DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Nova tentativa de desestabilizar o Brasil

Contrariando tudo que dele tem sido dito, o povo brasileiro, na sua ampla transversalidade, dá a impressão de ter atingido um grau de maturidade que só não é incomensuravelmente maior porque, infelizmente, através de gerações, tem-lhe sido negado o insumo básico da educação.

Vivendo sem governo e em permanente crise há dois anos, o país atravessa a tormenta sem convulsões, em estado de equilíbrio social e relativo controle de índices, a despeito da corrupção fervilhante, da falência dos serviços públicos e da criminalidade.

Uma nova prova se põe agora para testar a resistência da população: o perdão político à presidente cassada Dilma Rousseff, que, embora apeada do cargo, está livre para ocupar funções públicas, inclusive as de natureza eletiva.

Foi uma violência grosseira ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição a ser reparada pelo Supremo Tribunal Federal, conquanto tenha sido articulada ou pelo menos aceita pelo próprio presidente da corte, Ricardo Lewandowski, à frente do julgamento de Dilma, apoiado por alguns senadores.

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O caos ou o paraíso nos espera

A questão é que o grande nó está dado. Se o STF mantiver a decisão, abrirá espaço para a volta de incontáveis cassados, a começar por Eduardo Cunha, que ainda nem perdeu o mandato. Se a sessão do impeachment for anulada, o processo recuará – não se sabe até que ponto.

É possível, numa visão negativista do quadro, que haja um agravamento da crise, o que não seria surpresa ante tantos estímulos que recebe. Nesse caso, poderíamos ter reflexos indesejáveis, como a inflação galopante, a desordem pública, a desagregação social.

O velho brigadeiro Eduardo Gomes, que este editor jamais pensou que seria obrigado a citar um dia, dizia que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”, em sua cruzada contra o getulismo e o comunismo, este último de alta respeitabilidade política naquele tempo.

Vivemos situação análoga nos dias de hoje. Ou a sociedade toma conta conscientemente do processo com que se busca, atabalhoadamente, botar o país nos eixos, o que não parece muito próximo, ou ele inelutavelmente marchará para o destino de grandiosa desgraça que o aguarda.

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Justa causa com carta de recomendação

A contradição está clara: se a ex-presidente Dilma perdeu o mandato por crime de responsabilidade, é porque uma maioria qualificada de dois terços do Senado entendeu que ela cometeu crime de responsabilidade.

Diz o bom senso, portanto, que Dilma não tem condições técnicas elementares para a função pública, pelo menos durante certo período, se a lei assim limitar – e limita, em oito anos. Entretanto, se uma minoria desqualificada entendeu diferente…

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 6 setembro, 2016 at 9:55 #

Pois é, no país de Levandô, o fatiador (créditos a José Simão) a estabilidade é palavra chave.

Um exemplo de como é estável o clima que permeia as instituições tupiniquins, está estampado no compromisso assumido pelo governo Temer em entregar a presidência da Funcef ao PP. (Vide Josias de Souza)

Doce estabilidade, enquanto a PF deflagra a operação Greenfield, Temer mimetiza Lula, reproduz Dilma, e o saque continua.

A estabilidade é um fato na pátria amada de Levandô, o fatiador!


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