DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO
Anticandidatos somem à visão da derrota

Um conceito é rigorosamente verdadeiro no processo que culminou com a indicação da deputada Maria del Carmen (PT) para vice na chapa à Prefeitura da deputada Alice Portugal (PCdoB): a convicção da derrota gerou todo o desinteresse.

Nenhum dos convidados, sondados ou sugeridos quis sacrificar o projeto pessoal por uma suposta causa. O governador Rui Costa conseguiu a proeza democrática de ser derrotado com o nome de Olívia Santana tanto para prefeita como para vice.

Já não há mais anticandidatos dispostos a conduzir uma mensagem, como foram Ulysses Guimarães, modelarmente, em 1973, e Lídice da Mata, à frente das Três Marias, em 1990, enfrentando ninguém menos do que Antonio Carlos Magalhães.

Foi uma concepção do velho Domingos Leonelli, pioneiro na Bahia, com a Vox Propaganda, do que viria a se chamar marketing político. Se pudesse influenciar agora, poderia ter tido a ideia de colocar Lídice como vice de Alice.

A senadora tentou ser candidata a prefeita numa estratégia que lhe seria muito benéfica, garantindo vaga na chapa majoritária de 2018 e ganhando um bom tempo de exposição. Como não conseguiu, poderia ter aproveitado melhor o espaço, claro, se tirasse o PT do caminho.

Sem demérito para Del Carmen, mas a senadora é um nome nacional e de tradição de combate ao carlismo na linha de frente. Daria prova de humildade, ganharia sua cota de horário gratuito e ainda ficaria solta para o que mais interessa agora: a campanha do PSB.

Elo necessário

A candidata Alice tem um drama fundamental: a nacionalização do pleito, que assumiu, não a ajuda, e no debate municipal, ela terá pouco a dizer nas circunstâncias atuais. A menos que transmita a impressão de uma ligação muito forte com o governador.

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