DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Rio 2016 desiste de recurso contra “Fora, Temer”

O comitê olímpico da Rio 2016 e a União desistiram de recorrer da liminar que autoriza manifestações políticas nas arenas dos Jogos, informa o Estadão.

Cartazes com “Fora, Temer” estão, portanto, permitidos.

Pixulecos também.

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BOA TARDE!!!

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DEU NO G1/ O GLOBO

Cristina Boeckel

Do G1 Rio

O Comitê Rio 2016 recorreu, na manhã desta terça-feira (9), da liminar que permite protestos nas arenas da Olimpíada. Nesta segunda-feira (8), a Justiça Federal no Rio de Janeiro havia determinado que a União, o Estado do Rio de Janeiro e o Comitê Rio 2016 deixassem “de reprimir manifestações pacíficas de cunho político em locais oficiais durante a realização dos Jogos Olímpicos de 2016”.

“Recebemos a liminar nesta manhã e já pedimos vistas ao juiz, que ele reveja o caso. Vamos respeitar a liminar enquanto estiver em vigor”, afirmou Mário Andrada, diretor de comunicação do Comitê Olímpico sobre liminar.

“Acreditamos que as arenas não são locais de manifestações públicas políticas ou religiosas. Respeitamos o estado de direito de qualquer maneira. A lei olímpica é semelhante à da Copa, onde este tipo de manifestação também é proibida.”

A decisão foi do juiz federal substituto João Augusto Carneiro de Araújo, do Tribunal Regional Federal. O magistrado tomou a decisão provisória ao analisar ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF). Na sentença, ele fixou multa de “R$ 10 mil por cada ato que viole a presente decisão”.

“Defiro o pedido de concessão da tutela de urgência para o fim de determinar aos réus que se abstenham, imediatamente, de reprimir manifestações pacíficas de cunho político nos locais oficiais, de retirar do recinto as pessoas que estejam se manifestando pacificamente nestes espaços, seja por cartazes, camisetas ou outro meio lícito permitido durante os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos RIO2016, sob pena de multa pessoal ao seu responsável no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) por cada ato que viole a presente decisão, sem prejuízo das demais sanções previstas legalmente”, afirmou o magistrado no despacho.

Torcedor retirado do Sambódromo
No último sábado (6), um vídeo compartilhado no Facebook mostrava um espectador da prova de tiro com arco sendo retirado do Sambódromo por homens da Força Nacional. O homem exibia cartaz de protesto contra o presidente em exercício Michel Temer.

Em outro vídeo, torcedores foram abordados no Mineirão por agentes de segurança.

Na ocasião, as seleções femininas da França e Estados Unidos jogavam.

Os torcedores foram retirados por, supostamente, estarem usando camisetas com as letras que formavam a expressão “Fora Temer”.

No vídeo, um policial explica que os torcedores estavam violando o artigo o artigo 28 da Lei da Olimpíada, que restringe bandeiras e cartazes. Em seguida, o torcedor troca de camiseta por uma do Atlético Mineiro.

A lista de proibições e restrições nos locais de competições olímpicas deixa expresso ser proibido o uso de qualquer item que possa ser utilizado para realização de protestos na instalação, incluindo cartazes.

Avaliação anterior do STF
Tal proibição de cunho político em estádios já foi considerada legal, em 2014, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando a corte analisou um recurso sobre a Lei da Copa.

Na ocasião, o PSDB contestou o dispositivo da lei que restringia o uso de bandeiras e cartazes nas arenas esportivas.O dispositivo da lei de 2014, assinada por Dilma Rousseff, proibia usar bandeiras “para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável”.

Mas, em seguida, o texto dizia que era “ressalvado o direito constitucional ao livre exercício de manifestação e à plena liberdade de expressão em defesa da dignidade da pessoa humana”.

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Rafaela Silva exibe sua medalha.
FACUNDO ARRIZABALAGA EFE

DO EL PAIS

Gustavo Moniz

São Paulo

Na Olimpíada de Londres 2012, a judoca Rafaela Silva já era esperança de medalha para o Brasil. Mas o que era para ser a consagração de uma jovem talentosa, moradora da Cidade de Deus, uma das mais emblemáticas favelas do Rio de Janeiro, virou um episódio desagradável em questão de segundos. A tentativa de um golpe irregular e a consequente eliminação na luta preliminar dos Jogos quase encerrou sua carreira. A derrota foi seguida de comentários racistas nas redes sociais, que abalaram tanto a atleta que ela precisou ser convencida a voltar aos treinos. Hoje, quatro anos depois, em casa, ela entrou para a história ao conquistar para o Brasil a primeira medalha de ouro da Rio 2016 e a memória da agressão veio com êxtase e choro: “O macaco que tinha que estar na jaula hoje é campeão”, falou à TV Globo após a conquista da categoria peso-leve.

Londres esteve o tempo todo presente na cabeça de Rafaela nesta segunda-feira. A segunda luta dela foi exatamente contra a húngara Hedvig Karakas, adversária da fatídica eliminação nos Jogos de 2012. “Eu tinha visto a chave e esperava que a gente se cruzaria. Eu só não pensava que iria sentir aquela sensação de novo”, contou. “Depois de ser eliminada em Londres, não tem como segurar a emoção na hora do hino”, disse a judoca ao canal Sportv, ainda com a medalha no peito, logo depois de descer do lugar mais alto do pódio.

A retomada da carreira aos 24 anos – que culminaria no ouro que é a cara do Brasil: de uma negra, pobre e Silva – é fruto de muito trabalho no tatame e também fora dele. Rafaela contou com o apoio de uma psicóloga para refazer a ideia que tinha de si mesma. Aos poucos, a judoca voltou a acreditar que poderia ser campeã. Conquistou o mundial em 2013 e teve uma recaída na sequência. A recuperação durou dois anos. “Pensei que fosse largar o judô depois da minha derrota em Londres. Comecei a fazer um trabalho com minha psicóloga e ela não me deixou abandonar o judô. Meu técnico também me incentivava a cada dia. Em 2014 e 2015 não tive bons resultados, estava meio desacreditada. Falaram que eu era uma incógnita, mas eu vim, treinei ao máximo e o resultado veio”. Rafaela começa a erguer a história do judô brasileiro na Rio 2016, segunda modalidade que mais deu pódios ao país em Jogos Olímpicos, após a decepção com a eliminação de duas promessas no sábado.

Entre os agradecimentos, uma homenagem especial às crianças que são suas companheiras de treino no Instituto Reação, projeto social de Flavio Canto, medalhista de bronze em Atenas 2004. Criado em 2003, o Instituto atende mais de 1.200 alunos, entre os quais está Rafaela. “É muito bom para as crianças que estão assistindo ao judô agora. Ver alguém como eu, que saiu da Cidade de Deus, que começou o judô com cinco anos como uma brincadeira, ser campeã mundial e olímpica, é algo inexplicável. Se essas crianças têm um sonho, têm que acreditar que pode se realizar”, disse. Sob o quimono, no bíceps direito, ela já havia tatuado o seu: “Só Deus sabe o quanto sofri e o que tive de fazer para chegar aqui”, diz a frase que fez desenhar sobre anéis olímpicos coloridos.



Salve Rafaela, um pouquinho do Brasil que não se entrega, não.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Vá indo que eu já vou

O ex-governador Jaques Wagner pegou o maior gás para a campanha de Alice Portugal a prefeita.

Chamou o prefeito ACM Neto de “menino brilhantina”, talvez em referência ao tio Luís Eduardo, que tinha, efetivamente, esse apelido e de quem Wagner se dizia amigo.

Wagner lembra aquele figura das antigas turmas de bairro de Salvador que não entrava na briga, mas ficava insuflando os outros.

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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Casa dos artistas

A Folha informa que um grupo de artistas se reuniu hoje com Sergio Moro num almoço em Curitiba para declarar apoio à Operação Lava Jato e às dez medidas contra a corrupção.

Estiveram presentes Luana Piovani, Suzana Vieira, Vitor Fasano, Lucinha Lins e Jorge Pontual, além do cantor Fagner, que almoçou com o juiz ontem.

O Antagonista sugere a Moro cautela com a superexposição.

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Posted on 09-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-08-2016


Regi, no diário Correio Amazonense


DO EL PAIS

Carlos Arribas

Rio de Janeiro

Os valores olímpicos não são como o desprezo, absolutos, estão mais para relativos, muito subjetivos e até negativos, como demonstra a história de Vanderlei de Lima que acendeu a pira, e que, aos olhos de Stefano Baldini, o atleta que o derrotou na maratona de Atenas 2004, e de Neil Horan, o ex-padre lunático irlandês que o derrubou na corrida com um movimento típico do rúgbi, não é mais que um aproveitador da fama que os dois proporcionaram. A história poderia ser contada não como uma parábola do espírito olímpico, a razão que levou o Rio a escolhê-lo como o último carregador da tocha, mas como uma alegoria da inveja.

Faltavam apenas cinco quilômetros dos 42,195 da maratona olímpica de Atenas e Vanderlei de Lima, o atleta brasileiro, ia em primeiro e se destacava, mais ou menos meio minuto à frente de Baldini e do norte-americano Meb Keflezighi. O histórico estádio de Panathinaikos se aproximava a cada passo, gigantesco ao longe, mas antes outra imagem enorme e monstruosa apareceu na frente e investiu contra ele. Quase sem perceber, Lima acabou no chão ao lado de uma figura bizarra que queria anunciar a aproximação do fim do mundo e da segunda vinda de Cristo vestido com um colete verde e uma boina também verde com reflexos alaranjados da bandeira irlandesa. Lima tentou recuperar o tempo que demorou para ficar de pé, mas quase tão rapidamente se adiantaram Baldini e Keflezighi, que não tinham visto o atropelo e disputaram a vitória no estádio de mármore. Venceu o italiano.

Lima foi recebido no Brasil como herói, vítima de um destino injusto que o privou de uma vitória certa, uma personalidade com tanto caráter que simbolizou a luta tenaz do ser humano contra o impossível e o destino, que é a essência, para muitos, do espírito olímpico. A emoção que o país sentiu na sexta-feira à meia-noite quando o velho Lima acendeu a chama olímpica no Maracanã mostrou que a escolha não estava errada. As razões, sim, de acordo com os outros protagonistas da escura noite ateniense.

Baldini escreveu no domingo em La Gazzetta Sportiva, que parecia muito bem a homenagem a Lima e ficou emocionado ao vê-lo, porque sua reação depois que foi jogado no chão, voltando a correr em vez de ficar na calçada sentado se lamentando, pareceu magnífica, mas que ninguém deveria entender que a cerimônia da pira olímpica serviria para devolver a glória roubada. “Mas”, diz o campeão olímpico italiano, “isso de que ia ganhar não é verdade. Íamos alcançá-lo com certeza. Teria ficado em terceiro da mesma forma, por isso, no fundo, tem que agradecer ao louco, porque caso contrário, ninguém se lembraria dele”.

A mesma interpretação prática da vida e do espírito olímpico – o que importa é o resultado, a fama e o brilho – aparece, curiosamente, no demônio de Atenas, Neil Horan que em um jornal australiano reclama para si o sucesso de Lima. “O brasileiro é uma má pessoa”, disse ele. “Eu escrevi várias vezes para ele em português pedindo desculpas e dizendo que queria visitá-lo e conhecer sua família, mas nunca me respondeu. E isso não se faz. É um insulto contra mim e contra Cristo. Ele não percebe que fui a providência naquele dia. Sem mim ninguém saberia quem é Lima. Sem mim, ele nunca teria acendido a pira…”.

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