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DEU NO JORNAL “PÚBLICO” (DE LISBOA)

Meu coração brasileiro

Alexandra Lucas Coelho

Salve o Brasil, depois de tudo o que lhe aconteceu, ocupando o mundo com beleza.

1. Salve Elza Soares, que aos 79 anos, no centro do Maracanã, cercada de cinquenta mil pessoas e três
bilhões de espectadores em transmissão direta, fez do Canto de Ossanha o mais poderoso dos funks. Ela, que em jovem swingante já se tinha ligado para sempre à afro-oração de Vinicius de Moraes; a mulher de Manuel Garrincha que tanto drible aprontou nesse estádio, e não só; a musa do vozeirão que ainda no ano passado lançou um álbum de vanguarda chamado Mulher do Fim do Mundo. Salve, nesse Agosto de 2016, depois de tudo o que lhe aconteceu, e de tudo o que aconteceu nesse último ano no Brasil: Vai! Vai! Vai! Vai! / Amar! / Vai! Vai! Vai! Vai! / Sofrer! / Vai! Vai! Vai! Vai! / Chorar! / Vai! Vai! Vai! Vai! / Dizer!

2. Salve Paulinho da Viola, em cujos pés mora o milagre do passo miudinho, em cujas mãos mora o violão do samba, em cuja voz ficou na noite de sexta-feira o hino do Brasil, pele negra, cabeça branca, a simplicidade de sempre. Gigante pela própria natureza.

3. Salve Wilson das Neves, que aos 80 anos, com uma caixinha de fósforos, foi toda uma bateria, convocando os mestres, Cartola, Noel Rosa, Nelson Cavaquinho, Pixinguinha, Clementina de Jesus, Ismael Silva, Ary Barroso, e aquele menino inacreditável do lado, asas nos pés. O nome dele é Thawan Lucas da Trindade, mora numa favela da Zona Oeste do Rio de Janeiro. Quando a cerimónia acabou, disse aos jornalistas que não ficou nervoso, não, porque tendo oito anos já samba faz quatro, e o sonho dele é sambar na Mangueira. Salve Vila Kennedy, a favela de Thawan, que assistiu a tudo pela tevê, fazendo churrasquinho.

4. Salve Gilberto Gil e Caetano Veloso, cantando a Sandália de Prata, puxando as baterias das escolas de samba para dentro do Maraca, esse batimento que todo junto é de parar o coração, maior força percutiva do planeta. E salve Caetano por ter levado para os bastidores do Maraca aquele cartaz dizendo FORA TEMER.

5. Salve a soberania da beleza que fez sofrer durante quatro horas Michel Temer no seu lugar de usurpador, sentado ao lado do Comité Olímpico, depois de pela primeira vez o nome do presidente do país organizador não ser anunciado na abertura, e de durante os poucos segundos em que Temer se levantou para declarar abertos os jogos ter sido vaiado. Um repórter no local mediu 105 decibéis de vaia.

6. Salve o 14 Bis de Santos Dumond descolando do Maracanã, sobrevoando virtualmente o Corcovado e a Guanabara, irritando estado-unidenses mundo fora, pelo braço de ferro de quem inventou o avião. Só sei que foi bonito, e, enquanto eles corriam para o Twitter a protestar, a gente cantava o Samba do Avião.

7. Salve Tom Jobim, divino maravilhoso, projectado naqueles cubos de favela que eram o fim da passarela, tal como no fim do Sambódromo tem o morro. E depois de Tom, muitas caras. Salve essa escala em que, ao longo de quatro horas, se viam caras, olhos, bocas, cabelo, pele, e não formigas formando quadros sumptuosos.

8. Salve os cinco mil voluntários que eram parte dessas caras, desses corpos, e, depois de tudo o que aconteceu nesse ano no Brasil, foram o faquir sambando em cima dos cacos.

9. Salve Jorge Ben, Ben Jor, Benjor, que nem precisa de cantar para todo o mundo ficar cantando Pois é / essa é a razão da simpatia / do poder / do algo mais / e da alegria.

10. Salve os quatro milhões de escravos africanos à custa dos quais Portugal fez a colonização do Brasil. Salve as ocas dos índios entretecidas com luz antes de 1500. Salve os mortos que falta honrar, e os vivos, negros, índios, que continuam a ser mortos.

11. Salve as curvas de Niemeyer projectadas no chão do Maraca, e inspirando o palco branco. Salve uma Brasília que botasse os ladrões para fora e deixasse as curvas para o samba.

12. Salve os removidos de Jacarepaguá, da Vila Autódromo ou da primeira favela do Rio de Janeiro. Os feridos, os mortos, os desaparecidos na violência de toda a contagem decrescente para a Olimpíada, as dezenas de milhares de operários que a construíram. Eles pagaram o custo. Salve os milhões que não viram nem a luz dos fogos-de-artifício. Salve quem continuou protestando e foi gaseado pela polícia.

BOM DIA!!!


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Mudanças pós-impeachment

A Folha informa que Michel Temer prepara mudanças na Esplanada após o impeachment definitivo de Dilma Rousseff.

“O Palácio do Planalto dá como certas pelo menos três mudanças: a substituição do titular da AGU, Fábio Osório, a definição do novo ministro do Turismo e a recriação da pasta do Desenvolvimento Agrário.”

O Antagonista sabe que também há a possibilidade de Romero Jucá voltar a ser ministro.

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Deu a lógica há muito estabelecida

A escolha do deputado Bruno Reis, um amigo íntimo e antigo colaborador, para vice na chapa à reeleição do prefeito ACM Neto, não chega a ser uma surpresa.

Estava feita, possivelmente, desde que Neto se elegeu, quatro anos atrás, e tem dois marcos fundamentais: a filiação de Bruno ao PMDB e sua nomeação a uma importante secretaria municipal.

No plano político, representou, de saída, um reforço na bancada da Assembleia Legislativa, mas a importância estava na sinalização para o aprofundamento das relações com o aliado.

Apesar de todo o processo agônico que se estendeu nas últimas semanas, fica claro que o prefeito estimulou uma pantomima geral de seus parceiros, mas tinha as armas para definir a questão.

A pressão que recebeu de partidos – PSDB ou PRB – jamais foi, verdadeiramente, uma busca de lugar na chapa majoritária, e sim um terreno criado artificialmente para negociações vantajosas de outra natureza.

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Posted on 07-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-08-2016

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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO JORNAL DO BRASIL (ONLINE)

Neste sábado (6) morreu no Rio, aos 90 anos, o cirurgião plástico Ivo Pitanguy. Sua assessoria informou que ele estava em casa, e sofreu uma parada cardíaca. O funeral está previsto para este domingo (7) no Memorial do Carmo.

Pitanguy se tratava de um grave problema renal, e acabou desenvolvendo uma infecção durante os processos de hemodiálise, quando precisou fazer também um cateterismo.

Nesta sexta-feira (5), o médico participou do revezamento da tocha olímpica, numa cadeira de rodas, em Botafogo, na Zona Sul do Rio. Na ocasião ele confidenciou ter ficado muito feliz com a reação afetuosa de ex-alunos, que o cercaram durante o trajeto em que levou a tocha.

Trajetória brilhante

Dono de um currículo vasto e impecável, referência internacional em sua área, o professor, como era chamado pelos amigos, deixa sua mulher, Marilú Nascimento, quatro filhos, e cinco netos.

Membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Letras, Ivo Pitanguy, além de ter sido um dos mais renomados cirurgiões plásticos do Brasil e do mundo, era professor e escritor. Seu último livro, “Viver Vale a Pena”, uma autobiografia, foi lançado em 2014. No decorrer da carreira, foram centenas de livros lançados pelo médico, a maioria de caráter didático, sobre cirurgia plástica e a estética da beleza.

Além da anatomia, da fisiologia, da bioquímica de outras matérias básicas para a formação médica, a visão humanística e a procura pelo conhecimento abrangente foram fundamentais para formação para Ivo Pitanguy. A base familiar e a amizade com a turma de Belo Horizonte, que contava com figuras como Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos e Hélio Pellegrino, ajudaram a moldar os alicerces de uma personalidade motivada pelo prazer do convívio e por uma curiosidade permanente.

“A vida me ensina a cada dia. Acho que o triste de morrer é parar de sentir esta vontade de sempre conhecer um pouco mais. Procuro harmonizar minha vida entre cirurgias, aulas e conferências, sem abrir mão do prazer de viver”, disse o professor certa vez.

Quando pequeno, Pitanguy costumava andar com uma jiboia pendurada no pescoço pelas ruas de Belo Horizonte. Seu nome Pitanguy significa “rio das crianças” em tupi-guanari. “O convívio direto com a natureza é simplesmente vital para minha existência, meu bem-estar, minha harmonia”, atestava o médico, que criou um santuário na Ilha dos Porcos Grande, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, na década de 1970, para preservar espécies em extinção.

Nascido em Belo Horizonte, Minas Gerais, no dia 5 de julho, Hélcio Jardim de Campos Pitanguy era filho de Maria Stael Jardim de Campos Pitanguy, mulher sensível e culta, e de Antônio de Campos Pitanguy, também médico-cirurgião. Na infância, tinha como verdadeiras paixões os livros, a pintura, a poesia, a natureza e o esporte. Fez o ginásio em Belo Horizonte, nos colégios Arnaldo e Affonso Arinos.

A vocação pela medicina surgiu depois dos estudos secundários, por influência do pai. Movido pelo desejo de “triunfar sobre a doença”, começou a traçar o próprio destino. Se formou na Universidade Federal de Minas Gerais até o 4º ano, quando, para servir o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva sem interromper os estudos, transferiu-se para a Faculdade de Medicina da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, que frequentou até concluir o curso.

Iniciou sua formação cirúrgica no Hospital do Pronto Socorro, atual Hospital Souza Aguiar, onde contou com aulas de professores ilustres como George Grey, Josias de Freitas, e Ugo Pinheiro Guimarães. A partir do momento que percebeu que sua vocação era a cirurgia plástica, inscreveu-se em um concurso promovido pelo Institute of International Education, sendo contemplado com uma bolsa de estudos que o levou a Cincinnati (EUA) na condição de cirurgião residente do Serviço do Professor John Longacre, no Bethesda Hospital. Posteriormente, foi visiting fellow da Mayo Clinic, em Minnesota, e do Serviço de Cirurgia Plástica do doutor John Marquis Converse, em Nova York.

Quando retornou ao Brasil, anos depois, Ivo Pitanguy voltou a trabalhar no Hospital do Pronto Socorro, onde o professor francês Marc Iselin o chamou para ser seu assistente estrangeiro em Paris, durante um período de dois anos. Na capital francesa, pôde visitar o Serviço de Cirurgia Plástica dos Professores C. Dufourmentel e R. Mouly.

“Marc Iselin apresentou-me o espírito francês, o lado cartesiano da vida e a curiosidade sem limites. Gillies transmitiu-me o sentido da pesquisa e da importância do ensino. McIndoe, cirurgião criativo, transmitiu com grandeza seus conhecimentos e a técnica da cirurgia estética. Kilner ensinou-me a operar lábios leporinos e outros tipos de malformações congênitas. É a superação de sua própria obra por aqueles que o sucedem que define o progresso da humanidade”, dizia Ivo Pitanguy.

No Reino Unido, conseguiu uma bolsa de estudos do British Council, frequentou os serviços de Cirurgia Plástica de Sir Harold Gillies, em Londres, Sir Archibald McIndoe, no Queen Victoria Hospital, em East Grinstead, e do Professor Kilner, no Churchill Hospital, em Oxford.

As dificuldades encontradas por Pitanguy no exterior, em diversos Centros de Cirurgia Plástica, o fizeram considerar imprescindível a criação de uma escola em que pudesse transmitir os conhecimentos adquiridos, bem como destacar a importância da cirurgia plástica para a população. Criou então o Serviço de Queimados do Hospital Pronto Socorro, e o primeiro serviço de cirurgia de mão e de Cirurgia Plástica reparadora da Santa Casa, também no Rio de Janeiro.

Cinco anos mais tarde, devido ao elevado número de pacientes e a sua preocupação constante em difundir o ensino e atender a população carente, Ivo Pitanguy criou a 38ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, voltada para o atendimento da população menos favorecida. A criação da enfermaria mudou definitivamente os rumos da cirurgia plástica – antes direcionada apenas as classes elitizadas.

Professor titular do Departamento de Cirurgia Plástica da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e do Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas, Pitanguy integrou sua Clínica à 38ª Enfermaria da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, implementando uma estrutura pioneira de formação profissional e de ensino. Desta estrutura, faz parte o curso de pós-graduação em cirurgia plástica, com duração de três anos, que já formou centenas profissionais do Brasil e de dezenas de países.

Por sua iniciativa, Pitanguy foi agraciado pelo Papa João Paulo II com o Prêmio Cultura pela Paz. A Unesco, através do Instituto Internacional de Promoção e Prestígio, lhe concedeu o Prêmio pela Divulgação Internacional da Pesquisa Médica, além de outros diversos títulos e honrarias. Membro de respeitadas entidades acadêmicas e culturais, Ivo Pitanguy é autor de cerca de 800 trabalhos científicos em revistas brasileiras e internacionais e de uma série de livros. A obra PlasticSurgeryofthe Head andBody foi premiada na Feira do Livro de Frankfurt e se tornou uma importante fonte didática e científica.

Pitanguy era patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro honorário da American Society of PlasticSurgery, (AISAPS) e de inúmeras outras entidades científicas e culturais. Apresentava conferências e ministrava aulas a convite de universidades e entidades médicas do Brasil e de outras partes do mundo. Participou de 2064 conferências no Brasil e em outros países, com aproximadamente 1.800 publicações entre livros, capítulos de livros, prefácios, conferências e artigos científicos.


Pitangui, cercado de ex-alunos, conduziu a
tocha olímpica, sexta-feira, no Rio.

Alguns dos títulos recebidos pelo professor ao longo da vida:

Chancellier des Universités de Paris, Universidade de Sorbonne

Doutor Philosophiae Honoris Causa, pela Universidade de Tel Aviv, Israel

Doutor Honoris Causa pela Universidad Autônoma de Guadalajara

Doutor Honoris Causa pela Universidade de Alagoas, Maceió

Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Paraíba

Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul

Doutor Honoris Causa pela Universidade de Santa Cecília, Santos, São Paulo

Doutor Honoris Causa pela Universidade Estácio de Sá, Rio de Janeiro

Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Paraná

Doutor Honoris Causa pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Distinções nacionais:

Patrono da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Presidente de Honra da Associação dos Ex-Alunos do Professor Pitanguy

Presidente do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Período:1975-1985

Prêmio Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Medalha Mérito Tamandaré.Grão-Mestre da ordem do Rio Branco, Grau de Comendador

Ordem Grande Medalha da Inconfidência, Governo de Minas Gerais

Medalha do Pacificador, Ministério da Guerra

Mérito Rotárico, por relevantes serviços prestados à comunidade

Prêmio Alfred Jurzyskowski, Academia Nacional de Medicina

Medalha do Mérito Médico, Ministério da Saúde

Personalidade Brasileira dos 500 anos, pela Obra Oficial das Comemorações do V Centenário

Cirurgião Plástico do Milênio, Título recebido durante a XVI Jornada Mineira de Cirurgia Plástica

Medalha Santos Dumont

Personalidade Brasil de Meio Ambiente, Casa Brasil/Jornal do Brasil.

Medalha de Mérito Professor Benjamin Albagli, Instituto de Pós-Graduação Médica Carlos Chagas

Distinções estrangeiras:

Officier de L´Ordre de laLégion d´Honneur

Tître de Grande Ufficiale, concedido pelo governo italiano

Grand Cordon da Ordem Al-Kawkab Al-Urduni, outorgado pelo Rei Hussein da Jordânia

Medalha Ovissam Alaouille de L´OrdreCommander, condecorado pelo Rei Hassan I, do Marrocos

Medalha Dieffenbach

Ordem Dinástica da Casa Savoia

Orden Andrés Bello, Venezuela, como reconhecimento ao seu trabalho junto à população menos favorecida

Golden Saw Award, American Academy of Facial plastic and Reconstructive Surgery, USA

Le Prix de Promotion Internacionale de Recherche Medicale, concedido pela Unesco, Suiça

Cultura per la Pace, Papa João Paulo II, Itália

La Medaille d´OR, Conceil Supérieur de la Société d´Encouragementau Prógress

Graddo di avaliere de Nell”Ordini dei SantiMaurizio e Lazzaro, Napoli

Medalha da Cidade de Paris.Prêmio Kroton de Medicina, Itália

Membro do Honor pelo Olustre Colégio de Médicos de Madrid

Homenageado com uma das personalidades que se destacaram no século 20, no Livre du Millenium: IlsOnt fait Le XX Siècle, no qual figuram Albert Einstein, Alexandre Fleming, Sigmund Freud, entre outros

Padre delle Chirurgia Estética Mondiale, Título conferido pela Sociedade de Cirurgia Estética Italiana

Bistouri d´Or e Médaille d´Honneur, da Sociedade Francesa de Cirurgia Estética

The Greatest Aesthetic Doctor in the 20th Century, Japan Society of Aesthetic Surgery, Título recebido em Tóquio

Millennium Speaker, outorgado pela American Society for Aesthetic Surgery, por sua contribuição na divulgação e ensino da especialidade no mundo

The Medicine Oscar for Aesthetic Surgery, Lindau, Alemanha

Primeiro Membro Estrangeiro agraciado com o 2010 Honorary Member Certificates, American Society of Plastic Surgeons, Toronto

Membre Associé de la société française de chirurgie plastique

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