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Posted on 19-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-09-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Qual a voz de Temer?

Michel Temer convidou Heraldo Pereira para porta-voz, mas o jornalista rejeitou o convite. Michel Temer também chamou o consultor Eduardo Oinegue, que fez dobradinha com João Santana em algumas campanhas do PT. Ele ficou de pensar no assunto.

Michel Temer sondou, ainda Marcos Martinelli, marqueteiro gaúcho ligado ao governador Ivo Sartori, mas que também já trabalhou para Lindbergh Farias.

Michel Temer está com problemas para encontrar sua própria voz.

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BOA TARDE!!!


ACM Neto em entrevista coletiva em Salvador.
Divulgação


DO EL PAÍS

Rodolfo Borges

São Paulo

Não espere uma resposta do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ao questioná-lo sobre a possibilidade de se candidatar ao Governo da Bahia nos próximos anos. “Pelo amor de Deus, eu não posso… Nem especularia, porque tenho eleição para vencer em poucos dias”, disse ao EL PAÍS por telefone o prefeito, que se diz “focado” em Salvador e frequenta a lista dos gestores mais bem avaliados do país. Seu partido, contudo, enxerga para além da capital baiana ao olhar para o prefeito favorito à reeleição, com quase 70% de intenções de voto em pesquisas de opinião. A “vitrine” do Democratas para o Brasil explica na entrevista abaixo a que atribui sua boa avaliação popular e defende que seu partido elabore um projeto nacional para 2018 após as municipais.

Pergunta. Você larga para a reeleição com quase 70% das intenções de voto e como um dos prefeitos mais bem avaliados do país. A que atribui sua popularidade?

Resposta. O primeiro e mais importante ponto é que eu assumi a Prefeitura com consciência de que não devia trabalhar obcecado com a reeleição. Quando cheguei ao Governo, reuni a minha equipe e disse que estava proibido qualquer pessoa pensar ou discutir sobre a próxima eleição. Daí começamos a tomar as medidas necessárias, sempre com a compreensão de que eleição era a consequência de um trabalho de todo o mandato. O que estamos colhendo agora são os frutos de um trabalho de quatro anos.

P. O que diferencia esse trabalho do realizado por prefeitos que enfrentam mais dificuldade para se reeleger?

“97% de todas as obras feitas em Salvador pela Prefeitura são com recursos próprios do município”

R. Foi um trabalho de organização administrativa, de reestruturação da gestão pública de Salvador. Trabalhamos com parâmetros que não existiam em nossa cidade, modernizando a Prefeitura, trabalhando com planejamento estratégico, equilibrando as contas desde o princípio do Governo e fazendo sobrar recursos para poder usá-los em investimento. Somos a primeira Prefeitura do Brasil em investimento com recursos próprios: 97% de todas as obras feitas em Salvador pela Prefeitura são com recursos próprios do município.

P. Muitos gestores públicos atribuem a baixa popularidade à ausência de recursos nos últimos anos. De onde saiu o dinheiro da Prefeitura de Salvador?

R. Logo no começo promovemos um sério ajuste nas contas públicas, melhorando a qualidade do gasto e revisando despesas. Fizemos uma redução de 20% em todos os contratos de terceiros com a Prefeitura. Implantamos novos padrões de contratação pública, para garantir economia nos serviços, principalmente nos grandes contratos, como locação de automóveis e contratação de mão de obra. Por outro lado, fiz um esforço muito grande em elevação de receita. Sobretudo combatendo a inadimplência e a sonegação. Fomos muito atrás de arrecadar para o município o que era perdido. Com isso, reequilibrei as contas da prefeitura e controlo a execução orçamentária pessoalmente e com lupa, de maneira a não gastar um centavo a mais do que a prefeitura pode.

“Já fechei e anunciei um contrato de 30 milhões de reais com a Ambev para o Carnaval de 2017”

P. Depois de diminuir de tamanho e relevância na política nacional, o Democratas ressurge com um presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-GO), e ganha espaço com a crise do PT. Até onde o partido pode chegar?

R. Sem dúvida alguma, em retrospectiva de 2003 para cá, este é o melhor momento do partido. Nós pagamos um preço alto pela opção que fizemos de ser oposição. Uma opção de coerência com as urnas e com a vontade do eleitor. O Democratas saiu de 84 deputados e chegou a ter 20 depois da eleição de 2014. E depois voltou a crescer, porque a política, além de ser cíclica, premia neste momento, no Brasil, as pessoas que tiveram coerência. Agora, com o fim de um ciclo do PT no plano nacional, é claro que se abrem várias oportunidades para quem fez oposição. O partido começou a crescer, ganhou quase 10 deputados, é principalmente um partido que está com imagem leve no Brasil, que conseguiu criar conexão com as ruas, o que não é fácil. Hoje os nossos líderes na Câmara e no Senado têm grande apelo junto à população que acompanha a política, exatamente pela posição que tomaram. Acho que o partido tem de ter uma visão de médio, longo prazo. De fato o partido tem de se preparar para ter um projeto nacional próprio. Se é agora, em 2018, ou um pouco mais adiante, só as circunstâncias vão indicar. Porém, eu defendo que, passada a eleição municipal, o partido sente para pensar num projeto para 2018.

“Hoje os nossos líderes na Câmara e no Senado têm grande apelo junto à população que acompanha a política”

P. E onde o prefeito ACM Neto entra nesse projeto nacional?

R. Primeiro temos que trabalhar muito para conseguir uma vitória aqui, em Salvador. Eu sigo aquela velha lógica de que quem tem tempo não tem pressa. Eu não tenho pressa. O partido tem que se organizar e se preparar. Talvez seja um caminho apresentar a pré-candidatura de [o senador] Ronaldo Caiado (DEM-GO) à Presidência da República. Eu quero ser um colaborador desse processo. Se vou entrar em campo ou não, só o futuro dirá. Atualmente, eu só foco na Prefeitura de Salvador.

P. Dirigentes do DEM têm celebrado sua gestão como um exemplo de como podem funcionar as parcerias público-privadas. O que Salvador tem a mostrar?

R. A concessão do serviço de transporte público, que é o mais importante da Prefeitura… Nós fizemos a concessão que estava há 40 anos na gaveta. Tiramos do papel e isso permitiu um modernização e uma renovação de todo o serviço com investimentos privados, além de ter permitido arrecadação pode parte da Prefeitura de outorga onerosa paga pelos empresários. Outro modelo de sucesso com a iniciativa privada é o dos nossos eventos, como o Carnaval e o Réveillon. Isso nos permitiu arrecadar muito mais com patrocinadores privados. Mais da metade do Réveillon de Salvador é custeado pela iniciativa privada. Isso é fundamental, porque Salvador é uma cidade turística, que precisa e vive disso.

“Defendo que, passada a eleição municipal, o partido sente para pensar num projeto para 2018”

P. A exclusividade para a cerveja Schincariol no último Carnaval gerou polêmica…[até 2014 não havia contratos fechados com só uma cervejaria]

R. Com essa parceria, a Prefeitura deixou de gastar e ainda começou a arrecadar. Nós apuramos a utilização das marcas das empresas privadas. No caso da relação com as cervejarias, nós conseguimos aumentar o valor da arrecadação oferecendo exclusividade. Neste ano, já fechei e anunciei um contrato de 30 milhões de reais com a Ambev. Era a Schin, tinha uma reação, e no próximo ano será a Skol.


João Leão


Nomes fora e dentro das campanhas

A propaganda da deputada Alice Portugal (PCdoB) já agregou a imagem das principais lideranças da “esquerda” – Rui Costa, Jaques Wagner, Lidice da Mata.

Ficam faltando os senadores Otto Alencar, do PSD, partido da coligação, e Walter Pinheiro, sem partido, atualmente licenciado do mandato para exercer o cargo de secretário da Educação do Estado.

Quem está tranquilo quanto a isso é o senador Roberto Muniz (PP). Seu partido tem o candidato Cláudio Silva, e ele não precisa fazer blablablá por Alice.

Aliás, o vice-governador João Leão ainda não apareceu para dar uma forcinha a Cláudio.

“Seu olhar”, Gilberto Gil: publicada pelo jornalista Claudio Leal -amigo da primeira hora do BP- em sua página no Twitter.

BOM DIA E BOA SEMANA!

(Vitor Hugo Soares)

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Posted on 19-09-2016
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DO EL PAÍS

São Paulo

Pelo terceiro domingo consecutivo manifestantes se reuniram na av. Paulista, em São Paulo, para protestar contra o Governo Michel Temer e pedir “diretas já” ou a antecipação das eleições presidenciais para escolher um novo ocupante para o Palácio do Planalto.

Segundo os próprios organizadores foi o menor ato no local desde o impeachment de Dilma Rousseff em 31 de agosto. No dia 4, estimadas 100.000 pessoas marcharam da avenida até o Largo da Batata, em Pinheiros. Neste domingo, foram 10.000 pouco antes das 16h, conforme Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares e da Frente Brasil Popular, citado por reportagem da Folha de S. Paulo.
Ato na Paulista.
Ato na Paulista. Paulo Pinto AgPT

Durante a semana, o PT enviou convocatória para protestos neste domingo com uma pauta específica: a de defender também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva das acusações de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Lava Jato.

O ato na av. Paulista foi marcado pela repressão da Polícia Militar. Tudo começou, de acordo com os relatos, com ação da polícia contra uma vendedora ambulante. A partir daí, a situação ficou tensa com os protestos dos manifestantes.
Ato na Paulista.
Ato na Paulista. Paulo Pinto AgPT

Em um dado momento, os policiais reprimiram os que estavam a sua volta com gás de pimenta, cacetetes e gás lacrimogêneo, como aparece neste vídeo da página do ex-senador petista e secretário de Direitos Humanos da Prefeitura de São Paulo, Eduardo Suplicy. Suplicy criticou o que considerou o “despreparo” da polícia..

O fotógrafo André Lucas Almeida, do CHOC Documental, acusa a polícia de agir contra ele deliberadamente. “A manifestação estava tranquila. Eu percebi que a PM estava aprendendo muito material dos ambulantes ali no MASP. Começou uma correria. Estavam prendendo uma senhora ambulante e jogaram ela no chão. Eu não consegui chegar muito perto. Um policial começou a jogar spray de pimenta em todo mundo e mirou na minha câmera. Ele veio com tudo pra cima de mim e deu uma cacetada no meu braço. Foi gratuito. Totalmente gratuito”, conta.

No ato do dia 4, também houve repressão, condenada por ativistas e ONGs. O Ministério Público Federal anunciou, então, que acompanharia a atuação da PM nas manifestações. A Secretaria de Segurança Pública, sob o comando de Geraldo Alckmin (PSDB), vem negando que haja excesso na atuação da PM.

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Posted on 19-09-2016
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Jorge Braga, no jornal O Popular(GO)

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer tem de faxinar a diplomacia

O Planalto já identificou ao menos uma funcionária terceirizada da diplomacia brasileira em Nova York entre os manifestantes que empunham cartazes com “Fora Temer” (“Temer out!”) na porta do hotel onde Michel Temer vai se hospedar na cidade americana.
O Antagonista sabe que o consulado e também a missão brasileira na ONU estão tomados por desocupados.

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