Calma no saloon, pessoal. Isto é só uma eleição municipal!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Eleições: Forças Armadas em 408 municípios

Raul Jungmann, ministro da Defesa, acaba de atualizar o número de localidades que contarão com o apoio das Forças Armadas nestas eleições: 408 municípios em 14 estados.

“Esses dados são parciais, porque continuam chegando pedidos.”


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Suplente consolidado

Como não vai dar em nada o esforço de amigos para que assuma o mandato de deputado federal, o ex-secretário Robinson Almeida deverá contentar-se com o possível emprego de assessor do ex-ministro Jaques Wagner – se este assumir, como se fala, a presidência da Fundação Luís Eduardo Magalhães.

Terceiro suplente de sua coligação, Robinson, na prática, está em segundo, porque Fernando Torres (PSD) ocupa temporariamente a cadeira de Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais do governo da Bahia.

Mas não se acredita que o governador Rui Costa vá mexer uma palha para isso. Rui está colado com Walter Pinheiro, que não cruza bem com Robinson desde que deixou a DS, corrente que Pinheiro integrava no PT.

Vale a torcida

Na conjuntura atual, a única forma de Robinson ser deputado é Moema Gramacho se eleger prefeita em Lauro de Freitas e Alice Portugal, em Salvador. Isso se Josias não voltar.

Para voltar a sentir o perfume de uma música que embalou o namoro de muita gente! Viva!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)


Marcelo Crivella, candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro pelo PRB, em campanha.
Domingos Peixoto / Ag. O Globo

DO EL PAÍS

María Martín

Rio de Janeiro
Marcelo Crivella Eleições municipais RJ

Lançar um disco de músicas religiosas em zulu nos anos 90 e vender 20.000 cópias não te torna, necessariamente, um bom cantor, mas sim um gênio do marketing. É com um lance como esse que pode se vencer uma eleição municipal. Marcelo Crivella – senador, bispo evangélico, disco de ouro, de platina e diamantes, ex-ministro da Pesca no Governo Dilma Rousseff, ex-aliado do PT, ex-taxista, engenheiro civil, ex-missionário na África e defensor da família tradicional brasileira – chega à sua quinta eleição no Rio de Janeiro como líder indiscutível nas pesquisas e vê-se com chances de ganhar no segundo turno.

Com 29% das intenções de votos, segundo a última pesquisa do Datafolha e 35%, segundo o Ibope, Crivella (PRB) olha de cima seus cinco principais rivais, empatados tecnicamente no segundo lugar, com entre 5% e 11% da intenção de voto. “Ele tem se beneficiado de uma crise de hegemonia no Rio, provocada, entre outros fatores, pelo rompimento do PMDB com o PT. Na ausência de alternativa todos buscam o vácuo de poder. Mas Crivella, nesse contexto de crise, se dá melhor porque o eleitor evangélico vota no irmão”, explica o cientista pesquisador Cesar Romero Jacob, coautor do estudo A geografia do voto nas eleições para prefeito e presidente nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo.

Crivella, no seu segundo mandato como senador (hoje licenciado), é um velho conhecido nas eleições executivas cariocas. Apresentou sua candidatura à Prefeitura em 2004, em 2008 e agora. E lutou para conquistar a cadeira de governador em 2006 e 2014. Sempre saiu disparado nas pesquisas, mas nunca ganhou. Sua rejeição era grande. Daqueles anos, ainda ecoa nas redes sociais uma crítica de que Crivella fez ao seu rival pelo Partido Verde, Fernando Gabeira, em 2008: “Ele defende aborto, homem com homem e maconha. Essas coisas são fortes”. O bispo (hoje licenciado) teve outros deslizes amplamente explorados pelos seus adversários na época, como o que proferiu durante sua campanha a governador em 2014 ao falar da falta de investimentos nas regiões mais pobres do Estado: “Se deixar a população da Baixada, das regiões periféricas, vivendo em miséria, essas pessoas migram para vir roubar na capital”.

Mas Crivella aprendeu e apresentou-se em 2016 com a cartada da moderação e um jingle de uma versão de um funk. Reuniu-se com líderes religiosos de todos os credos, conversou com ativistas da comunidade LGBT e fez esforços por atrair os católicos (entre os quais também é líder em intenção de voto), e até os ateus. Seu discurso ponderado, tanto que se declara a favor de apoiar com dinheiro público a parada LGBT na cidade, lhe rendeu simpatias. Sua rejeição nas eleições de 2004 era de 32%, hoje beira os 27%, segundo a última pesquisa do Ibope. Pedro Paulo (PMDB), sucessor do prefeito Eduardo Paes, o rival que mais lhe preocupa e o segundo candidato mais rejeitado nas pesquisas –depois de Jandira Feghali (PC do B) – provoca antipatia em 36% do eleitorado.

Um assessor de uma campanha rival compara o esforço de Crivella em suavizar seu perfil “extremamente conservador e religioso” ao experimentado por Lula, antes de se autobatizar como “Lulinha, Paz e Amor”. “Lula perdia eleição após eleição, era visto como um candidato extremista, incapaz de aglutinar a quem não pensasse como ele fora da esquerda. Com Crivella, assim como com Lula, houve um trabalho profissional para polir a imagem do personagem”, explica. Crivella ainda, destacam assessores e rivais, explora o jeito do “malandro carioca”, rápido e habilidoso na hora de interagir e usar o sarcasmo para atacar o adversário.

Nas suas passeatas de campanha, toda vez que vê um casal ele aproveita e apela: “Casal apaixonado não vota em candidato que bate em mulher”. E nos seus discursos justifica seus fracassos eleitorais: “Eu bati na trave, mas não bati em mulher”, em referências constantes ao episódio de violência protagonizado por Pedro Paulo contra sua ex-mulher que foi arquivado pela Justiça por falta de provas. Pedro Paulo têm hoje 11% das intenções de voto, segundo o Datafolha.

Seus rivais, por outro lado, exploram o perfil religioso e conservador do candidato, adepto do criacionismo. De modo que a religião é hoje para Crivella uma faca de dois gumes em uma cidade onde cerca de 24% dos fiéis são evangélicos, enquanto a média nacional, segundo dados do censo do IBGE de 2010, é de 22,2%. Se contassem apenas pelos evangélicos, praticamente não haveria segundo turno, pois Crivella lidera com 50% e 51% a intenção de voto entre os evangélicos pentecostais e não pentecostais, segundo o Datafolha. Mas a aproximação dos evangélicos não é suficiente para ganhar uma eleição e ainda é motivo de receio entre os eleitores que sentem-se atraídos pelas suas propostas. O próprio Crivella reclama que parte da sua campanha é focada em combater o preconceito contra os evangélicos e promete que membros da igreja não formarão parte do seu potencial Governo.

Mas, apesar de seus esforços por separar púlpito e palanque, Crivella não é um evangélico comum. Ele é sobrinho de Edir Macedo, fundador da Igreja Universal, a terceira igreja evangélica mais poderosa do Brasil. Macedo é dono, ainda, da tevê Record, palanque fundamental para um candidato que não deixa passar um dia sem lamentar os “ataques” que ele diz sofrer da todo-poderosa TV Globo e os jornais do grupo. Suas alianças com o clã familiar do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR), que já foi condenado por formação de quadrilha, para mais que dobrar seu tempo em televisão, também estão sendo questionadas. Mas ele, com oratória de pastor, modulando o tom e a expressão facial, repete: “A política precisa de alianças. Ninguém pode ganhar uma eleição sozinho. A aliança que eu consegui com o PR nos deu tempo de televisão, mas não foi nenhuma condição do ex-governador de participar do nosso governo […] Poderei, sim, lidar com a deputada Clarissa Garotinho, que foi quem me ajudou a construir essa aliança”.

Entre as propostas de Crivella para a cidade está organizar um mutirão para zerar as filas de espera nos hospitais, investir no combate às epidemias como o dengue, assumir a gestão das 16 UPAs estaduais que sofrem com a falência do Estado, criar 20.000 novas vagas em creches ou reformular o papel da Guarda Municipal como agente comunitário e não perseguidora de camelôs. Em uma recente enquete do jornal O Globo na qual questionava-se os candidatos sobre 15 assuntos importantes no Rio, Crivella, que já se batizou como um “socialista moderno”, coincide em 11 questões com outro de seus principais rivais, Marcelo Freixo (PSOL), e em apenas seis com Pedro Paulo.

No segundo turno, onde sua presença é quase certa, Crivella tentará demonstrar, após cinco eleições, que aprendeu com o marketing a conquistar o povo além de vender discos.

set
29
Posted on 29-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-09-2016


Ronaldo, no Jornal do Comércio (PE)

set
29

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

VAI VIAJAR, MANTEGA?

A Polícia Federal descobriu que Guido Mantega e sua esposa tinham passagens compradas para Paris, onde o casal tem um apartamento.

O MPF não pediu medidas restritivas contra o ex-ministro. Ele está livre para viajar.


DO EL PAÍS

Juan Carlos Sanz

Ninguém é profeta na sua terra, e muito menos numa terra de profetas. Internamente, Shimon Peres foi líder moderado de centro-esquerda que perdia eleições para representantes da direita nacionalista mais dura, como Menachem Begin (em 1977) e Benjamin Netanyahu (em 1996). No resto do mundo, foi o negociador de lábia floreada, que convenceu Charles de Gaulle a vender a Israel o seu primeiro reator nuclear (em 1959); o refinado diplomata que contribuiu para forjar os Acordos de Oslo com os palestinos e que compartilhou o Nobel da Paz com Yitzhak Rabin e Yasser Arafat (em 1994). Durante quase sete décadas, percorrendo toda a escala do poder no Estado judeu, Shimon Peres (nascido Perski, em 1923, em território polonês hoje pertencente a Belarus) teve tempo de sobra para constatar que sempre é possível aprender com os erros. Foi o rosto amável de Israel.

Na madrugada desta quarta-feira deixou de pulsar o coração do último fundador de Israel, membro da elite juvenil que o patriarca David Ben Gurion, primeiro chefe de Governo após a independência, em 1948, escolheu para dar forma à nova nação, depois que a ONU aprovou a partilha da Palestina sob administração britânica. Naquela época Peres já comprava as armas para o Haganah, o embrião das chamadas Forças de Defesa de Israel.

Em janeiro deste ano, foi hospitalizado por causa de um ataque cardíaco. Há uma semana, um violento derrame cerebral o deixou às portas do coma, levando à sua morte nesta madrugada de quarta-feira,28.

É difícil não encontrar seu rastro em praticamente todos os capítulos da história contemporânea israelense, que protagonizou desde o nascimento desta nação. O atual chefe de Governo, Netanyahu, e o ex-primeiro-ministro Ehud Barak se viram na obrigação de lhe abrir espaço no palco de um cinema de Jerusalém depois da estreia do filme Sabena, que descreve a operação executada no aeroporto de Tel Aviv em 1972 para pôr fim ao sequestro de um avião dessa companhia aérea belga. Netanyahu e Barak eram jovens oficiais dos comandos que participaram da invasão, sob as ordens do mítico ministro da Defesa Moshe Dayan. E Peres? Ele era o habilidoso ministro dos Transportes que negociava nos bastidores para que os militares pudessem agir à vontade. O veterano político não se levantou da poltrona e cedeu o palco à seguinte geração de líderes israelenses.
O então chanceler Shimon Peres (esq.) cumprimenta o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat (dir.), durante a assinatura do acordo de paz do Oriente Médio de Washington, em 1993. ver fotogalería
O então chanceler Shimon Peres (esq.) cumprimenta o presidente da Organização para a Libertação da Palestina, Yasser Arafat (dir.), durante a assinatura do acordo de paz do Oriente Médio de Washington, em 1993.

Apesar dos reveses da política fratricida do Estado judeu, Peres manteve sua cadeira parlamentar por mais de 48 anos quase ininterruptos. Foi primeiro-ministro em duas ocasiões (1984-86 e 1995-96). Titular recorrente da chancelaria, ocupou também vários outros ministérios, entre dezenas de cargos graduados, incluindo as pastas de Defesa e Finanças. Encerrou sua carreira como chefe de Estado, entre 2007 e 2014, mas mesmo depois disso manteve uma atividade pública à frente do Centro pela Paz que leva seu nome, com o objetivo de estreitar os laços entre israelenses e palestinos.

Desembarcou com a família na Terra Santa no começo da década de 1930, fugindo da ameaça do nazismo que já se abatia sobre o Leste Europeu. Os parentes que permaneceram na Polônia natal foram todos exterminados no Holocausto. Àquela altura ele já havia ingressado num kibutz (fazenda coletiva) e, depois de combater na Guerra de Independência (1948-49), foi enviado aos Estados Unidos para concluir sua formação. Voltou a Israel em 1952, como subdiretor geral do Ministério de Defesa. Responsável pela compra dos caças Mirage para a aviação de combate, contribuiu para incrementar a superioridade aérea do seu país na Guerra dos Seis Dias (1967). Graças às suas boas relações com a França, conseguiu dar início a um programa nuclear que fez de Israel a única potência atômica – nunca oficialmente declarada – do Oriente Médio.

Discípulo direto de Ben Gurion, Peres girou quase sempre em torno da órbita do trabalhismo, chegando a disputar, com pouco sucesso, a liderança partidária contra ex-chefes do Estado-Maior, como Dayan. Parecia pisar em terreno mais firme quando se envolvia em negociações secretas nas capitais ocidentais ou árabes do que ao participar dos cruentos conflitos pelo poder interno. Depois do assassinato de Yitzhak Rabin, em 1995, e da decomposição da esquerda israelense, procurou espaço no centro político, sob os auspícios de outro ex-general linha-dura, Ariel Sharon.

Como nono presidente de Israel, afastou-se dos papéis meramente cerimoniais e tentou, a partir de 2009, agir como contrapeso ao viés autoritário do conservador Netanyahu. “Se deixarmos de ser democráticos, deixaremos de ser judeus”, declarou ele numa entrevista ao EL PAÍS em 2010.

Três anos depois, em plena campanha para as eleições legislativas, Peres recebeu uma delegação de jornalistas espanhóis, entre os quais se encontrava este correspondente. Durante uma hora, falou com franqueza e passou uma descompostura no Governo de Netanyahu. Mas sua assessoria de imprensa proibiu que suas palavras fossem publicadas, “para não interferir no processo político em curso”.

O nonagenário presidente já havia entrado para a história, embora continuasse tentando em vão manter um discurso ativo na política do dia a dia. Seu desaparecimento põe fim à geração de líderes que há 68 anos colocaram de pé o novo Estado de Israel, autor de enormes feitos, protagonista de tantos conflitos.

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