Composição de Edu Lobo e Chico Buarque. Abram alas para Getúlio desfilar na alma brasileira. Ontem, hoje e sempre.

A MÚSICA VAI DEDICADA TAMBÉM, EM MEMÓRIA, A CELINA DOURADO, SAUDOSA SOGRA E AMIGA, QUE SE VIVA ESTIVESSE FESTEJARIA 100 ANOS NESTE 24 DE AGOSTO.

BOA TARDE!!!

Vitor Hugo Soares

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Resgate de uma sobrevivente em Amatrice.
El País Vídeo


DO EL PAÍS

María Salas Oraá

Um terremoto de magnitude 6,2 escala Richter sacudiu o centro da Itália na madrugada desta quarta-feira, causando pelo menos 38 mortes (há notícias não confirmadas oficialmente de mais de 60 mortos, segundo a TV Globo, no programa de Fátima Bernardes), segundo a Defesa Civil. O tremor ocorreu pouco depois das 3h30 (22h30 de terça pelo horário de Brasília), e houve mais de 15 réplicas com magnitudes entre 4 e 5,4, segundo o Departamento de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos. O sismo foi sentido durante mais de 15 segundos em Roma, mais de 100 quilômetros a sudoeste do epicentro, na localidade de Rieti, região do Lácio. O hipocentro se situou a quatro quilômetros de profundidade.

A região da Umbria também foi bastante afetada pelo temor. As localidades mais destruídas foram Norcia (província de Perugia), Amatrice, Accumoli (ambas na província de Rieti) e Arquata del Tronto (Ascoli Piceno). As autoridades nacionais e a Cruz Vermelha estão mobilizando recursos para as zonas mais atingidas.

Pelo menos 27 pessoas morreram em Accumoli e Amatrice. Outras dez vítimas fatais foram registradas na pequena localidade de Pescara del Tronto (135 habitantes), que pertence ao município de Arquata del Tronto, na região de Marche.

O Governo italiano e a Defesa Civil monitoram a área do epicentro para em busca de possíveis danos, disse um porta-voz do premiê Matteo Renzi pelo Twitter. O Exército foi mobilizado para colaborar na operação de resgate, que é especialmente complicada por transcorrer em uma área montanhosa de difícil acesso, à qual só é possível chegar de helicóptero ou a pé. Some-se a isso o corte das comunicações telefônicas.

O Exército foi mobilizado para colaborar na operação de resgate, que é especialmente complicada por transcorrer em uma área montanhosa de difícil acesso

Cerca de 100 tremores secundários, dos quais mais de metade com magnitude superior a 3 graus, foram registrados após o terremoto inicial de magnitude 6,2. A réplica mais forte ocorreu pouco antes das 5h (hora local) perto de Norcia, na região de Perugia. A Defesa Civil descreveu a situação como “severa” e confirmou que há danos materiais – como o desabamento de partes de edifícios – e um número não especificado de feridos.

Houve sérios danos materiais nas localidades da Norcia (5.000 habitantes) e Amatrice (2.600 habitantes), zonas de veraneio que recebem muitos turistas nesta época. O prefeito do Amatrice, Sergio Pirozzi, anunciou que há moradores desaparecidos e pediu ajuda para liberar as vias de acesso à pequena cidade e facilitar a chegada dos serviços de emergência. “Há pessoas debaixo dos escombros e há bairros que já não estão mais lá. Metade de Amatrice já não existe mais”, lamentou. “Há tantos mortos que nem consigo fazer uma estimativa. Deve haver dezenas de mortos”, relatou Pirozzi à televisão pública RAI.
Terremoto de magnitude 6,2 deixa pelo menos 38 mortos na Itália

Os danos nessa localidade foram muito graves, e a rua principal está devastada. Os moradores foram levados para ginásios esportivos, e a prioridade dos serviços de emergência é “salvar as pessoas que possam estar sob os escombros”. Os dois primeiros corpos foram resgatados ao amanhecer e, segundo o padre Fabio Gammarota, que colabora com as equipes de buscas, outras três pessoas morreram devido ao desmoronamento parcial de um imóvel.

Moradores de Amatrice entrevistados pela imprensa italiana dizem que sua cidade medieval “já não existe mais”, porque quase 70% das casas caíram devido ao terremoto, que, segundo a medição do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia da Itália, atingiu a magnitude 6,0.

Moradores de Amatrice entrevistados pela imprensa italiana dizem que sua cidade medieval “já não existe mais”

Imagens aéreas feitas pelo Corpo de Bombeiros mostram um cenário de destruição completa no centro histórico de Amatrice, que era formado em sua maioria por antigas casas de pedra – das quais poucas permaneceram em pé.

Valerio, morador da localidade de Rieti (47.000 habitantes), relatou que “as casas velhas caíram todas, a rua principal é um desastre. Saí de casa correndo de madrugada, seminu. Agora estamos tentando ajudar os outros da cidade. Precisamos sair com o trator para retirar escombros das ruas e estradas”.

O prefeito de Accumoli (667 habitantes), Stefano Petrucci, relatou haver pelo menos seis mortos, sendo quatro de uma mesma família, incluindo duas crianças, além de outros dois corpos que foram recuperados sob os escombros.

O presidente da Itália, Sergio Mattarella, e o primeiro-ministro Matteo Renzi estão em contato direto com a Defesa Civil para acompanhar o desenrolar dos trabalhos. O Corpo de Bombeiros disse estar tendo dificuldades de acesso a Accumoli devido ao estado crítico das estradas. Enquanto isso, o presidente da Cruz Vermelha italiana, Francesco Rocca, afirmou à imprensa que a organização também está deslocando ambulâncias e profissionais para as áreas mais afetadas e acrescentou que doações de sangue seriam bem vindas nas próximas horas. A associação de voluntários italianos de doadores de sangue também fez uma convocação para que doadores de todos os grupos sanguíneos compareçam aos bancos de sangue.

As comparações com o terremoto de 2009 na localidade de L’Aquila, que deixou mais de 300 mortos e 1.500 feridos, são inevitáveis, já que há uma distância de apenas 60 quilômetros e a magnitude foi quase a mesma, de 6,3 graus. O porta-voz da Defesa Civil, Fabrizio Curcio, afirmou que “a intensidade foi semelhante, mas a diferença está na densidade populacional, já que este terremoto afetou zonas menos densamente povoadas”. Mais recentemente, em 2012, o norte da Itália sofreu outro terremoto, que deixou 16 mortos.


ARTIGO

Salve Jorge do PATROPI!

Maria Aparecida Torneros

O Brasil é nosso. Nesse nosso estão incluídos os forasteiros e refugiados, os turistas e visitantes, os sangues misturados e um componente só nosso mesmo: o calor humano único que nos confere o talento de um Jorge Benjor. Sua atuação somada a de todos os participantes da festa de encerramento das olimpíadas do Rio 2016, resume o espírito carioca de ser.

De repente todo o MARACA cantou à Capela “moro num país tropical” e as nacionalidades viraram só uma chamada BRASILIDADE.

Caía uma chuvarada. A energia era tamanha que ninguém se importava. O que rolou foi muita festa. Alegria. Deu tudo certo.

Fizemos um evento que surpreendeu a gringalhada e demonstrou a força de uma nação cujo povo é um exemplo planetário para a convivência das diferenças.

Aqui tudo caminha no compasso de um “tudo bem”. Mas não se enganem os insólitos de caráter duvidoso que imaginam manipular o povão com leis escuras e roubalheiras indecentes.

Vamos expulsar todos um a um. Queremos dar a volta e assumir nosso lugar no mundo dito civilizado.

Somos bonitos por natureza. Por dentro e por fora. A judoca RAFAELA Silva pra mim é um exemplo inigualável. E o baiano Isaquias é a cara do Brasil.
Canoando como nossos índios, ele nos orgulha.

Quanto ao Jorge, é nosso também, pertence a cada mulher brasileira. Salve ele! Eleito pra nossa Diretoria, por unanimidade. Menino de Ouro! Também quero você pra mim!

Cida Torneros é jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária


BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


O prefeito do Rio, Eduardo Paes, durante a cerimônia de encerramento da Olimpíada no domingo. Cameron Spencer Getty Images

DO EL PAIS

Felipe Betim

Rio de Janeiro

Os Jogos Olímpicos do Rio conquistaram a maioria dos brasileiros e estrangeiros durante as últimas semanas, mas o legado que deixa para o Rio de Janeiro é um debate que ainda está aberto. Nesta terça-feira, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, recebeu o EL PAÍS para fazer um balanço sobre os Jogos e projetar o futuro da cidade pós-olimpíada. Gripado e cansado, disse que se surpreendeu com as duras críticas antes dos Jogos. Destacou ainda que a situação fiscal da cidade é boa, e que ela está preparada para enfrentar seu futuro.

Pergunta. O que mais causava preocupação durante a realização dos Jogos?

Reposta. Eu sempre fui otimista, a gente sabia o que estava fazendo. Eu ficava olhando para essas críticas malucas e os absurdos que falavam sobre a cidade e da olimpíada meio incrédulo, meio sem entender. As pessoas adoram falar do jeitinho brasileiro que resolve tudo. Não tem jeitinho. Tudo foi muito planejado. É óbvio que tudo pode ter uma necessidade e aí o jeitinho brasileiro ajuda muito. Agora, tudo foi muito planejado. Não me surpreendeu. A questão da mobilidade, que é o enorme desafio, a gente sabia o que tinha mudado. Para mim não foi surpresa. O que me surpreendeu foi o exagero das criticas no período anterior.

P. Acha que o Governo interino aproveitou o evento para se beneficiar politicamente?

R. A olimpíada foi fruto de um trabalho de muitas mãos. Seria injusto não reconhecer o papel do presidente Lula, da presidente Dilma, do Cabral, do Pezão… O Michel Temer foi super colaborativo, entendeu a importância do evento. Quanto mais gente quer aparecer, mais feliz vou ficar. O presidente Temer ajudou muito. Esse recurso de 3 bilhões que deu para o governo do Estado foi mais dinheiro do que já tinha sido colocado até então.

P. A prefeitura está preparada para dar o aporte para a Paralimpíada, que hoje necessita de 200 milhões para ser realizada?

R. Já está tudo encaminhado. Vamos fazer uma bela Paralimpíada.

P. O senhor sempre destacou que a prefeitura tem uma situação fiscal confortável. Com o fim da olimpíada e dos grandes projetos, vai continuar sendo assim?

R. Temos uma gestão fiscal bem feita. Agora, não estamos numa ilha, estamos dentro Brasil. Se o Brasil está nessa recessão, óbvio que vamos sentir. Mas acho que já sobrevivemos ao momento mais difícil. A gente reduziu nossa dívida, temos folha de pessoal sob controle, custeio sob controle. É uma questão de competência e capacidade de gestão. A situação é mais confortável do que a que eu encontrei.

P. Depois da olimpíada já não haverá os três bilhões de reais para segurança pública que o Governo Federal disponibilizou e nem a mesma visibilidade internacional. Como o senhor, que já admitiu a possibilidade de se candidatar ao Governo do Estado, lidaria com essa questão?

R. Acho que a segurança melhorou muito ao longo dos últimos anos, mas ainda falta muito para cumprir. Essa melhora é possível de fazer, se tiver foco, trabalho e dedicação. Quero acreditar que o Governo do Estado vai continuar tocando um projeto de segurança pública sem enfrentar esses sobressaltos malucos como não pagar salários. Isso realmente não dá pra aceitar.

P. O Boulevard Olímpico da zona portuária foi um sucesso, mas muitos cariocas parecem preocupados sobre como vai ser depois dos Jogos, se o lugar vai continuar seguro. Qual plano a prefeitura tem para lugar?

R. Aquilo ali é uma orla que a cidade ganhou. Mais uma, como Copacabana ou Ipanema. O que dá segurança é a ocupação do povo. E já havia um monte de gente frequentando a zona portuária antes da Olimpíada. Isso não é um processo que começou ontem. A gente vai fazer o que já vinha fazendo. Vai ter artista de rua, food truck, restaurante funcionando…
Menino assiste da comunidade da Mangueira a queima de fogos da cerimônia de encerramento da Olimpíada no Maracanã.
Menino assiste da comunidade da Mangueira a queima de fogos da cerimônia de encerramento da Olimpíada no Maracanã. CARL DE SOUZA AFP

P. O projeto original de reforma do porto possuía um plano de habitação popular, já que o centro concentra a maioria dos empregos formais do Rio. A prefeitura tem projetos para também habitar o lugar?

R. Esse é o principal objetivo. A gente tem um plano de habitação popular que exige muito ativismo estatal. E a gente quer que o mercado faça mais residência. Mas o mercado imobiliário brasileiro parou nos últimos dois anos da crise. Então o mercado retomando, metade dos Cepacs [títulos para financiar operações urbanas consorciadas que recuperam áreas degradadas nas cidades] obrigatoriamente vão para residência. Então nossa intenção é que o lugar também se consolide como polo de crescimento do mercado imobiliário brasileiro.

P. O esquema de BRT [corredores exclusivos de ônibus] montado para os Jogos recebeu elogios, mas os veículos que iam para as periferias estavam mais lotados que o normal em horário de pico. No terminal Alvorada, se dizia que a prefeitura tirou ônibus das linhas para usá-los na olimpíada. Teve esse remanejamento de veículos?

R. A gente comprou mais ônibus para as olimpíadas. O fato é que o sistema está muito carregado. Teve dia que o BRT carregou 850.000 pessoas. Um sistema que tem dois anos. E é o que eu sempre disse: não dá pra achar que você vai ter uma situação de normalidade e perfeição num evento dessa dimensão. As pessoas se locomovem, tem mais gente rua.

P. Uma pesquisa da FGV qualificou o legado da Olimpíada como positivo, mas também que o Rio precisa de um novo projeto de cidade para não decair. Que plano pode ser esse?

R. A gente fez um plano estratégico, o Rio 500, que foi preparado ao longo do ano passado inteiro. Ele foi lançado em março desse ano, dia de aniversario de 451 anos do Rio. E ali a gente olha esse papel que já era previsto anteriormente: o papel de cidade global, com uma indústria de entretenimento, de turismo, de pesquisa e desenvolvimento, de telecomunicação… As vocações naturais da cidade.

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Isaquias vibrou com bronze e desdenhou da prata

Ao perder, sábado, a medalha de ouro nos metros finais da prova da canoagem para a dupla alemã, o Izaquias Queiroz mostrou toda a sua frustração batendo o remo na água com fisionomia de evidente de desagrado.

É tão própria do ser humano a reação que o cegou, naquele momento, para o grande feito que havia alcançado, de primeiro brasileiro a ganhar três medalhas na mesma edição dos Jogos.

Se já sonhava com o melhor – o primeiro lugar, que, com o parceiro Erlon de Souza, sustentou com vantagem por longos 800 metros –, a prata não valia nada.

Ao contrário, dias antes, ao conquistar inesperadamente um bronze em outra disputa, foi de uma alegria tão esfuziante que, sem demérito para o terceiro lugar, parecia que acabara de levar o ouro.

Foi preciso algum tempo para, como se diz, cair a ficha. Ciente de que estava na mira das câmeras, Isaquias ensaiou um sorriso amarelo, deu um abraço pouco convicto em Erlon e “festejou”.

Prost também fez distinção entre vitórias

O contrário aconteceu com o consagrado piloto francês Alain Prost, que perdeu o campeonato mundial de Fórmula 1 em 1983 e 1984, respectivamente para Nelson Piquet e Nikki Lauda, quando era dado como vencedor.

Foi disputar o título de 1985 novamente como grande favorito, e desta vez, realmente, disparou na frente ao longo do ano. Ao cruzar a linha de chegada na prova decisiva, comemorou como uma pedra de gelo, com esnobes acenos da mão esquerda.

No ano seguinte, foi diferente. A briga era entre Piquet e Nigel Mansell, com suas poderosíssimas Williams. Na última corrida, a 15 voltas do final, estoura o pneu de Mansell, que abandona.

Por preucação, a equipe chamou Piquet para trocar os pneus. A liderança caiu nas mãos de Prost, que não mais a perdeu, conquistando um improvável bicampeonato. A festa foi tanta que só faltou ele pular do carro.

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Posted on 24-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 24-08-2016


Tacho, no jornal NH (RS)

OS INTERESSES DE GILMAR E JANOT

Gilmar Mendes acusou o Ministério Público Federal de vazar a informação sobre Dias Toffoli à Veja, embora Rodrigo Janot negue. Parece que Gilmar acusa sem provas, do contrário não haveria razão para punir a OAS e seus executivos.

Se foi o MPF quem vazou, a OAS não pode ter o seu direito à colaboração cerceado. Pior ainda se isso é feito com base em conjecturas.

O ministro que virou o melhor amigo de Dias Toffoli no Supremo é também o autor do projeto de “abuso de autoridade”, que foi resgatado dos escaninhos do Senado pelo indefectível Romero Jucá.

Gilmar também é contra as 10 Medidas de Combate à Corrupção e acha que o MPF deve recolher suas manguinhas.

Rodrigo Janot, na primeira tentativa de explicar a suspensão do acordo com a OAS, foi lacônico e evasivo. Disse que não existe menção a Dias Toffoli na delação de Léo Pinheiro e, portanto, não haveria o que ser vazado.

Se essa é a verdade, Janot age contra a OAS motivado por outras questões. É bom lembrar que o vazamento da delação de Sérgio Machado foi muito mais grave e nada aconteceu ao seu acordo.

Talvez Janot ache que não há mais espaço para duas delações e preferiu beneficiar a Odebrecht. Só precisava de uma justificativa para escantear a OAS.

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