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Postado em 19-09-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 19-09-2016 00:55


DO EL PAÍS

São Paulo

Pelo terceiro domingo consecutivo manifestantes se reuniram na av. Paulista, em São Paulo, para protestar contra o Governo Michel Temer e pedir “diretas já” ou a antecipação das eleições presidenciais para escolher um novo ocupante para o Palácio do Planalto.

Segundo os próprios organizadores foi o menor ato no local desde o impeachment de Dilma Rousseff em 31 de agosto. No dia 4, estimadas 100.000 pessoas marcharam da avenida até o Largo da Batata, em Pinheiros. Neste domingo, foram 10.000 pouco antes das 16h, conforme Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, citado por reportagem da Folha de S. Paulo.
Ato na Paulista.
Ato na Paulista. Paulo Pinto AgPT

Durante a semana, o PT enviou convocatória para protestos neste domingo com uma pauta específica: a de defender também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

O ato na av. Paulista foi marcado pela repressão da Polícia Militar. Tudo começou, de acordo com os relatos, com ação da polícia contra uma vendedora ambulante. A partir daí, a situação ficou tensa com os protestos dos manifestantes.
Ato na Paulista.
Ato na Paulista. Paulo Pinto AgPT

Em um dado momento, os policiais reprimiram os que estavam a sua volta com gás de pimenta, cacetetes e gás lacrimogêneo, como aparece neste vídeo da página do ex-senador petista e secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy. Suplicy criticou o que considerou o “despreparo” da polícia..

O fotógrafo André Lucas Almeida, do CHOC Documental, acusa a polícia de agir contra ele deliberadamente. “A manifestação estava tranquila. Eu percebi que a PM estava aprendendo muito material dos ambulantes ali no MASP. Começou uma correria. Estavam prendendo uma senhora ambulante e jogaram ela no chão. Eu não consegui chegar muito perto. Um policial começou a jogar spray de pimenta em todo mundo e mirou na minha câmera. Ele veio com tudo pra cima de mim e deu uma cacetada no meu braço. Foi gratuito. Totalmente gratuito”, conta.

No ato do dia 4, também houve repressão, condenada por ativistas e ONGs. O Ministério Público Federal anunciou, então, que acompanharia a atuação da PM nas manifestações. A Secretaria de Segurança Pública, sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB), vem negando que haja excesso na atuação da PM.

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