DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Dilma: “João Santana não acusou minha campanha”

Dilma Rousseff, em entrevista publicada no UOL, teve o descaramento de dizer o seguinte sobre o dinheiro sujo que bancou suas campanhas eleitorais:

“Querida, nem o João Santana nem a mulher dele acusaram a minha campanha. Eles se referem a episódios que ocorreram depois de encerrada a campanha, e depois que o comitê financeiro da minha campanha foi dissolvido, dois anos depois. Então não há nenhuma afirmação que atinja a mim e a minha campanha. E é público e notório que eu jamais autorizei caixa 2 na minha campanha”.

Querida, é verdade: quando a Keppel Fels pagou propina para cobrir suas dívidas de campanha, você já era presidente da República. E a Odebrecht continuou pagando propina para sua campanha até 2015.


Salve o mestre Ataulfo Alves, criador desta preciosidade musical!

BOM TARDE E BOA NOITE!!!

(Vitor Hugo Soares)

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

Um mero rótulo no “poder”

Resultado de manifestações contra a ausência de negros e mulheres no primeiro e segundo escalões do governo Michel Temer, a nomeação da desembargadora Luislinda Valois para a Secretaria da Promoção da Igualdade Racial é apenas uma formalidade.

Maioria puramente demográfica, os chamados afrodescendentes constituem, por origem não reparada, as camadas menos privilegiadas e mais discriminadas da população, paradoxalmente ao sentimento “politicamente correto” que despertam.

O resto é demagogia

Na mesma linha de raciocínio, negros dão charme eleitoral a uma chapa, especialmente nesta que é citada “a maior cidade negra fora da África”, embora só tenham lugar na periferia (dos governos).

Por isso a candidata a prefeita Alice Portugal (PCdoB), que deverá emplacar um “afrodescendente” como vice, corre para o marketing do racismo: “A pobreza em Salvador tem cor: é negra”.

A verdade do dia a dia, desgraçadamente, é outra. A pobreza é da grande maioria do povo soteropolitano e do povo brasileiro, independentemente da, a esta altura multissecular, composição étnica da nossa história.

Tijolo por tijolo

A propósito, pelo que se observa e se ouve no meio social, o prefeito ACM Neto trabalha intensamente nesse segmento.

Não somente nas questões básicas da saúde e educação, mas na infraestrutura urbana e até dentro das próprias residências populares.

Em outubro, o mapa dos resultados eleitorais dirá que discurso funcionou melhor.


Amy Winehouse = Saudades!!!
Cantemos com Amy esta fabulosa canção, para lembrar dela. Sempre!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)


Paula Cesarino Costa, a Ombudsman da Folha.


DEU NA FOLHA DE S. PAULO

“Fundado em 1983, o instituto de pesquisas Datafolha, pertencente ao Grupo Folha, acumulou um patrimônio de qualidade técnica, arrojo de abordagem e interpretação de dados isenta. Sua credibilidade foi construída em trabalho conjunto com a Redação. Introjetou-se de tal forma no jornal que uma crítica antiga à Folha é a de ser um jornal “data-dependente”.

Dito isso, é preciso reconhecer que a semana que passou foi amarga para o Datafolha e para a Folha.

Desde que assumi o mandato, nenhum assunto mobilizou tanto os leitores. Do total de mensagens recebidas desde quarta-feira, 62% foram críticas e acusações ao jornal.

Variavam de fraude jornalística e manipulação de resultados a pura e simples má-fé, passando por sonegação de informação e interpretação tendenciosa.

A questão central está na acusação de o jornal ter omitido, deliberadamente, que a maioria dos entrevistados (62%) pelo Datafolha se disseram favoráveis a novas eleições presidenciais, em cenário provocado pela renúncia de Dilma Rousseff e Michel Temer.

Optou por destacar que 50% preferiam a permanência de Temer à volta de Dilma, em questão que, mesmo sem haver essa hipótese, 3% disseram defender novas eleições.

As perguntas 11, 13 e 14 do questionário do Datafolha (leia a seguir) tornaram-se objeto de vigorosa controvérsia.

Os sites The Intercept, do jornalista Glenn Greenwald, e Tijolaço, do jornalista Fernando Brito, acusaram a Folha de “fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer”.

Em trabalho complementar, comprovaram que o jornal omitira da reportagem e do questionário divulgado no site do Datafolha questão proposta aos entrevistados sobre a convocação de novas eleições.

Outra pergunta também foi omitida. Esta pedia aos entrevistados que avaliassem se o processo de impeachment está seguindo as regras democráticas e a Constituição: 49% disseram que sim; 37% que não.

Para alimentar teorias conspiratórias, revelou-se que o Datafolha colocou em seu site mais de uma versão do relatório da pesquisa polêmica, sendo que em só uma delas constavam as duas perguntas. O instituto explica que faz um relatório completo para a Redação, mas divulga no site apenas o que saiu no jornal. No caso, o primeiro documento continha, por falha, título sobre a pergunta 14, ausente do relatório por não ter sido usada.

Diante da polêmica, Folha e Datafolha optaram por divulgar link para o relatório completo.

Reveladas as omissões e estabelecida a confusão, o editor-executivo do jornal, Sérgio Dávila, disse que o resultado da questão sobre a dupla renúncia de Dilma e Temer não pareceu especialmente noticioso, por repetir uma tendência, além de o jornal considerar tratar-se de cenário político pouco provável.

Leitores discordaram: “A Folha me pareceu escapar pela tangente, com respostas vagas”, disse Eduardo Ottoni. “Os argumentos chegam a ser até um insulto à inteligência do leitor”, afirmou Márcia Meireles. “A Folha errou, é tão grave assumir seus erros?”, questionou.

A ombudsman resumiu as críticas dos leitores ao editor-executivo. Dávila argumentou que “o único cenário concreto à frente é o Senado decidir se Dilma Rousseff volta a exercer o cargo de presidente da República ou se Michel Temer continua a exercê-lo. Não há terceira opção além dos dois desfechos possíveis. (…) Faz parte da boa prática jornalística não publicar o que é pouco relevante”.

Dávila lembrou que a Folha frequentemente publica uma fração das pesquisas, “nunca sua íntegra”.

Discordo em muitos pontos do editor-executivo. Quando a Folha, em editorial de Primeira Página em 3 de abril, defendeu a renúncia de Dilma e de Temer e a convocação de nova eleição, também esse não era um cenário provável.

Se a possibilidade de dupla renúncia não era mais levada em conta, por que então a questão foi incluída na pesquisa? O questionário já foi elaborado nesse cenário. A repetição de tendência como argumento para não publicar o resultado é incoerente com a prática do jornal por anos a fio.

Quando secretária de Redação e editora de Política, participei da elaboração de incontáveis questionários de pesquisas Datafolha. Com a limitação técnica de quantidade de perguntas, cada uma precisa ser muito bem pensada e escolhida. Não há justificativa para colocar uma pergunta e depois ignorá-la.

Na crítica que circula diariamente na Redação, questionei a abordagem da pesquisa, feita pelo jornal, subaproveitando temas políticos, ao destacar em manchete o otimismo com a economia. Reveladas as omissões, lamentei a forma como o jornal enfrentou a polêmica. Sugeri que reconhecesse seu erro editorial e destacasse os números ausentes da pesquisa em nova reportagem.

A meu ver, o jornal cometeu grave erro de avaliação. Não se preocupou em explorar os diversos pontos de vista que o material permitia, de modo a manter postura jornalística equidistante das paixões políticas. Tendo a chance de reparar o erro, encastelou-se na lógica da praxe e da suposta falta de apelo noticioso”.

A reação pouco transparente, lenta e de quase desprezo às falhas e omissões apontadas maculou a imagem da Folha e de seu instituto de pesquisas. A Folha errou e persistiu no erro.

jul
25
Posted on 25-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2016

Edifício da Vila Olímpica destinado ao alojamento
Edifício da Vila Olímpica destinado ao alojamento
Marcelo Sayão EFE

DO EL PAÍS

A delegação australiana, já no Rio de Janeiro para se preparar para o maior evento do esporte mundial, se recusou, de momento, a ficar hospedada na Vila Olímpica. Parte dos membros da equipe detectaram problemas no fornecimento de eletricidade, água e gás, além de “muita sujeira” nas instalações, segundo a chefe da missão, Kittyv Chiller. O complexo, que receberá todos os atletas que participam da competição, foi oficialmente inaugurado no domingo, e os australianos foram os primeiros a conhecer o espaço.

A prefeita da Vila, a ex-jogadora da seleção brasileira de basquete Janeth, afirmou que as instalações “ainda não estão 100%”, mas que acredita que tudo “será resolvido” durante os próximos dias. “As reclamações são normais, nos primeiros dias, depois de chegar, sempre se encontram alguns problemas. Isso acontece em todas as grandes obras, inclusive dentro de nossas próprias casas”, argumentou a atleta, que foi medalha de prata na Olimpíada de Atlanta, em 1996, e bronze em Sydney, em 2000.

Após o incidente, o Comitê Olímpico do Rio contratou 500 funcionários para trabalhar contra o relógio e solucionar os problemas identificados até o momento. Entre as delegações que já começaram a se hospedar na Vila Olímpica, além da brasileira, estão as de Itália, Alemanha e Canadá. No entanto, o número de atletas de outros países deve começar a aumentar durante os próximos dias.

O Comitê Olímpico do Rio contratou 500 funcionários para trabalhar contra o relógio e resolver os problemas identificados

O condomínio, composto por 31 edifícios e grandes áreas verdes, quadras de diversos esportes e espaços comerciais, fica no bairro da Barra da Tijuca, a cerca de três quilômetros do Parque Olímpico. A Vila foi construída sem recursos públicos por empresas que obtiveram os direitos para erguer edificações maiores do que as permitidas nessa área e vender posteriormente os 3.604 apartamentos, mas até ao momento só foram comercializados pouco mais de 250.

A Vila foi construída por 18.000 trabalhadores, que usaram 430.000 metros cúbicos de concreto e 43.000 toneladas de aço. Tem 10.000 metros quadrados de telhados verdes para reduzir a sensação térmica, 75 painéis solares para aquecer a água e uma estação de tratamento que permite reutilizar a água nos jardins e vasos sanitários.

A abertura da Vila Olímpica para os atletas coincide com o início da restrição do espaço aéreo brasileiro, o que impede inclusive voos de parapente e asa-delta. Além disso, no domingo as Forças Armadas começaram a patrulhar as ruas do Rio de Janeiro para reforçar a segurança para a competição, que terá início no dia cinco de agosto.

jul
25
Posted on 25-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Charge Online

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

“Estou quase botando um canguru na frente deles”

Eduardo Paes rebateu os australianos com graça.

“É um dia para se comemorar. A Vila (Olímpica) é incrível, mais bonita e melhor que a de Sydney. É natural que você tenha algum tipo de ajuste a fazer, mas vamos fazer os australianos se sentirem em casa aqui. Estou quase botando um canguru para pular na frente deles”, comentou o prefeito do Rio de Janeiro, segundo o Estadão.

Mais cedo, a delegação australiana proibiu seus atletas de se instalarem na Vila, classificada por eles como “inabitável”.

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