Para lembrar também as viagens na adolescência, entre Santo Amaro e Salvador, quando o Motriz passava por Maracangalha e, da janela, o garoto procurava Anália no rosto e no andar de todas as mulheres do lugar, no Recôncavo. Só a encontrei, de fato, muitos anos mais tarde, quando ela já morava em Candeias, e a entrevistei para o Jornal do Brasil, pouco antes da musa partir. As fotos foram feitas pela colega e compadre, Gildo Lima, mestre do fotojornalismo , que não sei se guarda ainda em seus arquivos fotográficos, os registros daquele dia feliz.

BOA TARDE!!!

(Vitor Hugo Soares)


Gleisi e Renan: panela de pressão no Senado…


…e Majú no JN:alerta para a chuva em Salvador

ARTIGO DA SEMANA

Brasília e Salvador: Chuvas, panela de pressão e Dilma na Hora H

Vitor Hugo Soares

Estamos na penúltima semana de agosto. No ar, sinais decisivos para o País, com a abertura dos ritos finais do julgamento do impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Etapa marcada, na quinta-feira, 25, pelo caldo fervente da panela de pressão, tumulto e provocação, jogado indiscriminadamente pela petista Gleisi Hoffmann sobre as cabeças de seus colegas do Senado (“aqui ninguém tem moral para julgar e afastar a presidenta ”). Nítidos signos, seguidos de desdobramentos indicadores de que é hora de prestar atenção nos versos da música do pernambucano Lenine: “Olho na pressão, olho na panela!”

Abalos intensos, a partir do epicentro dos sismos em Brasília (mas não exatamente pelos mesmo motivos) foram registrados nos sensores políticos de Salvador, a Cidade da Bahia, no dizer do poeta satírico Gregório de Matos e do romancista Jorge Amado, ambos conhecedores como nincuém, das mazelas, engodos, trapaças e milagres dos santos e dos pecadores do lugar.

Na semana da abertura oficial da campanha eleitoral para prefeito, da terceira maior capital brasileira – termômetro do Nordeste, para o bem e para o mal -, as preocupações não vieram propriamente dos movimentos nervosos e estranhos no Senado, no Palácio do Planalto, nos gabinetes mais procurados da Esplanada dos Ministérios ou dos quartos dos hotéis de luxo, de portas fechadas a sete chaves, onde – apesar da Lava Jato e outras operações para pegar corruptos e corruptores – ainda se fazem transações que até Deus duvida.

Olhando bem, e com mais profundidade e perspicácia, como recomenda o momento, será possível verificar: o caldo que escorre no Planalto Central, também está presente no tempero dos pratos políticos e eleitorais servidos na campanha municipal, iniciada na Bahia, particularmente na capital.

Os temores baianos desta semana aqui referidos, no entanto, não chegaram diretamente do bafafá dos senadores, sob o comando no ministro do Supremo, Ricardo Lewandowski, nestes dias de fogo. Vieram através da telinha da televisão. Mais propriamente do Jornal Nacional, depois da moça do tempo, Maria Júlia Coutinho anunciar as previsões meteorológicas para as áreas litorâneas da Baia de Todos os Santos e Recôncavo: rajadas de ventos e chuvas fortes e prolongadas, com grande probabilidade de causar alagamentos e graves transtornos, até domingo, 18, avisou Maju, na noite seguinte ao espetáculo de encerramento dos Jogos do Rio 2016, no Maracanã.

Show que teve, entre seus tantos momentos belos e empolgantes, as apresentações das Ganhadeiras de Itapuã (que confundiram até os veteranos e escolados apresentadores e comentarista da Globo, Glória Maria e Galvão Bueno) e da cantora baiana e atriz da novela Velho Chico, Mariene de Castro. elegantemente vestida, cantando debaixo do temporal diluviano que desabou sobre a Cidade Maravilhosa, na hora de apagar a Pira Olímpica, no encerramento “dos jogos maravilhosos do Rio”, como assinalou com justo entusiasmo (e seguramente grande alívio) o presidente do COI, Thomaz Bach.

Mas os jogos passaram e é preciso retornar aos dias seguintes em Salvador e no País. A panela de pressão do ritual final do afastamento de Dilma (ou não?) ferve a pleno vapor na capital do Brasil. Os temporais da previsão do tempo da inimitável Majú, se abatem sobre a Cidade da Bahia e causam fortes e evidentes estragos: águas sobem e alagam bairros inteiros, a exemplo do Uruguai, nas cercanias do Hospital Santo Antonio, criado por Irmã Dulce (crucial no atendimento dos mais necessitados) à braços com sua maior crise financeira desde a morte “da santa dos pobres da Bahia”.

Ondas que alcançam alturas de mais de três metros e ventos de dar calafrios, acompanham a ressaca no mar do Rio Vermelho – recentemente restaurado e dinamizado – , assustando moradores e visitantes do famoso bairro boêmio. E causam também preocupações e expectativas políticas e eleitorais nos lados em confronto.

“Nadando à braçadas” (a expressão é do jornalista e blogueiro Ricardo Noblat), vai o prefeito ACM Neto, do DEM, apoiado pelo PMDB, PSDB e outros partidos de expressão no jogo político local. Esta semana, o Ibope divulgou sua primeira pesquisa de opinião sobre o pleito deste ano na capital. ACM Neto desponta, disparado, na busca da reeleição. Tem 68% da preferência do eleitorado. Em distante segundo lugar, com mirrados 8%, vem a deputada Alice Portugal, candidata do PC do B, apoiada pelo PT do governador Rui Costa e do ex, Jaques Wagner, o “galego” amigo do peito de Lula, e ministro afastado da Casa Civil do Governo Dilma, com a corda no pescoço.

Agora é olho na panela de pressão, em Brasília, e nos efeitos das chuvas em Salvador. Só digo isto. O resto, a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

BOM DIA!!!

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Posted on 27-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-08-2016

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Supremo bate o escanteio…

Há 15 dias, por 6 votos a 5, o Supremo Tribunal Federal decidiu que somente serão enquadrados na Lei da Ficha Limpa candidatos a prefeito cujas contas tenham sido rejeitadas pelas câmaras de vereadores, de nada valendo o parecer dos tribunais de contas.

Realmente, a Constituição dá aos tribunais o papel de órgãos auxiliares do Poder Legislativo, mas, como à corte cabe a interpretação do texto constitucional, esperava-se uma decisão que não liberasse seis mil políticos fichas sujas que concorrerão este ano.

O número não é aleatório: foi fornecido pelo presidente da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil, Valdecir Pascoal, para quem o Supremo impôs um “retrocesso” ao país, neste momento de intensa luta contra a corrupção.

p…para o Senado cabecear

Data: 25/08/2016
20:59:23

A vez dos senadores chegou. Pelo menos, a de 56 deles, que ontem aprovaram a emenda constitucional de desvinculação dos recursos da União, a DRU, que permite ao governo federal manejar livremente não mais 20%, como até o ano passado, mas 30% do orçamento.

A questão é que a PEC da DRU inclui a desvinculação de receitas dos Estados, Distrito Federal e municípios. Além de valer até 2023, a medida, como convém em casos assim, é retroativa a 1ª de janeiro.

São muitos recursos públicos na linha de tiro, para irem daqui pra lá e de lá pra cá, ao sabor da vontade de gestores que originalmente não foram eleitos com essa prerrogativa, antes a lei orçamentária delimitou sua margem de ação.

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Temas sensíveis, decisões apertadas

Data: 25/08/2016
20:57:58

O Supremo é pródigo em decisões por 6 a 5, sempre a respeito de temas da maior relevância. Por esse placar, em 2012, reconheceu a autonomia do CNJ para investigar e punir juízes e servidores do Poder Judiciário.

No ano seguinte, aceitou, pela mesma e apertada margem, os famosos “embargos infringentes”, para novo julgamento de 12 réus condenados no mensalão, entre eles o ex-ministro José Dirceu.

Em 2015, a maioria absoluta dos ministros, novamente metade mais um, resolveu que as guardas municipais podem aplicar multas de trânsito, prerrogativa que era exclusiva de agentes estaduais e federais.

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Posted on 27-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-08-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

O GOLPE CONTRA O DELATOR

Há alguém na PGR trabalhando clandestinamente para melar a delação premiada de Léo Pinheiro.

A Veja obteve mais sete anexos do acordo assinado com a empreiteira e jogados no lixo por Rodrigo Janot.

Ao contrário do que ocorreu na semana passada, com o anexo sobre Dias Toffoli, O Antagonista sabe que as denúncias apresentadas na capa da revista são todas verdadeiras.

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