De Mariana, em e-mail para o mano editor deste site blog:

Bom dia!
Aqui vai uma sugestão de música para este dia no BP

Tenha um bom domingo!

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Escolha perfeita, Mariana! Que seu Alaôr Soares, amante inseparável da música, cuja paixão transmitiu a todos os filhos, a escute onde quer que esteja, em louvor e reconhecimento.

( Hugo)


Alaôr Soares, em memória.

João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes – O Encontro, Live, no Au Bon Gourmet Nightclub (1962)
Maravilha, poeta!!! BP agradece mais uma vez.

BOM DOMINGO!!!

João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Moraes – O Encontro, Live, no Au Bon Gourmet Nightclub (1962)

(Vitor Hugo Soares)


Neymar: técnica e vigor contra a Colômbia


DO PORTAL TERRA BRASIL/LANCE

Bruno Cassucci

Mais uma vez o Brasil teve a Colômbia pela frente nas quartas de final, e novamente Neymar foi o protagonista. Desta vez, porém, a classificação para a semifinal da Olimpíada veio sem o choro e a tristeza da Copa do Mundo de 2014, quando o camisa 10 da Seleção teve uma grave lesão. Mesmo caçado pela defesa adversária, o atacante resistiu (também revidou) e abriu o caminho para a vitória por 2 a 0 na Arena Corinthians. Luan marcou o segundo, que deixou a equipe a dois jogos do inédito ouro olímpico.

Dúviida para a decisão, por conta de dores no tornozelo direito, Neymar pôs fim a um jejum quase um ano e oito jogos sem gols pela Seleção. Em ótima cobrança de falta, que contou com a colaboração da barreira mal formada pelo goleiro Bonilla, ele balançou as redes aos 11 minutos e fez com que o Brasil jogasse mais leve.

O carrasco Zuñiga não estava em campo, mas assim como há dois anos o craque também apanhou. Prova disso é que só no primeiro tempo ele cavou três dos quatro cartões amarelos da Colômbia. Impaciente, também bateu, foi advertido e provocou uma confusão generalizada no fim da etapa inicial.

O clima era quente entre os jogadores, mas a partida caminhava em ritmo morno. Novamente com quatro atacantes, o Brasil pecava em passes e finalizações quando chegava próximo à área, mas também não levava sustos.

Se na frente Neymar desequilibrava o placar e os adversários psicologicamente, atrás quem brilhava era a discreta e eficiente dupla de zaga formada por Marquinhos e Rodrigo Caio, que garantiu o quarto jogo do Brasil sem sofrer gols na Rio-2016.

Com a melhor defesa da Olimpíada, a Seleção cozinhou a classificação e selou o placar no fim, com gol de Luan.

Agora, enfim o Brasil encontrará o Maracanã. A volta à “casa” será na quarta-feira, contra Honduras. O penúltimo passo em busca do sonho dourado.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 2 x 0 COLÔMBIA

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 13 de agosto de 2016, sábado
Árbitro: Cuneyt Çakir (TUR)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da TUR)
Cartões amarelos: Neymar (BRA); Palacios, Lerma, Barrios, Preciado, Borja e Teo Gutiérrez (COL)
Público: 41.560 pessoas
GOLS: Neymar, 12’/1ºT (1-0); Luan, 37’/2ºT (2-0)

BRASIL: Weverton; Zeca, Rodrigo Caio, Marquinhos e Douglas Santos; Walace e Renato Augusto; Luan, Gabigol (Thiago Maia, 21’/2ºT), Neymar e Gabriel Jesus (Rafinha, 43’/2ºT). Técnico: Rogério Micale

COLÔMBIA: Bonilla; Palacios, Tesillo, Balanta e Borja; Lerma, Barrios (Perez, intervalo) e Roa (Rodriguez. 34’/2ºT) ; Pabón, Teo Gutiérrez e Preciado (Borja, intervalo). Técnico: Carlos Alberto Restrepo

ago
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DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO

Assessorias driblam lei da impessoalidade

Num desses avanços que o Brasil dá de vez em quando, um dia, não muito distante na história, foram proibidos os gestores públicos, com ou sem mandato eletivo, de usar recursos públicos para propaganda pessoal, como comumente se via nos anúncios.

No entanto, a rigor, essa legislação é desconsiderada sistemicamente com a existência das assessorias de imprensa, uma realidade dos nossos dias contra as quais o máximo que se pode fazer é escrever.

Diariamente, essas repartições, cada vez mais engordadas de pessoal e equipamento, despejam sobre todo meio de comunicação existente ou imaginário toneladas de dados certamente muito positivos sobre a administração.

Nas matérias, são fartamente citados e repetidos os nomes de quem seja interessante divulgar, de uma simples vaidade individual aos mais amplos sonhos e projetos de obtenção ou preservação do poder.

As “notícias” vão das elementares e razoáveis até as mais extravagantes, como atestam os releases que chegam incessantemente às redações, das mais variadas origens, dando a sensação de que o importante não é fazer, mas não parar de falar.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

A porta de saída do Bolsa Família

A alagoana Arapiraca e gaúcha Pelotas rodarão o piloto do governo que pretende acelerar a emancipação de famílias do Bolsa Família, informa a Coluna do Estadão.

O projeto concederá microcrédito a famílias que formem pequenas empresas; as prefeituras receberão prêmios proporcionais ao número de beneficiados que passem a andar com as próprias pernas.
Se funcionar em escala, vai fechar um curral eleitoral.

ago
14
Posted on 14-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 14-08-2016


Miguel, no Jornal do Comércio (PE)

ago
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DO EL PAÍS

Carla Jiménez

São Paulo

O presidente em exercício, Michel Temer, está convencido de que promove uma obra divina. “Deus colocou essa tarefa no meu caminho para que a cumpra”, afirmou o governante em entrevista à GloboNews em junho passado, um mês depois de assumir o lugar da presidenta Dilma Rousseff. Mas, para que esse suposto mandado de Deus seja cumprido, é preciso que Temer seja presidente para valer. Isso acontecerá, muito provavelmente, no final de agosto, quando Dilma será definitivamente afastada do poder pelo Senado. Temer começará, então, a governar de verdade. Os especialistas preveem a partir daí um pacote de medidas de cortes.

Temer aguarda esse dia com ansiedade. Prova disso é a quantidade crescente de entrevistas que tem dado como presidente para falar sobre os seus planos para o futuro. Por outro lado, ele se mostra convencido de que, uma vez firmado no cargo, conseguirá convencer a maioria do país de que não é um golpista nem um traidor, como Dilma, sua ex-aliada, tem repetido sempre que pode. Temer avalia, também, que bastará a sua mudança de estatuto para que os empresários estrangeiros voltem a investir no Brasil. Daí a pressa que tem procurado imprimir na agenda do Senado para que este vote o impeachment o mais rápido possível, para que ele possa participar da reunião do G-20, marcada para 4 e 5 de setembro na China, como presidente efetivo. “A primeira coisa a fazer é restabelecer a confiança”, afirmou nesta sexta-feira, em mais uma entrevista, desta vez ao jornal Valor. Temer acredita que esses investidores ajudarão o país a sair do círculo vicioso da recessão em que vem se movendo há dois anos. Para ficar em apenas um dado, os economistas estimam que o PIB brasileira, este ano, cairá cerca de 3%.

A expectativa de Temer de fazer o motor da economia entrar em funcionamento assim que assumir a presidência de modo efetivo está longe, no entanto, de ser unânime. É verdade que há setores no país que comemoram com entusiasmo a mudança no poder, em especial os empresários, que apoiaram desde o início a destituição de Dilma e os maciços movimentos de direita que encheram as ruas, em protesto, meses atrás. Mas também é verdade que Temer adotará um pacote de medidas impopulares que afetarão a vida da população. A popularidade do atual presidente já é baixa –cerca de 14%, segundo as últimas pesquisas. Na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos tentou falar o mínimo, menos de dez segundos, e mesmo assim foi vaiado. Já anunciou que não irá à cerimônia de encerramento: em seu lugar mandará o novo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia

A impopularidade de Temer só tende a piorar à medida que sejam adotados os cortes já aprovados que atingem a saúde, a educação e os direitos trabalhistas

E ela só tende a piorar à medida que sejam adotados os cortes já aprovados pelo Congresso e que atingem setores essenciais como a saúde, a educação (o investimento em universidades cairá em 45% em 2017, segundo o Governo) e os direitos trabalhistas. Temer também deverá aumentar a idade para a aposentadoria, que hoje está entre 55 e 60 anos. No fundo, a aposentadoria dos brasileiros é, na maioria dos casos, puramente simbólica, pois eles continuam trabalhando uma vez que a pensão (o piso é de 880 reais e o teto, 5.192,82 reais) não é suficiente para se viver apenas dela.

Essas intenções de cortes transparecem às vezes nas frases polêmicas de alguns ministros de Temer. Um dos mais loquazes, nesse quesito, é justamente o ministro da Saúde, Ricardo Barros, que, em meio a um rosário de declarações incendiárias dadas nos últimos meses, encontram-se estas três: “A maior parte das pessoas que procuram os ambulatórios tem na verdade problemas psicossomáticos”. “Os homens trabalham mais e por isso tem menos tempo para ir ao médico”. “Quanto mais pessoas procurarem a saúde privada, melhor, pois a capacidade da pública é limitada”.

Ao longo dos três meses em que vem governando o país, Temer e sua equipe tem repetido que os seus planos de cortes contam com o apoio das pessoas que saíram às ruas para protestar contra Dilma e, na sua avaliação, seus excessivos gastos públicos. Uma coisa é certa: o presidente em exercício tem repetido reiteradamente que não tem a intenção de cortar os programas sociais pontuais mais emblemáticos dos Governos do PT de Lula e Dilma, como os subsídios às famílias pobres com filhos (Bolsa Família) e as moradias subsidiadas para aqueles que não possuem casa própria (o programa Minha casa Minha Vida).

Temer tem repetido que os seus planos contam com o apoio das pessoas que saíram às ruas para protestar contra Dilma

A resistência a essas medidas de cortes não vem, por enquanto, das ruas nem da oposição, mas do próprio Congresso. Ou seja: Temer enfrenta o mesmo problema político que inviabilizou boa parte das iniciativas de Dilma: um Parlamento atomizado e ingovernável. Na última quarta-feira, o Congresso rechaçou um projeto de lei que congelava os salários dos funcionários públicos.

Como se tudo isso não bastasse, o espectro da corrupção começa a se aproximar do próprio Temer. Seu partido, o PMDB, está envolvido no caso de corrupção da Petrobras e ele mesmo será denunciado, de acordo com a revista Veja, pelo empresário mais importante do país, Marcelo Odebrecht, acusado de subornar políticos. Ainda segundo a revista, Odebrecht afirma ter negociado diretamente com Temer uma doação ilegal de 10 milhões de reais para uma campanha eleitoral do PMDB. O atual presidente em exercício afirma que essa doação foi legal.

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