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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Não vamos levar ofensa para casa”

Michel Temer está rodando a baiana na reunião com ministros no Palácio do Planalto. Sua orientação é para que todos reajam quando forem chamados de “golpistas”.

“Não é possível tolerar. Isso aqui não é brincadeira, não é ação entre amigos. Respondam com a elegância da conduta, não com xingamento. Golpista é quem derruba a Constituição.”

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DEU NO PORTAL G1

Filipe Matoso

Do G1, em Brasília

Em seu primeiro pronunciamento após a aprovação do impeachment pelo Senado, a agora ex-presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (31) que a decisão dos senadores é o segundo golpe de estado que enfrenta na vida. A petista disse ainda que os senadores que votaram pelo seu afastamento definitivo rasgaram a Constituição e consumaram um golpe parlamentar.

“Apropriam-se do poder por um golpe de estado. É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar apoiado na truculência das armas da repressão e tortura que me atingiu quando era jovem. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo
A petista comparou ainda a decisão do Senado a uma “eleição indireta” que substituiu o resultado das eleições de 2014, em que ela foi reeleita. E afirmou que irá “recorrer em todas as instâncias possíveis” contra o impeachment.

“Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal, decidiram pela interrupção do mandato de uma presidente que não cometeu crime. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar”, disse.

Dilma fez o pronunciamento no Palácio da Alvorada, em Brasília, ao lado de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também acompanharam o discurso cerca de 30 manifestantes contrários ao impeachment que protestavam em frente ao Alvorada e foram autorizados a entrar.

O plenário do Senado aprovou nesta quarta, por 61 votos favoráveis e 20 contrários, o impeachment de Dilma Rousseff. A presidente afastada foi condenada sob a acusação de ter cometido crimes de responsabilidade fiscal – as chamadas “pedaladas fiscais” no Plano Safra e os decretos que geraram gastos sem autorização do Congresso Nacional, mas não foi punida com a inabilitação para funções públicas. Com isso, ela poderá se candidatar para cargos eletivos e também exercer outras funções na administração pública.

Ao cumprimentar o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva, cumprimento todos os senadoras e senadores, deputadas e deputados, presidentes de partido, as lideranças dos movimentos sociais. Mulheres e homens de meu País.

Hoje, o Senado Federal tomou uma decisão que entra para a história das grandes injustiças. Os senadores que votaram pelo impeachment escolheram rasgar a Constituição Federal. Decidiram pela interrupção do mandato de uma Presidenta que não cometeu crime de responsabilidade. Condenaram uma inocente e consumaram um golpe parlamentar.

Com a aprovação do meu afastamento definitivo, políticos que buscam desesperadamente escapar do braço da Justiça tomarão o poder unidos aos derrotados nas últimas quatro eleições. Não ascendem ao governo pelo voto direto, como eu e Lula fizemos em 2002, 2006, 2010 e 2014. Apropriam-se do poder por meio de um golpe de Estado.

É o segundo golpe de estado que enfrento na vida. O primeiro, o golpe militar, apoiado na truculência das armas, da repressão e da tortura, me atingiu quando era uma jovem militante. O segundo, o golpe parlamentar desfechado hoje por meio de uma farsa jurídica, me derruba do cargo para o qual fui eleita pelo povo.

É uma inequívoca eleição indireta, em que 61 senadores substituem a vontade expressa por 54,5 milhões de votos. É uma fraude, contra a qual ainda vamos recorrer em todas as instâncias possíveis.

Causa espanto que a maior ação contra a corrupção da nossa história, propiciada por ações desenvolvidas e leis criadas a partir de 2003 e aprofundadas em meu governo, leve justamente ao poder um grupo de corruptos investigados.

O projeto nacional progressista, inclusivo e democrático que represento está sendo interrompido por uma poderosa força conservadora e reacionária, com o apoio de uma imprensa facciosa e venal. Vão capturar as instituições do Estado para colocá-las a serviço do mais radical liberalismo econômico e do retrocesso social.

Acabam de derrubar a primeira mulher presidenta do Brasil, sem que haja qualquer justificativa constitucional para este impeachment.

Mas o golpe não foi cometido apenas contra mim e contra o meu partido. Isto foi apenas o começo. O golpe vai atingir indistintamente qualquer organização política progressista e democrática.

O golpe é contra os movimentos sociais e sindicais e contra os que lutam por direitos em todas as suas acepções: direito ao trabalho e à proteção de leis trabalhistas; direito a uma aposentadoria justa; direito à moradia e à terra; direito à educação, à saúde e à cultura; direito aos jovens de protagonizarem sua história; direitos dos negros, dos indígenas, da população LGBT, das mulheres; direito de se manifestar sem ser reprimido.

O golpe é contra o povo e contra a Nação. O golpe é misógino. O golpe é homofóbico. O golpe é racista. É a imposição da cultura da intolerância, do preconceito, da violência.
Peço às brasileiras e aos brasileiros que me ouçam. Falo aos mais de 54 milhões que votaram em mim em 2014. Falo aos 110 milhões que avalizaram a eleição direta como forma de escolha dos presidentes.

Falo principalmente aos brasileiros que, durante meu governo, superaram a miséria, realizaram o sonho da casa própria, começaram a receber atendimento médico, entraram na universidade e deixaram de ser invisíveis aos olhos da Nação, passando a ter direitos que sempre lhes foram negados.

A descrença e a mágoa que nos atingem em momentos como esse são péssimas conselheiras. Não desistam da luta.

Ouçam bem: eles pensam que nos venceram, mas estão enganados. Sei que todos vamos lutar. Haverá contra eles a mais firme, incansável e enérgica oposição que um governo golpista pode sofrer.

Quando o Presidente Lula foi eleito pela primeira vez, em 2003, chegamos ao governo cantando juntos que ninguém devia ter medo de ser feliz. Por mais de 13 anos, realizamos com sucesso um projeto que promoveu a maior inclusão social e redução de desigualdades da história de nosso País.

Esta história não acaba assim. Estou certa que a interrupção deste processo pelo golpe de estado não é definitiva. Nós voltaremos. Voltaremos para continuar nossa jornada rumo a um Brasil em que o povo é soberano.

Espero que saibamos nos unir em defesa de causas comuns a todos os progressistas, independentemente de filiação partidária ou posição política. Proponho que lutemos, todos juntos, contra o retrocesso, contra a agenda conservadora, contra a extinção de direitos, pela soberania nacional e pelo restabelecimento pleno da democracia.

Saio da Presidência como entrei: sem ter incorrido em qualquer ato ilícito; sem ter traído qualquer de meus compromissos; com dignidade e carregando no peito o mesmo amor e admiração pelas brasileiras e brasileiros e a mesma vontade de continuar lutando pelo Brasil.

Eu vivi a minha verdade. Dei o melhor de minha capacidade. Não fugi de minhas responsabilidades. Me emocionei com o sofrimento humano, me comovi na luta contra a miséria e a fome, combati a desigualdade.

Travei bons combates. Perdi alguns, venci muitos e, neste momento, me inspiro em Darcy Ribeiro para dizer: não gostaria de estar no lugar dos que se julgam vencedores. A história será implacável com eles.

Às mulheres brasileiras, que me cobriram de flores e de carinho, peço que acreditem que vocês podem. As futuras gerações de brasileiras saberão que, na primeira vez que uma mulher assumiu a Presidência do Brasil, a machismo e a misoginia mostraram suas feias faces. Abrimos um caminho de mão única em direção à igualdade de gênero. Nada nos fará recuar.

Neste momento, não direi adeus a vocês. Tenho certeza de que posso dizer “até daqui a pouco”.

Encerro compartilhando com vocês um belíssimo alento do poeta russo Maiakovski:

“Não estamos alegres, é certo,
Mas também por que razão haveríamos de ficar tristes?
O mar da história é agitado
As ameaças e as guerras, haveremos de atravessá-las,
Rompê-las ao meio,
Cortando-as como uma quilha corta.”
Um carinhoso abraço a todo povo brasileiro, que compartilha comigo a crença na democracia e o sonho da justiça.



BOA TARDE!!!

DO EL PAIS

O Senado Federal aprovou, por 61 votos a favor 20 contra, o impeachment de Dilma Rousseff nesta quarta-feira, 31 de agosto. Porém, os senadores decidiram manter os direitos políticos dela. Assim, a petista teve o mandato cassado e Michel Temer (PMDB) assume definitivamente a presidência da República. O julgamento do impeachment ocorre nove meses após o início do protesto contra Dilma Rousseff e depois de seis dias de discussões entre parlamentares, defesa e acusação no Congresso.

Veja no El Pais como foi, passo a passo, o julgamento do impeachment AO VIVO:

Michel Temer assume o cargo com 75 anos e é o presidente mais velho que o Brasil já teve. Já o PT deixa o poder após 13 anos e meio governando o Brasil.

Faz 3 minutos

Felipe Betim

Quatro presidentes foram eleitos desde a redemocratização: Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Dois deles perderam o mandato.

Faz 6 minutos

Felipe Betim
Michel Temer é o terceiro vice-presidente a assumir o cargo desde a redemocratização. Além dele, José Sarney assumiu o cargo com a morte de Tancredo Neves, e Itamar Franco assumiu após a renúncia de Fernando Collor.

Faz 7 minutos
avatar

Talita Bedinelli
As pessoas chegam no limite permitido ao público no Palácio da Alvorada e chamam Dilma. Não há movimentações nos arredores imediatos do prédio em que ela mora.

Faz 12 minutos
avatar

Talita Bedinelli
Os apoiadores de Dilma não comemoraram o fato de ela não ter perdido os direitos de ocupar cargos públicos. “Isso só mostra que é golpe!”, gritavam vários.

Faz 14 minutos
avatar

Felipe Betim
O presidente do STF e do processo, Ricardo Lewandowski, assina a sentença e é aplaudido.

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DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

A brasileira Gisele Bundchen é, pelo 14.º ano, a modelo mais bem paga em todo o mundo, revela “Forbes”. Adriana Lima, Karlie Kloss e Kendall Jenner seguem-se na lista

Não houve surpresas no nome que lidera a lista das manequins mais bem pagas de 2016, elaborada pela revista Forbes e divulgada esta terça-feira. Gisele Bündchen voltou a ser, pelo 14.º ano consecutivo, a top model que mais lucrou com a sua vida profissional, tendo arrecadado 30,5 milhões de dólares, cerca de 23 milhões de euros, nos últimos 12 meses.

Nem o fato de se ter despedido das passarelas em abril do ano passado conseguiu afastar Gisele Bündchen, de 36 anos, do topo da lista da Forbes. A top model brasileira continua a protagonizar campanhas de moda de marcas como Chanel ou Carolina Herrera.

Além disso, foi uma das grandes estrelas na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos, que se realizou no passado dia 5 no estádio do Maracanã, Rio de Janeiro, ao ter desfilado ao som do famoso tema Garota de Ipanema.

A segunda manequim a constar nesta lista também é brasileira. Nada mais, nada menos do que Adriana Lima. O anjo da Victoria’s Secret encaixou no ano passado 10,5 milhões de dólares (9,4 milhões de euros), uma diferença assinalável se tivermos em conta que Bündchen recebeu quase o triplo a mais.

Karlie Kloss e Kendall Jenner surgem empatadas na terceira posição, com um total de 10 milhões de dólares, perto de nove milhões de dólares, valor muito próximo do conquistado por Adriana Lima.

A quinta posição na lista da revista Forbes também é ocupada por duas modelos em simultâneo: Gigi Hadid e Rosie Huntington-Whiteley, que receberam nove milhões de dólares (oito milhões de euros), estando também muito próximas de Adriana Lima, Karlie Kloss e Kendall Jenner.

Na corte de Dilma

Espantoso, surpreendente, inacreditável mesmo foi ver Chico Buarque entre Lula e Jaques Wagner nas galerias do Senado Federal.

Não, não se trata de questionar o direito que cada um tem de escolher suas amizades e posições políticas.

Mas de o coração dos fãs achar que a presença do inexcedível compositor é desproporcional ao mérito das companhias.

Senador cavador, ministro sinistro

Eis que o senador Romero Jucá, serelepe nos corredores do impeachment, é apontado como um ministro sem pasta, grande representante e articulador do presidente Michel Temer e presença sempre influente em reuniões no Palácio do Planalto.

Onde é que nós estamos? – perguntaria o indignado cidadão do passado, ante o fato de que há três meses Jucá foi demitido do Ministério do Planejamento por ter sido flagrado em gravação articulando contra a Operação Lava-Jato, que o próprio Temer diz ser irreversível.

Ou seja, aos olhos de toda a nação, não há muita diferença entre o oficial e o paralelo. O cara não é, mas é. Não vale o escrito, como no jogo do bicho, e o presumido não tem nenhum significado, nem para a Justiça, que não dá a mínima pra Jucá.


“No sabes las ganas que tengo de verla/ Acá estoy parado sin plata y sin fé/ Quien sabe una noche me ancane la muerte/ y tchau Buenos Aires, no te vuelvo a ver”

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO EL PAÍS

Carlos E. Cué

Buenos Aires

No último momento antes do impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tenta estender a crise em nível regional e procura apoio de seus aliados políticos no continente. Lula enviou uma longa carta à ex-presidenta argentina Cristina Kirchner detalhando sua visão da crise política que o Brasil atravessa e denunciando uma conspiração de diversos setores conservadores da política, do empresariado e da imprensa para acabar com seu partido, o PT, e sobretudo para impedir que ele possa se candidatar em 2018.

A ex-presidente Kirchner publicou a carta rapidamente nas redes sociais e aproveitou para comparar a situação de Lula com a sua na Argentina, onde enfrenta problemas judiciais por sua gestão e também por suspeita de lavagem de dinheiro com as empresas familiares, já que ela, ao contrário de Lula, é uma mulher rica.

Lula afirma que o impeachment de Dilma é “inconstitucional” e está sendo impulsionado pelas forças conservadoras com o único propósito de obter pela força o que não puderam conseguir nas urnas: tirar o PT do poder. Afirma, ainda, que investem contra Dilma, mas sobretudo contra ele. “Temem que em 2018, em eleições livres, o povo brasileiro possa me eleger presidente da República, para resgatar o projeto democrático e popular”, sentencia.

Kirchner intitula a mensagem em que divulga o texto de Lula “carta urgente à América do Sul” e sustenta a teoria de que existe uma conspiração contra todos os governos de esquerda do continente. Lula, no entanto, concentra-se no Brasil e denuncia com veemência a conspiração em seu país.

“Por meios pacíficos e democráticos fomos capazes de tirar o Brasil do mapa da fome no mundo elaborado pela ONU, tiramos da miséria mais de 35 milhões de pessoas que viviam em condições sub-humanas e elevamos a renda de outros 40 milhões, o maior processo de mobilidade social de nossa história”, diz o ex-presidente. “A presidenta Dilma, apesar de enfrentar um cenário econômico internacional adverso, conseguiu manter o rumo do desenvolvimento e consolidar os programas sociais”, ressalta.

Depois de recordar a vitória de Dilma em 2014, começa a teoria da conspiração. “A coalizão adversária, vencida nas urnas em 2002, 2006, 2010 e 2014, não se conformou com a derrota. Começaram a sabotar o Governo e a conspirar para tomar o poder por meios ilegítimos. Em seu afã de inviabilizar o Governo, apostaram contra o país, chegando até mesmo a aprovar no Congresso um conjunto de medidas irresponsáveis destinadas a comprometer a estabilidade fiscal. Finalmente, não titubearam em desencadear um processo de impeachment inconstitucional e completamente arbitrário”. “Trata-se de um processo estritamente político, que viola abertamente a Constituição e as regras do sistema presidencialista, no qual é o povo quem escolhe diretamente o Chefe de Estado”, arremata.

“As forças conservadoras querem obter por meios escusos aquilo que não conseguiram democraticamente. Querem apoderar-se do patrimônio nacional e desarmar a rede de proteção aos trabalhadores e aos pobres”, enfatiza.

Lula defende, depois, que é o maior interessado em combater a corrupção e rebate todas as denúncias contra ele. “Não temo nenhuma investigação. Se a justiça for imparcial, as acusações contra mim nunca prosperarão. Nada me fará renunciar a meu compromisso de vida com a construção de um mundo sem guerras, sem fome e com mais prosperidade e justiça para todos”, clama Lula em tom dramático no final da carta.

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Posted on 31-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2016


Pater, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 31-08-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-08-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Sessão começa às 11h

Ricardo Lewandowski decidiu que a sessão desta terça-feira, 30, só terminará após o pronunciamento do último senador. A de hoje, 31, quando se dará a votação final, começará às 11h.

Sem parada para o almoço.

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