Dá-lhe, Isaquias!!! Capricha firme no leme que tem mais!!!

BOA noite!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Herói de Ubaitaba ganha prata no Rio

DO CORREIO DA BAHIA

O baiano Isaquias Queiroz é prata nos Jogos do Rio 2016. Na manhã desta terça-feira ele ficou em segundo lugar na prova do C1 1.000m, disputada na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro. O baiano de Ubaitaba chegou a liderar a prova, mas acabou superado pelo alemão Sebastian Brendel, campeão olímpico, Mundial, e Europeu, nos metros finais. Isaquias entra para a história como o primeiro medalhista olímpico da canoagem brasileira.

A disputa começou intensa. Isaquias saiu atrás, mas conseguiu igualar o ritmo dos adversários e remou lado lado com o alemão,um dos favoritos para a vencer. A disputa pelos primeiros lugares foi intensa. Além de Brendel, Tarnovschi, da Moldávia e o russo Shtokalov brigaram pela medalha.

Isaquias oscilou entre a primeira e a terceira colocação e chegou a assumir a liderança nos metros finais, mas o brasileiro acabou ultrapassado e chegou apenas 1,6 segundos atrás do primeiro colocado. Ainda na água, Isaquias fez sinal para a torcida e comemorou a medalha olímpica. O bronze ficou com Tarnovschi.

Isaquias vai disputar mais duas provas de canoagem velocidade, o C1 200m individual e uma em dupla (C2 1.000m), com o também baiano Erlon Souza.

Confira o resultado completo da final do C1 1000m:

Ouro – Sebastian Brendel (ALE) – 3m56s926
Prata – Isaquias Queiroz (BRA) – 3m58s529
Bronze – Serghei Tarnovski (MLD) – 4m00s852
Quarto lugar – Ilia Shtokalov (RUS) – 4m00s963
Quinto lugar – Pavlo Altukhov (UCR) – 4m01s587
Sexto lugar – Martin Fuksa (RTC) – 4m03s322
Sétimo lugar – Gerasim Kochnev (UZB) – 4m04s205
Oitavo lugar – Carlo Tacchini (ITA) – 4m15s368

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O brasileiro João Havelange, ex-presidente da FIFA, morreu nesta terça-feira. Havelange tinha 100 anos e estava internado desde a semana passada, devido a uma pneumonia.

Antes de chegar à presidência da FIFA, o brasileiro teve uma carreira como atleta, tendo competido nas provas de natação nos Jogos Olímpicos de 1936, em Berlim, e no polo aquático nos Jogos de 1952, em Helsínque.

João Havelange morreu durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, ele que curiosamente chegou a dar nome ao Engenhão, o Estádio Olímpico agora conhecido como Estádio Nilton Santos.

Medalha de prata em polo aquático nos Jogos Pan-Americanos de 1955, Havelange, antigo atleta do Fluminense, foi presidente do Vasco da Gama, da Federação Paulista de Natação e da Confederação Brasileira de Desportos, a antiga CBD.

Havelange, que chegou a ser indicado como dirigente do século em 1999, num inquérito levado a cabo pelo COI, chegou à sua principal ‘cadeira’, na FIFA, em 1974, e seria no organismo do futebol mundial que se manteria por mais de duas décadas. Organizou seis Mundiais de futebol, impulsionou os campeonatos de formação e a vertente feminina e, como primeiro presidente não europeu da FIFA, expandiu a modalidade por vários continentes.

O antigo dirigente fez ainda parte do Comité Olímpico Internacional entre 1963 e 2011, ano em que começou a sofrer de vários problemas de saúde, tendo-se demitido depois de um relatório da Comissão de Ética da FIFA ter associado Havelange a práticas de corrupção.

com Lusa


Tiago Braz faz: de Marília para a história olímpica

DO EL PAIS

O Brasil é ouro no salto com vara masculino. Aos 22 anos, Thiago Braz venceu na final o francês Renaud Lavillenie, campeão olímpico em Londres e recordista mundial, e conquistou o ouro no Rio. De quebra, o jovem, natural de Marília, no interior de São Paulo, ainda estabeleceu novo recorde olímpico: 6,03 m.

O sucesso de Thiago pode ter sido uma surpresa para os torcedores brasileiros, mas o currículo do atleta nos últimos anos o credenciou como um dos grandes nomes do salto com vara no Rio. Campeão mundial júnior em 2012, ele tinha até esta segunda-feira 5,92 m como melhor marca, que o colocava como um dos melhores do mundo. Tido como uma das grandes promessas do esporte, ele amadureceu rápido demais e escolheu o Rio para brilhar.

Na final, foi eliminando aos poucos os rivais até chegar à disputa com Lavillenie pela medalha de ouro. O francês, que tem incríveis 6,16 m como melhor marca da carreira, passou fácil os 5,98 m e jogou a pressão para o brasileiro. Thiago falhou nas duas primeiras das três tentativas a que tinha direito. Se falhasse a terceira, o francês seria campeão. Foi então que o jovem apostou tudo e subiu o sarrafo para 6,03, altura inédita para ele. Empurrado pelos gritos da torcida na arquibancada, Thiago passou bem já na primeira tentativa e obrigou o francês a acompanhá-lo. Lavillenie falhou nas duas primeiras e tentou devolver a tática usada pelo rival: jogou a altura para 6,08 m. Não passou, e Thiago conquistou o ouro inédito para o Brasil no salto com vara. “Ele sacrificou muita coisa para ganhar o ouro para o Brasil. Ele merece muito por ser tão lutador assim”, disse em entrevista à ESPN a mulher do campeão, Ana Paula, na arquibancada no estádio Engenhão.

Acompanhe a cobertura completa ao vivo do décimo dia da Olimpíada Rio 2016. Além do ouro de Thiago Braz, o Brasil garantiu mais duas medalhas olímpicas nesta segunda-feira: o ginasta Arthur Zanetti foi prata nas argolas, e a nadadora Poliana Okimoto foi bronze na maratona aquática. Apesar do basquete brasileiro ter vencido a Nigéria, deu adeus aos Jogos Olímpicos com derrota da Argentina ante a Espanha. No final da noite, a seleção masculina de vôlei enfrenta a França nas quadras, após duas vitórias e duas derrotas.


Maria Tereza ( a Báh ) :goleira de Angola conquista o Rio


Bom dia: a leveza fundamental

Maria Aparecida Torneros

Que me perdoem os antagonistas, mas a leveza de estilo é fundamental. Bom dia Portugal. Bom dia Brasil bom dia Itália. Bom dia Uruguai. Bom dia tristeza e bom dia alegria. Bom dia aos que se julgam injustiçados ou excluídos. Aos refugiados. Aos exilados. Bom dia Para quem nem me conhece e nem vai me conhecer.

Afoguei-me fugindo do Norte de África. Não roubei. Roubaram-me a esperança de sobreviver. Quando fui a Manhattan em 2008, detestei. Quando fui ao sonho da história me perdi na mentira do futuro. Justo agora cansei de tanto bouling.

Antagonizem seus espelhos rapazes e cantem: Bah eu te amo meu amor. Nice. Samira, a africana, mora em Nice. Amiga de Bah. Handball. Bah pesa 98. Goleira de Angola. Uma brasileira que adotamos. Viva Bah. Vamos importá-la pra Bahia. Vem Bah!

Cida Torneros é jornalista e escritora , mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Mulher Necessária.

O tema musical de Maria Teresa (Camila Pitanga ) com o deputado Carlos Eduardo (Marcelo Cerrado). Fantástico desempenho dos dois no capítulo de ontem (15) do folhetim da Globo.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Voltas do mundo: boicotado agora é um ACM

Em entrevista à imprensa, o prefeito de Salvador acusa o governador do Estado de boicotar sua administração, permitindo que a Embasa, sem licença, esburaque ruas, praças e avenidas que acabaram de ser recapeadas.

Não fosse pelo gênero da primeira autoridade, poder-se-ia imaginar que estamos há vinte e poucos anos, quando a cidade tinha uma prefeita, Lídice da Mata, que fazia justamente essa denúncia do então governador Antonio Carlos Magalhães.

Entretanto, a notícia é atual, com a ironia de o queixoso ser o prefeito ACM Neto e o governador, Rui Costa, aliado da mesma Lídice. E mais: o prefeito insinua que o governador o persegue porque já o considera adversário na eleição de 2018.

Prefeito aponta da dor de cotovelo à má vontade

É possível que Neto, de fácil e convincente discurso, negue essa interpretação, mas na entrevista concedida ao site Bahia Notícias consignou: Rui tem “obsessão” inexplicada por atacá-lo, quando, “ao que se saiba, o governador não é candidato a prefeito”.

Sobre eleições, mentiu: “Não consigo enxergar nada que não seja 2016, só tenho em mente a eleição de 2 de outubro. As pessoas especulam muito sobre 2018, perguntam sobre candidatura a governador. Confesso que sequer aceito conversar sobre essas especulações”.

Pelo sim, pelo não, o prefeito desceu a ripa. Qualificou de “dor de cotovelo” a crítica de Rui à obra do Rio Vermelho e se disse vítima de “reiteradas demonstrações de má vontade pessoal” por parte do governador, do qual não recebe “nenhum apoio”.

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16
Posted on 16-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2016


Elvis, no jornal Correio Amazonense

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Posted on 16-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-08-2016


Zanetti e Nory no pódio: continência /El Pais

DO EL PAIS

O ginasta Arthur Zanetti conquistou a esperada medalha de prata na final das argolas, aplaudiu o resultado e prestou continência ao subir ao pódio. Há quem ainda se surpreenda, mas o gesto começa a ser comum nuns Jogos onde 145 atletas– quase um terço da delegação brasileira – são parte das Forças Armadas. Das oito medalhas ganhadas pelo Brasil até esta segunda-feira, sete vêm dos quartéis, enquanto em Londres foram apenas cinco. Mas de onde saem tantos atletas de elite com vocação militar? É uma bem sucedida campanha de marketing das Forças Armadas ou o protagonismo dos sargentos apenas ilustra a falta de investimento do Brasil no esporte de competição?

Zanetti, assim como o colega Arthur Nory (bronze), os judocas Rafael Baby Silva (bronze), Sarah Menezes ou Rafaela Silva (ouro), a dupla de jogadoras de vôlei praia formada por Talita e Larissa, o atirador Felipe Wu (prata), a esgrimista Amanda Simeão ou a maratonista aquática Poliana Okimoto (bronze), passaram por um edital público e se tornaram militares, mesmo sem vocação de combate. Zanetti, por exemplo, se incorporou ao programa há um mês e os jovens boxeadores e sargentos Michel Borges e Patrick Teixeira, criados na favela carioca do Vidigal, sequer prestaram o serviço militar obrigatório.

Todos eles, no entanto, têm nas Forças Armadas uma renda fixa que, somada a outras possíveis ajudas do Governo, como o Bolsa Atleta, o Bolsa Pódio ou os recursos dos patrocinadores tiram os esportistas de elite da precariedade. Além da instrução básica militar, eles recebem um salário equivalente ao de terceiro sargento (cerca de 3.200 reais brutos), contam com seguro médico e direito de usar as instalações do Exército, da Aeronáutica ou da Marinha, segundo a instituição que os contrate. Nesta Olimpíada há equipes, como a do judô, compostas exclusivamente por militares. A seleção feminina é toda da Marinha brasileira, e a dos homens é do Exército.

Em casos como o da sargento Tang Sing, lutadora de taekwondo, recursos básicos como um nutricionista ou um lugar para treinar que não fosse a varanda de casa só foram possíveis uma vez que ela entrou no Exército. “Graças ao Exército pude realizar meu sonho de participar dos Jogos Olímpicos. Antes não tinha nenhum apoio e estava a ponto de abandonar o esporte. Com meu soldo como militar [cerca de 3.000 reais], consegui pagar um nutricionista, fiz viagens internacionais para competir, arco com meus suplementos energéticos… Tudo isso é muito caro e eu sempre passei dificuldades econômicas”, disse ao EL PAÍS em julho.
Protagonismo
Atletas, continência e pódio

Felipe Wu, Arthur Nory, Arthur Zanetti prestaram continência ante a bandeira do Brasil ao receberem suas medalhas. O gesto causou certa polêmica nos Jogos Pan-Americanos de Toronto em 2015, quando a maioria dos 67 militares medalhistas o fizeram.

Nesta Olimpíada, a continência poderia contrariar a normativa do COI de os atletas evitarem qualquer manifestação política, como a vista –e condenada– nos Jogos do México, em 1968, quando Tommie Smith, medalha de ouro, e John Carlos, de bronze, ergueram seus braços como a saudação dos Panteras Negras, histórico grupo que combateu a discriminação racial nos Estados Unidos.

O Comitê, no entanto, não entrou em polêmicas com as Forças Armadas, peça-chave na segurança de esta Olimpíada, e liberou a saudação, mas a própria Rafaela Silva, ouro no judô e sargento da Marinha, reconheceu ter deixado a mão quieta: “Tem muita regra que muda de uma hora para outra. Antes não podia nem fazer o sinal da cruz que você já era desclassificado. Então, para não correr risco de perder minha medalha, continuei com a mão quieta”, disse a judoca.

Zanetti, o último dos medalhistas brasileiros, no entanto, defendeu seu gesto: A gente tem nosso clube, que a Prefeitura de São Caetano do Sul acaba bancando (…) Meus patrocinadores e a Força Aérea Brasileira, também me ajudaram bastante na minha carreira. [Prestei a continência] porque acho que é um modo de expressar, dentro do meu país. E como faço parte da Força Aérea Brasileira, é um momento de felicidade, de alegria, para todo país”.

Para o major Guedes, vice-presidente da Comissão de Desportos do Exército, prestar continência “nada mais é que um símbolo de respeito à bandeira nacional, feito por todos militares do mundo”. Para o professor Trengrouse, da FGV, é “uma justa homenagem à bandeira brasileira”.

Marcos Goto, o treinador de Zanetti, resumiu assim o assunto após a vitória: “Sempre vai ter polêmica. Se prestar continência, vai gerar polêmica, se não prestar vai gerar também”

“O protagonismo das Forças Armadas nestes Jogos é um sinal da deficiência que o Brasil tem para manter, desenvolver e sustentar seus atletas. Como não há condições para fortalecer as estruturas que formam esses atletas, especialmente os clubes, os militares acabam ocupando esse espaço”, avalia Pedro Trengrouse, professor da FGV-Rio de Aperfeiçoamento em Gestão de Esportes.

O Programa Atletas de Alto Rendimento que contrata com base nos resultados esportivos e abraça esses atletas é uma parceria dos ministérios de Esportes e da Defesa inspirada nas experiências de países como Alemanha, China, Rússia, França e Itália, que possuem iniciativas semelhantes. Criado em 2008 durante o Governo Lula, consome 18 milhões de reais por ano, entre eventos esportivos, equipamentos e salários. E tem dois objetivos: apoiar o esporte brasileiro mas, sobretudo, conquistar espaço nos campeonatos internacionais militares, eventos onde o país é a segunda potencia esportiva.

O treinador de Zanetti, Marcos Goto, no entanto, fez questão de frisar depois da vitória do pupilo que a ordem dos fatores pode alterar o produto. “São militares? Ou são atletas que são militares?”, disparou ante a pergunta do EL PAÍS sobre qual era o papel das Forças Armadas na vitória do ginasta militar. “Eles não treinam lá, só são contratados por eles (…) Gostaria que os militares fizessem um trabalho de base, tiraria o chapéu para eles. Agora, apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança até chegar lá. O dia em que os militares fizerem escolinhas e apoiarem iniciação esportiva, apoiarem treinadores, aí vou tirar o chapéu. Por enquanto, não”, disse Goto.

Na mesma linha está Raff Giglio, que treinou desde criança os irmãos Falcão, medalhistas em Londres no boxe, e padrinho de Michel Borges e Patrick Teixeira que estrearam sem medalhas nesta Olimpíada. “Os militares não fabricam atletas, eles pegam atletas de ponta e convidam eles para entrar na carreira militar. No caso do Patrick e Michel, eles quase não pisam o quartel, entraram porque é uma oportunidade de ter um salário bom, além das bolsas”, explica Giglio.

Atletas militares no alto do pódio melhoram inevitavelmente a imagem das Forças Armadas, a instituição em que os brasileiros mais confiam, segundo pesquisa da FGV, reconhece o major Guedes, vice-presidente da Comissão de Desportos do Exército. Ele, não entanto, recusa o papel das Forças Armadas como caçadoras de atletas que por si sós já colecionariam medalhas. “O programa realmente apoia e fortalece o atleta, temos alguns realmente consagrados, mas outros são jovens promessas que estão começando”, defende o Major Guedes. “O programa conta com 145 atletas militares classificados para a Olimpíada, mas no total temos cerca de 600”, completa. O Ministério da Defesa, após as declarações de Goto, defendeu seu Programa Forças no Esporte, que benificia 21.000 crianças e busca a integração social dos meninos em situação de vulnerabilidade social por meio do esporte.

O objetivo dos militares e sair da Rio 2016 com pelo menos 10 medalhas, o dobro do que conseguiram em Londres com 50 soldados nas suas fileiras. Faltam apenas três para conquistar uma meta que, em todo caso, contribui para tentar alcançar o complicado desafio do Comitê Olímpico Brasileiro de colocar o Brasil –nesta segunda na trigésima primeira posição– entre as dez primeiras potencias esportivas com mais medalhas.

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