Alberto de Castro Guedes, (nascido em 13 de Agosto de 1951) (Montes Claros), mestre na arte mineira de tocar, compor e cantar. Viva Beto Guedes!!!

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Fonte Nova: Wagner e Dilma antes da inauguração da “arena”


DA TRIBUNA DA BAHIA

Ao pedir a prisão do empreiteiro Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, o Ministério Público Federal (MPF) citou irregularidades no contrato da Arena Fonte Nova (no governo de Jaques Wagner), em Salvador. Pinheiro foi preso nesta segunda-feira (5) na Operação Greenfield e já havia sido preso por envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

Conforme o Ministério Público Federal (MPF) há irregularidades contratuais e foi constatado “com boa prova de materialidade”, que Leo Pinheiro reiteradamente praticou “graves crimes de corrupção e lavagem de ativos em largo espectro”.

“Pontue-se, que a lavagem de ativos de aproximadamente R$ 28 milhões de reais com a celebração de contratos ideologicamente falsos como revelado pelos colaboradores Roberto Trombeta e Rodrigo Morales envolveu obras da Petrobras, bem como projetos de linhas do Metrô de São Paulo e a construção do Estádio Fonte Nova (obra da Copa)”, diz o MPF.

”Há fortes indicativos de que a OAS não apenas praticou crimes e lavou recursos oriundos da Petrobras, mas também recursos decorrentes de outras obras públicas para as quais foi contratada”, reforça a promotoria, ao citar a Fonte Nova, obras da Petrobras e linhas do metrô paulista. Segundo reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, a Arena Fonte Nova foi procurada, mas não se manifestou.

A OAS também não comentou o caso. Em abril desse ano, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), por maioria, decidiu que o contrato para a construção e o gerenciamento da Arena Fonte Nova é ilegal. O contrato foi firmado entre o governo do estado e a Fonte Nova Participações (consórcio formado pela Odebrecht e OAS) em 2010, na gestão do então governador Jaques Wagner (PT).

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Mais um ano de Lava Jato

A Lava Jato não vai acabar tão cedo.

O Valor informa que o Conselho Superior do Ministério Público Federal, presidido por Rodrigo Janot, “aprovou na manhã desta terça-feira prorrogar por mais um ano o funcionamento da força-tarefa em Curitiba. A prorrogação vale a partir de 8 de setembro, o que significa que a Lava Jato prosseguirá pelo menos até 8 de setembro de 2017”.


DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Nova tentativa de desestabilizar o Brasil

Contrariando tudo que dele tem sido dito, o povo brasileiro, na sua ampla transversalidade, dá a impressão de ter atingido um grau de maturidade que só não é incomensuravelmente maior porque, infelizmente, através de gerações, tem-lhe sido negado o insumo básico da educação.

Vivendo sem governo e em permanente crise há dois anos, o país atravessa a tormenta sem convulsões, em estado de equilíbrio social e relativo controle de índices, a despeito da corrupção fervilhante, da falência dos serviços públicos e da criminalidade.

Uma nova prova se põe agora para testar a resistência da população: o perdão político à presidente cassada Dilma Rousseff, que, embora apeada do cargo, está livre para ocupar funções públicas, inclusive as de natureza eletiva.

Foi uma violência grosseira ao parágrafo único do artigo 52 da Constituição a ser reparada pelo Supremo Tribunal Federal, conquanto tenha sido articulada ou pelo menos aceita pelo próprio presidente da corte, Ricardo Lewandowski, à frente do julgamento de Dilma, apoiado por alguns senadores.

Imprimir Imprimir Enviar por e-mail Enviar por e-mail

O caos ou o paraíso nos espera

A questão é que o grande nó está dado. Se o STF mantiver a decisão, abrirá espaço para a volta de incontáveis cassados, a começar por Eduardo Cunha, que ainda nem perdeu o mandato. Se a sessão do impeachment for anulada, o processo recuará – não se sabe até que ponto.

É possível, numa visão negativista do quadro, que haja um agravamento da crise, o que não seria surpresa ante tantos estímulos que recebe. Nesse caso, poderíamos ter reflexos indesejáveis, como a inflação galopante, a desordem pública, a desagregação social.

O velho brigadeiro Eduardo Gomes, que este editor jamais pensou que seria obrigado a citar um dia, dizia que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”, em sua cruzada contra o getulismo e o comunismo, este último de alta respeitabilidade política naquele tempo.

Vivemos situação análoga nos dias de hoje. Ou a sociedade toma conta conscientemente do processo com que se busca, atabalhoadamente, botar o país nos eixos, o que não parece muito próximo, ou ele inelutavelmente marchará para o destino de grandiosa desgraça que o aguarda.

Imprimir Imprimir Enviar por e-mail Enviar por e-mail

Justa causa com carta de recomendação

A contradição está clara: se a ex-presidente Dilma perdeu o mandato por crime de responsabilidade, é porque uma maioria qualificada de dois terços do Senado entendeu que ela cometeu crime de responsabilidade.

Diz o bom senso, portanto, que Dilma não tem condições técnicas elementares para a função pública, pelo menos durante certo período, se a lei assim limitar – e limita, em oito anos. Entretanto, se uma minoria desqualificada entendeu diferente…

set
06

BOM DIA!!!


Protesto contra prejuízo no Postalis, um dos fundos investigados.
Sintect-org


DO EL PAIS

Afonso Benites

Brasília

Uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta segunda-feira em nove Estados mira os quatro maiores fundos de pensão brasileiros, todos ligados a empresas estatais, e afeta os dois irmãos magnatas da carne brasileira, Joesley e Wesley Batista, proprietários da holding J&F. Há contra os irmãos Batista mandados de condução coercitiva (a obrigação de que acompanhem a polícia) para prestarem depoimentos. Os policiais querem que ambos deem explicações sobre o suposto envolvimento em irregularidades em uma das empresas controladas por eles, a Eldorado Brasil Celulose – Wesley já prestou depoimento em São Paulo, enquanto Joesley não cumpriu a ordem por estar no exterior. Os Batista estão entre os empresários mais ricos do país com patrimônio que supera os 4 bilhões de dólares. A JBS-Friboi, administrada pela família deles, é a maior produtora de carne bovina do mundo e virou um grande ator na política brasileira sendo, ao lados das megaempreiteiras, um grande doador a campanhas políticas. A reação do mercado à operação da PF foi imediata. A ação da empresa caiu 10,04% nesta segunda, a maior baixa do dia no Ibovespa.

Batizada de operação Greenfield, a ação mira o fundo de servidores da Caixa (Funcef), o dos funcionários da Petrobras (Petros), o dos trabalhadores dos Correios (Postalis) e o dos bancários do Banco do Brasil (Previ). A Eldorado está entre as investigadas porque recebeu investimento das fundos Funcef e Petros. A suspeita é que alguns dos administradores dos fundos tenham cometido crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, entre eles, gestão temerária ou fraudulenta. A CVM (Comissão de Valores Imobiliários) participa da investigação.

“A ação é ancorada em dez casos revelados a partir do exame das causas dos déficits bilionários apresentados pelos fundos de pensão. Entre os dez casos, oito são relacionados a investimentos realizadas de forma temerária ou fraudulenta pelos fundos de pensão, por meio dos FIPs (Fundos de Investimentos em Participações)”, diz a polícia em uma nota.

A ação ocorre simultaneamente em 13 cidades brasileiras e foi autorizada pela 10ª Vara Federal de Brasília. De acordo com a PF, estão sendo cumpridos 127 mandados judiciais, sendo sete de prisão preventiva. Os nomes dos suspeitos contra quem foram pedidas as prisões não foram divulgados.

Investigadores relataram que alguns dos alvos de busca e apreensão também estão envolvidos na Operação Lava Jato. Dois deles são o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro. Até a manhã desta segunda-feira, a Justiça já havia autorizado o bloqueio de aproximadamente 8 bilhões de reais relativos aos bens de 103 investigados nesta operação.

Em nota, a holding J&F informou que seus executivos “colaboram com as investigações e estão à disposição das autoridades”. “A empresa esclarece que os investimentos feitos pela Petros e Funcef na Eldorado foram de R$ 550 milhões no ano de 2009. De acordo com o último laudo independente (Deloitte) emitido em dezembro de 2015, a participação dos fundos atualizada é de R$ 3 bilhões, ou seja 6 vezes o valor investido inicialmente”, diz a nota da holding J&F. De acordo com o jornal Valor Econômico, a auditora Delloite está entre as investigadas.

Não é a primeira vez que a ação da polícia alcança a JBS. Em junho deste ano, uma fase da Lava Jato, a Sépsis, já havia cumprido mandado de busca e apreensão na sede do grupo JBS.
Histórico de problemas

Desde a década de 1990 os fundos de pensão brasileiros são alvo de irregularidades. Criados para proporcionar aposentadorias aos seus contribuintes, frequentemente são investigados por má gestão ou desvios de recursos. Ao menos duas CPIs (comissões Parlamentares de Inquérito) já foram criadas para apurar essas ilicitudes, uma em 1992 e outra no ano passado.

Na CPI mais recente, os deputados sugeriram o indiciamento de 353 pessoas, que foram apontadas como responsáveis por desviarem, entre 2003 e 2015, cerca de 6,6 bilhões de reais desses quatro fundos de pensão investigados na operação de hoje.

set
06


Imagem de Teresa de Calcutá no Vaticano.
INDRANIL MUKHERJEE AFP

DO EL PAÍS

Opinião

Santos nem sempre exemplares

Entre as críticas a Teresa de Calcutá, sobressai a de que seria mais amiga da pobreza que dos pobres

Juan G. Bedoya

Os papas são livres para criar santos à vontade, mas a sociedade civil também tem o direito de julgar essas proclamações. Quando a Igreja romana povoa seus altares, aponta exemplos para todo o mundo católico, que é imenso e influente. Isso, muitas vezes, transforma os santos em modelos sociais, uma espécie de santos laicos, de vidas exemplares. Um exemplo é a canonização de Teresa de Calcutá. Será esse o modelo do Vaticano de assistência aos pobres e doentes e do modo de combater a injustiça? Não é o que acreditam várias congregações religiosas dedicadas à caridade, nem algumas das grandes ONGs do mesmo setor, nem os teólogos católicos. A biografia da fundadora da próspera congregação de freiras, nascida Agnes Gonxha Bojaxhiu, tem luzes indubitáveis, mas também muitas sombras. Foram enumeradas nos últimos dias em alguns (escassos) meios de comunicação, para grande irritação de seus hagiógrafos, que a apresentam (o papa Francisco é mais comedido) como a grande mulher do século XX, uma espécie de divindade ambulante.

Como se produziu a extraordinária sublimação em vida da nova santa não é um mistério. Teresa de Calcutá foi muito crítica a João XXIII e às reformas do Concílio Vaticano II, e grosseiramente agressiva com os bispos, teólogos, sacerdotes e freiras da libertação, tanto que o papa João Paulo II logo a tomou como bandeira de sua restauração eclesiástica. O papa polonês concebeu um mecanismo para facilitar, quando da morte de sua admirada companheira de viagem, a rápida proclamação da freira como beata e santa, em um processo inusitadamente célere. Sem dúvida, pensava também fazer o mesmo com outro de seus ícones, o fundador do Opus Dei, são Josemaría Escrivá, também ‘santo súbito’.

Para isso, simplificou os mecanismos de seleção de santos, muito exigentes até então. Em 1983, aboliu a figura do advocatus diaboli (o advogado do diabo). Até essa reforma, os processos em suas três etapas (venerabilidade, beatificação e canonização) imitavam as formas de um julgamento civil, que podia durar séculos, em que um postulador do futuro santo submetia suas conclusões ao exame de um procurador que pedia provas e rechaçava milagres de araque ou insuficientemente documentados.

Entre as críticas que recebe o modelo de caridade de Teresa de Calcutá sobressai a de que seria mais amiga da pobreza que dos pobres,. Quem melhor documentou esse aspecto foi Christopher Hitchens em The Missionary Position: Mother Teresa in Theory and Practice (A Posição do Missionário. Madre Teresa na Teoria e na Prática), também autor do documentário Hell’s Angel (Anjo do Inferno). Hitchens acompanhou a santa pelas ruas de Calcutá e a ouviu elogiar a pobreza, a doença e o sofrimento como “presentes do céu”, e dizer às pessoas que aceitassem esses presentes alegremente. Sua famosa clínica naquela cidade lhe pareceu um morredouro, um lugar em que o tratamento médico era rudimentar ou inexistente. “Mas, quando ela caiu doente, voou em primeira classe a uma clínica privada da Califórnia”, frisa Hitchens. Um resumo de seu relato demolidor intitula-se El Diablo y la Madre Teresa, e resume seu insólito (e famoso) pronunciamento no Vaticano perante a comissão que começava a debater a santidade de madre Teresa apenas um ano depois de sua morte.

Duas curas inexplicáveis são atribuídas a Teresa de Calcutá, mas são pouca coisa em comparação com os milagres carismáticos da Bíblia. Já dispostos a colocar Deus em tudo, o melhor milagre da santa teria sido dar de comer a todos os pobres de Calcutá ou curar “paralíticos, deficientes, cegos, mudos e muitos outros doentes”, como diz a Bíblia do fundador cristão. Prodígios como os relatados pelo postulador da causa se produzem com frequência nos hospitais, isto é, curas inesperadas, “milagrosas” como diz o povo, sem faltar com respeito a ninguém.

Mais chocantes são as dúvidas de Teresa de Calcutá sobre Deus. Em 2007 foram publicadas 40 cartas em que a santa descrevia suas crises de fé. “Mesmo lá no fundo, não há nada, a não ser o vazio. Chamo, devoto-me, quero, mas ninguém responde, ninguém a quem me agarrar, não, ninguém. Sozinha, onde está minha fé? Tenho dentro de mim tantas perguntas sem resposta, mas não as revelo por medo de blasfêmia. Se Deus existe, por favor, me perdoe”, escreve em 1959. Se Teresa de Calcutá fraquejou em sua fé, isso não tira, mas sim acrescenta valor a uma vida dedicada aos pobres com semelhante firmeza. Simplesmente, não tinha o que na Espanha se chama de fe del carbonero, uma fé inabalável. Como viver entre os pobres – melhor dizendo, como sofrer injustiças, violências e tragédias – sem se perguntar onde está Deus, ou por que se cala.

Woody Allen brinca em um de seus filmes: Se Deus existir, espero que tenha uma boa desculpa. O problema, para os crentes, é a incompatibilidade de dois atributos de Deus, de seu deus: o da bondade e o da onipotência. É o paradoxo de Epicuro, que tanto angustia a teodiceia: Deus, diante do mal, ou deseja eliminá-lo, mas não é capaz; ou é capaz, mas não deseja; ou não é capaz e não deseja; ou é capaz e também deseja. No primeiro caso, Deus não seria onipotente; no segundo, não seria bondoso ou moralmente perfeito; no terceiro não seria nem onipotente nem bondoso ou moralmente perfeito; e, no quarto, Epicuro questiona a origem dos males e por que Deus não os elimina.

set
06
Posted on 06-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2016


Frank, no jornal A Crítica (SC)

set
06


Nego: o labrador que ajudou na campanha

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma mandou sacrificar Nego

A imprensa divulga que Dilma não vai levar para Porto Alegre o labrador Nego, herdado de Zé Dirceu em 2005.

A versão é de que um assessor ficará cuidando do animal, que está com a saúde frágil.

Mas O Antagonista foi informado de que a petista mandou sacrificá-lo.

  • Arquivos

  • setembro 2016
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930