DO PORTAL TERRA BRASIL

Martine Grael e Kahena Kunze entraram para a história nesta quinta-feira ao vencerem a regata da medalha da classe 49er FX dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e se sagrarem a primeira dupla feminina brasileira a conquistar uma medalha de ouro na vela.

As brasileiras, que disputavam o título com outras três embarcações, passaram em terceiro nas quatro primeiras boias, mas, com uma tática arriscada, foram à esquerda da raia, pegaram uma boa corrente e assumiram a ponta na quinta e última boia. As neozelandesas Alex Malohey e Molly Meech, não desistiram, mas as donas da casa continuaram na liderança e cruzaram a linha de chegada com apenas 2s de vantagem.

Dessa forma, Alex e Molly, irmã de Sam Meech, bronze na Laser, em que Robert Scheidt foi quarto colocado, tiveram de se contentar com a prata. O bronze foi para as dinamarquesas Jena Hansen e Katja Steen Salskov-Iversen.

Martine, que é a timoneira, se tornou a terceira medalhista olímpica de sua família. O pai, Torben Grael, é bicampeão na classe Star, com títulos em Atlanta 1996 e Atenas 2004, e conquistou ainda dois bronzes na mesma categoria, em Seul 1988 e Sydney 2000. Além disso, faturou a prata na classe Soling, que já não faz parte dos Jogos, em Los Angeles 1984. Já o tio Lars Grael foi bronze na Tornado, também atualmente fora dos Jogos, em 1988 e 1996.

De quebra, Martine e Kahena se tornaram a segunda dupla feminina do Brasil a ficar entre as três melhores na história do evento esportivo. A primeira foi a formada por Isabel Swan e Fernanda oliveira, que ganharam o bronze em 2008 na 470.

O Brasil também esteve em outra medal race nesta quinta, mas já sem chances de subir ao pódio. Na classe 470 feminina, Fernanda Oliveira e Ana Luiza Barbachan foram quartas colocadas do dia e terminaram a disputa no oitavo lugar geral.

LYRA,60 ANOS DE BOSSA!

BOA TARDE!

(Gilson Nogueira)


País espera decolagem da “potência olímpica”

Dois anos atrás, tudo era um sonho romântico para muitos e político-financeiro para uma elite privilegiada, usando saudosa expressão que embalou pregressas juventudes.

O superintendente de esportes e hoje diretor executivo do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinicius Freire, estabelecia: “O objetivo é tornar o Brasil uma potência olímpica em 2016”.

Pela pretensão, entenda-se: conquistar até 28 medalhas e chegar no máximo em décimo lugar na classificação geral. Em 2012, em Londres, os atletas brasileiros ganharam 17 medalhas.

Nesse ponto, surge uma controvérsia: o COB soma todas as medalhas para definir a posição, enquanto o COI considera prioritariamente as de ouro, critério que deixa o país no 22º lugar, contra o 15º pretendido pelo COB.

Para os Jogos do Rio, o governo investiu US$ 600 milhões em programas com nomes sugestivos, como Bolsa-Pódio e Plano Brasil Medalhas, destinados ao preparo das equipes, mas até agora sem efeito prático.

O Brasil ocupa o 16º lugar ( 3 medalhas de ouro, 3 de prata e outras de bronze). além das garantidas por antecipação. Para atingir a meta dos dirigentes, precisaria chegar, pelo menos, a seis ouros, que é o que tem hoje a Coreia do Sul, dona da posição.

Uruguai -Brasil: uma ligação tão longa, profunda e tão forte assim, não se joga fora por um Maduro qualquer!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Temer e Serra no dia 12 de agosto.
ANDRESSA ANHOLETE AFP

DO EL PAIS

Afonso Benites

A crise em que o Mercosul mergulhou pelo impasse em relação à presidência temporária da Venezuela, que deveria ter começado em julho, teve mais um capítulo nesta semana que acabou por indispor pela primeira vez em anos Brasil e o Uruguai. Brasília e Montevidéu estão em lados opostos na disputa: enquanto o Governo interino brasileiro, com respaldo de Argentina e Paraguai, se recusa a entregar a chefia rotativa do bloco ao presidente venezuelano Nicolás Maduro, a gestão uruguaia insiste que é preciso seguir as regras do grupo e instalar a presidência venezuelana. A tensão chegou a um novo patamar quando o jornal uruguaio El País noticiou na terça-feira que o chanceler uruguaio, Rodolfo Novoa, acusou seu homólogo José Serra de tentar “comprar” o apoio de seu país na contenda. O Brasil chegou a chamar para consultas o embaixador do Uruguai no Brasil, um gesto diplomático forte para demonstrar desagrado, mas os ânimos acabariam serenando com o reconhecimento da pasta de Novoa, em nota nesta quarta, de que se tratou de um “mal-entendido” que “agora” está esclarecido. Em Brasília, Serra anunciou ter conversado por telefone com o colega uruguaio: “Não há mais nenhum problema”, disse o brasileiro.

“Recebi um telefonema do ministro uruguaio das Relações Exteriores, a questão foi esclarecida e não há mais nenhum problema. Ele considera que houve um mal-entendido, um equívoco da parte deles”, afirmou Serra. O ministro interino esteve em Montevidéu em julho para discutir a questão venezuelana, mas, nesta quarta-feira, não quis detalhar a conversa com Novoa. Alegando que seria “indiscreto”, o chanceler não quis dizer se o uruguaio pediu desculpas ao Governo interino do Brasil.

A nota da chancelaria uruguaia não pede desculpas nem invalida as declarações do chanceler do Uruguai que estão no cerne da questão. Elas foram dadas no dia 10 de agosto, em uma reunião da Comissão de Assuntos Internacionais da Câmara dos Deputados uruguaia. Diz um trecho das notas taquigráficas do encontro: “Não gostamos muito que o chanceler [José] Serra veio ao Uruguai para nos dizer — e o fez em público, por isso digo — que vinham com a pretensão de que se suspendesse a transmissão [da presidência do bloco] e que, além disso, se fosse suspensa, nos levariam em suas negociações comerciais com outros países, como querendo comprar o voto do Uruguai”. No comunicado desta quarta, o ministério uruguaio diz que “agora ficou perfeitamente claro” que a proposta de Serra para promoção comercial não “guarda relação alguma” com o impasse sobre Caracas.
“Regime autoritário”

Nesta quarta, Serra voltou a dizer que o Brasil não é favorável a que a Venezuela, em profunda crise econômica e que não reconhece o Governo Michel Temer como legítimo, presida o Mercosul. O ministro, prestes a ser ratificado ao lado da gestão Temer após o desfecho do impeachment, reafirmou que o bloco precisa resolver esse assunto para que o agrupamento passe por uma reforma estrutural. Na sua avaliação, o país não cumpriu parte dos pré-requisitos necessários para ser um integrante do bloco, entre eles, o respeito aos direitos humanos. “A Venezuela não vai assumir o Mercosul. Agora, estamos procurando uma fórmula para levar o Mercosul até dezembro”, disse.

As declarações de Serra foram dadas após um encontro que ele teve com dois líderes da oposição ao Governo de Nicolás Maduro, o deputado Carlos Florido e o coordenador político do grupo Voluntad Popular, Carlos Vecchio. Além do ministro, os dois se reuniram com os senadores Aécio Neves e Aloysio Nunes, todos do PSDB e que consideram que o Governo venezuelano já não democrático.

Ao lado dos opositores, Serra deu declarações duras: disse que a Venezuela é um “regime autoritário”. Os venezuelanos também pediram que observadores brasileiros estejam em Caracas no próximo dia 1º de setembro, quando deverá haver uma série de protestos pedindo que as autoridades eleitorais presidente convoquem um referendo ainda neste ano para avaliar se a população está contra ou a favor da continuidade do Governo chavista. Se o referendo ficar para 2017, como sinalizam as autoridades de Caracas, quem herdará a cadeira de Maduro será seu vice, um aliado. Segundo a agência Efe, o ministro brasileiro afirmou que se a consulta não se realizar ainda neste ano será “uma farsa completa”.

Colaborou Magdalena Martínez, de Montevidéu.

Mercosul José Serra Nic

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Posted on 18-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 18-08-2016

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Ronaldo, no Jornal do Comércio (PE)

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DEU NO PORTAL TERRA BRASIL

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse hoje (17) que a Lei da Ficha Limpa parece ter sido “feita por bêbados”. A frase foi dita durante sessão da Corte que analisa decisão sobre contas rejeitadas de prefeitos que são candidatos às eleições.
O ministro do STF Gilmar Mendes criticou a Lei da Ficha Limpa por imprecisão sobre a rejeição de contas
O ministro do STF Gilmar Mendes criticou a Lei da Ficha Limpa por imprecisão sobre a rejeição de contas

Mendes fez o comentário quando os ministros discutiam o alcance da decisão proferida na semana passada pelo STF e as diferenças técnicas entre contas de governo e de campanha.

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“Sem querer ofender ninguém, mas já ofendendo, parece que [a Lei da Ficha Limpa] foi feita por bêbados. É uma lei mal feita, nós sabemos disso. No caso específico, ninguém sabe se são contas de gestão ou contas de governo. No fundo, é rejeição de contas. E é uma lei tão casuística, queria pegar quem tivesse renunciado”, disse Mendes, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A Lei da Ficha Limpa entrou em vigor em 2010 e determina que as pessoas que tiverem as contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável ficam inelegíveis por oito anos a partir da decisão. A norma também impede a candidatura de condenados pela segunda instância da Justiça.

Na sessão da semana passada, o Supremo decidiu que candidatos a prefeito que tiveram contas rejeitadas apenas pelos tribunais de Contas estaduais podem concorrer às eleições de outubro. De acordo com o entendimento da Corte, os candidatos só podem ser barrados pela Lei da Ficha Limpa se tiverem as contas reprovadas pelas câmaras municipais.

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