Temer está preocupado com imagem

Falando em desgaste, Michel Temer anda preocupado com a imagem de seu governo e encomendou a um grupo de especialistas a elaboração de uma nova estratégia de comunicação.

O marqueteiro do PMDB Elsinho Mouco, o cientista político Gaudêncio Torquato e o sociólogo-marqueteiro Antonio Lavareda fazem parte do grupo de estudos.

Eles dizem que o trabalho não tem relação com o governo, mas O Antagonista sabe que sim.

BOA TARDE!!!


O segredo é a alma das operações policiais

O homem “carregado de explosivos” na prova da OAB em Salvador e outros pequenos sinais que começam a aparecer aqui e ali, como um pacote qualquer esquecido em algum lugar, são reflexo direto da folclorização da segurança no Brasil.

O bem mais valioso nos tempos modernos, como se sabe, é a informação. Quem a detém certamente tem nas mãos um trunfo poderoso em relação a seus concorrentes ou inimigos. A informação é, assim, a matéria-prima das ações de inteligência.

Cabe aos serviços de inteligência, silenciosamente, perscrutar, analisar e utilizar os dados de que dispõe da forma mais eficiente possível na busca dos fins a que se propõe, evitando aqueles resultados indesejados para cuja conjuração o sistema foi concebido.

No Brasil, entretanto, é diferente. A preocupação fundamental das autoridades é com as manchetes e os refletores, fato notado, aliás, pelos exercícios simulados “de defesa” em locais públicos, em que as “vítimas” eram até ridiculamente maquiadas.

O caso dos 12 “terroristas” presos é emblemático. Se o objetivo era evitar um atentado, bastaria que fossem detidos, apresentados sem alarde à Justiça e, caso razoável, levados para presídios que a lei permitisse e o bom senso recomendasse.

Nossas autoridades, porém, deram mais importância à notícia do que ao fato, impondo-se a fixação da sutil diferença entre uma e outro. Retirar das ruas o perigo é o fundamental, ao contrário de propagar a ideia de que a prática do terror está ao alcance das mãos.

Viva Olivinha!com fé no santo! Um abraço Mancini for you!

BOM DIA!!!

(Gilson Nogueira)

jul
26
Posted on 26-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-07-2016


Atletas da seleção brasileira de hockey tiram selfie na Vila Olímpica.
Buda Mendes Getty Images


DO EL PAÍS

María Martín
Rio de Janeiro

No alto de uma passarela de pedestres que atravessa o que será um dos trajetos de delegações e turistas para os estádios estão pendurados dois enormes banners comemorativos dos Jogos Olímpicos do Rio. Estão rasgados. Alguém os rasgou com vontade, tanto que sequer é possível ler o slogan desta edição: “Rio, um mundo novo”. Não é o único ataque: na praia de Copacabana há uma estrutura com os cinco anéis olímpicos que amanheceu cheia de pichações, contra a crise, contra o Governo e por melhorias na educação. O que seria apenas um ato de vandalismo de um adolescente contra o sistema reflete que, a dez dias do início das competições, o Rio de Janeiro não está totalmente à vontade em seu papel de anfitrião. Se não fosse pela decoração urbana, como esses banners, os castelos de areia com os anéis olímpicos construídos pelos artistas de rua na praia ou a presença ostensiva de militares nas ruas, nenhum visitante diria que estamos às vésperas do maior evento esportivo do planeta.

“Com a crise política e econômica, houve uma transformação na maneira como os cariocas se relacionam com os Jogos. Em 2009, quando ganhamos, houve uma festa nacional, era um novo status internacional para o Brasil. Hoje o Rio vive um sentimento ainda mais hostil do que o país viveu durante a Copa de 2014”, avalia o professor e cientista político carioca Maurício Santoro. “Na época, apesar dos protestos, alguns brasileiros decoraram suas ruas com as cores da bandeira do Brasil, algo fantástico e que só o futebol consegue. Hoje não vemos nada disso, pelo contrário”, completa. Santoro relata que o faxineiro do prédio onde mora lhe disse um dia que estava cruzando os dedos para que chovesse durante os Jogos e estragasse a festa. “É um exemplo de como as classes populares não sentem este evento como delas. Eu mesmo vejo o Maracanã [onde acontecerão as competições de atletismo, futebol e arco e flecha] da minha janela na universidade, em greve desde março por falta de recursos. Gastaram 1 bilhão de reais para reformar o estádio, o mesmo dinheiro com o qual minha faculdade funciona durante dois anos.”

Além da falta de entusiasmo – 63% dos brasileiros acreditam que os Jogos trarão mais prejuízos do que benefícios, segundo a última pesquisa – há também o medo de um possível ataque terrorista. O terror conseguiu eclipsar até os temores de contrair o zika vírus, uma das principais preocupações até agora. A prisão, na semana passada, de 11 brasileiros que demonstraram simpatia pelo Estado Islâmico em grupos do WhatsApp materializou, no ideário coletivo, o temor, até agora distante, de que um ataque é possível.

Vários fãs que compraram entradas reconhecem que seu medo aumentou com os últimos ataques na Europa e a prisão desse grupo que tinha jurado lealdade aos jihadistas, mas nenhum mudará de planos. “A palavra ‘medo’ talvez não seja a mais adequada. Mas fico bastante inquieta”, explica a espanhola Raquel Pena, que viajará de São Paulo ao Rio para as competições que começam em 5 de agosto.

Os brasileiros, familiarizados com índices de criminalidade altíssimos – enquanto a Espanha registra menos de um assassinato por 100.000 habitantes, o Brasil registra 32 – também não se sentem seguros, mas veem o terrorismo como uma ameaça a mais em seu dia a dia. A ginecologista Leticia Passarelli, que de São Paulo virá ao Rio com seu marido, um bebê e duas primas, tem mais medo depois do atentado de Nice, no qual um tunisiano acabou com a vida de 88 pessoas ao volante de um caminhão, e também com a prisão do grupo islâmico brasileiro. “Não estou tranquila, mas quero muito ir. Tenho um medo mais real do que o terrorismo, que é o trajeto até o aeroporto”, explica, em referência a um possível assalto a mão armada, crime relativamente comum nas avenidas que ligam o aeroporto internacional do Rio ao centro da cidade. Rafael Cordone, de 29 anos, não se arrisca a afirmar que a ameaça terrorista seja uma “besteira”, mas diz que se nega a deixar-se influenciar pela “indústria do medo”. “Eu vou, vou ver o [Usain] Bolt em toda a sua glória. Se morrer, que seja, não é que não exista perigo em outras coisas que faço diariamente.”

O veto do COI aos representantes do atletismo russo, acusados de doping com a conivência das autoridades, também não ajuda a despertar o espírito pré-olímpico, mas teria sido pior se o Comitê no fim tivesse proibido a participação de toda a delegação. A família da espanhola Sara Martínez comprou ingressos para as competições de vela, basquete, ciclismo e também de atletismo. “Não deixaremos de ir, mas sem dúvida as competições de atletismo perderam boa parte de seu atrativo. Sem os russos não será a mesma coisa”, lamenta Martínez. Cordone verá Bolt correr, mas não verá Yelena Isinbayeva saltar, um dos motivos por que comprou uma entrada para a final de salto com vara feminino. “Fiquei irritado, mas concordo com a eliminação”, diz. “Prefiro a ausência dos russos do que a deslealdade esportiva na competição.”

jul
26
Posted on 26-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 26-07-2016


Miguel. no Jornal do Comércio (PE)

DO PORTAL EUROPEU DE NOTÍCIAS TSF

Reportagem de João Alexandre, que acompanha a Convenção Democrata.

“Queremos apresentar um pedido de desculpas profundo e sincero ao senador Sanders, aos seus seguidores e a todo o Partido Democrata pelas observações imperdoáveis feitos por e-mail”, disse o Comitê Nacional Democrata na abertura dos trabalhos no Wells Fargo Center.

Para o comitê, que garante que a troca de correio eletrônico e os comentários nele contido não reflete os valores do partido nem o “firme compromisso com a neutralidade” durante as eleições primárias, as mensagens, que procuraram minar o caminho de Bernie Sanders, são consideradas “indesculpáveis”.

Para além de Sanders, considerado prejudicado pelo ataque movido dentro do partido, a poêmica revelada pela organização WikiLeaks já fez outra vítima, com o anúncio de Debbie Wasserman Schultz de que, na sequência do caso, irá deixar vaga a cadeira de presidente do partido, deixando também para Stephanie Rawlings-Blake, prefeita de Baltimore, a tarefa de dar o pontapé de saída e liderar de forma interina, até quinta-feira, os trabalhos da convenção.

“É uma honra e um prazer receber-vos”, afirmou, seguindo-se depois a tradicional pancada de martelo.

A convenção tinha começado há poucos minutos, mas, nem por isso, logo nos primeiros minutos, as divisões deixaram de ser salientadas pelos apoiadores dos dois candidatos que colocaram as primárias democratas sob os holofotes de milhões de pessoas.

Por entre os elogios da Reverenda Cynthia Hale – uma das convidadas a participar na cerimônia de abertura da convenção – a Hillary Clinton, centenas de delegados começaram a aplaudir a ex-primeira dama, mas, logo depois, o Wells Fargo Center unia-se para gritar: “Bernie, Bernie!”.

De um lado e de outro, cada um dos delegados puxando pela candidatura favorita, numa rivalidade que promete ser notória numa convenção de quatro dias e que irá, ao que tudo indica, servir para oficializar a nomeação de Hillary Clinton como opositora de Donald Trump nas eleições de novembro, mas também para sarar as feridas abertas dentro do partido.

Esta madrugada, as atenções estavam todas viradas para os discursos de Michelle Obama, mas, sobretudo, de Bernie Sanders, num momento que se espera de maior união – no seguimento do apoio oficial do senador do Vermont a Hillary Clinton – e durante o qual grande parte dos democratas quer voltar a ver repetido o slogan “Juntos somos mais fortes”, como símbolo de um partido reforçado, depois da polêmica dos últimos dias, e mais unido do que nunca.

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