jul
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Posted on 20-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-07-2016

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Juiz do DF suspende pagamento a desembargadores

Lauro Jardim informa que o juiz federal Bruno Anderson Santos Silva, do DF, suspendeu um pagamento previsto para hoje de diferenças de quintos a magistrados — uma verba que o STF já decretou inconstitucional.

Os desembargadores do TRF da 1ª Região Gilda Sigmaringa Seixas e Luciano Tolentino Amaral, por exemplo, receberiam R$ 266.254,16 e R$ 145.735,08, respectivamente.

BOA NOITE!!!

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Posted on 20-07-2016
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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Tudo pronto!

Leonardo Picciani disse, segundo a Globo News, que “está tudo pronto” para as Olimpíadas.

Tudo, tudo pronto, como vimos mais cedo.


CINEMA/ TELAS FEMININAS

TRÊS MULHERES OCUPAM TELAS BAIANAS

Lúcia Jacobina Mesquita

Três personagens femininas ocupam as telas dos cinemas em Salvador, sob o foco da câmera de três diretores diferentes, um francês, um inglês e um espanhol.

O primeiro, “Marguerite”, de Xavier Giannoli, acaba de ser premiado com quatro “César de 2016”, na França. Este filme estreou no Festival Varilux, uma mostra das últimas produções cinematográficas francesas, exibido em todo o Brasil, este ano, entre os dias 08 e 22 junho passado, por iniciativa da Embaixada da França no Brasil, de seus vários consulados espalhados pelas principais capitais e da rede de Alianças Francesas, além de filiais de empresas francesas.

“Marguerite” foi o primeiro filme dessa mostra a entrar em cartaz no circuito comercial, já estando na quarta semana de exibição. Seu diretor não é tão conhecido do grande público e Catherine Frot, a atriz principal destacou-se por sua excelente interpretação como chefe de cozinha do presidente Miterrand, no filme “Os Sabores do Palácio”. Xavier Giannoli é um dos jovens realizadores do cinema francês e adaptou livremente em “Marguerite” uma história real. Seu filme ganhou os prêmios de “Melhor Figurino” e “Melhor Direção de Arte”, recebeu ainda o de “Melhor Edição de Som” e sua intérprete, Catherine Frot, o de “Melhor Atriz”. Além do figurino, da cuidadosa reconstituição de época e do talento da atriz principal, Giannoli ambienta sua Marguerite nos arredores de Paris, na década de 20, como uma mulher rica, dedicada à música lírica que realiza recitais beneficentes em sua residência, com o aplauso condescendente de um grupo de amigos, até que dois jornalistas inescrupulosos penetram no exclusivo ambiente e revelam para o grande público a farsa. Giannoli nos fala do poder do dinheiro que tudo pode comprar e de uma mulher que chega até o esgotamento físico por lhe faltar senso de realidade.

O filme se constrói sobre uma sociedade cruel que se diverte com o sofrimento alheio como nos espetáculos de pão e circo dos romanos e zomba também da decadência da classe artística. Enfim, diretor e roteirista passam toda a duração do filme procurando uma justificativa para a alienação da mulher, construindo ao seu redor personagens desestruturadas e caricatas, até o dramático epílogo.

Com o mesmo argumento, Stephan Frears, o famoso diretor inglês, criou “Florence”, interpretada pela magnífica Meryl Streep e baseado na história real de Florence Foster Jenkis, uma rica herdeira americana cujo sonho era protagonizar grandes papéis na ópera e cujo amor pela música era reconhecido entre os que estavam próximos e lhe devotavam verdadeira admiração. Ela era portadora de sífilis, doença contraída através do casamento e que iria interferir em toda sua vida, burlando sua percepção auditiva, a emissão de voz e até o relacionamento amoroso mantido com um nobre inglês vivenciado na tela por Hugh Grant. O roteiro seguido por Stephan Frears é mais consistente, a narração linear permite acompanhar o desenvolvimento do enredo em poucos cenários e os cortes precisos dotam o filme de leveza e concisão. Suas personagens vivenciam a vida artística com entusiasmo e a imprensa cumpre com seriedade o seu papel de informar. Até a exposição final de Florence, numa grande sala de espetáculos, feita perante o grande público que indiferente às carências e ignorante da generosidade da promoção, não perdoa excentricidades. Florence já ingressa na segunda semana de exibição e ocupa várias salas de cinema.

Por último, há “Julieta”, o filme do espanhol Pedro Almodóvar cuja filmografia sempre se construiu no excesso, seja no comportamento das personagens, nas cores berrantes dos cenários e na profusão de ornamentos no figurino. E o cineasta continua a projetar nas personagens seus demônios e culpas, já tendo criado ao longo de sua carreira uma complexa galeria de mulheres histéricas, barulhentas, imprudentes e, por fim, castradoras. “Julieta” é trazida para a contemporaneidade e mostrada como uma mulher solitária e independente que exerce a profissão de professora de literatura clássica sempre envolvida com a leitura, colocando em cena uma personalidade fantasiosa e impulsiva. Almodóvar exibe de forma deliberada uma analogia com a aventura e a tragédia num mar espanhol que é ao mesmo tempo simulacro do mar grego, onde as paixões humanas definiram para a posteridade seus arquétipos. No momento crucial do filme, a convulsão no mar e na alma dos amantes fundiram-se para atingir a todos com o seu rastro de destruição e morte, fazendo com que a culpa atinja duplamente Julieta em sua integridade física e psíquica com as perdas decorrentes de seu relacionamento amoroso e maternal.

O enigma permanece em sua essência como a incomunicabilidade que não poupa sequer os relacionamentos mais íntimos. Mas Almodóvar reservará para suas personagens a ação do tempo se incumbindo de trazer a cada um o calvário que lhe foi reservado e através dessa experiência uma perspectiva de redenção.
Curioso é constatar que as três películas exibidas simultaneamente colocam em evidência um universo feminino dominado pela fantasia e pela obstinação.

Lúcia Leão Jacobina Mesquita é advogada, ensaísta e autora de “A Aventura da Palavra”.

A saudosa e inimitável voz mexicana para começar a quarta-feira no BP.

Viva a imortal Chavela!!! Salve Alvodovar!!!

BOM DIA !!!

( Vitor Hugo Soares)

jul
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Posted on 20-07-2016
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Pesquisas não comovem senadores

Para deleite de uns e tristeza de outros, pesquisas sobre o humor popular em relação aos mais altos dignitários do país são mero exercício vago, que não produzirá qualquer efeito.

Não interessa quantos por cento desejem ou não a volta de Dilma Rousseff ou a continuidade de Michel Temer porque esse é um destino que já está selado, com desfecho no Senado em agosto.

Não há, por outro lado, articulação nem ridícula promessa da permanência de Henrique Meirelles no comando da economia que faça “a senhora presidente”, como diz Temer, baixar de novo no Planalto.

As pesquisas podem servir apenas para manter em atividade os institutos e, naturalmente, os pesquisadores, no que seria pelo menos boa contribuição contra o desemprego. No resto, dão números que não dão em nada.

jul
20


DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Moro libera Dilma

Sérgio Moro liberou Dilma Rousseff de testemunhar na ação penal em que é réu Marcelo Odebrecht. O juiz atendeu a pedido da defesa do empreiteiro, que desistiu de chamar a petista como testemunha.

MO também cancelou a convocação de todos os outros depoimentos.

A defesa de Odebrecht alegou “sigilo” na decisão, mas obviamente está relacionada ao acordo de delação premiada. Nada do que Dilma fale agora fará diferença.

jul
20
Posted on 20-07-2016
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Clayton, no jornal O Povo (CE)

jul
20


DO EL PAÍS

André de Oliveira

São Paulo

Empresas de tecnologia, privacidade, comunicação e investigações policiais formam um conjunto globalmente conflituoso. Até aí é normal que aqui no Brasil, como tem acontecido em outros lugares do mundo, juízes peçam para ter acesso a dados trocados em aplicativos de mensagens. Contudo, o que tem tornado o país singular na disputa, avaliam especialistas ouvidos pelo EL PAÍS, é a forma recorrente com que magistrados de primeira instância têm conseguido bloquear ferramentas de comunicação, mais especificamente o WhatsApp. Durou pouco, mas a decisão de uma magistrada do Rio de Janeiro nesta terça-feira, derrubada em pouco menos de quatro horas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, corresponde ao terceiro bloqueio do aplicativo no Brasil em menos de um ano.

“O que está acontecendo no país não é normal, esse tipo de interferência na rede causa preocupação. Levando em conta que o Brasil tem mais de 15 mil juízes, isso pode se tornar epidêmico”, comenta Ronaldo Lemos, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS-RJ). Para ele, o bloqueio significa uma interferência na estrutura da rede que vai contra o Marco Civil da Internet, lei que regula o uso da internet no país. “O que se pode fazer são interferências na camada do conteúdo, como remover publicações de ódio em redes sociais, mas não bloquear um serviço, mesmo porque hoje o WhatsApp faz parte da infraestrutura do país, assim como a rede de energia ou telefonia”, diz.

No cerne da questão está a confidencialidade e a privacidade de usuários. Logo após o atentado de San Bernardino, nos Estados Unidos, em que um homem matou mais de uma dezena de pessoas, o FBI pediu para que a Apple possibilitasse o acesso de investigadores ao celular do atirador. A empresa, apoiada por outras gigantes da tecnologia, como Google e Microsoft, recusou-se. A argumentação se baseava no fato de que ao fazer isso, ela estaria fragilizando a segurança dos celulares de todos os outros usuários. Com a diferença de que apesar do entrevero nenhum juiz tentou bloquear os serviços da Apple, o caso faz parte do mesmo conflito global que a Justiça brasileira e o Whatsapp estão inseridos. A palavra chave para entender a questão é criptografia, que não é nada mais do que cifrar dados.

Para Lemos, até o caso de Edward Snowden – um analista de sistemas responsável por tornar públicos uma série de detalhes do sistema de vigilância global dos Estados Unidos, a NSA – a regra em quase 100% das vezes era a falta de privacidade na internet. “Depois dele, as empresas começaram a se preocupar com isso, com o fato de que nossas informações estão todas na internet para qualquer corporação ou pessoa que busque ter acesso a elas. A criptografia, desse modo, nos protege até mesmo das próprias gigantes de tecnologia”, diz. O WhatsApp sempre alegou que não guardava ou fazia registros das mensagens trocadas pelo aplicativo, mas desde abril passou a adotar um sistema de criptografia em que só as pessoas envolvidas na conversa podem ter acesso ao conteúdo trocado. Por isso, tem dito repetidamente que não tem sequer meios de fornecer as informações pedidas pela Justiça. Além do Brasil, já houve críticas de outros países ao mecanismo, como no Reino Unido, e em países como o Irã e a Arábia Saudita.

“Não conheço o sistema criptográfico adotado pelo app, mas se ele é eficaz, eles simplesmente não têm acesso à chave de decodificação. A única solução seria proibir a criptografia no Brasil e, de fato, isso está sendo discutido em alguns lugares, como a Inglaterra, mas é algo que envolve quebra de privacidade e que não poderia ser resolvido a partir de apenas uma decisão judicial”, opina Carlos Afonso, que fez parte da criação do Comitê Gestor da Internet, entidade multissetorial criada em 1995 para lidar com questões relativas à internet. À época do atentado de San Bernardino, as empresas de tecnologia reconheceram a possibilidade de debater a questão, mas disseram que a decisão não poderia ser monocrática e sim parte de um debate público.

“O que vejo hoje é que as pessoas endossam completamente, mesmo que sem saber, a criptografia. Afinal, no WhatsApp trocamos informações como número de CPF, conta corrente. A quebra da criptografia significa que essas informações privadas poderiam ficar acessíveis”, exemplifica Lemos. Para Afonso, as empresas também não podem ser responsabilizadas pelo comportamento de seus usuários. “Vamos supor que empresas de tecnologia fossem proibidas de usar a criptografia nos serviços que oferecem. Isso não impediria que duas pessoas trocando e-mails cifrassem suas mensagens. E aí nesse caso a quem a Justiça recorreria? Claramente ela não poderia responsabilizar a empresa pelo comportamento de seus clientes, como tem feito”, argumenta Afonso.

Sobre a questão, o ministro interino da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que sua pasta está trabalhando em uma proposta para deixar mais simples o conflito que envolve a criptografia. Segundo ele, é preciso que empresas estrangeiras que lidam com troca de dados entre usuários tenham sede no Brasil e que forneçam, quando necessários, dados requisitados por autoridades policiais. Para Lemos, contudo, uma proposta nesses moldes tornaria tudo ainda mais complexo.

“O que se pode fazer são interferências na camada do conteúdo, como remover publicações de ódio em redes sociais, mas não bloquear um serviço, mesmo porque hoje o WhatsApp faz parte da infraestrutura do país, assim como a rede de energia ou telefonia”

“Pelo que entendi, a lei iria aumentar os requisitos para que empresas de tecnologia sejam instaladas no Brasil para além do que é exigido em outros países. Isso vai ter um efeito contrário do que o esperado, porque essas empresas vão simplesmente fugir do Brasil e continuar oferecendo os serviços para os brasileiros, como é o caso da rede SnapChat, que não tem escritório aqui”, comenta. Para ele, uma medida como a proposta tornaria a relação com as empresas mais difícil, criando um ambiente negativo para o país na área de inovação. Enquanto as questões de confidencialidade e privacidade são alvo de discussões aqui e em outros países, o importante, acreditam os especialistas, é que o aplicativo não seja mais bloqueado, que milhares de usuários não sejam mais penalizados.

A decisão de hoje do Supremo, que classificou a medida do bloqueio como desproporcional, uma vez que o WhatsApp é usado de forma abrangente como meio de comunicação, é um indicativo de que isso pode estar perto de acontecer. Não à toa, é a primeira vez que o tribunal se pronuncia sobre a questão. Segundo Lemos, o que é necessário para que os bloqueios deixem de acontecer é que isso se torne uma jurisdição. “Já é uma violação do Marco Civil, do artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos e de uma resolução recente do Conselho de Direitos Humanos da ONU que condena a prática de bloqueios de sites, mas com uma decisão definitiva do STF, juízes de primeira instância não poderão mais interferir no modo com que 100 milhões de usuários se comunicam no Brasil”, diz.

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