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Postado em 28-09-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-09-2016 00:54


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PT: de candidatos derrotados a nenhum candidato

Para se comentar ou entender a situação eleitoral de Salvador, hoje, é preciso recordar que o PT sempre teve candidato a prefeito nos últimos 20 anos.

No poder federal a partir de 2003, com Lula e Dilma, e quatro anos depois, com Wagner, no governo do Estado, o partido não teve, na maior parte desse período, preocupação efetiva em trabalhar para a cidade.

O interesse político prevalecia: deixar a Prefeitura, de gestão inepta, enfraquecer-se, para aparecer como a velha salvação da lavoura. Não houve refresco nem quando João Henrique era “aliado”. Geddel ministro que se virasse.

Novo prefeito mudou política do governo estadual

A derrota eleitoral de 2008, com a reeleição do prefeito sobre Walter Pinheiro (e ACM Neto batendo na trave do primeiro turno), não foi suficiente para alertar o governo petista sobre o que acontecia.

Talvez seja imperceptível a olho nu, mas a população, no seu amplo e profundo íntimo, faz a avaliação sensorial do que ocorre ao redor, e se não gosta, reage, ainda que silenciosamente. O boicote à capital doeu.

Só com a ascensão, enfim, do atual prefeito, em 2013, é que se caiu na real. Se a estratégia anterior foi desastrosa com um adversário “fraco”, não será com um “forte” que dará certo.

Ainda no governo Wagner, a administração estadual fez mudanças na sua política, especialmente na mobilidade urbana, com obras viárias e operação e expansão do metrô, muito bem continuada – a política – pelo governador Rui Costa.

Compromisso chegou tarde ao município de destino

O esforço, porém, não chega a contrabalançar dois grandes fatores: o desgaste profundo do PT pelos escândalos de corrupção e o desempenho do prefeito ACM Neto, ainda que numerosas críticas lhe possam ser feitas.

A avaliação levou o PT a não ter candidato próprio. Tentou resistir, mas, diante da própria fraqueza relativa, não superou a teimosia e a altivez do PCdoB e de Alice Portugal, afinal feita a representante de todos.

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Olha a voz que me resta

Não é que a questão nacional num pleito municipal tenha pouca ou nenhuma relevância.

O problema é que o discurso do golpe, desgraçadamente, é o único de que pode dispor Alice Portugal – além de alguns compromissos formais em que ninguém acredita, de candidato nenhum.

Nessa perspectiva, outra opção não restou senão chamar a ex-presidente Dilma para a campanha, nas ruas e no horário eleitoral.

Trata-se da pessoa que, na compreensão popular, mentiu sobre a economia e levou o país ao quadro atual, além dos crimes que resultaram na sua cassação.

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