DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um mero rótulo no “poder”

Resultado de manifestações contra a ausência de negros e mulheres no primeiro e segundo escalões do governo Michel Temer, a nomeação da desembargadora Luislinda Valois para a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial é apenas uma formalidade.

Maioria puramente demográfica, os chamados afrodescendentes constituem, por origem não reparada, as camadas menos privilegiadas e mais discriminadas da população, paradoxalmente ao sentimento “politicamente correto” que despertam.

O resto é demagogia

Na mesma linha de raciocínio, negros dão charme eleitoral a uma chapa, especialmente nesta que é citada “a maior cidade negra fora da África”, embora só tenham lugar na periferia (dos governos).

Por isso a candidata a prefeita Alice Portugal (PCdoB), que deverá emplacar um “afrodescendente” como vice, corre para o marketing do racismo: “A pobreza em Salvador tem cor: é negra”.

A verdade do dia a dia, desgraçadamente, é outra. A pobreza é da grande maioria do povo soteropolitano e do povo brasileiro, independentemente da, a esta altura multissecular, composição étnica da nossa história.

Tijolo por tijolo

A propósito, pelo que se observa e se ouve no meio social, o prefeito ACM Neto trabalha intensamente nesse segmento.

Não somente nas questões básicas da saúde e educação, mas na infraestrutura urbana e até dentro das próprias residências populares.

Em outubro, o mapa dos resultados eleitorais dirá que discurso funcionou melhor.

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