DEU NO BLOG POR ESCRITO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Rui remete ao autoritarismo com acusação

Ninguém, em Salvador e na Bahia, jamais conseguirá, nem de longe, ter ao menos um terço do poder que alcançou o falecido senador Antonio Carlos Magalhães.

A razão é que ele estabeleceu seu domínio como um dos homens fortes da ditadura militar, estendendo-o por muitos anos no Estado mesmo após a redemocratização.

Para isso perseguiu adversários, numa cultura que ficou para trás. Não se concebe na sociedade moderna que o detentor de poder público vire-o contra a coletividade.

Por isso, é grave a acusação do governador Rui Costa de que a Prefeitura deliberadamente dificulta o andamento de obras estaduais em Salvador.

Conflito eleitoral à parte, é um governador dizendo muito mal de um prefeito de capital, o que convida ACM Neto a uma consideração que vá além das explicações de secretários.

O prefeito, como conduz a carreira, presumivelmente não se deixaria inocular pelo vírus do autoritarismo, o que estaria configurado pelo uso privado da estrutura oficial. É um canto de sereia ao qual não se deve sucumbir.

O felino eleitoral acuado reage

O governador tem intenção de perturbar ao máximo a reeleição do prefeito. Quis, na sua intervenção, despir-se de ranço ideológico ou político-partidário, tendo destacado o clima de entendimento com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, do mesmo DEM de ACM Neto.

Até a conotação pessoal foi afastada por Rui Costa, que não se referiu exatamente ao prefeito no seu ataque, mas à troca de Luiz Carreira por Moysés Andrade no secretariado municipal, debitando ao pessoal a situação, não a, digamos, orientação administrativa.

O governo do Estado investiu e continua investindo em Salvador, e isso necessariamente é matéria-prima para a propaganda e o convencimento do eleitor. Não será vital que vença, mas que os votos, pelo menos, venham em quantidade proporcional ao esforço empreendido.

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