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Postado em 04-08-2016
Arquivado em (Artigos) por vitor em 04-08-2016 00:16


Atletas olímpicas japonesas comem no McDonald’s da Vila Olímpica.
Robert F. Bukaty AP

DO EL PAIS

Eleonora Giovio

Rio de Janeiro

As torres dos edifícios da Vila Olímpica do Rio não são tão feias como parecem nas fotos. Para chegar à casa dos atletas, leva-se 10 minutos de ônibus a partir do centro de imprensa. As primeiras bandeiras avistadas são da Sérvia. São as maiores junto com as da Eslovênia, Cazaquistão, Cuba, Eslováquia e Azerbaijão. A torre dos atletas brasileiros está mais escondida, perto dos prédios da Austrália e da Espanha. Os italianos são reconhecidos pelos óculos de sol e porque levam as cores da sua bandeira até nos tênis.
Olimpíadas Rio 2016
Atletas olímpicas japonesas comem no McDonald’s da Vila Olímpica. Robert F. Bukaty AP

Há russos fazendo filas no banco, ucranianos tirando selfies –caso de não dê tempo de ir pessoalmente – diante de um gigantesco cartaz do Cristo Redentor e das praias de Ipanema e Copacabana. E há outros, muitos, fazendo fila para entrar no McDonald’s por volta de 12h. Assim que se chega à zona de recreação dos atletas na Vila, o cheiro é de hambúrguer e batata frita. Há um banco, uma agência dos Correios, uma tenda para tirar fotos curiosas com óculos coloridos, chapéus e outros objetos pitorescos – como nos casamentos. Há um salão de beleza, uma floricultura, uma lavanderia, uma sala de realidade virtual –alguns atletas, com óculos especiais, berram em suas poltronas –, um supermercado, uma agência que vende ingressos para as competições e, na parte final, uma zona com areia, espreguiçadeiras, guarda-sóis e uma quadra de vôlei de praia. Nesta manhã, está tomada por um grupo da delegação polonesa.

Ao longo de todo o passeio há grama artificial e banquetas coloridas. Respira-se – batatas fritas à parte – um bom ambiente. “De todas as Vilas nas quais estive, esta é a que mais gostei. Dentro há coisas inacabadas, mas tem muito verde, muitas áreas para passear, e cada edifício tem piscina”, conta Guillermo Molina, jogador espanhol de polo aquático, em sua quarta Olimpíada. Seu colega Daniel López e ele já marcaram hora no salão de beleza. “Na verdade é para cortar o cabelo. Não pudemos ir no dia 2, quando tínhamos hora, e agora está tão lotado que até o dia 12 não sobra nada”, diz López. Carlota Salvatella, Xantal Gine e Cristina Guinea, da equipe espanhola de hóquei sobre grama, também ficaram frustradas ao tentar marcar hora na manicure. “Também está muito cheio, porque nos disseram que muitas marcaram para fazer as unhas com as cores dos seus países e as exibir na cerimônia”, conta uma delas.

Neste centrinho há tudo o que atletas e treinadores podem precisar. O refeitório fica na outra parte. É uma tenda enorme, com mais de 200 metros de comprimento. “E mesmo assim se formam filas…”, dizem os rapazes do polo. “Se você se perder lá dentro e precisar encontrar alguém será impossível”, diz Cristina. As três se queixam de que há pouca variedade de comida e que todos os dias é sempre a mesma. O refeitório foi dividido por setores, segundo o tipo de cozinha: italiana, brasileira, asiática, chinesa, indiana. “Vamos à italiana pela pizza e pela massa. E à asiática – tem um yakissoba e um frango que são ótimos”, acrescenta. Já viram algum grande astro? “Umas colegas viram o Phelps. Nós, Nadal e Djokovic”, dizem. Acabam de perder Lochte passeando com seu novo cabelo prateado.

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