DO G1/O GLOBO

Do G1, em Brasília

A assessoria de imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (28) que os advogados do petista protocolaram nesta quinta-feira (28) uma petição ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual denunciam uma suposta “falta de imparcialidade” e “abuso de poder” do juiz federal Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato.

No documento, o advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, e o advogado australiano Geoffrey Robertson, ex-juiz da corte de apelações da ONU, afirmam que o juiz e os procuradores da Lava Jato cometeram “abuso de poder” contra Lula e violaram a Convenção Internacional de Direitos Políticos e Civis l

O G1 entrou em contato com a assessoria da Justiça federal em Curitiba, que disse que o juiz Sérgio Moro não irá se manifestar.

Na ação apresentada ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, a defesa de Lula aponta quatro pontos que, na visão deles, seriam violações e abusos de Moro e dos procuradores da Lava Jato:

De acordo com os advogados, Lula não se opõe a ser investigado, mas busca “justiça com a devida imparcialidade”, e que as autoridades brasileiras obedeçam o que diz a lei no curso das investigações e processos.

Eles afirmam que Moro, “por sua evidente falta de imparcialidade”, e por já ter cometido “uma série de ações ilegais contra Lula”, perdeu “de forma irreparável” as condições julgar o caso.

““Ações contra a corrupção, em especial corrupção política, são de importância vital para a democracia. Mas devem ser efetivas e dentro da lei para serem dignas de orgulho, e não arbitrárias e ilegais, o que acabará, em pouco tempo, causando vergonha a um país. O perigo do juiz Moro é que suas ações injustas e ilegais serão contra-produtivas, e causarão danos ao combate à corrupção no longo prazo”, afirmou o advogado Cristiano Zanin, em vídeo divulgado pela assessoria de Lula.

Já Geoffrey Robertson afirmou, no mesmo vídeo, que Moro atua como um “verdadeiro” acusador, ao lado dos promotores da Lava Jato.

“O mesmo juiz que invade sua privacidade pode prendê-lo a qualquer momento e daí automaticamente se torna quem irá julgá-lo, decidindo se ele é culpado ou inocente sem um júri. Nenhum juiz […] poderia agir dessa forma, ao mesmo tempo como promotor e juiz. Esta é uma grave falha do sistema penal brasileiro”, disse.

“O juiz tem o poder de deter o suspeito indefinidamente até obter uma confissão e uma delação premiada. Claro que isso leva a condenações equivocadas baseadas nas confissões que o suspeito tem que fazer porque quer sair da prisão”, concluiu Robertson.
Novo site do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)
Novo site do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução)

Novo site
Nesta quinta, o ex-presidente lançou um novo site, no qual disponibiliza informações sobre sua biografia, vídeos, notícias e respostas às investigações sobre ele. A informação sobre a ida à ONU foi divulgada no novo portal.

O site, com versões disponíveis em português, espanhol e inglês, também traz críticas ao presidente em exercício, Michel Temer, e à mídia brasileira.

Superbacana, faixa 3 do disco histórico Barra 69, gravado ao vivo . Capa de Artur Ikissima.

SAUDADES!!!

(Vitor Hugo Soares)


Artur Ikissima: arte na fotografia e na convivência

DO CORREIO DA BAHIA24HORAS/ BAHIA EM PAUTA

Da Redação

Morreu em Salvador, aos 77 anos, o fotógrafo baiano Arthur Ikissima vítima de uma parada respiratória. O fotógrafo faleceu por volta das 17h de quarta-feira (27), na casa onde morava no bairro da Pituba.

Arthur morreu vítima de uma parada cardíaca na casa onde morava, no bairro da Pituba
(Foto: Reprodução/Facebook)

Arthur sofria de um tumor no cérebro. O corpo do fotógrafo será cremado às 14h30 desta quinta-feira (28) no Cemitério Bosque da Paz, na Avenida Aliomar Baleeiro, no bairro de Nova Brasília.

Paulista, Arthur Ikissima chegou a Bahia aos 20 anos, onde começou a fotografar. Dentre os locais em que trabalhou, estão a sucursal do Jornal do Brasil e da revista Veja e no jornal A Tarde, em Salvador. No final da década de 1970, Arthur integrou o Grupo de Fotógrafos da Bahia.

Bastante ligado à área cultural, principalmente à dança, Arthur Ikissima fez o registro de vários artistas, dentre eles Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jorge Amado. Dentre os trabalhos mais famosos do fotógrafo estão as capas dos discos ‘Barra 69 Cateano e Gil’ (1972), dos baianos Caetano Veloso e Gilberto Gil, e ‘Cantoria’ (1984), de Elomar, Geraldo Azevedo, Vital Farias e Xangai.

Perda sem tamanho para o foto jornalismo nacional, para a inteligência, cultura e a arte da convivência pessoal e profissional na Bahia, especialmente Salvador, sua cidade do coração.

BOM DIA!!!

O enigma do ovo ainda dentro da galinha

Outra coisa deve estar no foco dessa bravata do PRB para indicar o vice de ACM Neto, caso que, dizem, está em via de resolução, hoje, com conversas até em Brasília.

Primeiro, estranha-se que o partido faça ameaça para indicar João Roma Neto, um notório amigo do prefeito, por ele posto no PRB, como outros pôs em outras legendas.

Para Neto, aparentemente não faria diferença o nome, entre os diversos citados, a não ser o vereador Paulo Câmara (PSDB), liderado do deputado Antonio Imbassahy.

É um enigma a ser esclarecido, pois se conta como certa a assunção do vice ao cargo principal em 2018, quando Neto, presumivelmente reeleito em outubro, renunciaria para candidatar-se ao governo do Estado.

A curiosidade se resume no fato de que o prefeito nem candidato declarado à reeleição é – tanto que deu uma engrossada pública com nota do DEM que o colocou nessa condição sem seu “conhecimento” nem “concordância”.

Sendo assim, muito menos se pode considerá-lo candidato a governador ou a presidente da República, como também se especulou, pelo que, mesmo que fosse reconduzido à Prefeitura, o vice não teria garantia de assumir.

Audiências top de linha

Na capital federal, além do presidente do PRB, ministro Marcos Pereira, o prefeito ACM Neto será recebido por outro ministro, este o de Governo, Geddel Vieira Lima.

Tarefa hercúlea

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB) sentou em cima das pretensões do PRB. Vai ser dificil removê-lo.

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

A presidente afastada Dilma Rousseff disse nessa quarta-feira (27) que os supostos pagamentos ilegais referentes à sua campanha presidencial de 2010, recebidos pelo publicitário João Santana e a mulher dele, Mônica Moura, por meio de caixa 2, devem ser explicados pela tesouraria do PT, e não por sua coordenação de campanha à época.

Na semana passada, João Santana e Mônica Moura confirmaram, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, terem recebido, em 2013, U$ 4,5 milhões referentes a dívidas da campanha de 2010 de Dilma, por meio de uma conta do empresário Zwi Skornicki na Suíça. O casal de publicitários encontra-se preso preventivamente em Curitiba desde fevereiro.


DO EL PAIS

Mónica Cruz

O documentarista Michael Moore publicou na semana passada em seu site oficial um artigo intitulado 5 Reasons Why Trump Will Win (5 razões pelas quais Trump ganhará), no qual enumera supostas vantagens do magnata republicano sobre a candidata democrata, Hillary Clinton, na eleição presidencial de novembro nos EUA. “Eu disse a vocês que Trump ganharia a candidatura republicana, e agora preciso lhes dar uma notícia ainda mais terrível e deprimente: Donald J. Trump ganhará em novembro”, escreveu Moore na abertura do texto. “Nunca na minha vida desejei tanto que alguém prove que estou enganado.” O artigo foi amplamente compartilhado nas redes sociais.

O diretor, militante do Partido Democrata e um dos principais críticos da administração de George W. Bush, expõe em cinco pontos as razões pelas quais Trump será eleito presidente, apesar das suas polêmicas posições a respeito de migração, terrorismo e economia. A seguir, um resumo de cada ponto.

1. Um setor da classe trabalhadora o verá como um aliado. Moore diz que os Estados de Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin verão em Trump uma esperança para a crise econômica que os assola há anos, depois de o candidato ameaçar punições fiscais a empresas que transferirem postos de trabalho para outros países. O cineasta compara o eleitorado dessa região com os britânicos que apoiaram o Brexit — em ambos os casos, pessoas endividadas, deprimidas e irritadas com a sua situação econômica. “Eles vão se convencer de que Donald Trump chegou para limpar a casa: não precisam estar de acordo com ele, não precisam ter simpatia por ele. É um coquetel Molotov para mandar uma mensagem a esses safados [políticos tradicionais]”.

2. É um homem branco. Trump, segundo Moore, também terá o apoio de um numeroso grupo de homens que veem como uma ameaça o crescente poderio das mulheres, gays e membros de outros grupos étnicos na política e na sociedade dos EUA. “Deixaremos que uma mulher nos governe por oito anos? Depois haverá gays e pessoas transgênero na Casa Branca. A essa altura haverá animais dirigindo ao país. Isto precisa parar”, escreve o cineasta, em tom sarcástico.

3. As políticas de Clinton. Moore diz que a candidata democrata não é sua primeira opção, nem a de 70% dos eleitores. A candidata, segundo o diretor, representa a velha guarda da política norte-americana e inspira desconfiança por suas mudanças de postura sobre temas cruciais, como o casamento igualitário. Moore acrescenta: “Seu voto a favor da guerra no Iraque me fez jurar que nunca votaria nela. Sei que ela vai nos meter em algum tipo de ação militar se ganhar as eleições. Só para evitar que um protofascista se torne o nosso presidente romperei minha promessa”.

4. Os simpatizantes de Bernie Sanders não estão muito convencidos do voto em Clinton. Embora muitos dos seguidores de Sanders manifestem apoio a Clinton, isso não significa que convencerão outros a votarem nela, argumenta Moore. “Os jovens [que apoiaram Sanders] não votarão em Trump, alguns votarão numa terceira opção, mas muitos ficarão em casa. Hillary Clinton terá que lhes uma ótima razão para obter seu apoio”, diz Moore.

5. Alguns votarão em Trump para mandar um recado. Para o cineasta, um setor da população poderia escolher Trump como uma espécie de aviso para o deteriorado sistema político nos Estados Unidos, que se nega a mudar. “A irritação com o sistema levará as pessoas a votarem em Trump, não porque estejam de acordo com ele, não porque gostem do seu fanatismo e do seu egocentrismo, simplesmente porque podem”.

O artigo de do Moore repercutiu em vários meios de comunicação dos EUA e do exterior. Outro texto do cineasta sobre Trump também chamou a atenção da imprensa e das redes sociais em dezembro de 2015. Naquele texto, intitulado We Are All Muslims (Somos todos muçulmanos), Moore repudia o candidato por seus comentários contra os seguidores dessa religião.

Não é a primeira vez que o diretor faz advertências sobre a vitória de um candidato republicano. Em 2012, ele afirmava que Mitt Romney ganharia as eleições presidenciais daquele ano. “A gente deveria começar a praticar a frase ‘Presidente Romney’”, disse ele numa entrevista ao site The Huffington Post. Assim como no seu ensaio mais recente, Moore comentou na época que, se fosse possível votar na sala de casa, o candidato democrata — no caso, Barack Obama – ganharia por uma ampla margem. Naquela ocasião, suas previsões falharam.

jul
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Posted on 28-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-07-2016


Clayton, no jornal O Povo (CE)

O culpado, segundo o Planalto

De um integrante do governo federal sobre as confusões olímpicas no Rio:

“Tudo aquilo que ficou sob responsabilidade direta dos representantes brasileiros do COI deu besteira.”

Uma maneira nada sutil de dizer que a culpa é de Carlos Nuzman — e de livrar a cara de Eduardo Paes.

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