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Postado em 16-09-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 16-09-2016 00:33


Dallagnol quer ser mais estrela do que Lula

No mínimo, faltou sobriedade ao procurador Deltan Dallagnol, estejam ele e seus pares de Ministério Público certos ou errados quanto às acusações ao ex-presidente Lula, o que será esclarecido, em primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro.

Se entenderam que Lula é o maior responsável pela rede de corrupção que se institucionalizou no país, que o dissessem apenas tecnicamente, chamando-o de “chefe de quadrilha” ou da moderna “organização criminosa”.

É incompreensível a empolgação subliterária que levou Dallagnol a diversificar a denominação, de “maestro da orquestra criminosa” a “general da engrenagem corrupta”, sem esquecer, claro, o “comandante máximo da corrupção”.

Ao promotor de justiça, por outro lado, não cabe a exclusiva condenação, mas, sendo possível, promover a justiça. Não pode basear-se em processo findo para fazer ironia e dizer que Lula, “desta vez, não pode dizer que não sabia de nada”.

O procurador, prima-dona da força-tarefa da Lava-Jato, deve saber que seu público são juízes, no máximo, ministros de tribunais superiores, não é, com todo respeito, o júri popular. Produzir frisson, acenando com o fato consumado, é tática fútil na altitude dessas esferas.

Ao som da maraca e do tambor de bambu

Por outro lado, não tendo conseguido um título de “comandante” como o de Fidel, Lula terá de contentar-se com o que lhe foi ontem atribuído.

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Comentários

Vanderlei on 16 setembro, 2016 at 8:06 #

Qualquer que fosse a apresentação das denúncias elas sofreriam críticas. Melhor que a apresentação tenha sido deste jeito cometendo excessos, como estão dizendo por aí. A apresentação do MPF atingiu o que se pretendia. Foi comentada e criticada em todos os cantos do Brasil, por tudo e por todos. No cenário mundial foi melhor ainda. Foi destaque nos melhores jornais do mundo, principalmente nos jornais dos EUA e Inglaterra.


Mariana on 16 setembro, 2016 at 10:42 #

Tô com você, Luiz Augusto!
Excesso, a própria palavra, já diz tudo, é o que sobra, o que resta…não é bom em qualquer situação…até mesmo no amor, delicia da vida, não é bom o excesso, a demasia, para que a conquista não acabe nunca e apimente as nossas relações.
Mas, entre o eventual excesso do MPF (temos que aguardar ainda para afirmar isto com convicção) e os excessos de toda ordem cometidos por Lula, sem dúvida nenhuma, o MPF ganha de lavada em prudência e discernimento.
Lula, ontem, ao dar sua versão dos fatos, num discurso cheio de falsas emoções e nada crível, foi, mais uma vez, estúpido e boçal!
Vive dizendo dos feitos do governo dele e, ontem, sem qualquer constrangimento, disse o que realmente acha sobre educação, ou seja, pra que educação mesmo se o bom mesmo é ser ladrão e pedir voto todo ano para o eleitor???
Lula chegou ao extremo de refugar quem faz concurso público! Inveja? Cara de pau? Falta de vergonha e caráter? Todas as alternativas são verdadeiras?
É certo que ele jamais passaria em qualquer concurso público, por mais simples que fosse o cargo concorrido, tampouco sua prole, para quem também ele ensinou a buscar emprego com os conhecidos e com as trocas de favores, onde o trocado, é claro, sempre foi a coisa pública.
É tudo um escárnio! De dar nojo!!!


luiz alfredo motta fontana on 16 setembro, 2016 at 12:29 #

Divertido!

Reações se dividem, uns aplaudem, outros repudiam!

Estranho?

Só para os que ignorem as paixões!

Teria o MPF cometido um anátema?

Poder-se-ia, muito de avestruz, ignorar o componete midiático que afeta a tão decantada “paridade de armas”?

Lula, Pt, entre outros indigitados componentes do meio político não se utilizam desta estridência midiática todos os dias?

Excesso?

Gastaram 40 laudas para atribuírem ao “namorado” de Rose a condição de chefe quadrilheiro! Mas, não o denunciaram por isto, apenas, como é costumeiro em peças fdo gênero, além dos fatos atinentes à própria denúncia, colecionaram antecedentes aludindo ao caráter do denunciado.

Não resistindo, contudo, ao chamamento da paridade armas, optaram por entrevista coletiva, que foi legitimada pela mesma atitude do denunciado, um dia após. Reação totalmente previsível.

Algum prejuízo à denúncia levada a efeito?

Nenhum, os crimes de corrupção passiva e lavagem, quer pelo triplex, quer pelo armazenamento, permanecem em conformidade com a legislação atinente à denúncia.

Queiramos ou não, certo ou errado, quiçá em nossa defesa como sociedade, os procedimentos penais que se abatem sobre os homens ditos públicos, estão cada dia mais sujeitos ao desnudamento midiático.

O lado bom, que deve ser louvado sempre, o manto do sigilo, a cada dia se restringe aos corredores vetustos, onde, por exemplo, dormita procedimentos como o que incide sobre o pagamento de vantagens para à amante de Renan. alguém se lembra da tal Mônica de Renan?

Melhor o “excesso” do que o silêncio, conivente e empoeirado, de certas gavetas.


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