E , claro, há cerca de 10 anos, Ele já voou. Mamãe tá aqui com Alzheimer e resiste. Fará 90 em Janeiro. Praticamente não enxerga mas me dá broncas porque me aposentei. Lido com ela, pisando em ovos. Lembro da infância e seus cuidados. Só tenho um irmão. Eu vou completar 67 e ele 65 em setembro.

Temos filhos e ele tem um neto.
No festival da música Disparada, nos anos 60, recordo como meu pai elogiava e foi logo comprar o vinil pra gente ouvir em casa.

A vida disparou. Como tenho ultimamente que conviver com saúde debilitada e muitas dores, preparo o meu coração porque adoro um sertão. A paisagem e o gado. O verde e a guerra da sobrevivência.

Porque tive e tenho a sorte de conviver com família e amigos tão especiais não posso pensar no direito de desistir. Devo resistir.

Como em Disparada. Na hora certa também vou voar. E quero sorrir deixando pra trás uma experiência indescritível que é viver tanto mistério. sem chorar.

Cá estou meio sem rumo. Caio e levanto. Capengo e me aprumo. Choro e volto a sorrir.

Tudo em disparada. Não dá tempo de refletir mais sobre isso. Só posso agradecer a sorte. E seguir enquanto minhas asas crescem.

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde é editora do Blog da Mulher Necessária

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Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Ex-presidente Lula: uma liderança reciclável

Longe de uma verdadeira autocrítica pela desgraça que impôs ao pensamento e à ação de esquerda no Brasil, o PT, ou o que resta de seu núcleo dirigente histórico, empenha-se em fazer do ex-presidente Lula seu representante para o futuro.

É ele quem, três dias depois de ter sido indiciado pela Polícia Federal num dos muitos inquéritos que rolam contra si, foi para as galerias do Senado comandar a luta inglória pela salvação de Dilma Rousseff – um dever indeclinável, já que foi o único responsável pela ascensão da presidente.

Esse exercício faz parte da opção que resta ao partido: segurar-se entre cacos e trancos para tentar reaver o poder em 2018 com o mesmo Lula. Mas, mesmo que os mais brilhantes advogados consigam inocentar o ex-presidente, imagem é uma coisa que foge aos ditames da lei escrita.

Um líder não pode, ainda que se digam maravilhas de seu desempenho, vincular-se à ideia de um ato de corrupção, quanto mais ser envolvido diretamente em casos diversos, com “provas” ao senso comum mais que suficientes de sua ligação especial com os imóveis de Guarujá e Atibaia.

Se nesses casos há fotos, visitas e usufruto, no caso do Instituto Lula e da empresa de “palestras” Lils, são notas fiscais da ordem de dezenas de milhões por serviços que teriam sido prestados às maiores empreiteiras da Lava-Jato, com repasses por trabalho também não comprovado a empresas que têm filhos do ex-presidente como sócios.

Não interessa se Lula será interrogado, processado, preso ou condenado, e mesmo que escape de tudo isso – ele não recomporá jamais a aura que teve um dia. Só se tivéssemos vocação para as tragédias argentinas empreenderíamos esse retorno ao passado.

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Posted on 01-09-2016
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Dilma Rousseff, cercada de ex-ministros e parlamentares do PT, ao falar à imprensa após o impeachment. BRUNO KELLY REUTERS

DO EL PAÍS

Afonso Benites
Talita Bedinelli

Brasília

Dilma Rousseff não é mais presidenta do Brasil. Às 13h33 desta quarta-feira, o Senado Federal a condenou pelo crime de responsabilidade por delito fiscal e aprovou seu impeachment por 61 votos contra 20. Com o resultado, a petista reeleita em 2014 com 54 milhões de votos para cumprir um mandato até o fim de 2018, teve seu tempo no poder encurtado. Em uma inusual votação em separado que está provocando controvérsia, os senadores decidiram manter os direitos políticos de Rousseff, sem ainda ter consenso se isso significa que ela segue elegível ou que apenas pode ocupar cargos públicos nos próximos oito anos. Com a destituição, assume o vice Michel Temer (PMDB), que ocupava a presidência interinamente desde maio, até 31 de dezembro de 2018.

Desde que teve o processo de impeachment admitido pelos deputados, em abril, a primeira mulher eleita presidenta do país, herdeira política do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, viveu uma contagem regressiva para preparar sua mudança do Palácio da Alvorada e retornar para Porto Alegre (RS), onde vive sua família. Agora, ela terá um mês para fazê-la e desocupar a residência oficial do chefe do Poder Executivo brasileiro.

Mais do que os crimes dos quais foi formalmente acusada, a agora ex-presidenta que encerra um ciclo de 13 anos do PT no poder, acabou sendo julgada pelo “conjunto de sua obra”, uma formulação controversa que provocou debate sobre a natureza e a disparidade de crimes previstos na lei do impeachment, usada pela segunda vez desde a redemocratização. No Congresso, Dilma acabou sendo avaliada pelo escândalo de corrupção da Lava Jato, que desviou bilhões de reais da Petrobras, mas nos quais não foram encontradas suas impressões digitais, pela crise econômica e por sua inabilidade política, que ficou patente em votos dados a favor do impeachment por ao menos sete senadores que foram ministros de gestões petistas.

Descrita, inclusive por alguns dos que a rodeiam, como uma articuladora política desafinada, ela conseguiu afastar boa parte de seus aliados. Dos nove partidos que estavam em sua coligação eleitoral de 2014, seis apoiaram oficialmente seu impeachment. E todos eles acabaram contemplados com cargos importantes politicamente na gestão de Temer. Sem apoio no Congresso Nacional e sem conseguir apresentar medidas impulsionar o crescimento econômico, ela não teve condições de superar a pior crise das últimas oito décadas, responsável por gerar uma multidão de quase 12 milhões de desempregados.

Os poucos que ficaram ao lado de Rousseff até o último dia classificaram este processo de um golpe parlamentar e afirmavam que o país enfrenta uma “eleição indireta”. Diziam que a oposição criou um terceiro turno eleitoral e buscou detalhes legais para tentar destituí-la do cargo. Conseguiram ao caracterizar três decretos de crédito suplementar e uma suposta operação de crédito com instituições públicas (que apelidaram de pedaladas fiscais) como crime de responsabilidade. O pedido formal de impeachment foi assinado por três advogados. O ex-petista Hélio Bicudo, o peessedebista Miguel Reale Júnior e a professora Janaína Paschoal e os opositores frisaram que essas falhas foram apenas o índice das graves manobras administrativas que, em sua avaliação, levaram o país à grave crise econômica.

Entre os vencedores da jornada estão os principais responsáveis pela articulação política da destituição: o PSDB – liderado pelo senador Aécio Neves, candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, ainda que agora em acomodação no novo Governo – e os peemedebistas Eduardo Cunha, que foi o presidente da Câmara dos Deputados que autorizou a abertura do processo, e o próprio vice-presidente da República, Michel Temer. As multitudinárias manifestações de rua que se iniciaram em 2015 e mobilizaram milhões de cidadãos pelas principais cidades do país, o financiamento empresarial capitaneado principalmente pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e a falta de soluções para a crise financeira estimularam os congressistas a votarem pela perda do mandato de Rousseff.

O impeachment, em certa dose, acabou se transformando em um recall, como no parlamentarismo, argumentam alguns dos apoiadores dela e analistas. Nos seis longos dias do julgamento final no Senado, ao qual Dilma Rousseff foi pessoalmente se defender, a tônica foi se posicionar sobre a questão mirando o registro histórico. Os senadores defendiam sua decisão num país ainda dividido, ao contrário do consenso social gerado na destituição de Fernando Collor em 1992. Cristovam Buarque (PPS-DF), já na madrugada de quadra, resumiu em seu voto a favor do impeachment: “Meu caro Lindbergh, nossos fantasmas se encontrarão nos livros de história, e eu espero estar do lado bom, junto com você”, disse o senador ao ex-companheiro de PT e agora oponente Lindberg Farias.

Rousseff demonstrou baixa capacidade de reação nos nove meses em que durou o processo. Foi particularmente tardia na reta final. Só a uma semana de seu julgamento final ela acenou com a possibilidade de apoiar um plebiscito que consultaria a população sobre o encurtamento do mandato presidencial e sobre a realização de uma reforma política. Uma das razões pela demora foi exatamente a falta de apoio de seu próprio partido, o PT. A legenda e movimentos sociais de sua base, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) eram contra essa proposta, apoiada por 62% da população.
Cassação de chapa

Ao assumir o Governo em definitivo, Temer terá contra si duas espadas sobre sua cabeça. Uma é a cassação da chapa Dilma/Temer em um processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral. Este processo, iniciado pelo PSDB, pede que os vencedores da eleição de 2014 sejam cassados por causa de abuso de poder durante a campanha eleitoral. O TSE não consegue prever quando ocorrerá esse julgamento. Se for neste ano, e ambos forem condenados, o Brasil terá de passar por uma nova eleição direta para a escolha de um presidente em um mandato-tampão. Se uma condenação ocorrer a partir de 2017, as eleições serão indiretas. Assim, o mesmo conservador Congresso Nacional que destituiu Rousseff escolherá o novo presidente do Brasil.

A outra possibilidade contra Temer está dentro do próprio Legislativo. Há ao menos dois pedidos de impeachment contra ele por também ter assinado decretos de crédito suplementar no momento em que ocupou interinamente a presidência quando Rousseff precisou viajar ao exterior. Este caso tem menor chance de prosperar porque, ao menos por enquanto, a maioria dos deputados e senadores são aliados do peemedebista. Os humores das ruas e as primeiras medidas econômicas do novo chefe de Estado ditarão o futuro do Brasil.

BOM DIA!!!

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Posted on 01-09-2016
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O campeão voltou!
O Financista 31.08.16 21:18

Com a decisão do Copom de manter a Selic em 14,25% ao ano, o Brasil segue confortavelmente como o campeão mundial de juros reais.

Confira o ranking elaborado por Jason Vieira, economista-chefe da Infinty Asset Management:

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