DO PORTAL EUROPEU DE NOTÍCIAS TSF

Reportagem de João Alexandre, que acompanha a Convenção Democrata.

“Queremos apresentar um pedido de desculpas profundo e sincero ao senador Sanders, aos seus seguidores e a todo o Partido Democrata pelas observações imperdoáveis feitos por e-mail”, disse o Comitê Nacional Democrata na abertura dos trabalhos no Wells Fargo Center.

Para o comitê, que garante que a troca de correio eletrônico e os comentários nele contido não reflete os valores do partido nem o “firme compromisso com a neutralidade” durante as eleições primárias, as mensagens, que procuraram minar o caminho de Bernie Sanders, são consideradas “indesculpáveis”.

Para além de Sanders, considerado prejudicado pelo ataque movido dentro do partido, a poêmica revelada pela organização WikiLeaks já fez outra vítima, com o anúncio de Debbie Wasserman Schultz de que, na sequência do caso, irá deixar vaga a cadeira de presidente do partido, deixando também para Stephanie Rawlings-Blake, prefeita de Baltimore, a tarefa de dar o pontapé de saída e liderar de forma interina, até quinta-feira, os trabalhos da convenção.

“É uma honra e um prazer receber-vos”, afirmou, seguindo-se depois a tradicional pancada de martelo.

A convenção tinha começado há poucos minutos, mas, nem por isso, logo nos primeiros minutos, as divisões deixaram de ser salientadas pelos apoiadores dos dois candidatos que colocaram as primárias democratas sob os holofotes de milhões de pessoas.

Por entre os elogios da Reverenda Cynthia Hale – uma das convidadas a participar na cerimônia de abertura da convenção – a Hillary Clinton, centenas de delegados começaram a aplaudir a ex-primeira dama, mas, logo depois, o Wells Fargo Center unia-se para gritar: “Bernie, Bernie!”.

De um lado e de outro, cada um dos delegados puxando pela candidatura favorita, numa rivalidade que promete ser notória numa convenção de quatro dias e que irá, ao que tudo indica, servir para oficializar a nomeação de Hillary Clinton como opositora de Donald Trump nas eleições de novembro, mas também para sarar as feridas abertas dentro do partido.

Esta madrugada, as atenções estavam todas viradas para os discursos de Michelle Obama, mas, sobretudo, de Bernie Sanders, num momento que se espera de maior união – no seguimento do apoio oficial do senador do Vermont a Hillary Clinton – e durante o qual grande parte dos democratas quer voltar a ver repetido o slogan “Juntos somos mais fortes”, como símbolo de um partido reforçado, depois da polêmica dos últimos dias, e mais unido do que nunca.

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