O culpado, segundo o Planalto

De um integrante do governo federal sobre as confusões olímpicas no Rio:

“Tudo aquilo que ficou sob responsabilidade direta dos representantes brasileiros do COI deu besteira.”

Uma maneira nada sutil de dizer que a culpa é de Carlos Nuzman — e de livrar a cara de Eduardo Paes.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

MinC sem boquinha

O ministro Marcelo Calero rebateu as críticas do antecessor Juca Ferreira, que chamou de “canalhice” as exonerações no Ministério da Cultura anunciadas ontem.

“Chega de aparelhamento no MinC! Não queremos um ministério que se contente com fotinhos bonitas e ‘posts’ ‘engajados’!”, escreveu Calero no Facebook.

Se esse ministério tem mesmo de existir, que seja sem boca-livre.

“Segredo”, de Herivelto Martins e Marino Pinto, com João Gilberto. ” Sua música é uma confidência, não um comício”, escreveu Ruy Castro, em A onda que se ergueu no mar.

BOA TARDE!!!

(Gilson Nogueira)

DEU NO JORNAL A TARDE

OPINIÃO

Tempos bicudos: Chauí, musa da Ufba

Luiz Mott

Aluno dando murro na cara de professora, deputado cuspindo em colega parlamentar, universitários impedindo professores de dar aulas, ex-pró-reitor defendendo que jogar uma galinha no meio de um concerto foi ato paradigmático pela sua “ousadia, criatividade e desobediência” (sic) – onde vamos parar?!

O convite e sucesso de público da filósofa Marilena Chauí em conferência no Teatro Castro Alves na abertura do Congresso Ufba 70 anos reflete a atual tendência partidarista e discutível de nossas universidades federais.

Comungo a mesma lúcida opinião do professor titular Amílcar Baiardi, pós-doutorado em história das políticas de ciência e tecnologia no IMSS de Firenze: “Nossa Ufba vem deixando de ser um ente do Estado para ser instrumento de partidos políticos”. Esta conduta se confirma no convite à professora Marilena Chauí para proferir a conferência de abertura dos 70 anos da universidade.

Chauí é hoje um símbolo nacional de intolerância e de adesão a teorias conspiratórias. Notabilizou-se por proclamar “eu odeio a classe média!” (youtube.com/watch?v=oxYq_yrc0tM).

Contudo, poucos dias atrás, superou-se com a estapafúrdia declaração de que a Operação Lava Jato tem apenas um objetivo: entregar o pré-sal aos americanos. O motivo alegado é que o juiz Sérgio Moro teria recebido treinamento do FBI!

Há muito que não se ouve uma estultice deste tipo, a qual gerou uma indignação nacional que vem reverberando em toda a mídia e suscita dúvidas quanto ao equilíbrio emocional e sobre a honestidade intelectual da declarante.

Um outro aspecto, mais delicado, que mereceria cuidado e apuração isenta por parte da Ufba, são as acusações de que Marilena Chauí cometeu dois plágios em obras de sua autoria, acusações das quais ela jamais se defendeu ou processou os que a acusaram…

Tempos bicudos!

Luiz Mott l Professor Titular de Antropologia da Ufba

Se você viveu este sonho e estas utopias eu asseguro: vale a pena recordar. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


PRB mexe com fogo ao usar Camaçari

Nenhum outro significado pode ter o anúncio do PRB de apoio à candidatura do deputado Luiz Caetano (PT) à Prefeitura de Camaçari senão uma pressão explícita sobre a formação da chapa a ser encabeçada pelo prefeito ACM Neto (DEM) em Salvador.

Mas o PRB sabe que, mesmo com todo o poder agregado que tem, da Igreja Universal e da TV Itapoan/Record, não pode meter a faca no pescoço do prefeito ACM Neto, seja para impor Tia Eron, seja em nome do netista João Roma Neto.

O partido já pulou de um lado para outro, já ficou nos dois lados ao mesmo tempo (com o prefeito Neto e o governador Jaques Wagner), e deve saber que, em política, o excesso de estrepolias acaba não dando certo.

Em outros tempos, o guru-mor do grupo, Edir Macedo, mostrado pela Globo na famosa cena da piscina, em que ensinava os acólitos a recolherem dinheiro do fiéis, encarou Roberto Marinho, fazendo-o recuar ante o vasto telhado de vidro que ambos possuíam.

A realidade hoje é outra. Não estamos na Turquia e não há força nenhuma que restrinja a democracia neste imenso país, a menos que o planeta fique novamente bipolarizado e que seja inevitável fazer a opção por um ou outro domínio.

Além do mais, o prefeito, independentemente da luz própria que a esta altura adquiriu, estará desmerecendo a argúcia do falecido avô se desprezar a real força nacional – sem nenhuma relação com corporação policial homônima – que o acompanha, atendendo pela alcunha de PMDB.


O padre Hamel era auxiliar na paróquia de Saint-Etienne-du-Rouvray. AP


DO EL PAÍS

Ana Teruel

Paris

Jacques Hamel, nascido em 1930 em Darnétal, uma pequena localidade na França, foi nomeado padre em 1958 e em 2008 celebrou seu jubileu de ouro, ou seja, 50 anos dedicados à vida religiosa. O padre foi uma das vítimas de mais um atentado contra o país nesta terça-feira: ele foi degolado por terroristas que se autoproclamaram membros do Estado Islâmico, quando celebrava uma missa em uma igreja na Normandia, norte da França. Ao menos outras quatro pessoas foram feitas reféns pela dupla (morta na sequência pela polícia), sendo que um dos reféns ficou ferido com gravidade.

O padre Hamel trabalhava na paróquia de Saint-Etienne-du-Rouvray, onde era muito querido pela população, segundo relatos dados à imprensa local. Aos 86 anos, era ele quem celebrava a missa quando o padre Auguste Moanda-Phuati, à frente da paróquia, não estava disponível, como na manhã desta terça.

“Era um padre valente para a sua idade. Os padres têm direito a se aposentar aos 75 anos, mas ele preferiu seguir trabalhando a serviço da população porque sentia que ainda tinha forças para continuar”, disse o padre Moanda-Phuati ao diário francês Le Figaro. “Era muito querido, era um homem bom, simples, sem extravagâncias. Nos beneficiamos muito de sua experiência e sabedoria na paróquia Saint-Etienne. Dedicou quase toda a sua vida às pessoas”, complementou.

“Sempre estava presente para celebrar batizados, casamentos, funerais e para se reunir com as pessoas. Era um homem muito ativo”, completou o vigário geral da diocese de Rouen, Philippe Maheut, à qual pertencia a paróquia alvo dos terroristas, em entrevista à rede France24.


O ministro Marcelo Calero, em junho.
Foto: Acácio Pinheiro MinC


DO EL PAIS

AFONSO BENITES

BRASÍLIA

O Ministério da Cultura do governo interino de Michel Temer (PMDB) exonerou nesta terça-feira 81 servidores comissionados da pasta. A demissão coletiva ocorre após uma onda de invasões de prédios públicos vinculados ao MinC, como sedes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em diversas capitais e a Funarte no Rio de Janeiro.

As ocupações dos prédios, algumas que duraram mais de 60 dias, aconteceram em protesto contra a abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff (PT) e contra a extinção do ministério que havia sido decretada pela gestão Temer assim que assumiu a presidência interina no dia 12 de maio. A decisão causou comoção nacional e foi fonte de desgaste logo de cara para Temer, que se viu às voltas com protestos dos servidores públicos da pasta, e também de artistas e intelectuais que viram em sua atitude um gesto de desvalorização da luta da classe artística que conquistou o status de Ministério para a Cultura nos anos 90.

O peemedebista acabou voltando atrás desse ato, mas continuou enfrentando resistências de funcionários do órgão. Por isso, no Palácio do Planalto, o MinC é visto com o principal foco de oposição interna. As demissões são um sinal de que a gestão não irá aceitar quem pensa diferente da cúpula e, por essa razão, outros desligamentos devem ocorrer nos próximos dias.

Em nota enviada à imprensa, o ministério informou que os servidores que perderam os cargos não tinham vínculo com o serviço público (ou seja, não eram concursados) e que as exonerações são parte de um processo de reestruturação da pasta. Segundo o documento, a medida promove o “desaparelhamento” do MinC, que já havia sido antecipado pelo ministro Marcelo Calero quando ele foi empossado na função, em 24 de maio. A publicação dos cortes no Diário Oficial acontece logo após os manifestantes desocuparem prédios da Funarte no Rio e em São Paulo.

Entre os 81 demitidos estão a diretora da Cinemateca Brasileira, Olga Toshiko Futemma, o diretor do museu Villa-Lobos, Wagner Tiso Veiga, e a chefe de gabinete da Biblioteca Nacional, Angela Fatorelli. Os demitidos tinham salários que variavam de 4.600 reais a 8.500 reais. As demissões ocorreram sem um prévio comunicado aos que seriam demitidos. Em algumas secretarias vinculadas ao Ministério, os responsáveis avisaram a parte de seus subalternos que uma demissão coletiva estava em vias de ocorrer, mas não detalharam quem seriam os afetados nem o número de desligamentos.

Parte dos que deixaram o Governo eram considerados o braço operacional do MinC, não o político. O temor desse grupo é que alguns dos programas que estavam sendo realizados acabem sendo paralisados. “Como não tiveram o cuidado de preparar uma transição entre os que deixam os cargos e os que assumirão, as demissões demonstram que não houve uma preocupação em se manter nenhuma política que já estava sendo tocada”, afirmou o jornalista Leonardo Germani, que foi exonerado do cargo de coordenador de monitoramento de informações culturais.

Em outras áreas, como na Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic), os servidores acreditam que alguns dos projetos financiados pela lei Rouanet deverão ser afetados. Como exemplo, citaram que um núcleo composto por três funcionárias responsáveis por analisar alguns desses projetos foi praticamente desfeito, duas delas foram exoneradas.

Assim que Temer assumiu o Governo fez circular entre seus ministros que cerca de 4.000 cargos comissionados seriam cortados. O objetivo inicial é que todas as funções sejam destinadas para servidores de carreira, sem, necessariamente ter uma vinculação partidária. No caso do MinC, a pasta informou que fará um processo seletivo interno para ocupar os cargos que ficaram acéfalos após as demissões desta terça-feira.

Colaborou Camila Moraes, de São Paulo

jul
27
Posted on 27-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 27-07-2016


Fernando, no Diário do ABC (SP)


Moro estará no Congresso no dia do impeachment

A Folha diz que Sérgio Moro participará de audiência pública na comissão especial de combate à corrupção da Câmara no dia 4 de agosto, quando a comissão especial do impeachment no Senado votará a saída definitiva de Dilma Rousseff.

Deltan Dallagnol, por sua vez, estará na mesma comissão em 9 de agosto, quando está marcada a votação prévia do impeachment no plenário do Senado.

Coisas do destino.

O A

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