DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Legado da História é fé na liberdade

Não é consenso que a democracia se aperfeiçoa com a prática? E que o Brasil é um país com várias interrupções drásticas do que se poderia esperar de exercício democrático? Então, descortinemos o horizonte que se nos oferece.

Tivemos nossos percalços no século XX, a Constituição de 1946 terminou sendo fraca na Guerra Fria, mas, se naquele período vivemos 18 anos de “democracia”, hoje já são 30, considerando o governo José Sarney e a Constituinte.

A diferença fundamental entre um tempo e outro é, digamos, o maior nível de informação atual, decorrente do avanço dos meios eletrônicos e do advento da internet.

Saímos da ditadura maniqueísta, que impôs em polos opostos as forças políticas remanescente dos massacres físicos e morais então perpetrados, para um regime híbrido – pela origem no Colégio Eleitoral e pela morte do fiador Tancredo Neves.

Na primeira eleição presidencial direta, o arrivismo corrupto de Collor superou as lideranças histórica e emergente de, respectivamente, Brizola e Lula, lançadas que estavam à vala comum pelo decurso de dez anos entre a anistia e o pleito. Nas palavras de Waldir Pires, “perdemos a transição”.

Certos então, pelo menos no Brasil, de que não se pode esperar um plano lógico para o cenário político, começamos tendo a ascensão do tucanismo, que não teve origem apenas da “surpresa” da cassação de Collor, mas dos fatos aleatórios de que Itamar era o vice e Fernando Henrique iria para o Ministério da Fazenda gestar o Plano Real.

Experimentamos o novo prazer do fim da inflação, do fôlego que os segmentos econômicos, incluída a família, outrora chamada célula-mater da sociedade, tinham para pensar numa vida que não era apenas correr para que o preço da mercadoria desejada não subisse da manhã para a tarde.

A população resolveu mudar, subiram enfim ao poder Lula e o PT, que têm na sua maior proeza a valorização real do salário mínimo, de 77% desde 2002, e trouxeram o país à situação presente, que se pode dizer do amplo conhecimento do povo brasileiro.

Atravessamos, portanto, nova etapa da luta entre o bem e o mal, em que cada lado apresenta as grandes conquistas e avanços que promoveram – na saúde, na educação, na economia. Possivelmente, se somados tantos índices de progresso, teríamos um padrão escandinavo de bem-estar.

O fundamental nesse enredo é que caminhamos livremente, abertamente, dispondo do conhecimento e dos meios para reivindicar o que julgarmos correto e protestar ou apoiar conforme o verdadeiro sentimento.

Tenhamos fé no Brasil, quando nada pelo tamanho dele, sua importância econômica, geoestratégica, ambiental, política e cultural. Estamos o mais próximo possível da civilização. É quase fatal que a liberdade contribuirá para a construção de uma democracia cada vez mais ampla.

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