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Postado em 28-08-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 28-08-2016 00:22


Campanhas sociais não substituem o Estado

As campanhas de caráter social deveriam contemplar situações emergenciais e únicas, em que a coletividade pudesse dar sua contribuição ao poder público para superar ou minorar um quadro em que, além das ações de governo, fosse necessária a solidariedade geral.

O Brasil é o país das campanhas perenes, como bem simboliza a Criança Esperança, da Rede Globo, a qual, por mais meritória, nem de longe traz resultados da dimensão do dever que o Estado tem de prover aqueles tipos de demanda.

Verdadeiramente, mais funciona como uma iniciativa promocional que beneficia a emissora, como faz a rede McDonald’s ao destinar ao tratamento de crianças com câncer a renda – não se sabe se bruta ou líquida – de um dia de vendas de determinado sanduíche.

Esse apelo à generosidade popular é uma espécie de bitributação, porque os impostos são pagos para todos esses fins que se propõem nas campanhas, e de forma massificada. Não era preciso o Hospital Martagão Gesteira mendigar ajuda todo ano para não fechar.

Um caso emblemático que está permanentemente na mídia é o da Fundação Abrinq, pedindo dinheiro ao povo para projetos sociais que, se resolvem questões localizadas, por outro lado favorecem à imagem dos fabricantes brasileiros de brinquedos, cujo faturamento em 2015 chegou a R$ 5,7 bilhões.

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