BOA NOITE!!!

DO EL PAIS

Marina Rossi

O ex-presidente Lula se tornou réu pela primeira vez nesta sexta-feira, no âmbito da investigação da Lava Jato. A Justiça Federal do Distrito Federal acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de que Lula, o ex-senador Delcídio do Amaral, Diogo Ferreira (ex-chefe de gabinete de Delcídio), o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai estariam tentando obstruir as investigações da Operação Lava Jato. O grupo teria tentado comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, que se tornou delator do esquema de corrupção na estatal. A decisão da Justiça acontece um dia depois de o ex-presidente entrar com uma denúncia na ONU contra o juiz Sérgio Moro e os supostos abusos de poder na condução da Lava Jato.

A acusação de que Lula tentava obstruir as investigações foi apresentada ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no início do ano, com base na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral. Na época, o caso tramitava no STF porque Delcídio ainda era senador e, portanto, tinha foro privilegiado, só podendo ser julgado no Supremo. Porém, após ser cassado, em maio, Delcídio perdeu o foro privilegiado e o Supremo enviou o caso para a Justiça de Brasília, para que fosse julgado em primeira instância. Com isso, o Ministério Público Federal foi acionado e precisou confirmar a acusação, o que ocorreu na semana passada.

Segundo a denúncia, Lula foi o dirigente da atividade criminosa que tentou comprar a delação de Cerveró. O ex-presidente “impediu e ou embaraçou investigação criminal que envolve organização criminosa, ocupando papel central, determinando e dirigindo a atividade criminosa praticada por Delcídio do Amaral, André Santos Esteves, Edson de Siqueira Ribeiro, Diogo Ferreira Rodrigues, José Carlos Bumlai, e Maurício de Barros Bumlai”.

O ex-presidente também tem outros dois processos na Justiça: é acusado de ter recebido vantagens indevidas de empreiteiras – a reforma de um sítio em Atibaia e de um tríplex no Guarujá – como contrapartida por contratos obtidos durante seu Governo. Ele também é suspeito de tentar se proteger da Justiça tentando virar ministro da Casa Civil do Governo Dilma Rousseff.

Na tarde desta sexta-feira, logo após a publicação desta notícia, Lula participava do Seminário Nacional do Sistema Financeiro e Sociedade, promovido pela CUT em São Paulo. Ele disse que acabara de saber do ocorrido. “Eu já cansei”, disse o ex-presidente. “Eu não tenho que provar que eu tenho apartamento. Eles é que tem que apresentar documentos de compra, algum contrato assinado”, afirmou, se referindo à outra acusação.

jul
30
Posted on 30-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-07-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

jul
30
Posted on 30-07-2016
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Lewandowski dá liminar a advogado que grampeou Moro

Responsável pelo plantão do STF durante o recesso do Judiciário, o ministro Ricardo Lewandowski tomou outra decisão polêmica contra a jurisprudência da corte que estabeleceu o cumprimento de pena após condenação em segunda instância.

Lewandowski beneficiou agora o advogado-lobista Roberto Bertholdo, condenado por grampear Sérgio Moro. Ele concedeu liminar suspendendo a audiência que determinaria o cumprimento da pena de Bertholdo.

Ligado ao ex-deputado José Borba e citado no mensalão, Bertholdo chegou a acusar Alberto Youssef e José Janene de serem os mandantes do grampo, quando Moro ainda era o titular da 2a. Vara Federal de Curitiba.

BOA NOITE!!!


DO BLOG O ANTAGONISTA

Dá-se um jeitinho

Alexandre de Moraes acaba de informar que integrantes da Força Nacional, responsáveis pela segurança das instalações olímpicas, vão acumular serviço e cuidarão também da revista do público na entrada das arenas dos Jogos, informa O Globo.

Foi uma saída que o governo encontrou para as dificuldades assumidas pela empresa terceirizada Artel, que apresentou apenas 500 dos 3.400 funcionários esperados para atuar nos aparelhos de raio-X.

No Brasil, sempre dá-se um jeitinho.

Texto de Aurora Vasconcelos, jornalista e biografa, amiga do peito do Bahia em Pauta e de Ikissima, postado ontem (28/7) em sua página no Facebook. BP reproduz e subscreve com reconhecimento e saudade. ( Vitor Hugo Soares)

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Artur Ikissima: se a gente soubesse…

Aurora Vasconcelos

Arthur Ikissima subiu ontem à noite para o céu. Soube hoje à tarde, através do facebook, poucas horas antes da cremação no Bosque da Paz. Consegui chegar a tempo da cerimonia, junto com Celene e Dene, também amigas dele. No caixão, a mesma fisionomia tranquila e calma de uma pessoa do bem, alegre, educada, gentil, zen. Um homem bonito por dentro e por fora.

Nos falamos pela última vez há cerca de duas semanas. Ele costumava ligar para pedir o telefone de um amigo ou para jogar conversa fora.

Seria bom se a gente pudesse saber quando os amigos estão perto de partir para se despedir, dizer tchau até a vista, um dia a gente ainda se encontra, coisas assim.

Só nos resta lembrar de como a pessoa foi e a sorte que tivemos em contar com a sua amizade.Tenho certeza que Ikissima subiu direto, sem nenhuma paradinha no percurso, e deve ter sido recebido com alegria pelos inúmeros amigos que fez aqui neste planeta. Que o samurai pacífico e brando esteja em paz e que sua luz continue a iluminar os caminhos dos seus. Saudades.

Obs. Esqueci de contar que ele era um fotógrafo excepcional.

Aurora Vasconcelos é jornalista e escritora, autora (com Fabiano Oliveira) da biografia da educadora Denise Tavares, livro lançado esta semana em Salvador.
esta semana em Salvador.

Artur Ikissima, samurai pacífico (a expressão é da jornalista e amiga Aurora Vasconcelos) do fotojornalismo. Saudades, muitas saudades.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO BLOG POR ESCRITO 9 do jornalista luis augusto gomes)

Jobim no BTG: diferença está no antecessor

Eis que o ex-ministro da Defesa e ex-presidente do Supremo e da Câmara dos Deputados, Nelson Jobim, ocupa o lugar de André Esteves na direção do banco de investimentos BTG Pactual.

Não surpreenderia se fizesse como quando sucedeu Waldir Pires na Defesa, em meio ao apagão aéreo de 2007. “Aja ou saia, faça ou vá embora”, discursou, na frente do antecessor, em fala canalha e desleal.

A diferença é que, ao contrário do ex-governador baiano, que hoje, aos 90 anos, segue como vereador em sua honrada trajetória, o banqueiro Esteves ficou preso de novembro do ano passado até abril, sob a acusação tentar atrapalhar a Operação Lava-Jato.

Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco.
Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco. Lula Marques
/Agência PT


DO EL PAÍS

Heloísa Mendonça

São Paulo

A Justiça aceitou, nesta quinta-feira, a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal contra o presidente do banco Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e outras nove pessoas no âmbito da Operação Zelotes, que apura o pagamento de propinas em esquema de sonegação de impostos de grandes empresas e de venda de medidas provisórias de incentivos fiscais.

Os acusados foram denunciados pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. Eles são acusados de obter vantagens no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), órgão ao qual contribuintes recorrem contra multas. Na decisão pela qual acolheu a denúncia, o juiz federal Vallisney Souza Oliveira considerou haver “provas indiciárias robustas” para um “juízo inicial”, isto é, para abrir uma ação penal.

Além do presidente do banco Bradesco, foram denunciados por corrupção ativa o vice-presidente Domingos Figueiredo de Abreu, o diretor de relações com investidores, Luiz Carlos Angelotti, e Mário Teixeira Junior, que em 2015 ocupava uma vaga no conselho de administração do banco. Após a decisão, o juiz deu 20 dias para que os réus apresentem suas respostas por escrito às acusações do MP.

O Bradesco, segundo maior banco privado do país, é investigado desde o ano passado. O caso envolve acusação de que a instituição financeira agiu para tentar se livrar de cobrança tributária de cerca de 3 bilhões de reais. A suspeita é de que o banco tenha negociado a contratação de serviços de um dos escritórios investigados pela Zelotes, acusado de corromper conselheiros do Carf para livrar instituições financeiras de multas aplicadas pelo órgão.

“O banco foi abordado e aceitou participar do esquema criminoso”, disse o procurador da República Frederico Paiva, responsável pelas investigações.
Denunciados no esquema

– Luiz Carlos Angelotti – diretor de Relação com Investidores do Bradesco

– Domingos Figueiredo de Abreu – diretor vice-presidente do Bradesco

– Luiz Carlos Trabuco – presidente do Bradesco

– Mário da Silveira Teixeira Júnior – ligado ao Conselho de Administração do Bradesco

– Eduardo Cerqueira Leite, servidor da Receita

– Mário Pagnozzi Júnior, consultor e advogado

– José Teruji Tamazato, consultor e advogado

– Jorge Victor Rodrigues, ex-conselheiro do Carf

– Lutero Fernandes do Nascimento, servidor da Receita

– Jefferson Ribeiro Salazar, ex-servidor da Receita

Trabuco, que ingressou no Bradesco quando tinha 18 anos, é um dos mais renomados executivos do Brasil. Filósofo de formação, preside o banco desde 2009, mas, em quatro décadas instituição, assumiu diversos cargos, inclusive a presidência da Bradesco Seguro, posição que lhe deu visibilidade e o levou ao posto máximo do banco.

O presidente e outros dois executivos do banco, o diretor vice-presidente, Domingos Figueiredo de Abreu, e o diretor gerente e de relações com investidores Luiz Carlos Angelotti, já haviam sido indiciados pela Polícia Federal, com base nos mesmos fatos. Na época, a Polícia Federal afirmou que Trabuco era informado por seus subordinados das ações ilícitas realizadas no Carf.

Em nota à imprensa, o banco negou as acusações do MPF. “O Bradesco reitera sua convicção de que nenhuma ilegalidade foi praticada por seus representantes e, em respeito ao rito processual, apresentará oportunamente seus argumentos ao Poder Judiciário”, afirmou o banco.

O mercado não recebeu bem a notícia e as ações do Bradesco despencaram na bolsa nesta quinta-feira. As ações do banco caíram quase 5% refletindo a decisão da Justiça, mas também o resultado ruim do balanço do segundo trimestre da entidade financeira. O banco reportou uma queda de 7,6% no lucro contábil. Os demais bancos também acompanharam o recuo das ações do Bradesco. O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, fechou em queda de 0,33%, aos 56.667 pontos.
Entenda o caso

A Operação Zelotes foi deflagrada em março de 2015. Inicialmente, investigava o pagamento de propinas a conselheiros do Carf para que multas aplicadas a empresas – entre bancos, montadoras e empreiteiras – fossem reduzidas ou anuladas. Ao todo, 74 decisões do Carf estão sendo investigadas e elas envolvem empresas de várias áreas, como a Gerdau, a Petrobras, a TIM, a Huawei, a Camargo Corrêa, a Ford, a Mitsubishi, o grupo de comunicação RBS, além dos bancos Bradesco, Santander, Safra e Bank of Boston. O Partido Progressista, sigla política envolvida de forma recorrente em escândalos, também é um dos investigados.

Em outubro de 2015, a Zelotes também descobriu indícios de venda de Medidas Provisórias (MPs) que prorrogavam incentivos fiscais a empresas do setor automotivo. Duas medidas provisórias assinadas por Lula e uma pela atual presidenta Dilma Rousseff (PT) estão sob suspeita de terem sido “compradas”.

No final de março, Joseph Safra, dono do Grupo Safra e o segundo homem mais rico do Brasil, também foi denunciado à Justiça pelo MP por corrupção. Ele é acusado de pagar 15 milhões em propinas para obter decisões favoráveis no Carf, da receita Federal.

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