Música de abertura do espetáculo “C`est Formidable”, comemoratico dos 100 anos do Moulin Rouge, em Paris (Montmartre-Pigalle). Viva Lautrec, sempre!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


DO BLOG O ANTAGONISTA

Agenda de “trabalho”

Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan hoje, Fernando Haddad disse que processaria Marco Antonio Villa por divulgar a sua agenda.

Marco Antonio Villa respondeu:

set
12
Posted on 12-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2016


Jardim de Nazaré – Salvador


Dor

Gilson Nogueira

Naquele silêncio havia arte.Era na Salvador que eu suspirava até o início dos anos 2000. No ar, véspera do 11 de Setembro de 2001, sons inaudíveis, paradoxalmente,perceptíveis, a cada pincelada, na tela sensorial do soteropolitano criado no centro da Cidade da Bahia, orgulhoso por haver recebido, um dia, ao lado do amigo vanguardista Alfredinho Rios, da velha turma do bairro de Nazaré, da boca do genial Mário Cravo Júnior, em seu atelier, perto do Rio Vermelho, o convite para que qualquer “trabalho” que eu fizesse, dali em diante,o mostrasse. Tudo porque o mestre maior da escultura em plagas baianas, admirado de Jequié a Nova Iorque, gostou tanto do que viu, quando o apresentei algumas pinturas, em tinta guache,sobre cartolina,para concorrer em uma mostra de arte moderna, em Brasília, que ainda sacudia a poeira que os candangos experimentaram, pela primeira vez, aosalvoreceres inaugurais do que seria a capital do país, substituindo o privilégio que detinha a cidade do Rio de Janeiro.

Os “trabalhos” foram elegantemente devolvidos, pelos organizadores da mostra,acompanhados de agradecimento e, no canto do envelope, escondido, nas entrelinhas,incentivo ao artista plástico que poderia encantar o planeta, mas que, por obra do destino, trocou os pincéis, culpando o cheiro da tinta, pela caneta. O deslumbramento com a arte de Mário Cravo, me acompanha, desde jovem, como o encanto pelo Centro Histórico de Salvador,sua paisagem, com destaque para a da Baía de Todos os Santos, seus cheiros, suas cores, sua gente, seus ritmos, desde a cadência do samba de Batatinha aos compassos santos dos timbaus do Muzenza, sem falar naquela coisa inexplicável que só a primeira capital do Brasil tem, a magia em cada canto.

Ao visitar, semana passada, o Jardim de Nazaré, suspirei fundo. Experimentei, ali,um gosto de lágrima escorrendo na alma, ao fitar o palacete colonial que abrigava o Colégio Nossa Senhora de Lourdes literalmente entregue aos ratos e às intempéries. Caminhei silêncios misturados à saudade dos anos de mocidade, chocado com o abandono do casario antigo. Revi imagens em contraste com a violência urbana. De todos os tipos. Agora, enquanto o cambacica chama por minha netinha nascida na terra de Caymmi e o Capelinha passa fazendo-me sentir menino, de novo, dou nota zero a quem deixa minha cidade apodrecer por dentro. Abram os olhos. Salvador está doente!

Gilson Nogueira é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

BOM DIA!!!

Facada corta em fatias presunto constitucional

Chegará o dia em que precisaremos de um Supremo para o Supremo. Não que alguma sombra de dúvida se queira levantar sobre a honorabilidade de tão augustos nomes.

A questão é que os impasses jurídico-políticos têm sido de tal frequência e intensidade que a corte é cada vez mais chamada a responder politicamente, com todas as características e consequências que podem acompanhar esse comportamento.

O tribunal que representa a cúpula do Poder Judiciário, com ministros que dão entrevistas e opiniões a três por dois, e até um que tocou saxofone em público como prova de simplicidade, foi alçado na quadra histórica recente a um protagonismo que jamais teve.

Por exemplo, na retirada de Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados e do exercício do mandato, decisão saudada pelo país, mas de absoluta originalidade discricionária.

Agora, diante da inominável facada na Constituição com o “fatiamento” de julgamento de Dilma Rousseff, tem novamente o Supremo a oportunidade de repor a ordem, mas os sinais emanados da ministra Rosa Weber, negando liminares contra o absurdo, não são alvissareiros.

Estamos, na presente contenda, entre a tese da “soberania da casa legislativa para decidir assuntos internos” e o fato de que o acordo teve participação fundamental do presidente do julgamento, Ricardo Lewandowski, que deixa hoje cargo homônimo no Supremo, sem deixar de contar com os velhos pares.

Em alguma noite Dilma encarnará nos senadores

Data: 11/09/2016
13:37:07

A única alternativa correta, como nos testes de múltipla escolha, é o Supremo reconhecer apenas a validade da primeira votação, a que cassou Dilma e lhe suspendeu os direitos políticos por oito anos. O “fatiamento” extrapola o texto constitucional.

Assim agindo, o Supremo cumpriria na plenitude sua prerrogativa divina de resolver as questões. Ordenar a realização de nova sessão seria postergar a agonia e deixar o país em alerta, num cenário de incerteza que confunde as forças sociais e econômicas.

Por outro lado, convalidar o perdão a Dilma seria a violência sobre a violência, abrindo as catracas dos cargos públicos, eletivos ou não, a milhares de gestores e legisladores que disputarão pleitos ou serão nomeados apenas porque, inexplicavelmente, estão soltos.

Não é, seguramente, o caso da ex-presidente, cujos crimes a condenam temporariamente apenas no plano dos direitos políticos, aliás, outra razão por que se torna ininteligível a decisão dos senadores, posto que Dilma vai querer ser, contra eles mesmos, como está sendo, a reencarnação de si própria.

Consolo otimista

Quem sabe uma absolvição de Eduardo Cunha não seria uma fagulha a incendiar este país e botar pra fora na marra toda a vagabundagem executiva, legislativa e judiciária?


Murilo, de 17 anos, em protesto anti-Temer M.Rossi

DO EL PAÍS
Carla Jimenez
Marina Rossi

São Paulo

O senso comum aponta que os protestos de rua que começaram em São Paulo desde que Michel Temer foi confirmado na presidência estariam reunindo apenas pessoas contrárias ao impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Mas, algumas conversas com os integrantes das marchas que se repetem há pouco mais de dez dias na capital paulista revelam um mosaico de ideias e posições, distante da polarização binária que se concebe inicialmente. Luana*, por exemplo, uma ativista negra de São Paulo que prefere não revelar seu nome verdadeiro à reportagem do EL PAÍS, avalia que classificar o impeachment de Dilma como golpe é forte demais. A jovem, que participou no último dia 7 de setembro do protesto contra Temer, tem uma leitura particular sobre a destituição da agora ex-presidente. “O PT quis dizer que é golpe, mas para mim não é. [Falar de golpe] é um tipo de marketing. Eles [os políticos] são todos farinha do mesmo saco”, diz a jovem que aparenta ter menos de 30 anos.

Luana foge do estereótipo daqueles que acreditam que os protestos anti-Temer são formados por petralhas ressentidos com o impeachment. “Não votei na Dilma. Não acredito em sistema de eleição. E apoio a saída do Temer porque ele está tirando coisas que as pessoas demoraram muito tempo para conseguir, em questão de minutos”, diz Luana, que empunhava uma bandeira nas cores roxa e preta – “sou feminista anarquista”, explicou –, enquanto caminhava na marcha que terminou no centro da cidade. As ‘coisas’ tiradas por Temer, a que se refere, são os direitos sociais que estão comprometidos pelos acenos de ajuste fiscal do Governo.

Daniel, por outro lado, votou em Dilma em 2014. Mas apoiou o seu impeachment por reconhecer que ela cometeu erros demais, incluindo o descontrole com as contas públicas que embasaram o pedido de destituição do cargo. “Não tem como negar que ela foi uma má administradora do país. Por isso fui a favor da sua saída”, diz. Os erros do seu Governo, porém, se estendem ao vice. “Também sou a favor do impeachment de Temer pois ele estava junto. De certa forma, Temer estava envolvido com tudo”, disse o estudante de Administração, enquanto caminhava pela avenida da Consolação, no dia 7, no meio do grupo que gritava “Fora Temer”. “Acredito que é necessário ter novas eleições”, completa Daniel. O jovem tem 20 anos, cursa Administração de Empresas e tem marcado presença em todos os protestos desde o impeachment, no último dia 31.

O perfil dos manifestantes que participam dos protestos contra o atual Governo definitivamente não segue um padrão único. Enquanto os atos que aconteceram em São Paulo durante os dias da semana reuniram mais estudantes, o protesto do último domingo dia 4, tinha famílias inteiras e pessoas acima dos 40. Caso de Luís Toledo, psicólogo. Ele não votou em Dilma e nem gosta do PT. “Mas também não apoio Temer”, explicou.

Já Bruno, sociólogo de 30 anos, tem ido aos protestos porque acredita sim que o impeachment foi um golpe e é preciso ocupar as ruas para expor a contrariedade. “Com um golpe de Estado acontecendo na sua frente, ainda por cima dado por forças políticas ultra conservadoras, manifestar desacordo é obrigatório”, afirma. Ele conta ter votado em Dilma no segundo turno e queria ela de volta, “pelo simples fato de não haver crime de responsabilidade, cometido pela presidenta, que fundamente o impeachment”

Irene, 51 anos, segue a mesma linha de Bruno. “Não ficou provado que ela roubou ou cometeu crime”, analisa ela, que é autônoma. Irene observa que há variadas classes sociais representadas nos protestos. “Sabe que eu tenho percebido que tem um pessoal mais chique agora na manifestação, mais bem arrumado. É um pessoal de classe mais alta”, comenta ela que arrisca um diagnóstico. “Acho que eles foram na Paulista pedir pelo impeachment e aí acordaram no dia seguinte e viram que a vida não tinha se transformado naquela maravilha que eles achavam que ia ser. Estão arrependidos”, diz Irene, para quem Dilma deveria voltar.

set
12
Posted on 12-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-09-2016


Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Temer: “Longe de mim”

O Globo perguntou a Michel Temer se ele será candidato a presidente em 2018.

Ele respondeu:

“Não, não. Longe de mim”.

O Globo perguntou então se ele assinaria um compromisso público dizendo que não será candidato.

Ele negou:

“Não, isso não faço, porque todo mundo que assina, não cumpre. Quando eu assinar um compromisso público, todo mundo vai dizer: olha aí, ele vai ser presidente”.

Michel Temer será candidato se a economia melhorar. E não será candidato se a economia naufragar.

  • Arquivos

  • setembro 2016
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930