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DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

URGENTE: LEWANDOWSKI LIBERA WHATSAPP

Ricardo Lewandowski determinou a suspensão do bloqueio do WhatsApp. O presidente do Supremoo, que está de plantão no recesso, acatou pedido de liminar feito pelo PPS.

Lewandowski disse que o bloqueio do aplicativo “fere a liberdade de expressão e manifestação”. Segundo ele, a medida é “desproporcional”.

DO G1/ O GLOBO

A decisão tomada pela juíza Daniela Barbosa manda as operadoras suspenderem o acesso imediatamente. Segundo a GloboNews, as provedoras de conexão foram notificadas da decisão por volta das 11h30.

O Facebook informou que não vai se manifestar e a assessoria do Whatsapp disse que não tem ainda uma posição sobre a decisão. Esta é a quarta vez que um tribunal decide pela suspensão do acesso ao aplicativo no Brasil. Diferentemente das outras decisões, não há um prazo definido para o retorno do serviço assim que ele for bloqueado.

O Sindicato das Operadoras de Telecomunicações (Sinditelebrasil) informou que ainda não tem informações sobre o caso. Procuradas pelo G1, Claro, Vivo e Tim afirmam que ficaram sabendo do bloqueio pela imprensa e ainda não possuem um posicionamento.

‘Impossibilidades técnicas’
Segundo Barbosa, o Facebook, empresa proprietária do WhatsApp, foi notificado três vezes para interceptar mensagens que seriam usadas em uma investigação policial em Caxias, na Baixada Fluminense. A juíza acrescentou que a empresa respondeu através de e-mail, com perguntas em inglês, “como se esta fosse a língua oficial deste país” e tratou o Brasil “como uma republiqueta”. O Whatsapp diz não cumprir a decisão “por impossibilidades técnicas”.

Segundo a decisão, o que se pede é “a desabilitação da chave de criptografia, com a interceptação do fluxo de dados, com o desvio em tempo real em uma das formas sugeridas pelo MP, além do encaminhamento das mensagens já recebidas pelo usuário (…) antes de implementada a criptografia.”

O bloqueio anterior do Whatsapp foi em maio de 2016. Outro bloqueio aconteceu em dezembro de 2015, quando a Justiça de São Paulo ordenou que as empresas impedissem a conexão por 48 horas em represália ao WhatsApp ter se recusado a colaborar com uma investigação criminal. O aplicativo ficou inacessível por 12 horas e voltou a funcionar por decisão do Tribunal de Justiça de SP.
Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)
Ícone do Whatsapp, um dos aplicativos de conversa mais populares do mundo, é visto na tela de um smartphone (Foto: Fábio Tito/G1)

Bloqueio em maio
A investigação que culminou no bloqueio em maio foi iniciada após uma apreensão de drogas na cidade de Lagarto, a 75 km de Aracaju. O juiz Marcel Montalvão pediu em novembro de 2015 que o Facebook informasse o nome dos usuários de uma conta no WhatsApp em que informações sobre drogas eram trocadas. As informações desse processo corriam em segredo de Justiça.

Segundo o delegado Aldo Amorim, membro da Diretoria de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal em Brasília, a investigação foi iniciada em 2015 e esbarrou na necessidade informações relacionadas às trocas de mensagens via WhatsApp, que foram solicitadas ao Facebook. A empresa não cumpriu a decisão.

Cobras e Lagartos, para começar a tarde de julho no BP!

BOA TARDE!!!

( Gilson Nogueira)

DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS (LISBOA)

O ministro da Justiça francês, Jean-Jacques Urvoas, afirmou hoje que foram identificadas todos os mortos (até esta terça-feira, 19) do atentado de Nice, na quinta-feira, o que vai permitir entregar os 84 corpos às famílias.

“Todos os corpos foram identificados”, disse Urvoas à emissora Europe 1.

Pouco antes, a ministra da Saúde francesa, Marisol Touraine, tinha indicado que continuam em estado crítico 19 das 70 pessoas que estão hospitalizadas. O atentado causou 303 feridos.

O ministro da Justiça insistiu que “a investigação continua” e, apesar de não querer adiantar informações, disse que está por esclarecer o que o autor da matança, Mohamed Bouhlel, fez com a pistola com a qual disparou contra a polícia, antes de ser abatido pelos agentes.

Jean-Jacques Urvoas sublinhou que a polícia e a justiça francesas “trabalham diariamente” contra as ameaças terroristas, tendo travado 14 tentativas de atentado desde o início do ano.

Pelo menos 285 pessoas foram detidas por suspeita de estarem implicadas em redes de envio de combatentes para a Síria, disse.

Na quinta-feira à noite, um camnhão avançou durante dois quilômetros sobre uma multidão na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), em Nice, que estava a assistindo aos fogos-de-artifício para celebrar o dia de França.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado.


João Bosco, 70, e sempre.

O que é felicidade?

Artur Xexéo / O Globo

João Bosco chegou mostrando-se, além de cantor e compositor, um ótimo instrumentista

Ninguém precisa de desculpas para ouvir João Bosco. Mas, como João Bosco completou 70 anos esta semana, eu aproveitei para ouvir algumas das muitas canções que ele compôs e que fazem parte da trilha sonora da minha vida. Ultimamente, tem sempre algum compositor que musicou a minha juventude fazendo 70 anos. Eu me lembro quando eles comemoraram os 50 anos. Depois, os 60. Agora são os 70. João Bosco é o último a chegar lá. Ivan Lins já fez 71. Chico está com 72. Caetano e Milton fizeram 73. Gil já chegou aos 74. João Bosco não pegou a era dos festivais. Quando entrou em cena, já não era novidade o compositor cantar suas canções. Até os anos 50 e começo dos 60 do século passado, nós tínhamos um grupo de cantores e um grupo de compositores. Foi esta a geração que misturou tudo. Para trazer alguma novidade, João Bosco chegou mostrando-se, além de cantor e compositor, um ótimo instrumentista. Como não reverenciar o violão de João Bosco?

Mas, como eu ia dizendo, para fazer a minha singela homenagem, tirei a semana para ouvir João Bosco. “O mestre-sala dos mares”, “De frente pro crime”, “Dois pra lá, dois pra cá”… Pesquiso no YouTube e descubro duas calouras que usam “O bêbado e a equilibrista” para travar uma batalha no “The Voice Angola”. Elas certamente não sabem quem foi o irmão de Henfil, quem são as Marias e Clarices que choram no solo do Brasil, e devem achar incompreensível a imagem de uma tarde caindo como um viaduto. Mas de alguma maneira a canção também as sensibiliza. De acordo com recente pesquisa do Ecad — o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição —, “O bêbado e a equilibrista” é a música mais gravada de João Bosco. De suas mais de cem composições, é também a mais executada entre 2011 e 2015. Será a minha preferida?

Música transporta. Funciona como uma máquina do tempo. Você ouve hoje e se lembra da primeira vez em que a escutou, ou de um momento especial no qual ela estava tocando ao fundo… e você é transportado de volta àquele momento. Qualquer biografia de João Bosco vai contar que sua primeira música gravada foi “Agnus Sei”. Ela era o Lado B de um compacto simples lançado por “O Pasquim” e vendido em bancas de jornal. “O Pasquim” criou o Disco de Bolso, uma promoção que juntava num mesmo disco uma canção inédita de um compositor consagrado e uma canção desconhecida de um novo compositor. No outro lado da primeira gravação de João Bosco, estava Tom Jobim cantando “Águas de março”.

Não me lembro de nada disso. A primeira vez que ouvi “Águas de março” foi num show de Elis Regina, grávida de Maria Rita, no Teatro da Praia, em Copacabana (ou foi no Casa Grande?). Ela não tinha decorado a letra ainda. Lia num papel. A primeira vez que ouvi João Bosco… bem, acho que cheguei atrasado. Não foi “Agnus sei”. Não foi o seu primeiro LP, que já trazia “Bala com bala”, também gravada por Elis. João Bosco e Aldir Blanc foram os compositores mais gravados por Elis. Esta pesquisa, eu mesmo fiz, quando estreou um musical sobre a cantora no CCBB. Mas, enfim, descobri João Bosco numa festa muito estranha, como costumavam ser estranhas as festas dos anos 70.

Um amigo da faculdade de Comunicação tinha conseguido uma cópia em 16mm de “Emmanuelle”, o filme pornô com Sylvia Kristel que tinha chegado ao circuito comercial de cinemas de todo o mundo. Quer dizer, de quase todo o mundo. No Brasil da ditadura militar, o filme foi censurado. Pois a festa era para conhecer uma cópia pirata de “Emmanuelle”. Apesar do motivo, era um ambiente bem família. Alguns colegas de faculdade, a mãe do anfitrião, os irmãos. A ansiedade era palpável. O filme começou, a aeromoça Emmanuelle fez sua primeira estripulia no avião e… o tédio se instalou no apartamento de Copacabana. A projeção foi interrompida. Que chatice aquela “Emmanuelle”!

O anfitrião tentou salvar a reunião pondo um disco na vitrola. Era o segundo LP de um novo artista. Ele mesmo, João Bosco. “Caça à raposa”, o primeiro disco de João em que todas as 12 faixas eram em parceria com Aldir Blanc. Um clássico instantâneo atrás do outro. Mas lá no fim do disco, a penúltima música do Lado B, apareceu um samba irresistível, “Kid Cavaquinho”. Todos os convidados pararam para ouvir. Assim que acabou, antes mesmo de a gente começar a ouvir a última faixa, alguém pediu: “Toca de novo!” E foi assim a noite inteira. Tocou de novo, e de novo e de novo… A gente não se cansava de ouvir “Kid Cavaquinho”. Era de uma alegria irresistível. A letra foi sendo decorada aos poucos. No fim da noite, todos os convidados já cantavam juntos, aos gritos, dançando, alegres. “Genésio/ A mulher do vizinho/ Sustenta/ Aquele vagabundo.” A máquina do tempo em que “Kid Cavaquinho” se transformou esta semana, quando João Bosco completou 70 anos, transportou-me para um momento de felicidade.

Nós éramos jovens, rebeldes (não contei que nos reunimos para assistir a “Emmanuelle”?) e com excesso de sonhos que transbordavam por todos os poros. Desde então, para mim, felicidade é ouvir “Kid Cavaquinho”.

BOM DIA!!!

jul
19
Posted on 19-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-07-2016


DEU NO BLOG POR ESCRTO (DO JORNALISTA LUIS AUGUSTO GOMES)

OPINIÃO
Um olhar sobre Renan (é necessário)

Na eterna luta entre o Bem e o Mal, embora nenhum dos dois seja tão firmes assim em suas convicções, o Brasil tem se livrado, de uma forma ou de outra, de personalidades prejudiciais à sua melhor História.

A mais recente delas é o deputado Eduardo Cunha, zumbi senil ao qual se aconselha até a antes desonrosa renúncia. É inacreditável, portanto, que o senador Renan Calheiros permaneça presidindo o Senado.

Renan não é melhor do que Cunha em seus subterrâneos. Engoli-lo agora, no auge da luta de setores da nação por limpeza institucional, seria uma cessão vulgar à política – no mau sentido – que desmereceria qualquer avanço.

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O Judiciário contra a “reforma”

É nesse cenário que o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, articula com Renan uma comissão mista especial para agilizar o que denominam “a tramitação de reformas no sistema partidário e eleitoral”.

Independentemente do conteúdo da proposta, não será o senador a figura mais legítima a encabeçar esse processo, e poderá fazê-lo de fato se os juízes que restam em Brasília não se debruçarem sobre material que têm em mãos.

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A República sucumbe ao protocolo vulgar

“Maia tem de conversar com Renan”, diz a imprensa, supostamente refletindo a realidade do quadro. A questão é saber como ele se sentirá no convívio estreito do gabinete, na foto que todos mandarão para todo mundo e todos os jornais no segundo seguinte.

Uma reunião desse nível para definir matérias tão importantes, com a cláusula de barreira que ameaçaria os pequenos partidos e a proibição de coligação para eleições parlamentares é, no mínimo, apressada, nas condições atuais.

O protocolo que reúne os presidentes da Câmara e do Senado é típico do republicanismo vigente, que constrange. É um dilema, é um drama, é uma desgraça, para ficar só na letra d.

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A antiguidade da música popular brasileira

“Há sinceridade nisso?” – perguntava o cantor no antológico samba-choro de Carvalhinho, Dozinho e Manezinho Araújo. E o coro: “Não há, não há”. Uma boa para a criançada daquela década de 50.

jul
19
Posted on 19-07-2016
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-07-2016


Sid, no portal de humor gráfico A Chharge Online


Lula em ato em Caruaru, em Pernambuco.
Ricardo Stuckert/Instituto Lula

DO EL PAÍS

Qualquer que seja o resultado final do processo de impeachment de Dilma Rousseff, a narrativa de que adversários políticos tentaram atacar o projeto social petista por meio de um “golpe” será o principal pilar do PT nas campanhas municipais, que já começaram, ainda que não oficialmente. Com as alianças partidárias prejudicadas pelo processo de afastamento da presidenta, o partido deve lançar mais candidaturas próprias neste ano. Em crise de imagem e com menos dinheiro para campanha, devido a proibição do financiamento empresarial, dependerá mais do corpo a corpo com eleitores e da presença em palanques de Luiz Inácio Lula da Silva, que já participou de eventos em Pernambuco neste mês para defender seu legado e discutir com aliados.

Uma resolução do PT nacional, divulgada em maio deste ano, determina que o partido não poderá se aliar a defensores do impeachment. Para se blindar de qualquer apoio que possa gerar constrangimentos à estratégia, a sigla, está, até, pedindo que possíveis parceiros de chapa garantam, por escrito, que defendem Rousseff. No Ceará, por exemplo, oito municípios já foram alertados pelo diretório estadual de que deverão repensar suas parcerias, que incluíam o PR e o Solidariedade. Alianças com PCdoB e PDT, aliados petistas que foram contrários ao impeachment, serão priorizadas. Mas, em casos de partidos em que os parlamentares se dividiram na votação, como o PMDB e o PSB, a situação será avaliada caso a caso. Diretórios estaduais do partido estão pedindo para que, em municípios em que as alianças com essas legendas sejam propostas, o candidato não-petista da chapa apresente uma carta, assegurando ser contrário ao impeachment da presidenta e deixando claro que apoia o projeto político-social petista. Com isso, querem também evitar a repetição de resultados da aliança com o presidente interino Michel Temer (PMDB), acusado pelos petistas de assumir o Governo e trair o programa petista que venceu nas urnas.

“O diretório estadual precisa de prova inequívoca. É preciso apresentar uma declaração em que o candidato reconhece o legado histórico do PT e se posiciona contra o impeachment. Não dá para ter um lado do palanque que defende uma coisa e o outro lado que defende outra”, explica Bruno Ribeiro, presidente do PT de Pernambuco. Francisco de Assis Diniz, presidente do diretório do Ceará, para onde Lula seguiria depois do périplo pernambucano, diz que no Estado também se pede o documento, por orientação do diretório nacional. O ex-presidente, “principal cabo eleitoral do Ceará”, nas palavras de Diniz, desmarcou a visita ao Estado porque os deputados José Guimarães e Luizianne Lins, que será a candidata à prefeitura de Fortaleza, não poderiam participar do encontro, marcado para as vésperas das eleições para a presidência da Câmara, já que participariam da votação em Brasília. A candidatura de um nome próprio do PT para capital cearense gerou rusgas no Estado. O governador Camilo Santana, que é do PT, mas tem um histórico divergências internas e uma aliança próxima com os irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT), defende apoio à reeleição do também pedetista Roberto Claudio, temendo não ter o apoio do grupo em sua própria reeleição em 2018.

O PT prevê ter, neste ano, 19 candidatos próprios a prefeito nas 26 capitais. Nas eleições passadas foram 17. E só anunciou nas demais capitais, até o momento, apoio a candidatos do PCdoB (Rio), PDT (São Luís e Cuiabá) e PSB (Salvador) -os dois primeiros partidos foram contrários ao impeachment e o terceiro se dividiu. Parceiros de 2012, como o PR, PRB e PMDB ainda não aparecem na lista de apoio nas capitais e, cada um deles, receberá até o momento, apenas um apoio nas 127 cidades com mais de 150.000 eleitores -nestes locais o PT terá 79 candidatos próprios até o momento. No Rio, onde PT costumava apoiar a candidatura do PMDB, os petistas anunciaram que não vão compor a chapa de Pedro Paulo, o peemedebista escolhido pelo atual prefeito, e apoiarão a campanha da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB), uma das maiores defensoras de Rousseff na Câmara.
Teste de fogo

As campanhas municipais deste ano serão as mais difíceis para o PT e um termômetro da atual importância do partido no cenário nacional depois do impeachment. Diante do desgaste à imagem da legenda promovido pelo afastamento de Rousseff, pela crise econômica e pela Lava Jato , muitos nomes fortes nos municípios se desfiliaram. Levantamento feito pelo jornal Folha de S.Paulo no ano passado, antes do afastamento temporário da presidenta, apontou que 11% dos prefeitos da sigla eleitos em 2012 haviam deixado o partido – 69 dos 619. A diminuição de seus quadros nos municípios pode prejudicar os planos de Lula de se tornar presidente novamente em 2018. As gestões municipais costumam funcionar como as principais vitrines dos partidos, já que as ações das prefeituras têm um impacto direto na vida dos cidadãos.

O PT já antecipa problemas em seu principal município: São Paulo. O prefeito da sigla, Fernando Haddad, aparece em terceiro lugar na disputa eleitoral, segundo a última pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta. O levantamento mostra que ele perdeu apoio principalmente entre os mais pobres, principais sustentadores do Partido dos Trabalhadores.

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