DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Enfim, um trabalho para a polícia do Rio

Brincamos, no dia 15, com a notícia do anunciado assalto a nadadores americanos no Rio, considerando-o dentro da taxa “normal” da criminalidade carioca.

Agora vemos esse papelão patético e criminoso dos atletas, em que a infantilidade delinquente nem mesmo reage ao flagrante da farsa para pedir desculpa.

O fato foi produzido pela arrogância imperial, de quem acha que pode fazer tudo na colônia, cujas autoridades subalternas não têm competência para descobrir a verdade.

Num país que se dizia preparado para enfrentar o terrorismo, a guerra bacteriológica, o ataque pelo mar e outras desventuras mais, talvez essa venha a ser a única ação da segurança brasileira nestes Jogos Olímpicos.

Imprimir Imprimir Enviar por e-mail Enviar por e-mail

Um pobre idioma à mercê de todos (*)

Data: 19/08/2016
14:20:34

Aproveitemos o pedagógico episódio dos apolos decaídos para lucubrar sobre este patrimônio que é a língua portuguesa.

Sabemos que a língua é dinâmica, isto é, com o tempo, modifica-se, inova-se, adapta-se.

Antigamente isso era um processo lento, porque as palavras viajavam de caravela, e mesmo o avião não acelerou tanto assim as coisas.

Hoje vivemos relações promíscuas na, pode-se dizer, plenitude da comunicação eletrônico-cibernética, que elevou a fofoca de bairro a fofoca universal, com a diferença de que a primeira era muito mais fácil de desmentir.

No bojo dessa transformação, o polêmico conceito do “politicamente correto”, com a perda de poder pelos segmentos que o vinham sustentando no país, está sendo substituído pelo “gramaticalmente correto”.

De repente, o velho e expressivo “risco de vida” foi expurgado da imprensa, porque, segundo interpretação dos sábios emergentes, “ninguém corre o risco de voltar à vida”, o que seria uma incoerência.

Hoje se diz e se escreve nos meios de comunicação que o indigitado cidadão “não corre risco de morte” ou, pior ainda, “não corre risco de morrer”.

Como disse respeitado mestre do idioma, querem nos fazer deixar de falar a língua que falavam os avós dos nossos avós, e citou casos obviamente ilógicos, mas usuais, como “um veneno ótimo para baratas”.

Temos agora mesmo um caso trágico a acontecer em Salvador e na Bahia, que é um conhecido apresentador de televisão usar o vocábulo “parafernália” para designar confusão, briga, bafafá.

Trata-se, como se sabe, de palavra muito fina, que define, enfim, o conjunto de ferramentas ou instrumentos para execução de determinada atividade.

Sua nobreza vem de estar em geral relacionada com estetoscópio, termômetro, tensiômetro e outros itens do afazer médico. Repetida exaustivamente em programas populares, poderá em breve aspirar à extensão, nos dicionários, do significado.

Voltando aos capadócios norte-americanos, eles não fizeram “falsa comunicação de crime”, como está consagrado em nosso jargão jurídico. A comunicação foi verdadeira, falso foi o crime, não o deles, claro. De agora em diante, portanto, “comunicação de falso crime”. Será que pega?

(*) Pobre, naturalmente, no sentido sentimental do termo

Be Sociable, Share!

Comentários

luiz alfredo motta fontana on 20 agosto, 2016 at 12:04 #

Pois é, Caro Luís!

Segunda-feira voltaremos ao cotidiano.

Crimes?

Tem um didático!

Dona Marisa, surrupiou o cocho para porcos, presente ganho por JK, que Dona Marly Sarney transformou em floreira.

Dona Marisa conhece os seus, sabe portanto a utilidade do utensílio.

Confesse Luís!

Existe Macondo melhor que a nossa?


Deixe um comentário
Name:
Email:
Website:
Comments:

  • Arquivos