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DO PORTAL G1

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta quarta-feira (14) o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele Marisa Letícia e mais seis pessoas no âmbito da Operação Lava Jato. Os procuradores farão uma coletiva nesta tarde para detalhar a denúncia.

Veja quem foi denunciado
Lula
Marisa Letícia
Léo Pinheiro
Paulo Gordilho
Paulo Okamotto
Agenor Franklin Magalhães Medeiros
Fábio Hori Yonamine
Roberto Moreira Ferreira

Indiciamento
Em agosto deste ano, a Polícia Federal (PF) indiciou ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a mulher dele, Marisa Letícia, e mais três pessoas por crimes como corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

s cinco foram investigados por supostas irregularidades na aquisição e na reforma de um apartamento tríplex do Edifício Solaris, no Guarujá, no litoral de São Paulo, e no depósito de bens do ex-presidente.

De acordo com o indiciamento, a OAS pagou por cinco anos (entre 2011 e 2016) R$ 21,5 mil mensais para que bens do ex-presidente ficassem guardados em depósito da empresa Granero.

Os pagamentos totalizam, conforme citado pelo delegado, R$ 1,3 milhão. De acordo com a Polícia Federal, o montante corresponde a vantagens indevidas pagas pela Construtora OAS em benefício de Lula.

Na ocasião, o advogado do ex-presidente da ex-primeira-dama, Cristiano Zanin Martins, afirmou que as conclusões do relatório da Polícia Federal “tem caráter e conotação políticos e é, de fato, peça de ficção”.

DEU NA COLUNA POLÍTICA RAIO LASER, DA TRIBUNA DA BAHIA

Instabilidade

A volta do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, ao palco das delações, agora envolvendo gente grande do PT, com informações sobre as manobras para inviabilizar a CPI da Petrobras que deveria ter investigado o esquema de corrupção na estatal, voltou a deixar políticos baianos com a pulga atrás da orelha. Exatamente por considerarem que, se nas primeiras delações Leo Pinheiro não envolveu os baianos em seus depoimentos, agora, pelo visto, vai vir muito mais informação. Capaz de provocar nova onda de instabilidade na classe política do Estado pelo fato de o ex-presidente da OAS ter sido um frequentador habitual da elite política estadual, principalmente nos últimos anos.


Parentes das vítimas da Chacina do Cabula

DA AGÊNCIA BRASIL

Ivan Richard – Repórter da Agência Brasil

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Reynaldo Soares da Fonseca deu prazo de dez dias para que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia, o desembargador do Tribunal de Justiça do estado e a 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador apresentem informações sobre o inquérito aberto para investigar a operação policial que resultou na morte de 12 pessoas e seis feridos, conhecida como a Chacina do Cabula, ocorrida em fevereiro de 2015.

A decisão é motivada pelo pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para que a investigação do caso seja transferida da Justiça baiana para a Federal. Para Janot, o caso traz “indícios fortes”, que merecem apuração adequada, de que agentes públicos promoveram “verdadeira execução, sem chance de defesa das vítimas, o que configura grave violação de direitos humanos, a exigir pronta atuação dos poderes constituídos do Estado brasileiro”.

No pedido para mudança de competência, Janot sustenta que a manutenção das investigações e da ação penal na esfera estadual “implica sério e fundado risco de condenação da República Federativa do Brasil nos sistemas internacionais”.

Em seu despacho, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca afirma ser “impressionante” a estatística apresentada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia de que em dois anos e meio, entre janeiro de 2013 e 30 de junho de 2015, ocorreram 616 mortes em confronto com a Polícia Militar baiana e que, muitos desses casos, sequer contam com inquérito policial instaurado.

De acordo com o ministro-relator do caso, o pedido de informações é necessário porque há ausência no rito processual específico para o processamento do pedido de mudança de competência. No entanto, no despacho, o ministro reconhece que, segundo as alegações apresentadas pelo procurador-geral da República, há, “no mínimo, a existência de uma série de dúvidas sobre um possível excesso na conduta policial que levou à lamentável morte de 12 pessoas e à lesão de outras 6”.

No pedido apresentado ao STJ, Janot ressaltou que o Ministério Público da Bahia (MPBA) ofereceu denúncia contra nove policiais. Em julho de 2015, todos foram absolvidos por sentença fundada na reprodução simulada dos fatos, que teria ocorrido sem a participação do MPBA.

Além das autoridades baianas, o Fonseca determinou que a Procuradoria-Geral da República, no prazo de dez dias, indique o número das investigações, inquéritos policiais e ações penais em trâmite associados aos fatos de violação de direitos humanos na Bahia e junte aos autos cópia do relatório do inquérito policial sobre a Chacina do Cabula.

(Com agradecimentos do Bahia em Pauta a Taciano de Carvalho, editor do blog Gama Livre
(Brasília)

Somente após o recebimento e análise das informações, o ministro decidirá se transfere ou não a competência da investigação e julgamento da Chacina do Cabula.

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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Em alguma noite Dilma encarnará nos senadores

A única alternativa correta, como nos testes de múltipla escolha, é o Supremo reconhecer apenas a validade da primeira votação, a que cassou Dilma e lhe suspendeu os direitos políticos por oito anos. O “fatiamento” extrapola o texto constitucional.

Assim agindo, o Supremo cumpriria na plenitude sua prerrogativa divina de resolver as questões. Ordenar a realização de nova sessão seria postergar a agonia e deixar o país em alerta, num cenário de incerteza que confunde as forças sociais e econômicas.

Por outro lado, convalidar o perdão a Dilma seria a violência sobre a violência, abrindo as catracas dos cargos públicos, eletivos ou não, a milhares de gestores e legisladores que disputarão pleitos ou serão nomeados apenas porque, inexplicavelmente, estão soltos.

Não é, seguramente, o caso da ex-presidente, cujos crimes a condenam temporariamente apenas no plano dos direitos políticos, aliás, outra razão por que se torna ininteligível a decisão dos senadores, posto que Dilma vai querer ser, contra eles mesmos, como está sendo, a reencarnação de si própria.

BOM DIA!!!


Imagem do vídeo da Transparência Internacional
Reprodução


DO EL PAÍS

André de Oliveira

São Paulo

Em março deste ano, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo reportagem da Folha de S. Paulo, deu risada quando perguntado sobre o apelido de “caranguejo”, com que era designado em uma lista de supostos recebedores de propinas da Odebrechet. Agora, um dia depois de ter seu mandato de deputado federal cassado, a ONG Transparência Internacional colocou uma nova alcunha em Cunha em vídeo divulgado nesta terça-feira: “Mr. Trust” ou “Senhor do Trust”. O gracejo faz parte de uma campanha mundial contra a corrupção que busca chamar atenção para o problema representado pelo sigilo dos beneficiários de empresas offshores e trusts.

No vídeo, a entidade, com sede em Berlim, afirma que analisou 213 casos de corrupção em 80 países diferentes e que 70% deles usam “veículos secretos” para esconder dinheiro ilícito. Um desses “veículos” é o trust, onde o investidor não tem controle direto da gestão mas é beneficiário dos ativos. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, que tem contas do tipo na Suíça, é, para a entidade, um símbolo desta prática. O roteiro lembra a história que levou Cunha a ser cassado, mostrando que em março de 2015 ele disse não ter contas na Suíça, mas que meses mais tarde procuradores suíços localizaram quatro contas ligadas a ele e a sua mulher, Claudia Cruz.

A campanha, que alerta que há muitos senhores do trust no mundo, busca conscientizar as pessoas para que os reais beneficiários de trusts sejam revelados e tornados públicos. “Precisamos saber quem são as pessoas e os reais beneficiários de entidades secretas. Isso vai ajudar a acabar com grande parte da corrupção”, defende o vídeo. Hoje, o trust permite que alguém transfira bens para uma empresa ou pessoa que passa a ser proprietária dos recursos, podendo administrá-lo de forma a beneficiar o dono do dinheiro – neste caso, Eduardo Cunha.

“No total, as autoridades brasileiras estão pedindo que Mr. Trust e sua mulher devolvam 30 milhões de dólares ao Governo brasileiro”, afirma o vídeo. “Não sabemos para onde o dinheiro foi. Mas sabemos que o Mr. Trust gastou 42.000 mil dólares em uma semana de compras em Miami”, diz lembrando a vida de sultão do ex-deputado, que já foi assunto de reportagem do EL PAÍS. Cunha tem dito desconhecer as contas, mas admite ser beneficiário de um trust.

A ONG, que pretende abrir um escritório no Brasil, também comemorou a cassação do ex-deputado, mas pediu “uma extensa investigação sobre a origem dos recursos encontrados” nas contas, já que o deputado foi cassado por ter mentido a uma CPI e não pela origem, possivelmente ilícita, do dinheiro encontrado nas contas. Em 2015, o Brasil aparecia na 76ª posição de um ranking de 168 posições de nível de corrupção em países do mundo.

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14
Posted on 14-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-09-2016


Tacho, no jornal NH (Porto Alegre)

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14
Posted on 14-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-09-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Primeiro, façam a galinha botar o ovo

Conselho de um dos maiores especialistas brasileiros em infraestrutura: o plano de concessões anunciado hoje é bom, mas está assentado sobre algo que ainda é uma promessa: o ajuste fiscal.

“É absolutamente fundamental desatar esse nó”, afirma Carlos Fritschak, fundador da consultoria Inter.B, a O Financista. “A PEC do teto de gastos precisa ser aprovada.”

Há várias razões para isso.

Um governo com contas em dia passa mais credibilidade aos investidores estrangeiros de que não vai manter juros estratosféricos que comprometam sua taxa de retorno, nem vai tolerar a inflação apenas para corroer seus gastos. Ou seja: não vai escalpelar a economia para sobreviver.

Se Temer, de fato, aprovar um ajuste crível, Fritschak não tem dúvidas de que haverá estrangeiros investindo nos projetos de infraestrutura.

“Num mundo de taxas de juros nulas ou negativas, os investidores estão ansiosos por retornos positivos”, diz. Basta que o governo aprove o que precisa. Rapidamente.

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