Léo Pinheiro da OAS chega a sede da PF em São Paulo por condução coercitiva, em nova operação da Polícia Federal chamada de ‘Operação Greenfield’ – 05/09/2016 (Danilo Verpa/Folhapress)

DEU NA VEJA (PORTAL ONLINE)

Nem mesmo o avanço da Operação Lava Jato e o afastamento da presidência da construtora OAS foram capazes de impedir que o empreiteiro Léo Pinheiro continuasse a cometer crimes e pagar propina para manter seus interesses longe do crivo da lei. As conclusões são do Ministério Público Federal, que pediu ao juiz Sergio Moro nova prisão preventiva do empresário. Pinheiro foi levado para prestar depoimento nesta segunda-feira e depois será levado a Curitiba. Ele é um dos alvos da Operação Greenfield, deflagrada hoje. Conforme revelou VEJA, Pinheiro negociava um acordo de delação premiada que atingiria em cheio políticos do calibre dos petistas Lula, Dilma Rousseff e dos tucanos Aécio Neves e José Serra. Uma menção ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, no entanto, levou o procurador-geral da República Rodrigo Janot a anular o acordo com o empreiteiro.

Na Operação Greenfield, os procuradores da força-tarefa da Lava Jato dizem que, mesmo após a condenação imposta a Pinheiro, ele continuou a praticar crimes para além do pagamento de propina em obras ligadas à Petrobras e a outras empresas. A atuação dele na distribuição de dinheiro sujo e no cartel de empreiteiras conhecido como Clube do Bilhão já havia lhe garantido pena de mais de 16 anos de prisão. Desde abril de 2015, no entanto, ele cumpria prisão domiciliar por ordem do ministro Teori Zavascki, relator de um habeas corpus dele e de outros oito empreiteiros detidos.

Be Sociable, Share!
Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos

  • setembro 2016
    S T Q Q S S D
    « ago   out »
     1234
    567891011
    12131415161718
    19202122232425
    2627282930