DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Prefeito terá perda se faltar a debates

Ao dizer que sua ida aos debates eleitorais que as televisões da cidade promoverão “ainda não está em avaliação”, o prefeito ACM não consegue ocultar que o assunto está sendo tratado, o que implica a possibilidade, realmente, de a um ou nenhum deles comparecer, do contrário confirmaria a presença sem a menor hesitação.

Os debates são uma tradição brasileira, permitindo aos principais concorrentes expor ideias e – por que não? – apontar os defeitos de adversários. Não se conhece nos últimos anos em Salvador um candidato favorito que tenha deixado ir a um debate.

É difícil acreditar que o prefeito vá cometer esse absurdo, que o descredenciaria muito no âmbito de democracia e ainda poderia colocar-lhe a pecha da arrogância, por ser diretamente conexo o raciocínio de que ele acha que já ganhou. Atribuir favoritismo a candidato é tarefa de eleitores e analistas, não do próprio.

Desagrado

Diz-se que a preocupação de Neto é com a participação do deputado Sargento Isidório, candidato do PDT a prefeito, embora não haja transpirado exatamente o que o desagradaria e por quê.

Isidório é conhecido pelo combate ao homossexualismo e pelo trabalho de recuperação de dependentes de drogas que realiza, entre outros aspectos, sempre com linguagem e formulações pouco ortodoxas.

ACM e os adversários

A situação recorda uma passagem humorística do debate entre sete candidatos ao Senado em 1994, na TV Aratu, com a presença do falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

Apesar de amplamente favorito, ACM não recusou o convite, mesmo que tenha sido para ouvir um dos adversários dizer que ele estava com “brabrabrá”.

É claro que havia concorrentes respeitáveis na bancada, como o ex-deputado Marcelo Duarte e o ex-governador Waldir Pires, mas ACM, como dizem os evangélicos, não fez “excepção de pessoa”.

Tiro no pé

O boicote de Neto seria tanto mais estranho pelo fato de sua família ser proprietária da TV Bahia, que, aliás, promoverá um debate dos candidatos a prefeito.

Conceito suicida

Agora, tem uma coisa: se a campanha da deputada Alice Portugal seguir a linha exposta pelo vereador Everaldo Augusto (PCdoB), de que “a cidade hoje é igual a pior do que quatro anos atrás”, então o prefeito não precisa nem aparecer na TV.

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