DEU NO BLOG O ANTAGONISTA ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

População fez a segurança no Rio de Janeiro

É possível que o noticiário “normal” tenha sido ofuscado pelas competições, mas não seria surpresa se as estatísticas revelassem que o Rio de Janeiro teve os 15 dias mais tranquilos de sua história recente no tocante à criminalidade.

Foi uma demonstração de patriotismo da marginalidade nacional, sabedora de que, literalmente, as atenções de todo o planeta estavam voltadas para os Jogos Olímpicos.

Mesmo o brasileiro comum, que costuma provocar a ação da polícia por brigas de condomínio, de trânsito, de bar, se recatou neste momento, consciente de que não poderia macular o bom exemplo que acabamos dando.

A situação estava tão encantadoramente tranquila, com as pessoas se divertindo dia, noite e madrugada nos espaços culturais e esportivos, que foi preciso um grupo de estrangeiros inventar um assalto que desafiou a nossa argúcia.

Houve, na verdade, uma repetição do que aconteceu em outros megaeventos que a cidade acolheu, como a Copa do Mundo e a visita do papa Francisco, quando ficou demonstrado que a segurança é melhor nas mãos do povo.

A lamentar, duas mortes por motivos que o Brasil ainda não pôde superar: a do técnico de canoagem alemão Stefan Henze, num acidente com o táxi que o conduzia, e a do soldado Hélio Andrade, da Força Nacional, que entrou numa zona proibida às autoridades policiais.

Além de almoço, não existe terrorismo gratuito

Por outro lado, cabe registrar: nem sombra de atentado terrorista ou simples ameaça, apesar do grande esforço de parte da imprensa e até de órgãos públicos de consubstanciar uma realidade que absolutamente não é nossa no plano da política internacional.

A posição histórica brasileira é de apoio às resoluções da ONU em favor da causa palestina e árabe de maneira geral, o que inclui temas de alta sensibilidade, como a devolução por Israel de territórios ocupados, conforme as fronteiras anteriores a 1967, e a divisão de Jerusalém.

Nesse contexto está o embrião do conflito que os Estados Unidos, a partir das invasões do Afeganistão e Iraque, disseminaram em todo o Oriente Médio. Grupos terroristas cujo traço comum é a condição islâmica cumprem, afinal, um mandamento de guerra, que é a reação contra os que os atacam.

Os inimigos são, além dos norte-americanos, seus cúmplices nos massacres de civis: França, Inglaterra, Turquia, Alemanha, como já foi, por exemplo, a Espanha, atacada em seu setor ferroviário, com quase 200 mortos, e depois retirada da lista quando suas tropas deixaram o território afegão.

Autodeterminação e soberania

A propósito, o novo governo em curso no Brasil, em via de tornar-se definitivo por mais dois anos e quatro meses, anuncia e opera mudanças internas e externas.

Razoável é que, com relação à questão árabe-israelense, seja fiel às tradições do país de respeito à autodeterminação dos povos e à soberania das nações.

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Comentários

luiz alfredo motta fontana on 23 agosto, 2016 at 9:57 #

Caro Luís
Permita expressar minha discordância!

Teu texto, por honestidade, toca no fato revelador, embora ignore a razão do mesmo.

“…a do soldado Hélio Andrade, da Força Nacional, que entrou numa zona proibida às autoridades policiais.”

Aqui, nesta morte, a contradição do que afirma.

Não parece ser patriotismo que acometeu o tráfico na cidade Maravilhosa, e sim, salvo melhor juízo, um acordo espúrio com as autoridades, do tipo, vocês não nos perturbem em nossos territórios e nós não damos as caras em seu evento ufanista.

Porém, no afã de demonstrar força, sem o devido treino, soldados ingênuos e desconhecedores da geografia carioca foram soltos na arena. O soldado Hélio pagou com a vida por desconhecer ruas e ruelas, tendo assim, rompido com o “acordo”, pagou como exemplo, tráfico e traficante são isto, amam códigos, ritos, acordos, e suas respectivas “penas”, cruéis e violentas, afinal o terror que infundem depende disto.

Quanto ao terrorismo internacional, fiquemos por hora com um ufa!

Que nossa fé nos alivie!


luís augusto on 24 agosto, 2016 at 10:32 #

Caro Poeta, compreendo sua discordância. É que eu costumo cometer esses exageros “literários”. Abraços. Luís.


luiz alfredo motta fontana on 24 agosto, 2016 at 11:06 #

Exageros literários à parte, os fatos sobrevivem, ou não?


luís augusto on 24 agosto, 2016 at 12:09 #

Tão certo quanto a data de hoje.


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