Dá-lhe, Kid Morengueira, na Chicago, de Capone. Dá-lhe, Moro, no País de Palocci!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
26
Posted on 26-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-09-2016

DEU NO EL PAIS

Antonio Palocci (PT), ex-ministro da Fazenda no primeiro mandato do Governo Lula e ex-ministro-chefe da Casa Civil nos primeiros meses do Governo Dilma Rousseff, foi preso temporariamente na manhã desta segunda-feira, em São Paulo, durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Omertà. A Polícia Federal diz ter indícios da participação dele em um suposto esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht. A prisão de Palocci acontece poucos dias após a 34ª fase da operação, quando o também ex-ministro da Fazenda Guido Mantega chegou a ser preso temporariamente, mas teve a prisão revogada pelo juiz Sergio Moro.

Com a prisão, a Lava Jato fecha mais o cerco em torno do ex-presidente Lula, um dos focos declarados das investigações, transformado em réu na semana passada. Além de ter sido homem-forte do Governo Lula, de 2003 a 2006, Antonio Palocci foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010 e ocupou a Casa Civil nos primeiros meses da gestão da ex-presidenta. A prisão de Antonio Palocci também ocorre apenas um dia após o atual ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, afirmar em um encontro com integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL) que haveria, de fato, mais prisões da Lava Jato nesta semana, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos. Quando vocês virem esta semana, vão se lembrar de mim”, disse o ministro, sem ser questionado.

A declaração de Moraes provocou controvérsia, pois, pelo princípio de independência da PF e pela potencial implicação de integrantes do Governo, ele não poderia, em tese, ter informações prévias sobre as investigações e operações da instituição. A Lava Jato é alvo de críticas pelo suposto viés político das investigações —há quem acuse a força-tarefa de poupar alguns partidos em detrimento de outros. Após a fala se tornar pública, o Ministério da Justiça minimizou a declaração de Moraes e disse que o ministro apenas “reafirmou a legalidade da atuação da Polícia Federal”, “em resposta às perguntas sobre a continuidade da Lava Jato”.

A fala do ministro da Justiça foi criticada pelos delegados da Polícia Federal, durante coletiva nesta segunda-feira para explicar a nova fase da operação. O delegado Filipe Hille Pace começou a entrevista lendo uma nota, em que reitera a independência da corporação e diz que o Executivo não foi informado antecipadamente sobre a prisão de Palocci. “Como já foi amplamente demonstrado em ocasiões anteriores, o Ministério da Justiça não é avisado com antecedência sobre operações especiais. No entanto, é sugerido ao seu titular que não se ausente de Brasília nos casos que possam demandar sua atuação, não sendo informado a ele os detalhes da operação”, disse.

Além de Palocci, a Polícia Federal cumpre ainda outros dois mandados de prisão temporária, 15 de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor), 27 mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Ao todo, são 45 mandados judiciais, sendo que dois mandados de busca e apreensão são cumpridos na casa e no escritório de Palocci na capital paulista.

Segundo a PF, “há indícios de que o ex-ministro atuou de forma direta a propiciar vantagens econômicas ao grupo empresarial nas mais diversas áreas de contratação com o Poder Público, tendo sido ele próprio e personagens de seu grupo político beneficiados com vultosos valores ilícitos”, diz nota.

Ainda segundo as investigações, Palocci teria tentado aprovar um projeto de lei para aumentar a linha de crédito junto ao BNDES para a realização de obras no continente africano, o que beneficiaria a empreiteira. Ele também é suspeito de ter interferido em um processo de licitação para a compra de 21 navios sonda para exploração da camada pré sal da Petrobras. A defesa de Antonio Palocci ainda não foi localizada para comentar a prisão.

O FANATISMO POLÍTICO
OFENDE HONRA E VERDADE

JC Teixeira Gomes

Sergio Moro cumpriu com seu dever: aceitou a denúncia contra Lula apresentada pelo procurador Dallagnol, com veemência que incomodou o petismo. Mas o professor de Direito Ivar Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, falando à imprensa internacional, lembrou que o Ministério Público pode ser veemente ao acusar. A obrigação de imparcialidade é da Justiça, não dos meios acusatórios.

O fanatismo é a pior miséria política da humanidade. Ele pode nascer da ideologia, caso do fascismo, do nazismo, do stalinismo. Também pode resultar da intolerância religiosa: a Igreja queimando hereges, o Estado Islâmico decapitando padres. Por fim, o fanatismo pode surgir apenas da cegueira política: é o caso da militância petista, quando se obstina em defender Lula e Dilma no processo de corrupção que avassalou o Brasil. O objetivo do PT com a ladroagem na Petrobras, usando empreiteiros e banqueiros oportunistas e corruptores, era “a perpetuação criminosa no poder”, para repetirmos a frase de Dallagnol. Em meu último artigo, eu já havia elogiado a deposição de Dilma como um fato positivo para a rotatividade partidária no Brasil.

O objetivo essencial do PT era a permanência através da dobradinha Lula-Dilma. Oito anos para Lula, mais oito anos para Dilma, e já iriámos para 16 anos, depois 24 e, possivelmente, 32. Não sendo uma ação ideológica, pois o PT é um partido sem ideologias, as vitórias eleitorais viriam pela soma de práticas assistencialistas poderosas: em primeiro lugar, o Bolsa Família, que gerou um rebanho de pobres cativos e encabrestados. O Bolsa Família passou a ser o cabresto eleitoral do PT. Foi uma arma assustadora de dominação política, com tintas de benemerência social, mas, fundamentalmente, antidemocrática, pois o seu uso ameaçava a rotatividade partidária. Ao Bolsa Família, o PT acrescentou mais assistencialismo: o “Mais Casa Minha Vida”, o sistema de cotas, os empréstimos consignados. Fingindo beneficiar os assalariados, o PT, levando os bancos a emprestar sem riscos, o que estava fazendo era fortalecer os banqueiros que financiavam Genoíno na compra de votos dos aliados corrompidos pelo mensalão. Essas práticas, em seu conjunto, instauraram no Brasil a “democracia petista”, ou seja, a utilização prolongada do poder com o emprego das armadilhas assistencialistas de dominação.

Como o partido é fraco de líderes, Lula ficou sem alternativa e foi obrigado a escolher a inexperiente Dilma para a dobradinha funesta. As principais lideranças já tinham abandonado o partido (Arruda Sampaio, Hélio Bicudo, Heloisa Helena, Chico Alencar, Carlos Nelson Coutinho etc.) depois que a traição começou, fato que ocorreu logo que Lula assumiu seu primeiro mandato, impondo a aposentadoria que ele tinha combatido em Fernando Henrique Cardoso.

Para reforçar o processo de dominação, Dirceu tomou a iniciativa, a fim de ganhar eleições, antes sempre perdidas, de colocar a serviço do PT dois marqueteiros astuciosos. Veio primeiro Duda Mendonça, formado na escola de Maluf, depois João Santana Patinhas, o gênio das artimanhas. De ambos nasceram ideias como o “Lula lá”, “Lulinha Paz e Amor”e a transformação de Lula, o

ENDE HONRA E VERDADE
JC Teixeira Gomes
Sergio Moro cumpriu com seu dever: aceitou a denúncia contra Lula apresentada pelo procurador Dallagnol, com veemência que incomodou o petismo. Mas o professor de Direito Ivar Hartmann, da Fundação Getúlio Vargas, falando à imprensa internacional, lembrou que o Ministério Público pode ser veemente ao acusar. A obrigação de imparcialidade é da Justiça, não dos meios acusatórios.
O fanatismo é a pior miséria política da humanidade. Ele pode nascer da ideologia, caso do fascismo, do nazismo, do stalinismo. Também pode resultar da intolerância religiosa: a Igreja queimando hereges, o Estado Islâmico decapitandopadres. Por fim, o fanatismo pode surgir apenas da cegueira política: é o caso da militância petista, quando se obstina em defender Lula e Dilma no processo de corrupção que avassalou o Brasil. O objetivo do PT com a ladroagem na Petrobras, usando empreiteiros e banqueiros oportunistas e corruptores, era “a perpetuação criminosa no poder”, para repetirmos a frase de Dallagnol. Em meu último artigo, eu já havia elogiado a deposição de Dilma como um fato positivo para a rotatividade partidária no Brasil.
O objetivo essencial do PT era a permanência através da dobradinha Lula-Dilma. Oito anos para Lula, mais oito anos para Dilma, e já iriámos para 16 anos, depois 24 e, possivelmente, 32. Não sendo uma ação ideológica, pois o PT é um partido sem ideologias, as vitórias eleitorais viriam pela soma de práticas assistencialistas poderosas: em primeiro lugar, o Bolsa Família, que gerou um rebanho de pobres cativos e encabrestados. O Bolsa Família passou a ser o cabresto eleitoral do PT. Foi uma arma assustadora de dominação política, com tintas de benemerência social, mas, fundamentalmente, antidemocrática, pois o seu uso ameaçava a rotatividade partidária. Ao Bolsa Família, o PT acrescentou mais assistencialismo: o “Mais Casa Minha Vida”, o sistema de cotas, os empréstimos consignados. Fingindo beneficiar os assalariados, o PT, levando os bancos a emprestar sem riscos, o que estava fazendo era fortalecer os banqueiros que financiavam Genoíno na compra de votos dos aliados corrompidos pelo mensalão. Essas práticas, em seu conjunto, instauraram no Brasil a “democracia petista”, ou seja, a utilização prolongada do poder com o emprego das armadilhas assistencialistas de dominação.

Como o partido é fraco de líderes, Lula ficou sem alternativa e foi obrigado a escolher a inexperiente Dilma para a dobradinha funesta. As principais lideranças já tinham abandonado o partido (Arruda Sampaio, Hélio Bicudo, Heloisa Helena, Chico Alencar, Carlos Nelson Coutinho etc.) depois que a traição começou, fato que ocorreu logo que Lula assumiu seu primeiro mandato, impondo a aposentadoria que ele tinha combatido em Fernando Henrique Cardoso.

Para reforçar o processo de dominação, Dirceu tomou a iniciativa, a fim de ganhar eleições, antes sempre perdidas, de colocar a serviço do PT dois marqueteiros astuciosos. Veio primeiro Duda Mendonça, formado na escola de Maluf, depois João Santana Patinhas, o gênio das artimanhas. De ambos nasceram ideias como o “Lula lá”, “Lulinha Paz e Amor”e a transformação de Lula, o “pobrinho” do Nordeste, no grande líder da pobreza nacional. Não fossem os marqueteiros políticos os mestres dos ardis,arquitetos da enganação, artífices da propaganda mentirosa. Pagos a peso de ouro.

Muitos dos expedientes para subjugar a sociedade com métodos escusos são comuns a toda atividade política. A questão é que o PT exagerou, ao conceber meios capazes, enfim, de lhe possibilitar “a perpetuação criminosa no poder”, queiram ou não os fanáticos que negam a culpa clamorosa das suas lideranças, negando também a verdade e a honra partidária.


BOM DIA!!!

set
26

DO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um pleito que mudou muita coisa…

As eleições de 1974 deixaram uma marca muito importante na história do Brasil por representarem, até então, a maior manifestação popular contra a ditadura militar implantada dez antes.

Em 16 dos 22 Estados da época foram eleitos senadores do MDB, partido da oposição, determinando-se ali, embora com espasmos autoritários posteriores, o começo do fim do regime.

Uma dessas vitórias foi obtida em Minas Gerais por Itamar Franco, ainda um político desconhecido nacionalmente, que entrou na disputa, como muitos outros, sem chance, até o atropelo das urnas.

…e o papel do desconhecido Itamar

O fato vem à memória em razão dos dias presentes, em que debates e ausência de candidato estão na ordem do dia.

Diariamente, na televisão, o candidato da Arena, senador José Augusto, desafiava Itamar para um debate, apontando para a cadeira vazia que lhe era reservada.

Como Itamar não dava bola, José Augusto relaxou. Deixou de ir ao estúdio, apenas era mostrada a cadeira vazia. Um dia, Itamar apareceu, sentou-se na cadeira e perguntou, ao vivo, pelo adversário.

Obviamente, foi um bafafá, José Augusto correu para a emissora ainda a tempo de encontrar o oponente por lá e tentar agredi-lo. Dias depois, a tradicional família mineira consagrava Itamar novo senador da República.


ACM Neto: resposta dura ao governador- foto de Raul Spinassé

DO JORNAL A TARDE

Patrícia França

A uma semana da eleição e na condição de líder absoluto na disputa pela prefeitura de Salvador, com 69% das intenções de voto, segundo pesquisa do Ibope divulgada no último dia 19, o prefeito ACM Neto (DEM) já admite se reeleger no primeiro turno. Diz não acreditar que o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), como desejam seus opositores, tenha força para mudar o atual cenário eleitoral. Nesta entrevista, ele rebate críticas a sua gestão, fala de suas propostas para um novo governo, como o programa Salvador Emprego, e afirma que terá uma relação “objetiva e pragmática” com o governo federal.

P- As pesquisas até aqui realizadas colocam o senhor com folga na dianteira da disputa pela prefeitura. A eleição será mesmo liquidada no primeiro turno?

R- Eleição só se resolve depois que os votos são computados nas urnas. A mensagem que tenho levado para a minha equipe de trabalho é para que ninguém entre no clima do já ganhou. Trabalharemos até o último instante. Agora, é claro que a gente confia na possibilidade de uma vitória já no primeiro turno. Sobretudo porque a construção de uma vitória eleitoral para quem busca uma reeleição não é feita em 45 dias de campanha, mas ao longo dos quatro anos do mandato.

P- A que o senhor atribui a avaliação positiva da sua gestão, considerando que Salvador deu votação expressiva a Lula e Dilma nas últimas eleições presidenciais, e o PT há dez anos governa a Bahia?

P -Não tenho dúvida de que o principal elemento de força para essa vantagem eleitoral é o êxito da nossa gestão. As pessoas, neste momento, querem saber exclusivamente da cidade. Como estava Salvador em 2012, como está Salvador hoje? No que avançou, quais são as expectativas para o futuro?

P- Então o impeachment da ex-presidente Dilma e a denúncia formal do MPF contra Lula no processo da Lava Jato não terão influência nesta eleição?

P- Acho que o contexto político nacional não tem interferência nenhuma, nem positiva, nem negativa a favor de nenhum candidato. Há quatro anos ganhei uma eleição sozinho. Não governava Salvador, não tinha o volume de realizações que tenho hoje, enfrentava um governador de estado (Wagner), uma presidente da República (Dilma) fortíssima, um ex-presidente (Lula) com a mais alta popularidade que um homem público já teve na história recente deste país, e, ainda assim, ganhei a eleição contra tudo isso. Por quê? Porque o tema da eleição é o município.

P- O senhor tem sido o alvo preferencial dos seus adversários. É acusado de golpista por ter apoiado o impeachment da presidente Dilma Roussef e de fujão, por não participar de debates com os candidatos. Isso o tem incomodado?

P- De maneira alguma. Você não viu eu dedicar um segundo da minha campanha, nem do meu programa de TV e de rádio, para atacar ninguém, muito menos responder críticas infundadas e absurdas dos meus adversários. Com relação à participação nos debates, estabelecemos uma premissa na nossa equipe de trabalho. Os debates cujas regras tenham a nossa concordância, nós participamos. Tanto que eu já confirmei a presença no debate de quinta-feira (29) que vai ser promovido pela TV Bahia. Provavelmente o mais importante de todos os debates, porque tem uma audiência muito grande e faltando três dias para a eleição.

P- Do debate da TV Record (25) o senhor também não participará?

R- A rede Record decidiu colocar sete candidatos no debate. Na minha opinião um debate com sete candidatos (como também foi o da TVE, no último dia 22) não é produtivo. A lei hoje é clara: as emissoras estão obrigadas a convidar para o debate os candidatos que representem partidos políticos com pelo menos nove deputados. Em Salvador, quatro candidatos têm assento garantido no debate (DEM, PCdoB, PDT e PP). Ponto.

P- O senhor está processando a vice-prefeita e concorrente Célia Sacramento (PPL), que o acusou de superfaturar as obras da Barra e do Rio Vermelho. O MP a intimou a prestar esclarecimentos. Não seria o caso de o senhor mesmo abrir esses contratos?
Não… Os contratos são públicos, estão à disposição dos órgãos de controle e fiscalizados pelo Tribunal de Contas dos Municípios. Todos os processos foram absolutamente lícitos. Ela fez uma acusação absurda, o que me fez interpelá-la na Justiça para que prove se existiu qualquer irregularidade.

P- E como está a sua relação com a vice-prefeita?

P- Não temos mais relação administrativa nem pessoal. Ninguém pode cobrar de mim manter uma relação com uma pessoa que sempre teve o meu respeito e, da noite para o dia, inclusive de uma maneira combinada com o governador e com o PT, os meus adversários, começa a dizer o que disse.

P- A candidata do governo, Alice Portugal (PCdoB), tem apontado que o senhor faz um governo de maquiagem, para a elite, e contesta sua afirmação de que destinou 76% dos recursos para bairros periféricos. O que tem a dizer?

P- Ela certamente nos últimos anos passou muito tempo em Brasília, não andou por Salvador e não conhece a nossa cidade. Mais forte do que milhares de palavras, ou discursos histriônicos, é o que as pessoas vivem, sentem e veem com os próprios olhos. Temos todos os dados consolidados: 76% dos investimentos da prefeitura foram feitos nas áreas mais pobres de Salvador.

P- O senhor pode dar exemplos?

R- São grandes obras estruturantes, como a Av. Dois de Julho (ligação Cajazeiras/Valéria/BR-324), a nova Av. Suburbana, a nova Baixa do Fiscal, a Ladeira do Cacau, Av. Eduardo Doto, a rua Iriguacu (Paripe). Há projetos sociais, como o Morar Melhor, reformando milhares de casas; o Primeiro Passo, ajudando na complementação de renda de crianças de 0 a 5 anos; o Casa Legal, os avanços do transporte com os programas Bilhete Único, o Domingo é Meia, a Estação da Lapa, a integração do sistema (de mobilidade), obras de encostas, escadarias, 411 quilômetros de asfalto.

P- Na última pesquisa do Ibope a saúde foi apontada por 54% dos entrevistados como o maior problema em Salvador. Seus adversários também afirmam que a cidade tem a pior cobertura de assistência à saúde. Como melhorar?

R- Qualquer pesquisa que se faça no Brasil a saúde vai ser apontada como principal problema. Quando assumi, Salvador tinha a pior cobertura de atenção básica do Brasil. Nós tiramos de 18% e chegamos a 46% de cobertura. Mais do que dobramos o número de equipes da Saúde da Família (PSF), e contratei 3,7 mil profissionais. A prefeitura tinha uma UPA que não funcionava, e hoje tem nove que funcionam. Construímos quatro multicentros e estamos construindo o primeiro hospital de Salvador. Elevamos o orçamento da saúde de 15% para quase 20% este ano. O que meus adversários deviam justificar é que existe uma unidade em Plataforma, do governo do estado, até hoje fechada, e porque o novo HGE não foi inaugurado e nem deram destinação ao Hospital Batista Caribé, no subúrbio.

P- Por falar no governador Rui Costa, ele tem dito, no horário político, que vai construir cinco policlínicas em Salvador. Se reeleito, cobrará isso dele?

R- O governador está no governo há dois anos, tinha tempo suficiente para fazer e ainda não fez. O que o governador sabe fazer é muita propaganda e se esconder atrás dos seus candidatos, com discurso. Ele devia ter coragem é de debater comigo, para eu mostrar o que eu prometi e fiz por Salvador, e ele será cobrado pelo que prometeu e não fez.

P- Apesar dos resultados positivos do Ideb, há críticas sobre a pouca cobertura de creches na cidade. A candidata comunista afirma que a educação infantil é uma tragédia. O que o senhor tem a dizer?

R- O partido da candidata comunista governou a educação em Salvador no governo de João Henrique e não construiu uma creche na cidade. Quando eu assumi a prefeitura, tínhamos 20 mil vagas para crianças de 0 a 5 anos e a mais antiga creche pré-escola de Salvador tem 80 anos. Eu, em apenas quatro, criei mais 20 mil vagas, dobrei. Além disso, as crianças de 0 a 3 anos, hoje, já estudam em tempo integral, com cinco refeições.

P- E para um eventual segundo governo, o que terá mais na educação?

R- A nossa ideia é que todas as crianças de 0 a 5 anos possam estudar em tempo integral. Não posso deixar de registar que o governo do PT prometeu, lá em Brasília, 140 creches para Salvador e não liberou uma. Todas as creches que nós construímos, todas as vagas criadas foram com esforço próprio da prefeitura, que está fazendo uma revolução na educação. Não ouvi nenhum candidato tecer comentário sobre a nossa evolução no Ideb, a capital que mais avançou no Brasil, fruto do investimento que estamos fazendo na educação.

P-Como o senhor vê as críticas de seus adversários de que o Plano Diretor (PDDU) atendeu mais a interesses empresariais do que urbanísticos e que houve pouco debate?

R- O que incomoda meus adversários é que, no passado, eles participavam e lideravam o processo de debate do plano diretor na calada da noite, votado através de emenda de plenário, sem que a população soubesse. Nós fizemos o debate mais democrático que a cidade já viu, realizamos audiências públicas, colhemos sugestões de entidades da sociedade civil e da Câmara Municipal. É um plano que traz as bases do crescimento futuro da cidade, devolve a capacidade dela se planejar.

P- A mobilidade em Salvador ganhou novas linhas do metrô, garantido pelo estado, vai receber o BRT e o VLT. Mas ainda há crítica em relação à qualidade dos serviços das empresas de ônibus. Como melhorar o sistema?

R- Nós fizemos uma concessão que estava na gaveta há 40 anos, renovamos 75% da frota. Hoje todos os ônibus são acompanhados por GPS, implantamos um centro de controle operacional (COC) e outras melhorias, como um aplicativo para saber o horário do ônibus, a integração dos modais, mais de 600 abrigos para passageiros e recuperamos inteiramente a Estação da Lapa, por onde passam mais de 500 mil pessoas/dia. Temos o cenário ideal? Óbvio que não.

P- O que fazer, então, para avançar neste setor?

R- Estamos fazendo um estudo de redesenho de todas as linhas da cidade, que será implementado no próximo ano. Entendemos que quando o metrô estiver funcionando, com suas duas linhas completas, e que o sistema de BRT estiver funcionando, aí, sim, teremos um transporte de alta capacidade, mais organizado e confortável. Vale lembrar que só havia três ou quatro pontos de recarga do Salvador Card, e hoje são 140.

P- Num segundo governo quais projetos o senhor gostaria de concretizar?
Me preocupei em fazer um plano de governo com um conjunto de propostas para as diversas áreas. Mas destacaria um, chamado Salvador Emprego. Seu propósito principal é estimular novos investimentos em Salvador no ano de 2017. É um plano que tem caráter emergencial, por um tempo de duração, e vai ser um estímulo para empresários locais, nacionais e internacionais investirem em áreas específicas.

P- Qual a ideia?

R- Temos dois grandes centros que concentram o maior número de empregos na cidade: o Centro Antigo e a região do Iguatemi. Nossa ideia é estimular a existência de outros centros econômicos para estimular a moradia perto do trabalho, previstas no PDDU e Lei de Ocupação do solo (Louos) Enxergamos quatro áreas: os bairros que divisam com a BR-324, como Águas Claras, Cajazeiras, Valéria, Pirajá, e o subúrbio, do Lobato até São Tomé de Paripe. Nos dois casos, se o investidor comprar um imóvel para garantir o investimento, poderá ter isenção de ITIV e ISS e, após a instalação, até desconto do IPTU.

P- E as duas outras áreas, quais são?

R- São a região de Itapuã, onde se quer fomentar um corredor turístico, e o Centro Histórico, onde vamos aproveitar o Pidi (Programa de Incentivo ao Desenvolvimento Sustentável e Inovação), que permitirá que imóveis antigos abriguem novos empreendimentos. Neste caso, o investidor poderá acumular crédito tributário de IPTU e ISS.

P- Com estes novos planos, o alinhamento político com o governo federal, agora sob a batuta do PMDB de – Temer e Geddel, será boa ajuda, não?

R- Todo mundo sabe que não tive vida fácil com o governo do PT. O BRT é um exemplo claro disso: passamos três anos discutindo projeto, negociando com o governo federal, a ex-presidente esteve em Salvador, prometeu publicamente, e depois só nos enrolou. Em três meses do atual governo nós conseguimos resolver o problema (empréstimo de R$ 408 milhões). Então, tenho uma visão pragmática e objetiva de utilizar esta relação que eu tenho com o PMDB da Bahia, em especial o ministro Geddel Vieira Lima, que vem nos ajudando, para obter cada vez mais recursos para a cidade. E, claro, que ter uma relação saudável com o governo federal é importante para isso.

set
26
Posted on 26-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-09-2016

Bruno Aziz, no jornal A Tarde (BA)


O prefeito Fernando Haddad em visita a uma favela,
em setembro de 2014. Fabio Arantes Secom

DO EL PAIS

Numa esquina de São Mateus, bairro no extremo leste de São Paulo, Francisco Juarez da Silva, de 61 anos, conversava com a reportagem sobre as eleições municipais quando interrompe a fala, olha rapidamente para a TV de plasma pendurada na parede e exclama, em tom desiludido:

– Olha aí! E não é que já pegaram ele?

Dono de um típico boteco de periferia, com um amplo balcão e banquetas de plástico na frente, seu Francisco apontava para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cuja imagem aparecia em sua televisão, ligada no canal de notícias da TV a cabo GloboNews. No dia anterior, Lula se tornara réu pela segunda vez nas investigações da Operação Lava Jato e, por isso, era destaque no noticiário.

– Você vê a situação que nosso país chegou por causa de nossos governantes? É muita gente sem trabalho. Essa ladroeira. Não é só culpa de um partido, é de todos. É tudo farinha do mesmo saco. O Lula, um homem de onde ele veio, que chegou onde chegou, envolvido nisso?, indigna-se.

Eleitor histórico do PT, o comerciante, que votou no prefeito Fernando Haddad há quatro anos, diz que não pretende comparecer às urnas no próximo domingo. Prefere justificar sua ausência para a Justiça Eleitoral depois, para “não passar mais raiva votando”. Sentado numa das banquetas, o mecânico Enivan José Silva diz que vai optar pelo candidato tucano João Doria. Quer dar “uma chance a um candidato novo, que não é político.”

Em uma campanha feita em meio a uma crise econômica, que alavancou o desemprego no país, e inserida em um escândalo de corrupção que arrastou, especialmente, a imagem do Partido dos Trabalhadores, a periferia, antes reduto incontestável da legenda de Lula, está desiludida. Nos bairros mais pobres de São Paulo, achar alguém que apertará o 13 de Haddad no próximo domingo não é uma missão fácil. O petista, que venceu há quatro anos pelo bom desempenho nas franjas da cidade, corre por fora da disputa também nestes locais, o que se torna um problema para um partido que nunca teve bom desempenho entre a classe média tradicional das regiões centrais. Nas áreas pobres, a disputa se dá entre Marta Suplicy (PMDB), Celso Russomanno (PRB) e, agora, também entre João Doria, milionário administrador de empresas que alavancou na reta final e já ocupa o terceiro lugar entre os eleitores mais pobres -na cidade toda, é o primeiro colocado.

“Estou em dúvida entre Russomanno e Marta”, dizia o aposentado Antonio de Melo, de 60 anos, também morador no extremo leste da cidade. “Russomanno é mais novo na política, defende o consumidor [em seu programa na TV]. Marta já foi prefeita e fez coisa pelos pobres”, explicava ele.

As falas refletem a última pesquisa Datafolha, divulgada em 22 de setembro. Ela aponta que entre os que ganham até dois salários mínimos Russomanno arrebata 31% dos votos. Marta é a escolha de 23% dessas pessoas, enquanto Doria consegue ser preferência de 16% dos mais pobres. Haddad, que há quatro anos, nas vésperas do primeiro turno, era a escolha de 21% dos que ganhavam até dois salários mínimos, agora só deve ganhar o voto de 7% deles e é rejeitado por 40% – na cidade, ele aparece com 10% das intenções de voto e uma rejeição de 45%. Em áreas como o extremo leste, o desempenho petista é ainda mais baixo: ele tem 5% das intenções de voto, enquanto se sai melhor em regiões como o centro e a zona oeste (em ambas tem 18%), apontou a pesquisa.

Há quatro anos, Haddad era desconhecido de grande parte da população, mas aparecia na campanha abraçado a Lula, seu padrinho político que, agora, tem a imagem desgastada. Diante da falta de repasses do Governo federal e da crise econômica, o atual prefeito falhou em deixar marcas na periferia. Não conseguiu cumprir parte de suas promessas, como os três hospitais e os 20 CEUs (misto de escola com área de lazer), uma marca da gestão Marta Suplicy – entregou um hospital, os outros estão em obras; inaugurou um CEU e outros 15 devem ser entregues no ano que vem.

“Haddad já não tem uma identificação de carisma com os mais pobres, da mesma forma que Marta. Mas a Marta tem um governo com marcas entre os mais pobres. Toda a política urbana que serve de vitrine para o Haddad agrada apenas o eleitorado que gostaria de morar em Berlim. Mas a periferia não conhece Berlim, não quer morar lá”, analisa Roberto Dutra, professor de sociologia da Universidade Estadual do norte Fluminense (Uenf). “Por isso, a disputa dele é com Luiza Erundina, pela esquerda de classe média”, ressalta. Uma pesquisa Datafolha publicada neste mês mostrou que Haddad é apontado como o segundo candidato que mais defenderá ricos, se eleito.

Para Dutra, enquanto Marta se beneficia na periferia pelo legado de sua gestão passada, Russomanno se beneficia de sua ligação com os evangélicos da Igreja Universal, por meio do partido PRB. “Não podemos ignorar a força da máquina da Universal entre os mais pobres. Ele é resultado de um processo de construção de imagem, que tem relação com a TV, onde ele aparece como o defensor do consumidor contra as empresas, e com a igreja”, destaca.

“Na eleição passada, Russomanno já havia pego a periferia, mas caiu no final. Já havia a questão do desgaste do PT de estar no poder [federal] por muito tempo e também a queda do ritmo do crescimento econômico, que em São Paulo já acontecia”, ressalta o professor de ciência política da Universidade de São Paulo (USP), Fernando Limongi. “Há um desencanto com o PT por causa da eleição de 2014, em que Dilma Rousseff dizia que não havia crise econômica, mas quando mal se fechou as urnas a crise pegou pesado”, explica o professor, para quem a questão do envolvimento do partido com a corrupção serve para fechar a conta da insatisfação. “O que o eleitor quer mesmo é renda, crescimento econômico. A questão da corrupção é menos importante. É como se a pessoa que já está abandonando o PT usasse isso como reforço de uma posição que já está tomada”, acredita.

nho com este app, é fácil

  • Arquivos

  • setembro 2016
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930