BOA TARDE!!!

DO PORTAL G1/ O GLOBO

Morreu no Rio de Janeiro de Janeiro, na noite desta sexta-feira (22), a cantora Lidoka Matuscelli, aos 66 anos, ex-integrante das Frenéticas, informou seu filho, Igor, em rede social. As Frenéticas fizeram sucesso entre os anos 1970 e 1980, incendiando as danceterias com músicas como “Dancin’ days”, “Perigosa” e “Feijão maravilha”.

Lidoka enfrentou um câncer durante 10 anos.

“Ela estava em casa. A cortina se fechou em seu quarto, com muita paz e tranquilidade. Foi por volta das 22h (desta sexta-feira)”, afirmou o filho de Lidoka, Igor Machado, ao jornal “O Globo”.

O filho Igor Bandoca anunciou a morte da mãe no Facebook. “Informo a todos que minha mãe, a eterna Frenética, voou há duas horas. Agora irá curtir as energias do céu! Que sorte tive em poder me despedir, aceitar e entender sua ida. Agradeço muito a todos, vocês ajudaram muito a seu espírito subir com paz. Foi supertranquilo, em paz. Como um passarinho, palavras do enfermeiro que estava acompanhando ela. Grande bj a todos!”, postou no perfil da cantora.

Durante a madrugada deste sábado (23), o filho Igor postou um longo texto para homenagear a mãe. “Inesquecível ela brincando comigo”, escreveu.

Leiloca

A ex-cantora Leiloca, que também integrou as Frenéticas, homenageou Lidoka no Instagram e também no Twitter. “Taurina, guerreira, divertida, sua luta não foi em vão. Agora acabaram-se as limitações e você pode voar”, escreveu.


Rosental Calmon Alves: mérito na conquista do Cabot 2016


Juarez Bahia:”cole com ele”, um conselho no Jornal do Brasil

ARTIGO DA SEMANA

Rosental, Cabot 2016: Viva o jornalismo brasileiro

Vitor Hugo Soares

Navego águas intranquilas da Internet, destes dias no Brasil de olhos vidrados no terrorismo, às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, enquanto, em Curitiba, o juiz Sérgio Moro segue inabalável expondo, à luz do sol e ao conhecimento da sociedade, o perigo maior: as contaminadas entranhas de um País moralmente doente, mas ainda em busca esperançosa de uma saída para a salvação. Desta vez, na quinta-feira, 21, quando o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, diante do magistrado, revelaram de viva voz a disposição de colaborar com a Justiça, no crucial andamento da Operação Lava Jato.

Trafego, com atenção e cuidado, pelas paginas dos sites dos principais jornais nacionais e estrangeiros e outras mídias informativas. Ando à cata de notícias “quentes” (ou menos manjadas, digamos assim), para abastecer e atualizar o site blog que edito há anos na Bahia. De repente, o sopapo formidável de um fato inesperado para o distraído jornalista que assina este artigo, apesar da justiça cristalina do conteúdo. Confira a notícia – já transcrita em O Globo e no blog de Fernando Rodrigues (UOL-Folha –Twitter). Isso talvez ajude a entender melhor o enorme alvoroço que, em seguida, me assalta a memória e vai pousar no coração do veterano repórter, temperado há décadas para receber fortes impactos, que mexem fundo na emoção.

“O professor e jornalista Rosental Calmon Alves, fundador do Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, foi escolhido para receber o Prêmio Maria Moors Cabot 2016, da Universidade de Columbia, em Nova York. O prêmio, que reconhece coberturas jornalísticas excepcionais nas Américas, e que tenham contribuído para o entendimento interamericano, destacou que Rosental é “um verdadeiro líder inovador em cenário de mudanças na mídia”.

Confiro o calendário do PC, depois de ler a informação original: Quarta-Feira, 20 de julho de 2016. Data destinada a representar uma marca histórica de reconhecimento internacional da inteligência, inovação e qualidade do jornalismo brasileiro. Isso, apesar do ralo destaque e parca repercussão do fato, até aqui, em nossos maiores jornais impressos, principais redes de televisão ou emissoras de rádio e outras mídias, incluindo o jornalismo que se pratica na Internet, universo de inovação tecnológica e profissional onde o vencedor do Prêmio Cabot deste ano é um notável pioneiro no Brasil.

Em Salvador, de onde escrevo estas linhas semanais de informação e opinião, a desatenção das pautas e o silêncio nas redações e nas principais entidades de representação profissional são de mexer com os nervos. Isso, apesar da estreita relação e contribuição de Rosental com o jornalismo baiano – especialmente no rádio e na web.

O que não esqueço nunca é do meu primeiro encontro com o agora vencedor do mais antigo e relevante prêmio mundial do jornalismo livre e independente, que teve, ano passado, outro ganhador brasileiro: o jornalista Lucas Mendes, âncora do programa Manhattan Connection, da Globo News. A memória me reconduz ao começo dos anos 70, quando nos vimos pela primeira vez, no Rio de Janeiro. O encontro foi em frente à porta de vidro que separava o “aquário” da Editoria Nacional, do monumental e vibrante espaço onde funcionava a Redação do Jornal do Brasil, na nova sede do então indispensável diário, na Avenida Brasil. Chefe da Redação, da Sucursal de Salvador, acabara de desembarcar no Rio, para fazer um treinamento preparatório, para implantação da Rádio Jornal do Brasil FM- Salvador que, na época, representaria uma inovação expressiva de conteúdo e qualidade no rádio-jornalismo baiano.

Conversava com Juarez Bahia, editor Nacional, uma das legendas do jornalismo brasileiro que povoavam o grande diário. Seis prêmios Esso no currículo, autor de livros clássicos do ensino da Comunicação, mestre de Teoria e Prática, de várias gerações de acadêmicos e profissionais de imprensa, ponte competente, generosa e segura na ligação Rio-Salvador no JB. Um jovem repórter, a caminho do trabalho na redação da Rádio JB-AM, aparentemente tão tímido quanto eu, pára para cumprimentar o editor, professor e amigo comum.

Bahia, ao seu estilo tranqüilo, mas incisivo, surpreende aos dois, dirigindo-se a mim: “deixe eu lhe apresentar aqui ao Rosental. Para mim, ótimo repórter e excelente redator, além de uma das melhores jovens promessas, entre os profissionais de sua geração. Cole nele, estou certo de que lhe será muito útil neste seu atual aprendizado de rádio- jornalismo. Antevejo, ainda, uma rica e produtiva amizade cultural e profissional entre vocês dois”. Na mosca! Profético, Juarez Bahia. Foi química positiva à primeira vista. Ali nascia a amizade que atravessaria décadas, até o amargo fim do Jornal do Brasil. Lembro que um dos últimos e mais agradáveis encontros foi em seu apartamento, em Buenos Aires, quando Rosental iniciava na Argentina sua destacada atuação de correspondente internacional.

Agora olho a foto que ilustra a notícia do Cabot 2016. O senhor de barbas, ar sempre reflexivo, fala da honra com o reconhecimento pelo seu quase meio século de carreira dedicada ao jornalismo. Vibra, ainda, com a mesma intensidade do jovem que conheci no JB. Ou o garoto que começou aos 16 anos, como estagiário nas redações do Rio.

Diz ter pensado que suas chances de ganhar o Cabot tinham terminado quando ele deixou o Jornal do Brasil, após 27 anos no jornalismo brasileiro. Mas a verdade é: ainda assim,desde que mudou da redação carioca para a sala de aula em Austin, no Texas, seguiu fazendo tudo para contribuir e poder melhorar o jornalismo no Hemisfério Ocidental. Um exemplo, de verdade.

Valeu, Rosental! O jornalismo brasileiro lhe agradece. E o Prêmio Maria Moors Cabot 2016 lhe cai como luva. Abraço da Bahia para você. O saudoso “Bahia”, estou certo, vibra também com a sua conquista, onde ele estiver agora. Minhas palmas e meu melhor e mais forte abraço.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

DEU NO BLOG POR ESCRITO ( DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

A Palestina acima dos Jogos Olímpicos

A “inteligência” brasileira já teve seus 15 minutos de fama – ou seriam 15 segundos? – previstos por Andy Wharol para todo ente vivente do planeta.

Agora deve repousar nos louros da vitória da prisão de “dez terroristas” e aguardar que os Jogos Olímpicos passem sem mais patacoadas, embora sempre atenta.

A questão palestina é o embrião de toda e qualquer luta envolvendo o sentimento islamita, porque é uma causa nacional, que, sem o radicalismo, teria sido resolvida na década de 90 pelos acordos de Oslo.

Em segundo plano, mas não menos importantes, vêm, nos diversos países da região, os problemas econômicos e sociais que milenarmente submetem populações à pobreza.

O Brasil tem uma história de apoio ao Estado da Palestina, e somente os adversários e agressores dessa ideia podem temer o ódio que provocam: Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Rússia…

Assaltos com barreiras

Os “riscos” detectados na periferia dos Jogos não trariam consequência que não tenhamos visto amiúde como “crime comum”, mas que igualmente leva vidas, praticamente todo dia, embora o público só tome conhecimento das armações telefônicas dos bandidos, pela TV, depois que elas se consumaram.

Desta vez, foi ao contrário. Grampearam muita gente, em Estados distintos do país, quando a barbárie estava ainda em fase de “planejamento”.

O mundo se curva ante o Brasil, sem atentar para o fato de que milhares de nacionais que desembarcam no Rio com o espírito esportivo no coração passarão por outro tipo de prova nas esquinas.


BOM DIA!!!

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Coletiva de Moraes surpreendeu investigadores

O Antagonista apurou com fontes da investigação da Operação Hashtag que a coletiva do ministro Alexandre de Moraes pegou todos de surpresa. Diante das informações truncadas de Moraes, o juiz Marcos Josegrei da Silva foi obrigado a convocar a imprensa para dar explicações.

Não é comum que juízes federais convoquem a imprensa para falar de inquéritos em andamento. O próprio Sérgio Moro nunca deu entrevistas para falar especificamente sobre investigações da Lava Jato.

“Não era para ter coletiva, nem era para que a investigação vazasse. Tudo deveria ter ficado em sigilo, inclusive as prisões”, diz um dos investigadores.

Ficou claro que Moraes quis explorar politicamente o caso às vésperas das Olimpíadas.

jul
23
Posted on 23-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2016


Son Salvador, no jornal Estado de Minas (MG)

jul
23
Posted on 23-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-07-2016

DO EL PAÍS

Marc Bassets

Cleveland

O republicano Donald Trump se apresentou nesta quinta-feira como o presidente que devolverá a lei e a ordem aos Estados Unidos, renunciará ao intervencionismo militar e defenderá o cidadão comum contra as elites, que identificou com sua rival, a democrata Hillary Clinton. Em um discurso estridente de mais de uma hora, descreveu um país mergulhado na violência e no caos e qualificou Clinton como uma mulher corrupta e incapaz de tirar a maior potência mundial da crise.

“Com humildade e gratidão, aceito a indicação à presidência dos Estados Unidos”, iniciou Trump. Eram 22h22 (hora local) em Cleveland (Ohio), e o Partido Republicano homologava definitivamente o magnata e showman nova-iorquino como seu novo líder.

O discurso colocou fim a uma atribulada convenção republicana, que confirmou sua candidatura, mas fracassou na tentativa de acalmar o ceticismo motivado por seu temperamento volátil e seus vaivéns ideológicos. O pessimismo do candidato e sua desconfiança quanto às possibilidades do próprio país se afastam das melhores tradições do partido – a do sorriso reaganiano e sua luminosa cidade sobre a colina.

Trump desta vez encaixou sua retórica num texto mais trabalhado e organizado do que o habitual em suas falas de improviso. Leu sem se afastar do roteiro, mas deixou claro que não mudará o tom estridente adotado nas primárias. A correlação entre imigração e criminalidade, o insulto aos rivais como arma política e a retórica apocalíptica guiaram um discurso infestado de meias verdades e dados manipulados. Trump foi Trump.

O candidato prometeu uma era de prosperidade e segurança nos Estados Unidos, depois de anos de suposto declínio e corrupção que atribuiu a Hillary Clinton, ao presidente Barack Obama e aos seus antecessores, incluindo os democratas e republicanos. Sua presidência quer representar um recomeço. Com uma retórica que mistura a lei e a ordem de Richard Nixon com a tradição nativa mais populista e nacionalista, postulou-se como o candidato que gerará empregos, salvará as classes médias e tornará o país mais respeitável perante o mundo.

“A criminalidade e a violência que hoje afligem a nossa nação logo acabarão. Em 20 de janeiro de 2017 a segurança será restaurada”, disse Trump, referindo-se à data da posse presidencial.

O candidato traçou um retrato sombrio dos EUA. Um país, segundo ele, mergulhado numa onda de criminalidade e inundado por imigrantes perigosos, com uma economia que empobreceu as classes médias e especialmente as minorias. Os acenos a negros e hispanos foram constantes, como se ele quisesse se redimir das ofensas que proferiu a essas comunidades, especialmente a hispânica.

É a hora do populismo em ambas as margens do Atlântico. Trump prometeu defender “os homens e mulheres esquecidos deste país” e “as pessoas que se esforçam, mas não têm mais voz”. “Eu sou sua voz”, repetiu várias vezes, como um estribilho. “Entrei para a arena política para que os poderosos não possam ferir as pessoas incapazes de se defender sozinhas.” Clinton, disse ele, é “uma marionete” a serviço de lobbies e dos poderosos.

Um populista multimilionário? “Ninguém conhece o sistema melhor do que eu, e é por isso que só eu posso consertá-lo.”
O palco de Cleveland.
O palco de Cleveland. RICK WILKING REUTERS

“Americanismo, não globalismo”

Outro lema de Trump é America First, “a América em primeiro lugar”, idêntico ao que era usado no começo dos anos 1940 por simpatizantes do nazismo e grupos antissemitas contrários à entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.

Num país cansado de envolvimento em conflitos armados, é popular a rejeição aos “quinze anos de guerras fracassadas no Oriente Médio” – guerras iniciadas por um republicano, George W. Bush. “Americanismo, não globalismo – será o nosso credo”, acrescentou. Trump é um produto puramente norte-americano, mas também muito europeu: nacionalismo e cosmopolitismo, a divisão é idêntica.

O candidato mencionou de passagem a proposta de construir um muro na fronteira com o México e não citou o veto à entrada de muçulmanos, uma ideia sua agora remodelada como um veto aos imigrantes de países implicados em terrorismo. Também disse que renegociará os principais acordos comerciais dos EUA.

Trump, um bilionário sem experiência política, não pronunciou o slogan extraoficial desta convenção: o grito de “para a cadeia, para a cadeia”, que foi em diversas ocasiões entoado em coro pelos convencionais contra Hillary Clinton. No entanto, o candidato a acusou de “crimes terríveis”, uma afirmação sem base jurídica, mas amplamente aceita por muitos eleitores.

Depois de recapitular sua etapa como secretária de Estado, disse: “Este é o legado de Hillary Clinton: morte, destruição e fraqueza”. Para a maioria dos norte-americanos, e para a maioria dos aliados externos de Washington, tampouco Trump é aceitável como presidente. Dado o tom da campanha, é difícil hoje imaginar que na noite de 8 de novembro, fechadas as urnas, o derrotado possa felicitar o vencedor.

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