Tristeza pelo querido Clodô

“José Clodoaldo Multari Lôbo!” – ele ria quando o saudava assim, nos corredores, nas salas, na cantina da Escola de Comunicação da Ufba, bem mais que 40 anos atrás.

Era apenas uma referência solene e apalhaçada à certidão de nascimento do estudante da turma de 71, de quem fui calouro. Seu talento intelectual não me conquistou mais que a doçura.

Hoje me comove a notícia da morte do várias vezes colega – a última delas na Redação de A Tarde –, para mim, “Clodô”, não outros apelidos que a vida lhe tenha agregado.

Jocosamente, diria mesmo pejorativamente, havia quem o chamasse de “Angústias”, fruto da personalidade paradoxalmente calma e atormentada, cuja lembrança faz os olhos lagrimarem.

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Comentários

vitor on 16 julho, 2016 at 13:45 #

Luis Augusto:

Justa, expressiva e comovente homenagem a Clodoaldo Lôbo. Na medida da figura humana especial e do talento do profissional de jornalismo que a Bahia e o Brasil acabam de perder.


luís augusto on 16 julho, 2016 at 22:33 #

Pois é, Vitor, um dia, quem sabe, nos encontraremos todos no Além, com os nossos pecados e mentiras, passados (nós) a limpo.


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