DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Rui cumpre papel na cena eleitoral

A eleição de prefeito de Salvador terminou por opor, até por gravidade, as duas maiores autoridades políticas do Estado: o governador e o prefeito da capital, candidato à reeleição.

Rui Costa relutou, recusou-se o papel de condutor da escolha do candidato da oposição municipal, processo do qual queria distanciar-se para evitar desgaste de uma provável derrota.

Porém, como diz a sabedoria popular, acima do medo, a coragem, e assim, com os nomes definidos, o governador constata que outro caminho não lhe resta senão entrar de sola na luta, usando seu peso para polarizar justamente com ACM Neto.

De fato, o governo do Estado tem um grande cabedal de obras e serviços em Salvador, que está aplaudindo sua execução e certamente traduzirá em votos essa gratidão.

Mas, contra o desfecho onírico da vitória, dois grandes obstáculos se congregam nesta eleição: o saldo positivo da atual gestão da Prefeitura e, ao contrário, a natural desconfiança que se abate sobre a “esquerda” no que concerne a administração pública.

A gestão, obviamente, longe de ser perfeita, representa basicamente uma sinalização do rumo que a cidade poderá tomar, mensagem de fácil recepção por uma população que conheceu o caos prolongado.

A candidatura inédita do PCdoB, com a deputada Alice Portugal, não evita a natural e compreensível impopularidade do segmento, pois não há como não identificar profundamente a legenda com o PT, que não por acaso foi parar na chapa.

Confronto direto

Neto tem trabalho e discurso, que faz com desenvoltura e entusiasmo. Rui também tem trabalho, mas, como diria a personagem de TV, “só lhe falta-lhe o gramu”.

O governador parece propenso a um combate agressivo, acentuando um traço meio turrão que lhe era atribuído muito antes da campanha.

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