DO G1

Sílvio Túlio e Vanessa Martins

Do G1 GO

O vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), foi baleado no abdômen durante uma carreata nesta quarta-feira (28), em Itumbiara, região sul de Goiás. Um atirador atingiu quatro pessoas e foi morto por seguranças do vice-governador. Três morreram: o candidato à prefeitura de Itumbiara José Gomes da Rocha (PTB), o PM Vanilson João Pereira, da escolta do vice, e o atirador.

Segundo o delegado regional de Itumbiara, Ricardo Chueire, que está no local do crime, o atirador foi identificado como Gilberto Ferreira do Amaral, funcionário da prefeitura. Ele foi atingido e morreu.

Segundo a assessoria de imprensa do Governo de Goiás, o atirador estava em um carro, parou na frente do veículo onde Eliton e José Gomes estavam e efetuou vários disparos.
José Eliton, novo secretário de Segurança Pública de Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Vice-governador de Goiás, José Eliton foi baleado em Itumbiara (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Eliton foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Modesto de Carvalho, em Itumbiara. Uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea de Goiânia está a caminho da cidade para transportar o vice-governador para a capital.

A assessoria de imprensa do governador disse que Eliton passa por uma cirurgia. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dele.

Perfil do José Eliton

José Eliton (PSDB) foi eleito vice-governador do Estado de Goiás com o governador Marconi Perillo (PSDB) e reeleito em 2014. Ele é formado em direito e já atuou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). No ano passado, foi secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Científico e Tecnológico e de Agricultura, Pecuária e Irrigação (SED).

O político foi convidado pelo governador a assumir a Secretaria de Segurança Pública no dia 24 de fevereiro deste ano, substituindo Joaquim Mesquita. A troca aconteceu dois dias após a morte da estudante Nathália Zucatelli, 18 anos, baleada ao sair de um cursinho pré-vestibular, no Setor Marista, em Goiânia.

Interpretação mais que perfeita, em dueto de matar de saudades, do maravilhoso bolero. Confira!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Gafes e declarações infelizes”

Michel Temer, noticia o Estadão, pediu ontem a auxiliares que não esticassem a polêmica sobre “gafes e declarações infelizes” de sua equipe.

Michel Temer poderia pedir a sua equipe que pare com “gafes e declarações infelizes” – ou, no mínimo, evite ao máximo, claro.


A canção interpretada por David Byrne e o baiano Tom Zé vai dedicada a Pablo Vallejos, o querido sobrinho
roqueiro californiano – de extrema sensibilidade musical-, que faz aniversário neste 28 de setembro, e celebra a data em Las Vegas, nesta quarta-feira, 28 de setembro. Além dos Parabéns e votos de felicidade e paz, a música vai também para recordar a tarde e noite de um encontro marcante para este editor do BP, na área da baia de San Francisco, na beira do Pacífico: um entendimento mútuo e mágico, com ajuda da música, do vinho, DO afeto. E Byrne e Tom Zé rolando no computador. Feliz Aniversário, Pablo!!!

BOM DIA!!!

(Hugo e Margarida)

set
28
Posted on 28-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-09-2016


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

PT: de candidatos derrotados a nenhum candidato

Para se comentar ou entender a situação eleitoral de Salvador, hoje, é preciso recordar que o PT sempre teve candidato a prefeito nos últimos 20 anos.

No poder federal a partir de 2003, com Lula e Dilma, e quatro anos depois, com Wagner, no governo do Estado, o partido não teve, na maior parte desse período, preocupação efetiva em trabalhar para a cidade.

O interesse político prevalecia: deixar a Prefeitura, de gestão inepta, enfraquecer-se, para aparecer como a velha salvação da lavoura. Não houve refresco nem quando João Henrique era “aliado”. Geddel ministro que se virasse.

Novo prefeito mudou política do governo estadual

A derrota eleitoral de 2008, com a reeleição do prefeito sobre Walter Pinheiro (e ACM Neto batendo na trave do primeiro turno), não foi suficiente para alertar o governo petista sobre o que acontecia.

Talvez seja imperceptível a olho nu, mas a população, no seu amplo e profundo íntimo, faz a avaliação sensorial do que ocorre ao redor, e se não gosta, reage, ainda que silenciosamente. O boicote à capital doeu.

Só com a ascensão, enfim, do atual prefeito, em 2013, é que se caiu na real. Se a estratégia anterior foi desastrosa com um adversário “fraco”, não será com um “forte” que dará certo.

Ainda no governo Wagner, a administração estadual fez mudanças na sua política, especialmente na mobilidade urbana, com obras viárias e operação e expansão do metrô, muito bem continuada – a política – pelo governador Rui Costa.

Compromisso chegou tarde ao município de destino

O esforço, porém, não chega a contrabalançar dois grandes fatores: o desgaste profundo do PT pelos escândalos de corrupção e o desempenho do prefeito ACM Neto, ainda que numerosas críticas lhe possam ser feitas.

A avaliação levou o PT a não ter candidato próprio. Tentou resistir, mas, diante da própria fraqueza relativa, não superou a teimosia e a altivez do PCdoB e de Alice Portugal, afinal feita a representante de todos.

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Olha a voz que me resta

Não é que a questão nacional num pleito municipal tenha pouca ou nenhuma relevância.

O problema é que o discurso do golpe, desgraçadamente, é o único de que pode dispor Alice Portugal – além de alguns compromissos formais em que ninguém acredita, de candidato nenhum.

Nessa perspectiva, outra opção não restou senão chamar a ex-presidente Dilma para a campanha, nas ruas e no horário eleitoral.

Trata-se da pessoa que, na compreensão popular, mentiu sobre a economia e levou o país ao quadro atual, além dos crimes que resultaram na sua cassação.


DO EL PAIS

Marc Bassets
Washington

Hillary Clinton resistiu nesta segunda-feira aos ataques do Donald Trump num debate em que os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos apresentaram visões contrapostas a respeito de economia, discriminação racial e da credibilidade de ambos para liderar a maior potência mundial. Em meio a uma expectativa global, nenhum deles cometeu tropeços importantes, capazes de desequilibrar uma campanha acirrada como esta. Não houve nenhuma tirada muito fora de tom por parte de Trump, que fez um esforço para se conter. Mas Clinton conseguiu deixá-lo na defensiva ao questionar suas credenciais como empresário, acusá-lo de racismo e colocar em xeque seu temperamento para ser comandante-em-chefe.

Para Clinton, debater cara a cara com Trump era arriscado. O republicano, além de ser um magnata do setor imobiliário, foi também apresentador de reality shows e se sente muito à vontade na luta-livre televisiva. Para Trump, um candidato com notória tendência à improvisação, enfrentar pela primeira vez uma política experiente como Clinton, e ser confrontado com suas próprias mentiras e exageros, também representava um risco.

O duelo da Universidade Hofstra, em Nova York, terminou com mais satisfação para o campo democrata que para o republicano, mas provavelmente não significará um tombo. Faltam 42 dias de campanha, com outros dois debates no meio.

Cada um expôs suas credenciais, dentro do roteiro. Clinton mostrou um domínio detalhado dos temas, sem perder os nervos, sorridente durante boa parte dos noventa minutos de programa e gabando-se da sua longa experiência política. Trump, pouco preocupado com detalhes, transmitiu mensagens simplórias sobre livre comércio, criminalidade e política externa, de forma a poder atingir seu eleitorado, composto majoritariamente por homens brancos da classe trabalhadora.

Clinton procurou o corpo a corpo, numa constante tentativa de provocar as conhecidas explosões de Trump. O moderador, Lester Holt, e a própria Clinton expuseram as mentiras dele. Por exemplo, sua afirmação de que foi contra a Guerra do Iraque em 2003, desmentida por declarações públicas do magnata naquela época.

“Ela não tem a imagem [presidencial]. Não aguenta”, atacou Trump. E assim semeava novamente a dúvida sobre a saúde de Clinton, que respondeu recordando que, como secretária de Estado, viajou a 112 países e negociou acordos internacionais. “Ele vem me falar de aguentar…”, acrescentou.

“Ela tem experiência, mas é uma experiência ruim”, atacou Trump, cujo currículo diplomático é nulo.

“O temperamento [de Trump] não é adequado para ser comandante-em-chefe”, disse Clinton após comparar seus esforços por um acordo diplomático com o Irã e as bravatas de Trump ante os iranianos.

Quando Trump jogou na cara de Clinton que ela sumiu da campanha durante alguns dias, Clinton respondeu: “Acho que Donald acaba de me criticar por me preparar para este debate. E sim, me preparei. E sabe para que mais me preparei? Para ser presidenta”. Era uma maneira de dizer que seu rival não tem o mesmo preparo para ocupar o Salão Oval.

Ela chamava-o de Donald. Ele alternou entre “secretária Clinton” e “Hillary”. Ele parecia sério e carrancudo; ela, com um sorriso condescendente, como se o seu rival fosse um garoto travesso, e ela fosse sua mãe ou professora.

Um argumento recorrente de Trump foi que Clinton está há trinta anos na política e fracassou; que sua experiência como homem de negócios e novato na política lhe permitirá resolver os problemas dos EUA; que a política externa de Clinton propiciou a ascensão do Estado Islâmico. O republicano avançou quando expôs seu discurso protecionista em defesa da classe operária, de tribuno dos trabalhadores desamparados contra o vendaval da globalização, o fechamento de fábricas e sua transferência a países como o México, que citou várias vezes.

Tão chamativo quanto o que disse foi o que não disse. Mal citou a imigração, um dos seus temas favoritos. Tampouco lançou qualquer insulto espontâneo. Não houve um circo Trump, e isto já é uma pequena vitória para os republicanos, que temiam que uma palhaçada do seu candidato arruinasse o debate. Não foi um debate de grosserias, como se viu nos duelos prévios às eleições primárias do Partido Republicano, no primeiro semestre.

Por outro lado, Trump precisou enfrentar um contínuo ataque de Clinton por causa da falsidade de muitas das suas afirmações.

Um dos momentos mais intensos ocorreu quando a candidata democrata insinuou que o republicano esconde suas declarações tributárias porque é menos rico do que alardeia, porque não dá dinheiro à filantropia, porque não paga impostos ou porque tem credores estrangeiros que poderiam condicionar suas ações na Casa Branca.

Clinton também recordou aos espectadores comentários misóginos feitos no passado pelo republicano, e expôs práticas empresariais como a de não pagar fornecedores. O objetivo era abalar a imagem de Trump como um empresário de sucesso e defensor do cidadão comum, retratando-o, ao invés disso, como um plutocrata que se aproveita justamente do cidadão comum.

“Tudo são palavras…”, disse Trump para retratar Clinton como uma política tradicional, ineficaz e pouco confiável.

Sobre ter difundido durante anos a “mentira racista”, como qualificou Clinton, sobre a certidão de nascimento de Barack Obama – um documento falso que sugere que o presidente não é norte-americano nato –, Trump replicou com uma confusa explicação em que atribuiu a colaboradores de Clinton o questionamento da nacionalidade do primeiro presidente negro do país.

“Donald”, disse Clinton em outro momento, “sei que você vive na sua própria realidade”.

O mundo viu durante noventa minutos o contraste entre dois Estados Unidos, dois candidatos que provocam mais rejeição que adesão, mas ambos, no dia de hoje, com chances de chegar à Casa Branca.

set
28
Posted on 28-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-09-2016


Ronaldo, no Jornal do Comércio (PE)


Alexandre de Moraes sorri em encontro com Temer e parlamentares no Palácio da Alvorada.
UESLEI MARCELINO REUTERS


DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

Quando chegou ao Ministério da Justiça, em maio, o advogado constitucionalista Alexandre de Moraes recebeu a orientação de passar por um curso expresso de media training. Recusou as dicas para lidar com os jornalistas alegando que os 11 anos que passou no Ministério Público de São Paulo e os oito anos em que esteve à frente de secretarias municipal e estadual (Transporte, Justiça e Segurança) lhe deram o traquejo necessário para lidar com a imprensa. Suas últimas declarações, no entanto, parecem o contradizer a cada minuto e podem lhe defenestrar do maior cargo público que já ocupou na carreira.

Desde domingo só cresce o número de aliados do presidente Michel Temer (PMDB) que pedem a saída de Moraes do ministério depois que ele antecipou a realização de mais uma fase da Operação Lava Jato – que, de fato, ocorreu na segunda-feira com a prisão do ex-ministro petista Antonio Palocci. “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, disse. Na segunda-feira, o Brasil despertou com a prisão de mais um ex-ministro de governos petistas. Coincidentemente, as declarações ocorreram durante um evento de campanha do PSDB em Ribeirão Preto (SP), cidade onde Palocci fez carreira política.

Nesta terça-feira, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República abriu uma sindicância para investigar se Moraes divulgou informações privilegiadas e se houve conflito de interesses dele ao revelar os rumos da operação policial. O processo ainda está em uma fase preliminar e o ministro, que já disse falou de “maneira genérica” e que foi “uma força de expressão”, terá dez dias seguidos para se manifestar oficialmente. Caso se constate qualquer irregularidade, a comissão não tem o poder de puni-lo. Ela poderá apenas apresentar uma advertência e recomendar a sua exoneração ao presidente da República. “Por ser ética, a comissão tem uma ambivalência. Sua recomendação não precisa ser seguida, mas justamente por ser ética, ela ganha uma força muito grande e é difícil de não ser seguida”, disse o presidente do colegiado, Mauro Menezes.

As declarações de Moraes causaram a ira de Temer. A auxiliares ele disse que não acreditava no que estava ouvindo da boca de seu ministro da Justiça. No Congresso Nacional, os opositores do Governo aproveitaram para fazer barulho: fizeram uma representação contra o tucano na Procuradoria Geral da República. Os aliados dele, porém, dizem que a reclamação é apenas uma batalha política.

“Há hoje uma consciência no país inteiro de que o ministro Alexandre de Moraes não apenas apoia a Operação Lava Jato, como tem dado à Polícia Federal absoluta independência para fazer o seu trabalho. O PT tenta politizar uma questão que é absolutamente jurídica”, afirmou o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, em entrevista após se encontrar com Temer. Moraes ouviu do presidente que ele terá mais uma chance.

Na época em que o PSDB era oposição ao Governo Dilma Rousseff, era comum ouvir as acusações dos tucanos de que o ministro da Justiça da gestão, José Eduardo Cardozo, interferia nos rumos da Lava Jato. Até hoje a situação não ficou clara e, de fato, Cardozo não agradou quase ninguém. A queda de Cardozo do cargo, já na reta final da gestão Rousseff, ocorreu em decorrência de petistas reclamarem de que ele não “segurava” as investigações que devassam o PT.
Os planos de Moraes

Alexandre de Moraes vinha sendo moldado para ser protagonista no PSDB paulista desde o começo de 2015. Seu nome chegou a ser cogitado para ser candidato do partido à prefeitura paulistana, perdeu espaço para João Doria, que trouxe consigo um caminhão de dinheiro para financiar a própria campanha. Neste cenário, estava tentando se cacifar no Ministério da Justiça para dar um salto maior ainda, suceder seu padrinho político Geraldo Alckmin (PSDB) no Governo paulista.

Nem mesmo seu histórico pesou na sua indicação para o ministério. Ele já advogou para o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e para uma cooperativa de transporte que foi identificada como um dos braços do crime organizado de São Paulo, o Primeiro Comando da Capital. Até assumir o ministério era criticado por dar declarações polêmicas em relação à violência policial em protestos realizados em São Paulo. No cargo, o ministro faz gestos de aproximação dos procuradores de Curitiba, aos quais fez questão de visitar, por exemplo. Além das intenções políticas em São Paulo, há quem diga que estaria na mira de Moraes uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Moraes não era a primeira opção de Temer para a Justiça. O favorito era Antônio Claudio Mariz de Oliveira, um advogado amigo do presidente que só não ocupou o cargo porque criticou a Lava Jato. Mariz pode ser considerado o primeiro, preventivamente, derrubado pela operação. Outros quatro já caíram desde que Temer chegou efetivamente ao Planalto por conta da força-tarefa. Romero Jucá e Henrique Eduardo Alves deixaram o Planejamento e o Turismo, respectivamente, por suspeitas de envolvimento no esquema criminoso que desviou bilhões de reais da Petrobras. Fabiano Silveira saiu da Transparência porque foi flagrado em uma gravação sobre a investigação na qual ele critica a Lava Jato. E Fábio Medina Osório deixou a Advocacia Geral da União dizendo que o Governo Temer quer abafar a operação policial. Agora, ironicamente, a Lava Jato pode acabar derrubando o titular da Justiça justamente por sua avidez em tentar surfar politicamente nos louros da operação. A verificar nos próximos dias se ele sobreviverá a sua própria verborragia.

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