O brasileiro João Havelange, ex-presidente da FIFA, morreu nesta terça-feira. Havelange tinha 100 anos e estava internado desde a semana passada, devido a uma pneumonia.

Antes de chegar à presidência da FIFA, o brasileiro teve uma carreira como atleta, tendo competido nas provas de natação nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, e no polo aquático nos Jogos de 1952, em Helsínque.

João Havelange morreu durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele que curiosamente chegou a dar nome ao Engenhão, o Estádio Olímpico agora conhecido como Estádio Nilton Santos.

Medalha de prata em polo aquático nos Jogos Pan-Americanos de 1955, Havelange, antigo atleta do Fluminense, foi presidente do Vasco da Gama, da Federação Paulista de Natação e da Confederação Brasileira de Desportos, a antiga CBD.

Havelange, que chegou a ser indicado como dirigente do século em 1999, num inquérito levado a cabo pelo COI, chegou à sua principal ‘cadeira’, na FIFA, em 1974, e seria no organismo do futebol mundial que se manteria por mais de duas décadas. Organizou seis Mundiais de futebol, impulsionou os campeonatos de formação e a vertente feminina e, como primeiro presidente não europeu da FIFA, expandiu a modalidade por vários continentes.

O antigo dirigente fez ainda parte do Comité Olímpico Internacional entre 1963 e 2011, ano em que começou a sofrer de vários problemas de saúde, tendo-se demitido depois de um relatório da Comissão de Ética da FIFA ter associado Havelange a práticas de corrupção.

com Lusa

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