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País espera decolagem da “potência olímpica”

Dois anos atrás, tudo era um sonho romântico para muitos e político-financeiro para uma elite privilegiada, usando saudosa expressão que embalou pregressas juventudes.

O superintendente de esportes e hoje diretor executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinicius Freire, estabelecia: “O objetivo é tornar o Brasil uma potência olímpica em 2016”.

Pela pretensão, entenda-se: conquistar até 28 medalhas e chegar no máximo em décimo lugar na classificação geral. Em 2012, em Londres, os atletas brasileiros ganharam 17 medalhas.

Nesse ponto, surge uma controvérsia: o COB soma todas as medalhas para definir a posição, enquanto o COI considera prioritariamente as de ouro, critério que deixa o país no 22º lugar, contra o 15º pretendido pelo COB.

Para os Jogos do Rio, o governo investiu US$ 600 milhões em programas com nomes sugestivos, como Bolsa-Pódio e Plano Brasil Medalhas, destinados ao preparo das equipes, mas até agora sem efeito prático.

O Brasil ocupa o 16º lugar ( 3 medalhas de ouro, 3 de prata e outras de bronze). além das garantidas por antecipação. Para atingir a meta dos dirigentes, precisaria chegar, pelo menos, a seis ouros, que é o que tem hoje a Coreia do Sul, dona da posição.

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Comentários

Rosane Santana on 18 agosto, 2016 at 8:50 #

Caro Luís, a fórmula é simples e barata. Com os bilhões desviados pelo estado patrimonialista para interesses privados, sobretudo do empresariado nacional e transnacional, podemos ser uma potência olímpica. Vejamos: entre 2007-2009, nos EUA, tive a oportunidade de visitar escolas públicas dos estados de Massachusetts e da Flórida. O primeiro, integrante das 13 colônias fundadoras dos EUA, cuja capital, Boston, foi bunker da Revolução Americana, herdeira da Revolução Industrial e da Revolução Francesa. O segundo, posteriormente anexado ao território americano, hoje com 51 estados. Pois bem: a cada visita ficava espantada com a qualidade das quadras e ginásios de esportes destinados aos jovens e ao incentivo dado ao esporte nas escolas. Além disso, a dedicação ao esporte e a trabalhos voluntários contam ponto nos currículos, de forma que, ao ingressar no mercado de trabalho, a posteriori, o ex-alunos devotos das quadras de vôlei, basquete, futebol americano etc. pode ter um diferencial. Além disso, está mais do que provado que a prática de esportes ajuda e muito no desempenho escolar. E aqui o que se vê: bem, posso falar com conhecimento de causa das escolas públicas do Extremo Sul da Bahia, de onde provenho. As escolas em sim são lixo e mato de fazer vergonha.


Rosane Santana on 18 agosto, 2016 at 8:51 #

Correção: os ex-alunos podem ter.


Rosane Santana on 18 agosto, 2016 at 8:54 #

Correção 2: às escolas em si (o espaço físico) são lixo e mato de fazer vergonha.


Rosane Santana on 18 agosto, 2016 at 8:56 #

Correção 2: sem crase no as


luiz alfredo motta fontana on 18 agosto, 2016 at 16:31 #

Superação! Heroísmo! Espírito olímpico! O choro da derrota! O choro da vitória! Nike! Puma! Adidas! Topper!

Somos olímpicos!

Isto significa buscar, a qualquer custo, um herói para chamar de nosso! Se possível dois ou três. Melhor ainda se conseguirmos encaixá-los em alguma teoria de mobilidade social. O sacrifício de uma tia ou avó, lutando para que o sonho fosse mantido, ajuda, especialmente no JN.

Afinal, a Olimpíada é o que é, um espetáculo televisivo. O Bradesco, como patrocinador oficial, agradece! A Nissan ri à toa!

Segunda que vem, faça chuva ou sol, voltamos à realidade! Quer dizer, voltamos às ilusões! Eleições estão chegando!

E a Dilma?

E a Rose?

E a….(nossa quase esqueci o nome) Marisa?


luiz alfredo motta fontana on 18 agosto, 2016 at 18:25 #

Saudades de quando a desculpa, para atraso comprometedor, era um prosaico pneu furado!

Não é, que os diletos nadadores, da potência olímpica, revelaram-se pulhas oportunistas.

-Estamos atrasados, isto é o Rio, então fomos assaltados!

Lá, como cá, o esporte pode até tonificar músculos, caráter é outra coisa, bem diversa! Não se adquire em raias.


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