Vestismo substitui nudismo no verão francês

Os que são entrados nos anos, como se dizia antigamente com toda solenidade e respeito, possivelmente jamais imaginaram ver o que está acontecendo na França: um escândalo por causa de mulheres que se vestem dos pés à cabeça para ir à praia.

Foi nesse país que, já há uns bons 70 anos, estilistas tiveram a ideia propor a calcinha e sutiã como roupa de banho, batizando de biquíni o conjunto e revolucionando a história do maiô.

E foram as mulheres francesas, em seus míticos balneários, que tiveram a ousadia das exibições primaciais do corpo, exatamente o oposto do que permitem vestes puritanas que a lógica batizou de “burkini”.

A questão é complexa, não porque as feministas vejam nos macacões e gorros usados pelas muçulmanas uma ameaça à liberdade, mas porque a simbologia que lhes é imposta é a mesma das metralhadoras, homens-bomba e caminhões desgovernados.

A verdade nua e crua

Impossível esquecer a resposta de Leonel Brizola a César Maia, que concordava com frase de Roberto Campos segundo a qual as estatísticas, como os biquínis, mostram quase tudo, mas escondem o essencial. “César, você está trabalhando muito e não tem ido à praia ultimamente”.

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