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Posted on 21-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Exclusivo: Pessoa confirma R$ 5 milhões para Dilma

No depoimento que deu ao ministro Herman Benjamin, o delator Ricardo Pessoa confirmou que entregou R$ 5 milhões para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff, após exigência de Edinho Silva.

O tesoureiro de Dilma, como sempre, vinculou a doação à manutenção dos contratos da UTC com a Petrobras. Segundo apurou O Antagonista, Pessoa disse que o valor foi descontado da “conta da propina do PT” e autorizado por João Vaccari Neto.

Magnificamente, Sophia Loren!!! Todos os aplausos para ela, a grande aniversariante da semana. Parabéns! Bravissimo!!!

A música de Ornella também é maravilhosa . À altura da diva.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)

TEXTO PUBLICADO NO SITE “OBSERVATÓRIO FEMININO”. REPRODUZIDO EM SUA PÁGINA NO FACEBOOK POR GRAÇA DOURADO TONHÁ, AMIGA DO PEITO DO BP.

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Um ‘awe’ ao Domingos Montagner…

por Talita Corrêa

Quando morre uma pessoa pública, a gente vive um luto coletivo, que envolve empatia e curiosidade. Quando morre uma pessoa pública, realmente muito querida em todas as suas relações pessoais, a gente vive um luto coletivo que envolve empatia, curiosidade e dor. Quando morre uma pessoa pública, realmente muito querida em todas as suas relações pessoais, e de uma maneira tão trágica, a gente vive um luto coletivo que envolve empatia, curiosidade, dor e medo. Quando morre uma pessoa pública, realmente muito querida em todas as suas relações pessoais, e de uma maneira tão trágica, e quase poética, a gente vive um luto coletivo que envolve empatia, curiosidade, dor, medo e arrebatamento.

No inglês, existe uma palavra pequena, de sonoridade confusa, que traduz essa mistura contínua de sentimentos bons e ruins, grandes e ferozes, diante da pressa da vida. “Awe” pode significar todo pavor e deslumbramento simultâneos que o mundo é capaz de nos causar ao assistir a um pôr do sol na ponta de um penhasco, ao descobrir a brevidade dos dias, ao presenciar uma tempestade na praia ou a correnteza violenta de um rio com quedas d’água.

Essa sensação de vazio e plenitude nos traz uma noção valiosa de insignificância em relação ao universo. Nos torna seres menos egoístas, vaidosos e prepotentes. Nos coloca no lugar discreto que merecemos. Nos faz entender que somos partes poucas de um grandioso todo. Regidos por um cosmos outro, uma natureza única, um deus inexplicável, uma fé sem nome, um amor sem tamanho. Somos nada. Somos pedaço de carne em um campo de alma. Awe.

Sentados no alto de uma montanha, debaixo de um céu que pipoca em estrelado, somos só um detalhe. Awe. Surfando no mar verde mais profundo, somos só invasão vulnerável. Awe. No meio da perfeição de um quilômetro de flores, somos só passagem. Awe. Awe. Awe. O que nos deslumbra, o que nos assusta, o que nos impressiona, o que nos encoraja. Tudo é awe.

E awe é tudo que nos ajuda a dar às coisas da vida o tamanho que elas merecem, sem que elas nos arrastem.

Quem acordou, naquela quinta-feira, irritado com a rinite, com o cansaço, com a passagem de avião não comprada, com as contas, com o clima, com as malas… Teve um banho de awe. Lembrou que problemas são pequenos perto da morte irreversível, pensou que momentos de dor gratuita são irrecuperáveis. Awe. Confessou que o celular quebrado é pouco perto da grandiosidade do presente-dia. Awe. Entendeu que amor atrasado é revivescível se for dado em garantia. Awe. Prometeu que a briga à toa é ridícula perto da vida que pode acabar de repente. Awe. Confirmou que o lamento é cansativo perto do que merece continuidade. Awe.

Awe é que nos faz perceber, com humildade, que a vida é o mergulho em um rio sem margem. Um pulo corajoso num banho novo, que pode a qualquer momento terminar. Que nossos dias são braçadas sem direção certa, procurando pedras pra nos segurar. Que rancor nos atrasa e afunda. Que ganância nos cansa e submerge. Que mentira nos afoga e confunde. Que só existe felicidade em superfície clara.

Awe é que nos faz ver o São Francisco do alto, imponente, grandioso, cheio de si. E saber que somos apenas um pontinho que nada, insistente, em sua majestade. Somos levados. Sem peso, sem pressa. Banhados quando e como tiver que ser. Tudo parte de um espetáculo de vida que não nos pertence ou compreende. Tudo ironia, coincidência, imprevisibilidade.

Só o que fazemos reverbera mundo afora. Só o que sentimos se mistura com a força da água que nos molha. Só o que doamos se multiplica nas profundezas do nosso insignificante nada. Só é importante o que importa. A morte que nos busca é gigante. A vida que nos ronda é instante. Isso que é grande. Awe. Awe. Awe.


Desde a tarde da última quinta-feira, quando a morte de Domingos Montagner foi noticiada, muitos amigos jornalistas têm compartilhado, nos seus perfis sociais, fotos feitas ao lado do ator. É uma vontade natural de se sentir parte da história de um homem conhecido pelo temperamento amável e atos infinitos de extrema gentileza. Uma vaidade do bem. Eu, que só conversei com Montagner uma vez, durante as gravações da novela Cordel Encantando, não tenho foto para mostrar. Mas guardo a boa impressão feliz de um artista leve, simples e de sorriso fácil, que brincava com os sotaques dos seus entrevistadores e fazia truques de sumir moedas. Um farol de awe perto da pequenez de quem tenta transformar essa tragédia em pauta de absurdo político, explicação pra castigo sobrenatural ou material de fofoca rasa extraconjugal.

BOM DIA!!!

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um escândalo: só Moro é justo no Brasil

“A defesa de Lula quer que a ação seja julgada no STF e não pelo juiz Sérgio Moro”, diz a imprensa, com simplicidade, é verdade, embora se trate de constatação das mais escandalosas que podem ser vistas até no Brasil.

Qual é a diferença? De que sumo de justiça ter-se-á embebido o magistrado curitibano de primeira instância para que se presuma antecipadamente que nas mãos dele é caixão e vela – e que seu know how deve espraiar-se por toda a estrutura judiciária?

Ou, ao contrário, que maldita suspeita se está levantando contra a plêiade mais depurada de homens da lei do país, agrupados no Supremo Tribunal Federal como guardiões-mores da constitucionalidade e, por extensão, da cidadania?

Cabe um esclarecimento amplo e detalhado à nação sobre benesses que o ex-presidente aguardaria do STF. Essas dúvidas, precisamos ver discutidas abertamente, e somente como um detalhe na gigantesca malha que se estende sobre a sociedade, sufocando-a, apesar dos buracos que toda rede tem.

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Posted on 21-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2016


DO EL PAÍS

Desde o início da Operação Lava Jato o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da investigação em Curitiba, usa seus despachos para emitir opiniões, mandar recados para os réus e rebater críticas de advogados. Nesta terça-feira, em documento no qual torna réus Lula, sua mulher Marisa e o diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto, entre outros, o magistrado repetiu a estratégia. Chamou de “questionáveis” alguns “elementos probatórios” evidências apresentadas pelo Ministério Público Federal (para em seguida dizer que no atual momento do processo isso não é um problema), lamentou o envolvimento de Marisa e confrontou a defesa de Lula no caso do tríplex do Guarujá.

Na apresentação feita na semana passada na qual foi feita a denúncia contra o ex-presidente, os procuradores o chamaram de “comandante da propinocracia”. Com o auxílio de um Power Point, a força-tarefa afirmou que Lula tinha conhecimento e participação direta no esquema criminoso. Eles foram além e citaram o escândalo do mensalão, argumentando que o “petrolão” é apenas a continuação do anterior. A defesa do petista e especialistas criticaram o que foi chamado de “espetacularização” e “politização” dos procuradores, que se estenderam na tese de que Lula era “maestro da orquestra criminosa” sem acusá-lo formalmente por formação de quadrilha. Em seu despacho, Moro lista todos estes pontos mais polêmicos da denúncia, e em seguida escreve: “Certamente, tais elementos probatórios são questionáveis”. Mais adiante, o magistrado diz que “nessa fase preliminar, não se exige conclusão quanto à presença da responsabilidade criminal, mas apenas justa causa”.
Celeuma e Lula

Ainda sobre a polêmica envolvendo a apresentação da denúncia e as acusações da defesa de Lula de que ele não é imparcial, Moro disse que tornar os acusados réus não equivale a ter “juízo conclusivo quanto à presença da responsabilidade criminal”. Ele justifica a afirmação, dizendo que “tais ressalvas são oportunas pois não olvida o julgador que, entre os acusados, encontra-se ex-presidente da República, com o que a propositura da denúncia e o seu recebimento podem dar azo a celeumas de toda a espécie”. Segundo ele, no entanto, as celeumas “ocorrem fora do processo”, e que dentro dele o magistrado continuará trabalhando para a “observância estrita do devido processo legal, independentemente do cargo outrora ocupado pelo acusado”.

Marisa Letícia e a ocultação do patrimônio de Lula

Em sua defesa das acusações feitas pela Lava Jato, o ex-presidente sempre se preocupou em dizer que estavam usando sua mulher, Marisa Letícia, para atingi-lo: o petista sempre defendeu a inocência do casal. Em seu despacho, no qual torna Marisa ré pela primeira vez por suposto envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras, Moro escreve que “lamenta” a imputação feita pelos procuradores contra a mulher de Lula. Mas logo em seguida afirma que “por ora” as provas são suficientes para julgá-la. “Muito embora haja dúvidas relevantes quanto ao seu envolvimento doloso, especificamente se sabia que os benefícios decorriam de acertos de propina no esquema criminoso da Petrobras, a sua participação específica nos fatos e a sua contribuição para a aparente ocultação do real proprietário do apartamento é suficiente por ora para justificar o recebimento da denúncia também contra ela e sem prejuízo de melhor reflexão no decorrer do processo”.
O tríplex da discórdia

Com relação ao tríplex no Guarujá, um dos principais pontos da denúncia – que teria sido dado ao presidente como parte das propinas devidas pela OAS no esquema, na tese da acusação-, Moro dá a entender que a acusação é robusta. Ele, inclusive, levanta a hipótese de que Lula e Marisa apenas não transferiram formalmente o apartamento do Guarujá para seu nome devido à prisão do empreiteiro Léo Pinheiro, em novembro de 2014. “Apesar da realização das reformas e benfeitorias do apartamento para atender o ex-presidente e sua esposa, não foi formalizada a transferência do apartamento 164-A da OAS para eles. É possível que ela [transferência] tenha sido interrompida pela prisão preventiva (…) do Presidente da OAS, o acusado José Adelmário Pinheiro Filho”, o Léo Pinheiro. Para Moro, os indícios de que o apartamento e o sítio de Atibaia (que não é alvo da denúncia, mas segue sob investigação pela força-tarefa) seriam de Lula não resultam “de conspiração de inimigos do ex-presidente, pois, ilustrativamente, até mesmo José Bumlai, com o qual, em princípio, manteria boas relações, declarou que o sítio em Atibaia seria utilizado pelo ex-presidente”.
Diretor do Instituto Lula na mira

Okamotto é acusado de ser responsável pelo contrato de mudança e armazenamento do acervo de Lula, também pago pela OAS e que totalizaria dez contêineres. A iniciativa, também seria, segundo o MPF, uma compensação a Lula. A defesa do diretor do Instituto Lula chegou a afirmar, em pedido de habeas corpus protocolado no Supremo, que de fato a empreiteira foi responsável pelo material, mas disse que era “de praxe” que ex-presidentes tenham seu acervo preservado com “com o apoio de fontes privadas”. Moro não se sensibilizou com a tese e disse que a própria petição dos advogados constituem um “reconhecimento das premissas fáticas estabelecidas pelo MPF em relação a esse ponto”. O juiz vai além, e diz que “quanto à afirmação da defesa de que (…) seria usual que empresa privadas contribuíssem para a manutenção do acervo privado de ex-presidentes, trata-se primeiro de uma afirmação de fato carente de comprovação”.

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Posted on 21-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-09-2016


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

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Posted on 21-09-2016
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O juiz Sérgio Moro. Lula Marques/
Ag. PT


DO EL PAÍS

Gil Alessi

O ex-presidente Luiz lnácio Lula da Silva se tornou nesta terça-feira réu pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido benesses da construtora OAS, parte do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. Segundo o juiz federal Sérgio Moro, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal na semana passada apresenta “indícios suficientes de autoria e materialidade”. A mulher do petista, Marisa Letícia Lula da Silva, e o diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto, também irão responder a processo. É a segunda vez que Lula se torna réu. Ele já responde a processo por obstrução da Justiça desde julho, em caso relacionado a Lava Jato que corre na Justiça Federal de Brasília.

De acordo com a denúncia, o ex-presidente teria recebido 3,7 milhões de reais em propinas da empreiteira OAS. O pagamento, de acordo com a acusação, teria sido feito de maneira dissimulada por meio da entrega de um apartamento tríplex no Guarujá, da reforma feita deste mesmo imóvel e da contratação de uma empresa de transportes para armazenar parte do acervo pessoal de Lula em um galpão da empresa Granero na Grande São Paulo. Na semana passada, os advogados do ex-presidente negaram que ele tenha cometido qualquer crime, reafirmam que ele não é dono do triplex e caracterizaram a ação como política e parte de uma “farsa lulocêntrica”.

É a primeira vez que Lula será julgado por Moro. Caso condenado pelo juiz, ele ainda pode recorrer a uma segunda instância, e se a corte confirmar a decisão de Curitiba as aspirações do petista de voltar à presidência em 2018 seriam frustradas, uma vez que ele se tornaria inelegível por oito anos. O ex-presidente também pode ser preso preventivamente se a Justiça entender que há indícios de que ele pode vir a fugir, ou que está atrapalhando a produção de provas.

A decisão de Moro ocorre menos de uma semana depois da controversa apresentação da denúncia pelos procuradores que lideram a força-tarefa da Lava Jato e o juiz fez questão de responder à polêmica nos autos, como costuma fazer. A peça foi alvo de críticas de políticos, analistas e especialistas por apresentar Lula como “comandante máximo” do esquema de corrupção da Petrobras sem apresentar contra ele a denúncia pelo crime de formação de quadrilha e por dizer que não havia “provas cabais”. No despacho, Moro afirma que “nessa fase processual não cabe exame aprofundado das provas, algo só viável após a instrução e especialmente o exercício do direito de defesa”.

O magistrado escreve que a aceitação da denúncia “não significa juízo conclusivo quanto à presença da responsabilidade criminal”, e que está ciente de que sua decisão de tornar o petista réu pode “dar azo (abrir espaço) a celeumas de toda a espécie”. Mais adiante, Moro afirma que alguns dos elementos probatórios da denúncia do MPF – que chamou Lula de “comandante da propinocracia” – são “questionáveis, mas nessa fase preliminar, não se exige conclusão”. O juiz também destaca que apesar dos acusações, a força-tarefa não denunciou o petista por formação de quadrilha (algo que seria esperado caso houvessem provas de sua liderança no esquema), mas afirma que “esse fato está em apuração perante o Egrégio Supremo Tribunal Federal”.

Moro levanta a hipótese de que Lula e Marisa apenas não transferiram formalmente o apartamento do Guarujá para seu nome devido à prisão do empreiteiro Léo Pinheiro, em novembro de 2014. “É possível que ela [transferência] tenha sido interrompida pela prisão preventiva (…) do Presidente da OAS, o acusado José Adelmário Pinheiro Filho”, o Léo Pinheiro. Com relação à Marisa Letícia, o juiz afirma que “embora haja dúvidas relevantes quanto ao seu envolvimento doloso”, sua “participação específica nos fatos e a sua contribuição para a aparente ocultação do real proprietário do apartamento [do Guarujá] é suficiente por ora para justificar o recebimento da denúncia também contra ela e sem prejuízo de melhor reflexão no decorrer do processo”.

Já Okamotto é acusado de ser responsável pelo contrato de mudança e armazenamento do acervo de Lula, também pago pela OAS e que totalizaria dez contêineres. A iniciativa, também seria, segundo o MPF, uma compensação a Lula. O diretor do Instituto Lula chegou a afirmar que era “de praxe” que ex-presidentes tenham seu acervo preservado com “com o apoio de fontes privadas”, tese não aceita por Moro.

Além de Lula, Marisa e Okamotto, também se tornaram réus na ação José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães, Fábio Hori Yonamine, Roberto Moreira Ferreira e Paulo Roberto Valente Gordilho, da empreiteira OAS.

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