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Turnê Europa 2016 da Orquestra Juvenil da Bahia

Lúcia Jacobina

Ultrapassados os traumáticos acontecimentos da vida institucional brasileira, finalmente a mídia estrangeira poderá voltar sua atenção para um grupo de jovens músicos baianos integrantes da Orquestra Juvenil da Bahia que iniciou a Turnê Europa 2016,na Suíça, no último dia 30 de agosto,sob a regência de Ricardo Castro e tendo como solista a violinista Midori, no Septembre Musical – Festival de Musique Classique Montreux-Vevey, evento que conta ainda com a participação da Royal Philharmonic Orchestra de Londres, ambas convidadas como orquestras residentes para festejar seu aniversário de 70 anos. Serão realizados ainda mais três concertos no auditório Stravinski, nos dias 01, 02 e 04 de setembro com os pianistas Martha Argerich e Ricardo Castro como solistas. Além da programação oficial, a orquestra fará ainda um concerto didático e participará do Festival Off, sob a regência do maestro baiano de 23 anos, Cássio Bittencourt. Montreux é uma cidade mundialmente famosa pelo ecletismo de seu gosto musical que patrocina ao lado desse evento dedicado à música clássica, um dos mais famosos festivais de jazze exibe, como uma de suas atrações turísticas, a estátua do precocemente desaparecido roqueiro Freddie Mercury. Outra curiosidade é sua vizinhança com Vevey, sede da Nestlé e cidade escolhida comomoradia por Charles Chaplin, também imortalizado com um monumento em outra de suas praças.
Em seguida, sempre sob a regência do maestro Ricardo Castro, a orquestra viajará à Itália, apresentando-se no dia 06 de setembro, no Teatro dell’OperadiFirenzi; no dia 07 de setembro, no Auditorium Parco della Musica – Sala Santa Cecilia, em Roma; no dia 08 de setembro, no Teatro Flavio Vespasiano, na cidade de Rieti, na qual tocará o Concerto Imperador, de Beethoven, tendo como solista e maestro Ricardo Castro; no dia 09 de setembro, no Auditorium Palacongressi, em Rimini, com as pianistas Martha Argerich e TeodosiaNitokou; e, dia 10 de setembro, no Teatro Morlacchi, em Perugia, também na companhia da solista Martha Argerich.
Finalmente, no dia 12 de setembro, a orquestra encerrará suas apresentações em Paris, na Grand Salle da Philharmonie, a novíssima e imponente sala de concertos inaugurada em janeiro de 2015, com o formato de uma nave espacial, projetada pelo festejado arquiteto Jean Nouvel. Nesta oportunidade, exibir-se-á mais uma vez com a pianista Martha Argerich e como regente Ricardo Castro, concerto cujos ingressos esgotaram-se na bilheteria no primeiro dia da abertura das vendas ao público. Basta consultar os sites do famoso evento suíço e da sala de Paris para acompanhar a programação.
Esta é, inclusive,mais uma turnê internacional da Orquestra Juvenil que já esteve anteriormente na Europa e nos Estados Unidos, além de excursionar pelo Brasil. Sua história remonta a 2007, ano de fundação em Salvador do Neojiba, por iniciativa de Ricardo Castro, pianista baiano nascido em Vitória da Conquista e radicado na Suíça, com uma carreira premiada na Europa, vencedor do prestigioso concurso Leeds, na Inglaterra,e professor da Haute École de Musique de Lausanne, que decidiucriar os Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, destinados ao ensino de música a jovens e crianças. Além da Juvenil da Bahia, sua orquestra de ponta, o Neojiba possui ainda a Orquestra Castro Alves, o Coro da Juvenil e a Banda Sinfônica do Bairro da Paz, além de outras formações em funcionamento em vários bairros de Salvador e no Interior do Estado. No decorrer deste ano, essa orquestra elegeu o “Ciclo Beethoven”, programa inédito que compreende a execução da totalidade das sinfonias do célebre compositor.
Tendo ainda Beethoven como inspiração, neste último mês de agosto, o pianista Ricardo Castro apresentou-se no Teatro Municipal de São Paulo, com a Orquestra Sinfônica Municipal, sob a regência de John Neschling, executando os cinco concertos para piano e orquestra do grande compositor alemão, performances memoráveis que mereceram destaque da Revista Concerto, em matéria de capa intitulada “ O Sentido da Música”, na qual o grande e talentoso pianistabaiano fala de sua dedicação à música como notável intérprete e também da formação de jovens através da música, e da qual selecionamos o seguinte trecho: “Nessas turnês, nossos jovens não somente tocam nas melhores salas de concerto, como também dividem o palco com gigantes da atualidade. E tudo isso é realizado enquanto formamos uma nova geração de músicos e criamos novas oportunidades em tempos difíceis para nossos jovens que tanto se dedicam à ideia de que ‘aprende quem ensina’, tem sido uma prioridade para o Neojiba”.

Lúcia Jacobina é ensaísta e autora

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Posted on 02-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Serviço incompleto pode fazer Dilma candidata

Está coberto de razão o ex-governador Jaques Wagner quando diz que “não foi um julgamento, foi uma eleição indireta fantasiada de julgamento de impeachment”.

Mas ele apenas com constata uma situação que estava desenhada havia muito tempo e – é importante que se diga – foi possível graças a erros e crimes do PT, do governo e da ex-presidente Dilma.

A estranhar no comportamento dos chamados “golpistas” apenas um insuspeitado sentimentalismo que não os levou a fazer o serviço completo, deixando a presidente livre para, quem sabe, alçar-se a um cargo eletivo daqui a dois anos.

“Eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer”, disse Dilma, talvez deixando preocupados alguns dos que a “perdoaram”.

Mais um caso para o Supremo

Há ainda controvérsias a superar. Primeiro, o provável recurso ao Supremo Tribunal Federal para que a pena de suspensão de direitos seja aplicada conjuntamente com a cassação.

Isso vale para todos os casos de perda de mandato e, especialmente, valeu para o ex-presidente Fernando Collor, que protestou.

Caso o STF não mude as coisas, há ainda a arguição da Lei da Ficha Limpa, já que a ex-presidente foi condenada por um órgão colegiado – o Senado transformado em tribunal.

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Posted on 02-09-2016
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DO EL PAÍS

Heloísa Mendonça

São Paulo

Nos últimos dias do julgamento do impeachment, a maior preocupação de Michel Temer parecia ser acelerar ao máximo a decisão final do processo de afastamento de Dilma Rousseff. A pressa refletia a vontade de conseguir viajar a tempo à China para participar da cúpula do G-20, o grupo das vinte maiores economias do mundo. O scrip saiu como ele desejou. Na tarde desta quarta, recém-empossado, Temer embarcou rumo ao país asiático e se apresentará, pela primeira vez, aos principais líderes da comunidade internacional como presidente efetivo do Brasil, na cidade de Hangzhou no domingo. Provavelmente também conseguirá participar de um evento com empresários chineses em Xangai na sexta. Aproveitará a oportunidade para vender sua agenda de reformas para a retomada do crescimento do país e atrair novos investimentos para o Brasil.

A apresentação de Temer ao mundo, no entanto, não tem o mesmo brilho dos Governos anteriores, que tiveram seu début internacional após serem empossados pelos votos das urnas, como aconteceu com Dilma e o o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Temer assume a presidência do Brasil depois de um longo processo de impeachment e tem como desafio retomar o crescimento de uma economia mergulhada na pior recessão das últimas décadas.

A primeira viagem internacional de Temer como presidente ser na China é simbólico. O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil – neste ano, as trocas entre os dois países já somam 42,5 bilhões de dólares- e é a peça-chave para iniciar a recuperação econômica do país, tanto no setor de investimento como de comércio, segundo Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da FGV e especialista em países emergentes. “O Brasil tornou-se a potência emergente na época do Governo Lula parcialmente por causa da China e também por causa da desaceleração do país asiático é que o Brasil deixou de ser essa potência. O Temer está certo ao levar as pessoas chaves e ministros a essa viagem”, explica.

Entre os integrantes da comitiva que acompanha Temer estão o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o chanceler, José Serra, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nesta quarta-feira, o recém-empossado presidente afirmou que não estava viajando para a China “a passeio” e que a comitiva brasileira quer mostrar ao mundo que é um governo legítimo e começar a trazer recursos para o país. O peemedebista pediu aos seus ministros que eles divulguem que o presidente está viajando à China “para revelar aos olhos do mundo” que no Brasil há “estabilidade política e segurança jurídica.”

“Agora é o momento de Temer criar uma narrativa. A comunidade internacional já sabe o diagnóstico do país, mas o presidente precisa convencer que ele será capaz de implementar as reformas que o Brasil precisa e também mostrar que a crise política acabou”, afirma Stuenkel.

A viagem de Temer será também fundamental para ver como o presidente se comporta em compromissos internacionais. O peemedebista terá, ainda neste ano, uma agenda intensa de viagens ao exterior. Em setembro, ele irá para Nova York participar da Assembleia Geral da ONU e depois para a Índia no âmbito da reunião dos BRICs, o grupo econômico de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Começa para valer o Temer diplomata, ele precisa mostrar esse que ele sabe projetar o Brasil e se tornar conhecido. Mostrar uma estabilidade que ele chegará até o fim”, explica Stuenkel.

Para Monica Hirst, doutora em Estudos Estratégicos e professora da Universidade Torcuato di Tella, na Argentina, o presidente pode enfrentar obstáculos já que terá que lidar com o fato de que a legalidade do seu mandato “é engolida por muito poucos lá fora”. “Essa crise política que o Brasil vive não será apagada rapidamente como ele espera. A própria crise gerada pelo fatiamento dos votos no impeachment [sobre a questão sobre os direitos políticos de Dilma] é uma clara manifestação nesse sentido. Tudo isso afeta a visão que se tem do Brasil e a credibilidade do novo Governo”. A especialista não acredita em uma etapa de diplomacia muito forte. “Não vejo o Brasil com capacidade e se beneficiar de cenário internacional, porque ele não tem capital político”.

O economista Otto Nogami, do Insper, discorda. Para o especialista, a legitimação de Temer na presidência, com a finalização do processo de impeachment, é justamente o que pode facilitar novos acordos com antigos parceiros do Brasil, como os Estados Unidos e a União Europeia. “O trabalho do chanceler José Serra de se reaproximar desses países tende a se consolidar agora”, explica.
Encontros bilaterais

Temer possui uma série de encontros bilaterais já agendados com os chefes de Estado dos países que participam do G-20. Além de uma reunião com Li Keqiang, o primeiro ministro da anfitriã China, na sexta-feira, o presidente brasileiro conversará com os primeiros ministros da Espanha e Itália e também com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita. Está previsto também uma conversa com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo. A agenda principal na, o encontro dos líderes do G-20 em Hangzhou, está marcada para domingo (4) e segunda (5).

A criação de um fundo bilateral de investimento no Brasil, na ordem de 20 bilhões de dólares, em que a China poderá colocar até 15 bilhões (3/4 do montante total), também deve voltar à pauta na conversa com o premiê chinês. Segundo o Itamaraty, no encontro de Temer com o primeiro-ministro chinês a expectativa é que seja assinado um memorando de entendimento, estabelecendo como funcionará o fundo. A ideia é que injeção de dinheiro seja dada conforme projetos de investimento sejam aprovados.

“Acredito que o Temer poderá trazer muitos investimentos chineses novos para o Brasil. Os chineses estão interessados na construção do trem-bala de Rio a São Paulo, mas também no setor de energia, é bem diversificado leque de investimentos”, explica, Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil China (CCIBC).

Na carteira de projetos que o presidente em exercício Michel Temer pretende levar para apresentar estão a conclusão da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a concessão da Ferrovia Norte-Sul (FNS) e a Ferrovia Bioceânica. “Se a Câmara, sem apoio do Governo já trouxe 5 bilhões de dólares de investimentos em uma década, imagina com uma série de eventos com ministros no país asiático”, explica.

Embora a economia chinesa esteja desacelerando, nunca houve tanto investimento da China fora do país, segundo Tang. “O país asiático investe por vários razões: para exportar excedente, para criar alianças estratégicas, para ganhar mercado e lucro e para ter acesso aos recursos estratégicos para a segurança alimentícia do povo chinês. E tem o Brasil como grande parceiro”, diz. Para Tang, a nova estabilidade política brasileira que ele acredita que será consolidada com o fim do processo de impeachment dá ainda mais confiança para investir no gigante da América Latina .

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Posted on 02-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 02-09-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

É estranho, ilustres doutores

De Gil Castelo Branco, da ONG Contas Abertas, sobre o teatro jurídico encenado por advogados na sessão de hoje do STF sobre a prisão de condenados em segunda instância:

“É estranho imaginar que advogados, habitualmente contratados por valores milionários pelos corruptos de colarinho branco, estejam preocupados com os menos favorecidos.”

Ele acrescentou ao Antagonista:

“Os ‘sem-advogados’ já estão presos faz tempo.”

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