Corpos espalhados pelo chão na avenida do ataque.
ERIC GAILLARD REUTERS

DO EL PAIS

Carlos Yárnoz
Ana Teruel

París

O terror, objetivo prioritário do jihadismo, volta a golpear a França. Dezenas de pessoas — 77, segundo dados provisórios das autoridades — morreram atropeladas por um caminhão durante os festejos do 14 de julho, festa nacional francesa, no Passeio dos Ingleses de Nice, segundo informou o presidente do Conselho Regional de Provence-Alpes-Côte d’Azu, Christian Estrosi, no Twitter. O promotor antiterrorista François Molins assegura que “tudo parece indicar que se trata de um atentado”. O número de feridos é calculado em torno de 100.

Pouco antes das 23h00 (hora local, 18h00 de Brasília) um caminhão avançou pela calçada marítima de Nice na altura da praça de Masséna, onde a essa altura se concentrava uma multidão para ver os fogos de artifício que iam servir de encerramento às celebrações do Dia Nacional. Várias pessoas tentaram impedir que o veículo prosseguisse sua marcha sobre a multidão, “mas ia a muita velocidade”, segundo um dos primeiros depoimentos colhidos pelas televisões locais.

Segundo Nice Matin, um diário local, foram produzidas cenas de pânico entre a população, que começou a correr em todas as direções. As forças da segurança, militares incluídos, estabeleceram um perímetro de segurança.

Numerosas ambulâncias e forças de segurança se dirigiram ao local e isolaram a zona. Algumas testemunhas indicaram também ter ouvido uma troca de tiros, segundo a imprensa local. “Parece que houve disparos e que o motorista morreu baleado”, indicou ao canal BFM TV o delegado adjunto da prefeitura de Alpes Marítimos, Sebastien Humbert.

O presidente da França, François Hollande, regressou de Avignon para participar da reunião da célula de crise convocada no Ministério do Interior, da qual também participa o primeiro-ministro, Manuel Valls. Várias autoridades do Governo também abandonaram apressadamente o recinto em que se tinham reunido junto a Trocadero para presenciar os fogos de artifício da torre Eiffel. Um deles foi o promotor Molins, que se afastou da zona enquanto falava continuamente por telefone.

O suposto atentado de Nice ocorre apenas algumas horas após o presidente Hollande anunciar que o estado de exceção vigente desde novembro seria suspenso no próximo dia 26, após o Tour de France.

Paris sofreu vários atentado a noite do último 13 de novembro que causaram a morte de 129 pessoas e feriram mais de 250. O maior número de vítimas foi morta na sala de espetáculos Bataclán, na capital francesa, onde ocorria um concerto da banda Eagles of Death Metal.

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