Eliud Kipchoge, o grande vencedor da maratona no Rio

DO PORTAL TERRA BRASIL

A primeira edição dos Jogos Olímpicos na América do Sul está a poucas horas de ser encerrada. O clima já é de despedida da Rio-2016, mas nada que tirasse a vontade de alguns atletas em conquistar uma medalha no Brasil. Caso do queniano Eliud Kipchoge, da maratona. Competindo em uma das provas mais tradicionais das Olimpíadas, o africano se tornou medalhista de ouro ao cruzar a linha de chegada em primeiro, com tempo de 2h08min44s.

A manhã olímpica também foi ótima para a seleção masculina de vôlei dos Estados Unidos. Na disputa pelo bronze, os americanos aplicaram uma virada histórica sobre a Rússia, venceram por 3 sets a 2, e garantiram seu lugar no pódio do Maracanãzinho. No handebol, a Alemanha bateu a Polônia, por 31 a 25, e também faturaram o bronze na Cidade Maravilhosa.

Lá E Cá

Lenine

Compositor: Composição: Lenine / Sérgio Natureza

Lá e Cá

Composição: Lenine / Sérgio Natureza

Mangueira, Ilê Aiê e viva o baticum
Quando a Padre Miguel encontra com Olodum
Caymmi com Noel, no Tom maior Jobim
A Penha, a Candelária, o Senhor do Bonfim

Irmão São Salvador e São Sebastião
Tamborim, berimbau na marcação
Pontal do Arpoador, final de Itapoã
Meninos do Pelô, da Flor do Amanhã

Diga aí, diga lá
Você já foi à Bahia, nega? Não? Então vá
Diga lá, diga aí
Você já foi até o Rio, nego? Não? Tem que ir

Rocinha faz parelha lá com Curuzu
Centelha, luz, axé que vem do fundo azul
Do céu, do mar, de Maré até Maricá

No reino de água e sal de mãe Iemanjá
É tanta coisa afim, tanto lá, como cá
Tem Barras, Piedades e Jardim de Alah

São trios e afoxés
Blocos de empolgação
De arranco, negro e branco
Tudo de roldão

Diga aí, diga lá
Você já foi à Bahia, nega? Não? Então vá
Diga lá, diga aí
Você já foi até o Rio, nega? Não? Tem que ir

João, Benjor, Cartola
da Viola, Gil, Velô
Coquejo, Alcyvando
Chico, Ciro, Osmar, Dodô

Geraldos e Ederaldos
Elton, Candeia e Xangô
Rufino, Aldir, Patinhas
da Vila, Ismael, Melô

Monsueto e Batatinha
Silas, Ciata e Sinhô
Salve Mãe Menininha
Clementina voz da cor

Alô, Carlos Cachaça “pedra noventa”, falou…
falei: Rio e Bahia…simpatia é quase amor…
Diga aí, diga lá..

==============================

Lenine, na onda do ouro!

BOA TARDE, BRASIL!!!

(Gilson Nogueira)

CRÔNICA

Rios de janeiro e de Francisco

Janio Ferreira Soares

Estava pensando em escrever algo sobre as Olimpíadas do Rio, mas o rio que me interessa agora é esse margeando mansamente meu condado, que vai muito além de janeiro, de fevereiro, de março e do “olha o biscoito Globo e o mate gelado!” gritado por bocas cheias de ginga em praias lotadas de bundinhas e de caos.

O rio que me interessa agora não é o de Michael Phelps e suas orelhas de Dumbo voando nas águas da Guanabara, tampouco é o da judoca Rafaela e seu admirável cabelo de fuá, antítese perfeita do narcisismo dos nossos jogadores de futebol, especialmente Gabigol, cuja barba parece ter sido projetada com o firme objetivo de ele vir a ser o noivo de um casamento matuto numa festa de São João.

O rio que me interessa agora não é esse cheio de cores filtradas que passa na novela, nem é o das empulhações marqueteiras que desembocam em revitalizações de araque, que só servem para irrigar lavouras de euros em terras onde Cunha é rei.

O rio que me interessa agora não é o de Eike Batista e seus dólares furados, nem o do paparazzi combinando flagrante de alguma mulher fruta pagando peitinho nas esquinas do Leblon.

O rio que me interessa agora não é o do funk glorificando favelas e querendo me convencer de que morros e comunidades dominados por tráfico, porrada e bomba são lugares maneiros para se viver.

O rio que me interessa agora não é o de um prefeito boquirroto com sotaque de malandro da Cinelândia, que a qualquer momento parece que vai aplicar um wazari ou um ippon no coitado do desavisado eleitor que dá pipocas aos macacos.

O rio que me interessa agora não é esse que forasteiros insistem em chamar de Chico, como se fossem íntimos de suas barrancas, negos d‘águas e redemoinhos.

O rio que me interessa agora, meu caro Galvão e minha cara Glenda Buena, é este enclausurado por barragens de concreto que ora brilha em minha frente e que há anos e anos pena à espera de um milagre dos céus – ou dos homens – que o faça voltar a lamber as veredas desse velho e extraordinário sertão.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.


BOM DIA!!!


DO EL PAIS

Gustavo Moniz

São Paulo

Foi o ouro da redenção. Depois de empate por 1 a 1, o Brasil venceu Alemanha nos pênaltis por 5 a 4 e conquistou o inédito título de campeão no futebol na Olimpíada. Foi de Neymar a última cobrança, depois da bela defesa do goleiro Weverton no chute de Petersen, a única falha alemã na partida. O camisa 10 marcou, o Maracanã explodiu e ele desabou ali mesmo, na marca do pênalti. Chorou muito, foi abraçado por todos os jogadores e desabafou na saída de campo: “É uma das coisas mais felizes que aconteceram na minha vida. Agora vão ter que me engolir”. O choro e o desabafo foram resultado de uma pressão enorme que Neymar carregou nas costas. Apesar disso, ele foi decisivo. Marcou o primeiro gol do jogo, em cobrança perfeita de falta no primeiro tempo. E, no final, teve frieza para acertar a última cobrança e amenizar um pouco a dor do 7 a 1, ainda tão presente na vida dos brasileiros.

A vitória foi suada. A Alemanha mandou duas bolas no travessão no primeiro tempo. Apesar de não contar com os grandes jogadores que fazem da seleção principal uma das melhores do mundo, a seleção alemã mostrou que dá trabalho até com um time C. Impecável na parte tática e com um esquema de jogo bem definido, como sempre, os visitantes dominaram os 45 minutos iniciais da partida. Logo aos 11 minutos, mesmo tempo do primeiro gol alemão no 7 a 1, uma bola no travessão de Weverton deixou os brasileiros confusos: ou aquilo significava que maldição da pior derrota da história do futebol brasileiro estava acabada ou aquele susto seria apenas o primeiro de muitos em um jogo que não teria um bom desfecho para os donos da casa. A dúvida durou até os 26 minutos, quando Neymar acertou cobrança de falta no ângulo de Horn e colocou o Brasil em vantagem: 1 a 0.

A seleção brasileira levou mais dois sustos na primeira etapa. Weverton fez grande defesa em chute de Meyer aos 31 e, aos 34, Bender acertou novamente o travessão brasileiro. A vantagem no placar na saída do intervalo era um bom indício: estava claro que seria um dia bem diferente daquele 8 de julho de 2014 no Mineirão.

O segundo tempo, porém, fez ressurgirem os fantasmas do 7 a 1 logo aos 13 minutos, quando Meyer recebeu na área e empatou o jogo. “Pronto, o Brasil já fez a parte dele, agora só faltam 6 da Alemanha”, diziam comentários nas redes sociais. Mas o cansaço começou a bater nas duas equipes, que se alternavam no ataque. Os alemães jogavam melhor, e os brasileiros jogavam fora as boas oportunidades que criavam. Gabriel Jesus caiu sentindo cãibras aos 40 minutos, num indício de que a prorrogação já não era uma alternativa ruim diante do esgotamento físico dos jogadores.

Os 30 minutos da prorrogação não foram suficientes para evitar a temida decisão por pênaltis, que deixaram os brasileiros no Maracanã ainda mais apreensivos. O goleiro brasileiro Weverton estava no centro do mundo naquele momento depois de ter sido chamado às pressas para o lugar do experiente Fernando Prass, machucado. Instável nos primeiros jogos, Weverton foi criticado mas contou com o apoio do técnico Rogério Micale, que o manteve na equipe. E, na hora certa, o jogador do Atlético-PR brilhou. Ginter, Gnabry, Brandt e Sule acertaram suas cobranças pela Alemanha. Renato Augusto, Marquinhos, Rafinha e Luan também foram perfeitos. Petersen, porém, na quinta e última batida, parou em Weverton. Restava a Neymar confirmar o título inédito. E ele acertou.

No final, o sábado foi um dia de recomeço para o futebol brasileiro. Weverton passou de goleiro inseguro a herói nacional. Neymar deixou para trás a desconfiança que pairava sobre sua cabeça e deu ao país o único título que faltava no futebol. E a Alemanha, no palco do Maracanazzo, deixou de ser apenas uma memória terrível na cabeça dos brasileiros.

Bafômetro no tribunal

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Brasil legisletílico

Vem aí a Lei do Copo Cheio. A abstinência será proibida no artigo 1º.
————————————–

Bafômetro no tribunal

Será que o ministro Gilmar Mendes tinha bebido algo antes de dar a declaração sobre a Lei da Ficha Limpa?

ago
21
Posted on 21-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-08-2016


Ivan, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Osso duro de roer

O New York Times diz que o Rio teme violência após a Olimpíada.

“Longe das arenas olímpicas, nas favelas colossais que cobrem os morros cariocas, as baixas continuam a se acumular na guerra arrastada entre quadrilhas de traficantes e as forças de segurança do país.

Alguns brasileiros se preocupam com o que vai acontecer depois do fim dos Jogos, quando os soldados extras forem embora e a cidade for deixada sozinha para lidar com a criminalidade e uma crise financeira.”

O New York Times tem complexo de vira-lata.


  • Arquivos